Volver a los detalles del artículo El índice de masa corporal como indicador de sobrepeso y obesidad en escolares


Índice de massa corporal como indicador de sobrepeso e obesidade em escolares

Body mass index as an indicator of overweight and obesity in schoolchildren

El índice de masa corporal como indicador de sobrepeso y obesidad en escolares

 

Andréa Jaqueline Prates Ribeiro*

andrea.ribeiro@unoesc.edu.br

Marqueli Petry Weber**

marqueliweber2012@hotmail.com

 

*Laboratório de Fisiologia do Exercício - LAFE

Mestre em Educação Física. Professora do curso de Educação Física

da Universidade do Oeste de Santa Catarina – UNOESC

São Miguel do Oeste – Santa Catarina

**Acadêmica do curso de Educação Física

Universidade do Oeste de Santa Catarina – UNOESC

São Miguel do Oeste – Santa Catarina

(Brasil)

 

Recepção: 09/02/2018 - Aceitação: 23/08/2018

1ª Revisão: 05/06/2018 - 2ª Revisão: 21/08/2018

 

Resumo

    O objetivo deste estudo foi analisar o índice de massa corporal (IMC), como indicador de sobrepeso e obesidade de alunos das séries iniciais do ensino fundamental, de uma escola municipal de São Miguel do Oeste/SC. Participaram do presente estudo 27 crianças e pré-adolescentes, com as idades de 8 à 12 anos, sendo 13 do gênero masculino e 14 do gênero feminino. A coleta de dados foi realizada por meio da verificação das medidas de peso e estatura dos participantes para o cálculo do IMC dos pesquisados. Posteriormente realizou-se a tabulação e análise dos dados e na sequência foi realizada a devolutiva dos resultados aos sujeitos pesquisados, de forma individualizada. Para o tratamento dos dados foi utilizada a análise de frequência. De acordo com os resultados, os escolares tanto do gênero masculino como feminino foram classificados na sua maioria com o peso ideal (06 meninos e 07 meninas), seguidos da classificação de sobrepeso (05 meninos e 04 meninas) e obesidade (02 meninos e 03 meninas). Conclui-se que os escolares, independente do gênero, se classificaram, em sua maioria, com peso ideal, de acordo com os parâmetros de classificação do IMC. Como apareceram casos (em menor proporção) de sobrepeso e obesidade, houve orientações acerca de alimentação saudável e atividade/exercício físico.

    Unitermos: Escolares. Índice de massa corporal. Sobrepeso. Obesidade.

 

Abstract

    The objective of this study was to analyze the body mass index (BMI), as an indicator of overweight and obesity in elementary school students from a municipal school in São Miguel do Oeste/SC. Twenty-seven children and pre-adolescents, aged 8 to 12 years, 13 of the male gender and 14 of the female gender participated in the study. Data collection was performed through the verification of weight and height measures of the participants to calculate the BMI of the respondents. Afterwards, the data were tabulated and analyzed and the results were returned to the subjects, in an individualized manner. Frequency analysis was used to treat the data. According to the results, both male and female schoolchildren were classified as having the ideal weight (06 boys and 07 girls), followed by the classification of overweight (05 boys and 04 girls) and obesity (02 boys and 03 girls). It is concluded that, regardless of gender, schoolchildren were classified as having ideal weight, according to BMI classification parameters. As there were cases (to a lesser extent) of overweight and obesity, there were guidelines about healthy eating and physical activity / exercise.

    Keywords: Schoolchildren. Body mass index. Overweight. Obesity.

