Volver a los detalles del artículo Perfil de estilo de vida del adolescente basado en el 'Cuestionario Ocho Remedios Naturales' - Q8RN

Perfil do estilo de vida de adolescentes com base 

no “Questionário Oito Remédios Naturais” - Q8RN

Teenage lifestyle profile based on 

“Questionnaire Eight Natural Remedies” - Q8RN

Perfil de estilo de vida del adolescente basado en el 

“Cuestionario Ocho Remedios Naturales" - Q8RN

 

Sarah Lidiane Santos da Silva Oliveira*

sarah.oliveira@proasa.org.br

Gina Andrade Abdala**

ginabdala@gmail.com

Maria Fernanda Melo Lopes Ninahuaman***

fernanda_ninahuaman@hotmail.com

Maria Dyrce Dias Meira**

dyrcem@yahoo.com.br

 

*Enfermeira, Mestre em Promoção da Saúde

pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP-SP)

** Enfermeira. Doutora em Ciências pela Escola de Enfermagem

da Universidade de São Paulo (EEUSP)

Docente do Curso de Mestrando em Promoção da Saúde

do Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP-SP)

***Mestre em Farmacologia pela Universidade Federal de São Paulo

Docente no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP-SP)

(Brasil)

 

Recepção: 27/12/2019 - Aceitação: 27/01/2020

1ª Revisão: 20/01/2020 - 2ª Revisão: 27/01/2020

 

Este trabalho está sob uma licença Creative Commons

Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0)

https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt

 

Resumo

    Introdução: a adolescência traz consigo um período de aprendizagem e influencia a formação de crenças, conceitos e valores que, por vezes, perduram até a fase adulta. Objetivos: identificar o perfil de estilo de vida de adolescentes, com base nos hábitos saudáveis avaliados pelo “Questionário Oito Remédios Naturais” (Q8RN). Método: Estudo descritivo, exploratório, de corte transversal, realizado com 282 adolescentes estudantes de três escolas particulares de ensino fundamental e médio, localizadas da Zona Sul da cidade de São Paulo. Resultados: o Estilo de Vida dos adolescentes apresentou um escore total entre bom e muito bom (74,1%), no entanto, ao analisar por dimensões, observou-se que a Nutrição ficou abaixo da média (45,3%), seguido do Sono/Descanso (51,8%) e do uso adequado da Água (55,8%). Na análise de comparação, entre as médias dos escores dos domínios por sexo houve predomínio da pratica de exercício físico nos adolescentes do sexo masculino (p = 0,001). Na faixa etária de 16-19 anos houve predomínio de nutrição equilibrada, ingestão de água, exposição ao sol e a confiança em Deus (p < 0,05). Conclusão: o perfil do estilo de vida dos adolescentes, segundo o Q8RN se apresentou predominantemente “bom”, no entanto as meninas precisam realizar mais atividade física e os adolescentes de 12-15 anos devem incorporar melhores hábitos relacionados aos domínios da Nutrição, Água, Luz solar e Confiança em Deus.

    Unitermos: Saúde do adolescente. Estilo de vida saudável. Promoção da saúde.

 

Abstract

    Introduction: adolescence brings with it a learning period and influences the formation of beliefs, concepts and values that sometimes last until adulthood. Objectives: to identify the lifestyle profile of adolescents based on healthy habits assessed by the “Eight Natural Remedies Questionnaire” (Q8RN). Method: this is a descriptive, exploratory cross-sectional study conducted with 282 adolescent students from three private elementary and high schools located in the South Zone of the city of São Paulo. Results: the lifestyle of the adolescents presented a total score, between good and very good (74.1%). However, when analyzing by dimensions, it was observed that Nutrition was below average (45.3%). followed by Sleep / Rest (51.8%) and proper use of Water (55.8%). In the correlation analysis between the mean scores by domains by gender, there was a predominance of physical exercise in male adolescents (p = 0.001). In the age group of 16-19 years old for balanced nutrition, ingestion water, sun exposure and confidence in God (p <0.05). Conclusion: the lifestyle profile of adolescents according to the Q8RN was predominantly “good”, however girls need to perform more physical activity and 12-15 years old should incorporate better habits related to Water, Nutrition, Light Solar and Trust in God domains.

