v. 31 n. 340 (2026)

Corporalidades, Narrativas y Emancipación

Corporeidades, Narrativas e Emancipação
Este exemplar convida a explorar a educação física, o desporto e a atividade física não só como práticas corporais, mas também como narrativas vivas e territórios de luta política. Esta edição apresenta o dossiê Pesquisa Narrativa em Atividade Física e Desporto, concebida a partir do seminário de pós-graduação ministrado pelo Dr. David Beer na Universidade Nacional de Mar del Plata. Através da pesquisa biográfico-narrativa, o trabalho assume o compromisso ético de desmantelar o quadro institucional, humanizar a pedagogia e conceber o corpo como um território de resistência.
Paula Andrea Vélez Castañeda analisa a incorporação do yoga e do bem-estar emocional no meio escolar como estratégias para proteger a vida e promover uma educação situada na interdependência; Mariana Flores explora a transformação das relações quando as aulas do secundário são realizadas na praia; Gabriel Mariano Altamiranda defende a reapropriação do espaço público através do "futebol selvagem" na praça do bairro durante a década de 1990. Estefanía Lourdes Gisele Ferreira aborda a resiliência e a reconstrução da identidade após a mutilação física no automobilismo (Alex Zanardi e Billy Monger); Julieta Goyena examina a tensão em torno das imposições de género através das experiências das jogadoras de futebol no pátio da escola; e Raúl Oscar Martínez analisa a superação do trauma e da identidade em Cala, filha de um repressor da ditadura, através do desporto. Por fim, Leila Ángela Kafer propõe a Biodança conceber o corpo como uma unidade epistémica, e María Florencia Barbella defende o aukantüm com (brincar em comunidade) face à mercantilização do corpo.
Ao longo da coletânea, os autores examinam as estruturas de poder inscritas na carne, as dinâmicas de género, o trauma, o jogo comunitário e o cuidado. Em conjunto, este dossiê reafirma que investigar os corpos através das suas próprias narrativas não é apenas uma escolha metodológica, mas também um ato político de reparação, memória e emancipação pedagógica.
Lic. Tulio Guterman, Diretor – Setembro de 2026

Publicado: 2026-09-01

 

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