 

Resumen

    El objetivo de este estudio fue analizar el índice de masa corporal (IMC), como indicador de sobrepeso y obesidad de alumnos de los cursos iniciales de nivel primario, de una escuela municipal de São Miguel do Oeste, SC. En el presente estudio participaron 27 niños y preadolescentes, con edades de 8 a 12 años, siendo 13 del género masculino y 14 del género femenino. La recolección de datos fue realizada por medio de la verificación de las medidas de peso y estatura de los participantes para el cálculo del IMC de los sujetos investigados. Posteriormente se realizó la tabulación y análisis de los datos y en la secuencia se realizó la devolución de los resultados a los sujetos investigados, de forma individualizada. Para el procesamiento de los datos se utilizó el análisis de frecuencia. De acuerdo con los resultados, los escolares tanto del género femenino como masculino fueron clasificados en su mayoría con el peso ideal (06 varones y 07 niñas), seguidos de la clasificación de sobrepeso (05 niños y 04 niñas) y obesidad (02 varones y 03) niñas). Se concluye que los escolares, independientemente del género, se clasificaron, en su mayoría, con peso ideal, de acuerdo con los parámetros de clasificación del IMC. Como aparecieron casos (en menor proporción) de sobrepeso y obesidad, hubo orientaciones acerca de alimentación sana y actividad física.

    Palabras clave: Escolares. Índice de masa corporal. Sobrepeso. Obesidad.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 23, Núm. 243, Ago. (2018)


 

Introdução

 

    Atualmente é de grande importância cada pessoa ser sabedora do seu Índice de Massa Corporal (IMC), pois serve para verificar a relação do peso e da altura de determinado indivíduo e assim poder analisar se este está de acordo com o peso ideal, acima ou abaixo do peso desejado e adequado. Desta forma, o IMC ajuda a identificar o estado de sobrepeso e obesidade ou desnutrição de um indivíduo, sendo que ele não é um parâmetro ideal para verificar o peso ideal em adultos, pois isto pode ser atribuído ao excesso de massa muscular.Assim sendo, analisaremos o IMC de crianças.

 

    No levantamento realizado pelo IBGE (2015), os índices de sobrepeso e obesidade beira os 60% da população brasileira. Cerca de 82 milhões de pessoas apresentaram o IMC igual ou maior do que 25 (sobrepeso ou obesidade). Isso indica uma prevalência maior de excesso de peso no sexo feminino (58,2 %), que no sexo masculino (55,6%). Os dados anunciados pelo IBGE traduzem a urgência de se pensar políticas públicas adequadas à prevenção e tratamento do sobrepeso e obesidade.

 

    Segundo Ribeiro et al. (2013) quanto ao sobrepeso e a obesidade em crianças, ela pode ocorrer por inúmeras causas e traz diversas implicações na saúde em geral, se associando a problemas de saúde mais frequentes, favorecendo a sua persistência na vida adulta.

 

    A falta da prática de atividades físicas e a má alimentação são alguns dos possíveis fatores responsáveis pelo aumento dos casos de sobrepeso e obesidade na infância. A permanência desta na vida adulta tem como consequência o desenvolvimento de diversas doenças, portanto, a prevenção da obesidade, desde cedo, deve ter como foco orientações à prática de atividades físicas regulares e a adoção de uma alimentação saudável (Ribeiro et al., 2013).

 

    Suñé et al. (2007) já se preocupavam em determinar a prevalência de sobrepeso e obesidade e os fatores associados ao excesso de peso corporal e pesquisaram um grupo de 719 escolares de 11 a 13 anos, residentes em Capão da Canoa, Rio Grande do Sul, Brasil. Os autores concluíram que 541 escolares foram classificados com IMC normal, 153 com sobrepeso e 25 com obesidade. Encontrou-se associação estatisticamente significativa com tipo de escola, estado nutricional dos pais, nível de atividade física e tempo de conduta sedentária. A prevalência de sobrepeso e obesidade encontrada nos escolares avaliados mostrou-se elevada, e, de acordo com a literatura, confirmando a magnitude e gravidade que o problema assumiu entre os escolares de todo o Brasil.

 

    Ramos e Ferreira (2013) objetivaram analisar o índice de massa corpórea dos escolares da rede pública de ensino do município de Dois Irmãos do Buriti/MS. Realizaram um estudo descritivo, com 941 alunos de ambos os sexos, do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, matriculados em 2 escolas da área urbana do município. Os resultados permitiram concluir que a maior concentração de escolares foi classificada como IMC normal em ambos os sexos. Entretanto, uma proporção considerável dos escolares investigados do sexo feminino apresentou obesidade e do sexo masculino estava com sobrepreso.