    Keywords: Adolescent health. Healthy lifestyle. Health promotion.

 

Resumen

    Introducción: la adolescencia trae consigo un período de aprendizaje e influye en la formación de creencias, conceptos y valores que a veces duran hasta la edad adulta. Objetivos: Identificar el perfil de estilo de vida de los adolescentes, basado en hábitos saludables evaluados por el "Cuestionario Ocho Remedios Naturales" (Q8RN). Método: Estudio descriptivo, exploratorio, transversal, realizado con 282 estudiantes adolescentes de tres escuelas primarias y secundarias privadas ubicadas en la Zona Sur de la ciudad de São Paulo. Resultados: el estilo de vida de los adolescentes presentó un puntaje total entre bueno y muy bueno (74,1%). Sin embargo, al analizar por dimensiones, se observó que la Nutrición estaba por debajo del promedio (45,3%), seguido de sueño/descanso (51,8%) y uso apropiado del agua (55,8%). En el análisis de comparación, entre las puntuaciones del dominio por género hubo un predominio del ejercicio físico en adolescentes varones (p = 0,001). En el grupo de edad de 16-19 años hubo un predominio de nutrición equilibrada, ingesta agua, exposición al sol y confianza en Dios (p <0,05). Conclusión: el perfil de estilo de vida de los adolescentes según el Q8RN era predominantemente "bueno", sin embargo, las niñas deben realizar más actividad física y los niños de 12 a 15 años deben incorporar mejores hábitos relacionados con los dominios Agua, Nutrición, Luz solar y confianza en Dios.

    Palabras clave: Salud del adolescente. Estilo de vida saludable. Promoción de la salud.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 24, Núm. 260, Ene. (2020)


 

Introdução

 

    A adolescência é caracterizada por uma fase de aquisição de novos hábitos com uma autonomia outrora desconhecida, mas que influencia nas escolhas saudáveis ou não, que podem perdurar até a fase adulta, levando consigo suas consequências. (Ferreira; Jardim; Peixoto, 2013)

 

    Ao considerar todos os fatores envolvidos na saúde e bem-estar dos adolescentes, tais como: psicológicos, biológicos, culturais, socioeconômicos, políticos e étnicos, as mais diversas formas de vulnerabilidade se elevam, potencializando os agravos à saúde. (Brasil, 2010)

 

    O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) indica que a fase da adolescência vai dos 12 aos 18 anos, 11 meses e 29 dias (Brasil, 2019). A Organização Mundial da Saúde (OMS), por sua vez, considera como adolescência a faixa etária entre 10 e 19 anos, 11 meses e 29 dias e como juventude entre 15 e 24 anos (World Health Organization, 1965). Ambos considerados como grupos de jovens.

 

    O estudo de Ferrari et al. (2017) faz referência à importância dos hábitos adquiridos durante a adolescência e ressalta o quanto influenciarão nas escolhas da vida adulta. Essa fase é marcada por hábitos e costumes que caracterizam um estilo de vida peculiar em que predomina as escolhas conscientes, ou não, desse grupo. Nesse período, o adolescente passa por diversos enfrentamentos, próprios da idade, que se traduzem em mudanças física, emocional, cognitiva, biológica e sócio comportamental. Existem várias descobertas, tais como: a utilização de álcool, tabaco, padrões alimentares e de atividade física que estão, essencialmente, relacionados às Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT). Essas doenças têm se manifestado cada vez mais precocemente na vida dos adolescentes. (Couto et al., 2014; Portes, 2011)

 

    Com isso, a adoção de um estilo de vida saudável na adolescência é de grande importância, pois causa impacto positivo não somente nesta fase, mas ao longo da vida com ganhos significativos para a saúde integral. O estilo de vida é um constructo segmentado da epidemiologia, que influencia na saúde em uma perspectiva individual e coletiva, de forma durável e contínua, contribuindo, ou não, como fator protetivo para as DCNT. (Madeira et al., 2018)

 

    Estilo de Vida (EV) é citado por Nahas, Barros e Francalacci (2000, p.50) como “um conjunto de ações cotidianas que reflete as atitudes e valores das pessoas”. As atitudes, assim realizadas, são baseadas em suas experiências e percepções, envolvendo as concepções de saúde e doença adquiridos no decorrer da vida.