 

    Em um estudo realizado por Ribeiro et at. (2015), que objetivou verificar o Índice de Massa Corporal (IMC) de crianças nas séries iniciais do 1ª ao 4ª ano em uma escola municipal no interior da cidade de Iporã do Oeste no estado de Santa Catarina, os resultados demonstraram que o IMC dos meninos esteve classificado dentro dos padrões de normalidade, porém com um indicador de 2 com obesidade, 1 com sobrepeso e 4 abaixo do peso. Frente aos resultados os autores alertaram aos avaliados para que mantivessem uma rotina de exercícios acompanhado de uma boa alimentação e com um cuidado maior em relação aos que não estão classificados no item normal. O IMC das meninas demonstrou também em grande maioria uma normalidade, constatando apenas 1 com obesidade e 5 abaixo do peso, sendo indicado um acompanhamento para manter as normalidades e corrigir nos resultados inadequados.

 

    Corroborando, há vários estudos (Machado et al., 2018; Linhares et al., 2016; Miranda et al., 2015) que tem se preocupado com o sobrepeso e obesidade de crianças e adolescentes. Por isso, é fundamental que medidas preventivas sejam adotadas, objetivando reduzir os índices encontrados nesses estudos e a escola é um local propício para disseminação de ações de cunho educativo.

 

    A partir do exposto, o objetivo do presente estudo foi analisar o IMC, como indicador de sobrepeso e obesidade, de alunos das séries iniciais do ensino fundamental, de uma escola municipal de São Miguel do Oeste/SC.

 

    Mais especificamente foi:

  • verificar como está o nível de IMC do gênero masculino;

  • analisar como está o nível de IMC do gênero feminino;

  • comparar o nível de IMC entre os gêneros.

Metodologia

 

Caracterização da pesquisa

 

    Este estudo caracteriza-se de natureza quanti-qualitativa, utilizando-se de procedimentos técnicos de uma pesquisa descritiva.

 

    Segundo Michel (2009) a pesquisa quantitativa é de caráter objetivo e se caracteriza em coletar e tratar dados obtidos através de técnicas numéricas e/ou estatísticas de amostra ou população, apresentando discussão e apresentação através dos números.Ainda segundo o autor a pesquisa qualitativa é de caráter subjetivo e se caracteriza pela discussão e apresentação de resultados feitos, predominantemente em formato de texto corrido.

 

    É uma pesquisa descritiva, que de acordo com Gil (2009) e Strieder (2009) se preocupa em descrever características de uma determinada população ou determinado fenômeno ou estabelece relações entre variáveis, geralmente, utilizando questionário e observação sistemática.

 

Amostra

 

    A amostra foi selecionada de forma intencional e constituída por 27 crianças e pré-adolescentes, com as idades de 8 à 12 anos, sendo 13 do gênero masculino e 14 do gênero feminino. Todos residentes do município de São Miguel do Oeste – Santa Catarina, regularmente matriculados no ensino fundamental, de uma escola do municipal.

 

    O critério de inclusão, na pesquisa, foi o de ter entregado o TCLE (Termo de Consentimento Livre e Esclarecido) assinado.

 

Instrumentos de medidas

 

    Para este estudo foram utilizadas balanças e estadiômetros, para obter dados de estatura e peso dos indivíduos pesquisados, sendo que esses valores foram utilizados para o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC).

 

    Para o cálculo de IMC foi utilizada a seguinte fórmula:

 

 

Procedimentos para a coleta dos dados

 

    Primeiramente foi realizado contato com a escola, informando a natureza e propósito da pesquisa e solicitando autorização para realização do presente estudo.

 

    Na sequência foi entregue aos pesquisados o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), sendo solicitado que retornassem assinados pelos pais ou responsáveis dos pesquisados. Feita a entrega desse documento aos pesquisadores, iniciou-se a realização da pesquisa.