 

    Aplicando esse conceito à área da saúde, Farias; Souza e Santos (2016, p. 41) mencionam que o EV envolve um conjunto de hábitos ou padrões de comportamentos, individuais ou coletivos, adotados por influência social e/ou cultural, modificáveis ou não, que norteiam as escolhas voltadas à promoção da saúde de cada pessoa.

 

    O EV avaliado com base no “Questionário Oito Remédios Naturais” (Q8RN) tem como fundamento a prática de hábitos saudáveis relacionados aos “Remédios da Natureza” assim denominados e orientados por White (1905, 2013). Posteriormente outras iniciativas, descritas a seguir, contribuíram para que os mesmos fossem considerados como práticas promotoras de uma saúde integral.

 

    O conceito de saúde integral, que se alia a essas práticas saudáveis, foi a base para a elaboração de um programa educativo proposto pelo “Weimar Institute” na Califórnia - USA, em 1977. Esse programa se tornou conhecido pelas iniciais das palavras em inglês, que formam o acrônimo NEWSTART: Nutrição (Nutrition), Exercício (Exercise), Água (Water), Luz Solar (Sunlight), Temperança (Temperance), Ar Puro (Air), Repouso/Sono (Rest) e Confiança em Deus (Trust). (Foster, 1989)

 

    Atualmente, um programa semelhante é utilizado como recurso de educação em saúde, empreendido pelas instituições adventistas no cumprimento da sua missão social. Esse programa consiste em um circuito educativo que, de forma interativa, orienta a adoção dessas práticas promotoras da saúde, inicialmente denominada como “Feira de Saúde” (Cres et al., 2015) e atualmente registrada como “Feira Vida e Saúde”.

 

    As boas práticas de saúde, tais como: a alimentação saudável, prática sistemática de atividade física e a abstinência de álcool e fumo estão diretamente relacionadas ao menor risco de desenvolvimento das DCNT. Por sua vez, a adoção de hábitos saudáveis está relacionada às questões culturais, socioeconômicas e regionais bem como aos fatores condicionantes individuais. (Couto et al., 2014, p. 1590)

 

    Assim, objetivou-se com este estudo identificar o perfil de estilo de vida de adolescentes, com base nos hábitos saudáveis avaliados pelo “Questionário Oito Remédios Naturais” (Q8RN).

 

Método

 

    Estudo descritivo, exploratório, de corte transversal que envolveu 282 adolescentes que foram convidadas a participar de “Feiras Vida e Saúde” (Divisão Sul-Americanada IASD, 2014) oferecidas nas dependências de três escolas particulares do ensino fundamental e médio, localizadas da Zona Sul da cidade de São Paulo. Os adolescentes que aceitaram participar da pesquisa obtiveram a concordância dos pais ou responsáveis por meio da assinatura nos Termos de Consentimento Livre e Esclarecido e também assinaram o Termo de Assentimento Informado Livre e Esclarecido.

 

    Os dados foram coletados no ano de 2018, por meio da aplicação de um formulário de dados sociodemográficos e de saúde, elaborado pelos pesquisadores, e do “Questionário Oitos Remédios Naturais” (Q8RN) construído e validado quanto ao conteúdo por Abdala et al. (2018a).

 

    Após o processo de validação das propriedades psicométricas, o Q8RN passou de 25 para 22 itens na versão adulto e 19 itens na de adolescentes. As duas versões preservaram os oito domínios que correspondem aos hábitos saudáveis relacionados aos “Oitos Remédios Naturais”: Nutrição/Alimentação saudável; Exercício físico; Água; Luz solar; Temperança; Ar puro; Descanso/Sono e Confiança em Deus. (Abdala et al., 2018b; Oliveira, 2018)

 

    O programa Statistical Package for Social Science for Windows (SPSS) - versão 22 foi utilizado para realizar a análise estatística descritiva dos dados referentes ao perfil do estilo de vida dos adolescenteseo teste t de Student para comparação das médias dos escores por domíniospor sexo e faixa etária.

 

    Este estudo deriva de uma pesquisa maior intitulada “Estilo de Vida relacionado à saúde por meio dos Oito Remédios Naturais”. A condução do estudo atendeu a todas as orientações de pesquisas em saúde, envolvendo seres humanos, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa conforme parecer nº 1404.196.

 

Resultados e discussão

 

    Na caracterização sociodemográfica obteve-se a média de idade dos participantes de 14, 8 anos (dp = 2,31); a maioria dos participantes era do Ensino fundamental I (57,1%), sexo feminino (70,2%) e evangélicos (60, 9%) e referiu cor da pele branca (44,9%) e parda (42,5%).

 

    Ao separar por sexo, verificou-se que a maioria está entre 12-14 anos (66,7% no sexo feminino), são evangélicas (69,6%), com fundamental II incompleto (66,1% para sexo feminino) e de cor branca (70,6% para as meninas) (Tabela 1).

 

Tabela 1. Distribuição dos participantes das Feiras Vida e Saúde, segundo as variáveis sociodemográficas. São Paulo, 2018

Variáveis

Feminino

n=198

%

Masculino

n= 84

%

Idade (n= 282)

 

 

 

 

12-14 anos

100

66,7

50

33,3

15-17 anos

54

72,0

21

28,0

18-19 anos

44

77,2

13

22,8

Religião (n= 279)

 

 

 

 

Evangélico

117

69,6

51

30,4

Católico

53

70,7

22

29,3

Espírita

6

60,0

4

40,0

Sem Religião

18

81,8

4

18,2

Não responderam

3

75,0

1

25,0

Escolaridade (n= 282)

 

 

 

 

Ensino fundamental II Incompleto

78

66,1

40

33,9

Ensino Fundamental completo ou Ensino Médio Incompleto

83

68,6

38

31,4

Ensino Médio completo ou Superior Incompleto

37

86,0

6

14,0

Cor da pele (n= 282)

 

 

 

 

Branca

89

70,6

37

29,4

Parda

85

69,7

37

30,3

Preta

13

65,0

7

35,0

Indígena

5

71,4

2

28,6

Amarela

6

85,7

1

14,3

Fonte: Dados da pesquisa (2018)

 

    Segundo consta no último Censo Brasileiro do IBGE há cerca de 29.360.901 adolescentes, sendo que 84% vivem em áreas urbanas, nas quais o sexo feminino representa 50,47% dessa população. Também se registrou que houve um aumento de 4,8% no número de evangélicos, no entanto, o predomínio da religião católica continua mantido na população brasileira (Brasil, 2011), divergindo da representação dos evangélicos apresentada na presente pesquisa.

 

    A classificação do EV dos adolescentes, analisados com base no Instrumento Q8RN, apresenta o escore total do EV do grupo pesquisado, destacando que na somatória do percentual geral ele foi classificado entre “bom” (52, 8%) e “muito bom” (21, 3%) (Tabela 2).

 

Tabela 2. Classificação do estilo de vida dos adolescentes, segundo o Instrumento Q8RN

Classificação do escore geral

Frequência

%

Insuficiente

2

0,70%

Regular

66

23,4%

Bom

149

52,8%

Muito bom

60

21,3%

Excelente

5

 1,8%

Total

282

100%

Fonte: Dados da pesquisa (2018)

 

    Alguns componentes relacionados ao estilo de vida de adolescentes, abordado no presente estudo, foram analisados no estudo de Farias et al. (2016), no qual, de uma forma geral, o grupo estudado apresentou um comportamento saudável satisfatório.