 

    Na sequência, realizou-se a coleta de dados, através da coleta das medidas de peso e estatura dos participantes para verificar o IMC dos pesquisados.

 

    Em seguida realizou-se a tabulação e análise dos dados pesquisados.

 

    Após os dados terem sido analisados, estes foram devolvidos aos sujeitos pesquisados, de forma individualizada.

 

Tratamento de dados

 

    Para o tratamento dos dados foi utilizado a análise de frequência, a partir o Programa Computacional Excel.

 

Análise e discussão dos resultados

 

    A análise dos resultados foi realizada através do cálculo do IMC utilizando-se do peso e estatura dos pesquisados. Os resultados foram classificados de acordo com Conde Monteiro (2006 apud Gaya et al., 2012), sendo que o ponto de corte para cada classificação está apresentado no quadro 1.

 

Quadro 1. Valores críticos do IMC para definição do estado nutricional de crianças e adolescentes

 

Nível de IMC do gênero masculino

 

    O gráfico 1, apresenta os resultados do IMC de escolares do gênero masculino de uma escola municipal de São Miguel do Oeste – SC.

 

Gráfico 1. Resultados de IMC de crianças e pré-adolescentes do gênero masculino

Fonte: As autoras (2015)

    De acordo com o gráfico 1, os escolares do gênero masculino (13 meninos), foram classificados como: nenhum aluno com baixo peso, 6 com o peso ideal, 5 com sobrepeso (38,46%) e 2 com obesidade (15,38%).

 

    Segundo uma pesquisa realizado por Ribeiro et al. (2013) que objetivou verificar a prevalência de sobrepeso e obesidade de escolares do município da Secretaria de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste/SC, analisados e classificados por meio do IMC, composta por 1728 escolares, sendo estes 902 do sexo, masculino observou-se que o sobrepeso foi identificado em 22,2% dos entrevistados. Entretanto, no que se refere à obesidade não foram observadas diferenças significativas, para serem classificadas como tal.

 

    Já em outro estudo realizado por Giugliano e Melo (2004) que objetivou aferir a prevalência de sobrepeso e obesidade de escolares, composta por 528 escolares, 255 escolares do sexo masculino atingiram um total de 18,8% classificados com sobrepeso e obesidade.

 

    Ribeiro et al. (2015) realizaram uma pesquisa avaliando o IMC de crianças nas séries iniciais do 1ª ao 4ª ano em uma escola municipal no interior da cidade de Iporã do Oeste no estado de Santa Catarina. A amostra foi composta por 53 crianças (7 a 10 anos de idade) de ambos os gêneros da SDR de Itapiranga/SC, frequentadores da rede municipal de ensino. Os resultados demonstraram que o IMC dos meninos e das meninas, em sua maioria, encontra-se classificado dentro dos padrões de normalidade, porém os meninos apresentaram resultados de obesidade e sobrepeso maiores que as meninas.

 

    A obesidade tem sido percebida entre escolares do Brasil inteiro e é considerada um problema de saúde pública que afeta países desenvolvidos e em desenvolvimento, atingindo todas as faixas etárias, gêneros e classes sociais, estando em crescente prevalência. Dessa forma percebe-se que os dados do presente estudo se assemelham com os de Ribeiro et al. (2015), Ribeiro et al. (2013) e Giugliano e Melo (2004).

 

    A constatação de maior prevalência de sobrepeso/obesidade em crianças do sexo masculino também foi verificada em uma pesquisa de Soar et al. (2004) na cidade de Florianópolis-SC e em outro estudo em São Paulo de Simon et al (2010).

 

Nível de IMC do gênero feminino

 

    O gráfico 2 apresenta os resultados do IMC de escolares do gênero feminino de uma escola municipal de São Miguel do Oeste – SC.

 

Gráfico 2. Resultados de IMC de crianças e pré-adolescentes do gênero feminino

Fonte: As autoras (2015)

 

    De acordo com o gráfico 2, os escolares do gênero feminino (14 meninas), foram classificadas como: nenhum aluno com baixo peso, 7 com o peso ideal (50%) 4 com sobrepeso (28,57%) e 3 com obesidade (21,43%).