 

    Os adolescentes passam por grandes transformações até a fase adulta e apresentam um contínuo desenvolvimento da personalidade, interações sociais, descobertas sexuais e de afetividade, relações interpessoais, progressos emocionais e intelectuais. Devido às novas experiências se expõem aos riscos de suas escolhas, principalmente, em relação à saúde em virtude da falta de atividade física, sexo livre, alimentação inapropriada, consumo de drogas lícitas e/ou ilícitas, álcool e tabaco. (Viero et al., 2015)

 

    Em meio a conflitos e incertezas de suas escolhas, os adolescentes não se sentem preparados para a nova realidade que precisam enfrentar. Nesse contexto, cabe destacar que eles precisam se sentir protagonistas na condução de suas vidas. Mas, muitas vezes, se tornam displicentes por não terem a visão do todo e de sua influência para o futuro, principalmente, em relação ao processo saúde e doença. Eles necessitam de um ambiente favorável a estas discussões. (Faial et al., 2017)

 

    De acordo com Vinagre e Barros (2019), os adolescentes têm necessidade de realizarem as próprias escolhas e, por vezes, se confrontam com tomadas de decisões que podem repercutir em seus projetos de vida, logo, os cuidados à saúde devem assegurar respostas que favoreçam a um estilo de vida saudável.

 

    Para que haja uma mudança comportamental nos adolescentes, eles precisam estar envolvidos no assunto em questão. Preconiza-se que as mudanças se darão a partir do conhecimento que eles já possuem, assim como, de incentivos das escolhas embasadas nos saberes construídos voltados a promover a saúde integral. A educação em saúde pode proporcionar uma teia de conhecimentos em diferentes lugares que frequentam, principalmente na escola, onde eles têm um grande vínculo influenciador dessas escolhas. (Viero et al., 2015)

 

    A Tabela 3 contém uma análise estatística descritiva, que mostra valores acima da média nas dimensões da Confiança em Deus, Luz Solar, Temperança e Exercício físico, enquanto a Nutrição ficou abaixo da média e as outras dimensões ficaram no limite no grupo pesquisado (Tabela 3).

 

Tabela 3. Média, desvio padrão (dp) das dimensões do Estilo de Vida, segundo Q8RN

Variáveis/Dimensões

Média

dp

Min.

Max.

1 – Nutrição

7,2

3,0

00

16

2 – Exercício

7,2

3,1

00

12

3 – Água

4,5

1,7

1,0

8

4 - Luz solar

5,9

1,6

00

8

5 – Temperança

14,3

3,1

1,0

20

6 - Ar puro

4,7

1,6

00

8

7 - Descanso/Sono

6,2

2,7

00

12

8 - Confiança em Deus

12,0

3,5

00

16

Fonte: Dados da pesquisa (2018)

 

    A dimensão da Confiança em Deus avalia os hábitos relacionados à Religiosidade/Espiritualidade e no presente estudo foi a que apresentou melhor adesão por parte dos adolescentes pesquisados. Na pesquisa realizada por Santos et al. (2014), a Religiosidade é citada como fator protetivo no cuidado da saúde do adolescente, pois os autores consideram que ela favorece a adoção um estilo de vida mais saudável, principalmente, em relação ao uso de substâncias psicoativas, a prática de esporte, a relação sexual com proteção, a alimentação e outros hábitos que auxiliam em escolhas benéficas à saúde.

 

    Apesar dos resultados do estilo de vida nesta pesquisa apontarem que houve predomínio entre “bom” e “excelente”, em sua maioria (75,9%), no entanto observou-se uma deficiência quanto as práticas avaliadas no domínio da Nutrição, em que os adolescentes alcançaram somente 45,0% do valor desejado. Esse percentual demonstra que na população estudada existe uma necessidade de maior orientação quanto a adoção de uma alimentação saudável e equilibrada para fortalecer o EVS.

 

    Ferrari et al. (2017) fizeram uma pesquisa com diversos grupos populacionais em São Paulo e avaliou que 77,2% dos adolescentes praticavam alguma atividade física e apenas 14,6% tinham uma alimentação adequada. A maioria (92,2%) nunca havia fumado e somente 2,3% deles faziam uso de álcool, no entanto, 90,2% dos adolescentes apresentaram um estilo de vida não saudável e o principal fator para isso foi a alimentação inadequada. Registraram que a alimentação é um dos aspectos que mais impacta na saúde dos adolescentes. Nesse contexto, consideraram a necessidade de se investigar a temática, abrangendo os aspectos relacionados.

 

    Dias et al. (2014) consideram que na geração pós-moderna existem algumas práticas de lazer como maior acesso a videogames, televisão e Internet que tornam os adolescentes mais sedentários. Para os autores, esse comportamento está associado aos hábitos alimentares que, via de regra, se perpetuam na fase adulta, acarretando sérios problemas de saúde, caso não haja uma mudança neste comportamento.

 

    A Política Nacional de Atenção à Saúde Integral do Adolescente e Jovem tem como objetivo a promoção, proteção, prevenção e recuperação da Saúde com base nos princípios que regem o Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse sentido, apresenta preocupação com a alta incidência de mortes em decorrência das DCNT, que estão diretamente relacionadas ao estilo de vida adotado e, por essa razão, poderiam ser evitadas. Dentre os vários conteúdos, destacam-se os temas acerca da alimentação saudável, da importância de beber água, da prática do exercício físico, dos benefícios do sono, da sexualidade e da saúde bucal. (Brasil, 2010)

 

    Henry (2004) discorre sobre a importância de um programa de EVS, nos moldes do NEWSTART, que orienta as mesmas práticas saudáveis contempladas nos domínios do Q8RN. O autor atesta a eficácia desses hábitos de vida para inversão do diabetes e obesidade de forma natural, reforçando que os mesmos ajudam na prevenção de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e na promoção da saúde, de maneira geral.

 

    Para que haja uma mudança comportamental nos adolescentes, eles precisam estar envolvidos no assunto em questão. Preconiza-se que isso se dará a partir do conhecimento que eles já possuem, assim como dos incentivos a realizarem escolhas embasadas no saber construído a partir de iniciativas voltadas a promover a promoção da saúde integral. A educação em saúde pode proporcionar uma teia de conhecimentos em diferentes lugares que frequentam, principalmente na escola, onde eles têm um grande vínculo influenciador dessas escolhas. (Viero et al., 2015)

 

    A aula de educação física tem se mostrado um espaço no qual, com a devida orientação e treinamento, os professores podem influenciar os adolescentes, de forma prática, a escolherem os benefícios de um estilo de vida saudável. (Silva, & Silva, 2015)

 

    Quando os adolescentes participam de grupos que promovem discussão sobre saúde, eles começam a refletir em suas escolhas e se envolvem na “nova” descoberta do conceito apresentado, produzindo mudanças favoráveis à promoção da saúde (Ferreira Junior et al., 2013). Para o adolescente que trabalha e estuda, isso representa uma forma de empoderamento, pois favorece que o mesmo exerça seus direitos sociais, refletindo em um amadurecimento e no entendimento que ele tem de felicidade. Esses aspectos convergem para que a qualidade devida dos adolescentes seja melhor, uma vez que a construção de valores se dá a partir de suas escolhas e serve como um fator de proteção contra o adoecimento. (Campos et al., 2014; Jager et al., 2014)

 

    No estudo de Vinagre e Barros (2019), eles ouviram as experiências e perspectivas de adolescentes sobre os cuidados com a saúde que permitiu compreenderem melhor seus anseios e preferências. Eles expressaram a necessidade de mais recursos humanos, com competências técnicas e capacidade de acolhimento empático, para auxiliar a dissipar suas dúvidas em linguagem que lhes é própria, principalmente, quanto às mudanças que ocorrem em suas vidas, para tanto, torna-se necessário que os programas de promoção da saúde do adolescente reavaliem o hiato entre o escrito e o realizável/adequado para esta faixa etária.

 

    Castanheira (2013) fala sobre a importância de se trabalhar com esta faixa etária com programas preventivos para se consolidar uma visão dos efeitos das escolhas sobre a saúde futura, que será de extrema necessidade para uma vida saudável e repleta de conquistas.

 

    Ao comparar as médias dos escores das dimensões do Q8RN desses adolescentes, por meio do teste t de Student, segundo o sexo, encontrou-se os seguintes resultados: os meninos praticam mais exercícios que as meninas (p = 0, 001). Nos demais domínios, existem algumas diferenças entre as médias, porém, não estatisticamente significantes (Tabela 4).