 

    Em uma pesquisa realizada por Ribeiro et al. (2013) observou-se que o sobrepeso, no gênero feminino, classificou-se como sendo 18,3% de 826 escolares analisados. Já em relação à obesidade não se observou resultados significativos para serem classificados como obesos.

 

    Já, em outro estudo realizado por Giugliano e Melo (2004), foram analisados 273 alunos femininos, de um montante de 528 escolares, que atingiram porcentagem de 21,2% classificadas com sobrepeso e obesidade.

 

    Dessa forma percebe-se que os dados do presente estudo se assemelham com os de Ribeiro et al. (2013) e Giugliano e Melo (2004), também para o gênero feminino.

 

Nível de IMC para ambos os gêneros

 

    O gráfico 3 apresenta os resultados do IMC de escolares de ambos os gêneros de uma escola municipal de São Miguel do Oeste – SC.

 

Gráfico 3. Resultados de IMC de crianças e pré-adolescentes de ambos os gêneros

Fonte: As autoras (2015)

 

    De acordo com o gráfico 3, os escolares de ambos os gêneros, foram classificados como: nenhum aluno com baixo peso, 13 com o peso ideal (48%), 9 com sobrepeso (37%) e 5 com obesidade (18%).

 

    Dados semelhantes ao do presente estudo foram encontrados em uma pesquisa realizada por Ribeiro et al. (2013) na rede pública de ensino da SDR de São Miguel do Oeste – SC, com estudantes de ambos os gêneros, foram observadas a prevalência de sobrepeso em 351 escolares e de obesidade em 91 escolares dos 1728 entrevistados. A maior parte da amostra (1270 escolares) foi classificada como sendo normal e o restante (16 escolares) como sendo de baixo peso.

 

    Da mesma forma, em outro estudo realizado por Balaban e Silva (2001) que objetivou determinar a prevalência de sobrepeso e obesidade em estudantes de uma escola da rede privada de Recife e comparar as prevalências de sobrepeso e obesidade entre os sexos, os autores verificaram que sobrepeso e obesidade mostraram-se mais prevalentes entre as crianças do que entre os adolescentes e essa diferença foi estatisticamente significante. O estudo salienta que a prevalência encontrada assemelha-se àquelas observadas em países desenvolvidos.

 

    Wisemandle et al. (2000) em seu estudo concluíram que, para ambos os sexos, quanto mais precoce o início do distúrbio do peso, maior a suscetibilidade a sobrepeso na vida adulta, sendo a faixa entre 4 e 8 anos de idade a de maior ocorrência.

 

    Conforme Carvalho et al. (2013) nas últimas décadas, tem-se observado um crescimento alarmante de obesidade na população infantil. A obesidade exógena (atribuída a fatores ambientais, como alimentação, hábitos, ambiente familiar e escolar) é responsável por aproximadamente 95%, enquanto os 5% restantes decorrem de fatores endógenos. As consequências podem ser graves, com repercussões cardiovasculares, anatômicas e psicológicas.

 

    Por isso, é preciso repensar estratégias de orientação às crianças e adolescentes com foco nos aspectos relacionados à alimentação saudável e atividade física.

 

Conclusão

 

    De acordo com os objetivos do presente estudo conclui-se que os escolares, independente do gênero, se classificaram, em sua maioria, com peso ideal, de acordo com os parâmetros de classificação do IMC.

 

    Como apareceram casos (em menor proporção) de sobrepeso e obesidade, houve orientações acerca de alimentação saudável e atividade/exercício físico.

 

    Salienta-se que os meninos apresentaram resultados de sobrepeso e obesidade superior quando comparados com as meninas.

 

Referências

 

    Balaban, G.; Silva G. A.P. (2001). Prevalência de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes de uma escola da rede privada de Recife. Jornal Pediátrico, v.77, p.96-100.

 

    Carvalho, E. A. A. et al. (2013). Obesidade: aspectos epidemiológicos e prevenção. Rev Med Minas Gerais 2013; 23(1): 74-82.

 

    Gaya, A. (2012). Manual do Projeto Esporte Brasil. p.1-20.

 

    Gil, A. C. (2009). Como elaborar projetos de pesquisa. 4.ed. São Paulo: Atlas.

 

    Giugliano, R.; Melo, A. L. P. (2004). Diagnóstico de sobrepeso e obesidade em escolares: utilização do índice de massa corporal segundo padrão internacional. Jornal Pediátrico,v.80, p.129-34.

 

    IBGE (2015). Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/estimativa2015/default.shtm, Acesso em: 02 jan. 2016.

Linhares et al. (2016). Obesidade infantil: influência dos pais sobre a alimentação e estilo de vida dos filhos. Temas em Saúde, Volume 16, Número 2. 460-481, João Pessoa/PB, 2016.

 

    Michel, M. H. (2009). Metodologia e pesquisa científica em ciências sociais. 2. ed. São Paulo: Atlas.

 

    Miranda, J. M. de Q. et al. (2015). Prevalência de sobrepeso e obesidade infantil em instituições de ensino: Públicas vs. Privadas. Rev. Bras. Med. Esporte – Vol. 21, Nº2 – Mar/Abr., 2015.

 

    Machado, A. P. et al. (2018). Prevalência de sobrepeso e obesidade em crianças do ensino fundamental I na cidade de Boa Viagem-CE. Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, São Paulo. v.12. n.70. p.175-181. Mar./Abril., 2018.

 

    Ramos, J. P. e Ferreira, J. S. (2013). Análise do índice de massa corporal (IMC) dos escolares da rede pública de ensino do município de Dois Irmãos do Buriti, MS, Brasil. Lecturas: Educación Física y Deportes, Revista Digital. Buenos Aires - Año 18 - Nº 181 - Junio. http://www.efdeportes.com/efd181/indice-de-massa-corporal-imc-dos-escolares.htm

 

    Ribeiro, A. J. P. et al. (2013). Prevalência de sobrepeso e obesidade em escolares com idade de 7 a 17 anos, residentes nos municípios pertencentes à secretaria de desenvolvimento regional de são Miguel do Oeste/SC. Revista da Faculdade de Educação Física da UNICAMP, v.11, p. 57-73.

 

    Ribeiro, A. J. P. et al. (2015). Índice de massa corporal (IMC) de crianças de 6 a 10 anos de uma escola rural de Iporã do Oeste, SC, Brasil. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 20, Nº 211, Diciembre. http://www.efdeportes.com/efd211/indice-de-massa-corporal-de-6-a-10-anos.htm

 

    Soar, C.; Vasconcelos, F. A. G.; Assis, M. A. A.;Grosseman S.; Luna M. E. P. (2004). Prevalência de sobrepeso e obesidade em escolares de uma escola pública de Florianópolis, Santa Catarina. Rev Bras Saúde Matern Infant. 2004; 4(4): 391-7.

 

    Simon, V. G. N.; Souza, J. M. P.; Leone, C.; Souza, S. B. (2010). Prevalência de sobrepeso e obesidade em crianças de dois a seis anos matriculadas em escolas particulares no município de São Paulo. Rev. bras. crescimento desenvolv. hum. [on-line]. 2009. [citado 2010 maio 14]; 19(2).

 

    Suñé, F. R. et al. (2007). Prevalência e fatores associados para sobrepeso e obesidade em escolares de uma cidade no Sul do Brasil. Caderno Saúde Pública, v. 23, p.1361-1371.

 

    Strieder, R. (2009). Diretrizes para elaboração de projetos de pesquisa. Joaçaba: Unoesc.

 

    Wisemandle, W.; Maynard, L. M.;Guo, S. S.; Siervogel, R. M. (2000). Childhood weight, stature, and body mass index among never overweight early-onset overweight, and late-onset overweight groups. Pediatrics, Jul. 2000; 106:E14.


Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 23, Núm. 243, Ago. (2018)

Utilizamos cookies para ofrecer la mejor experiencia, navegando en esta web aceptas su uso. OK