 

Tabela 4. Teste t de Student das médias, DP, valor de p e IC (95%) dos domínios do Q8RN, por sexo

Domínios

Feminino

Masculino

Valor de p

IC (95%)

Média

DP

Média

DP

Nutrição

7,29

3,13

7,17

2,74

0,759

-0,654

0,897

Exercício

5,59

3,17

8,61

2,53

0,001

-0,616

0,858

Água

4,55

1,72

4,30

1,74

0,271

-2,785

-1,248

Luz solar

5,83

1,69

6,07

1,54

0,241

-2,720

-1,313

Temperança

14,23

3,34

14,56

2,79

0,432

-0,195

0,690

Ar puro

4,67

1,61

4,88

1,78

0,336

-0,198

0,694

Descanso/Sono

6,22

2,93

6,21

2,29

0,994

-0,651

0,164

Confiança em Deus

11,96

3,64

12,13

3,16

0,700

-0,645

0,159

Fonte: Dados da pesquisa (2018)

 

    Para detectar a diferença das médias dos escores dos domínios do Q8RN, por faixa etária dividida em dois grupos (12-15 anos e 16-19 anos), encontrou-se que os adolescentes com 16-19 anos possuem melhores resultados em relação aos de 12-15 anos quanto à nutrição equilibrada, ingestão de água, melhor exposição ao sol e mais confiança em Deus (p<0,05) (Tabela 5).

 

Tabela 5. Teste t de Student das médias, DP, valor de p e IC (95%) dos domínios do Q8RN, por idade dicotomizada (12-15 anos; 16-19 anos)

 

Domínios

12-15 anos

(n= 177)

16-19 anos

(n= 105)

Valor de p

IC (95%)

Média

DP

Média

DP

Nutrição

6,97

2,70

7,72

3,45

0,043

-1,480

-0,024

Exercício

7,34

2,88

6,94

3,51

0,305

0,386

-0,363

Água

4,27

1,66

4,82

1,77

0,009

0,211

-0,968

Luz Solar

5,70

1,66

6,24

1,40

0,006

0,194

-0,919

Temperança

14,39

3,06

14,23

3,41

0,682

0,394

-0,614

Ar puro

4,78

1,68

4,66

1,65

0,552

0,206

-0,282

Descanso/Sono

6,20

2,76

6,25

2,76

0,884

0,340

-0,720

Confiança em Deus

11,96

3,47

12,13

3,44

0,004

0,426

-2,066

Fonte: Dados da pesquisa (2018)

 

    Ressalta-se que o conceito de estilo de vida, implicado na totalidade dos domínios que representam os “Oito Remédios Naturais”, é baseado em fatores protetivos para a qualidade de vida das pessoas (White 1905, 2013; Foster, 1989). Dessa forma entende-se que, quando mais cedo forem praticados, melhor serão suas escolhas ao longo da vida e, consequentemente, melhores níveis de saúde e qualidade de vida. Recomenda-se a utilização de estratégias eficientes para estimular os estudantes a praticarem atividade física, por meio de um programa orientado especialmente para a melhoria dos indicadores de saúde. (Obregón et al., 2018)

 

Conclusão

 

    O perfil do estilo de vida, analisado segundo o Q8RN, apresentou como resultado uma classificação do escore geral, predominantemente, “bom” e “muito bom”.

 

    Quanto aos domínios investigados pelo instrumento, que retratam a adesão aos hábitos saudáveis dos adolescentes, relacionados aos “Remédios da Natureza”, os resultados reforçam a necessidade de maior conscientização dessa população sobre as vantagens de escolhas mais saudáveis quanto aos hábitos relacionados, prioritariamente, às dimensões da Nutrição, Descanso/Sono e Água. Em segundo lugar, com médias discretamente maiores, os adolescentes investigados demonstraram necessidade em melhores hábitos relacionados às dimensões do Exercício físico e do Ar puro. Houve predomínio da prática de exercício físico nos adolescentes do sexo masculino (p = 0,001) e na faixa etária de 16-19 anos, melhores resultados quanto à nutrição equilibrada, ingestão de água, melhor exposição ao sol e mais confiança em Deus (p < 0,05).

 

    Considera-se que os hábitos saudáveis relacionados aos “Oito Remédios Naturais” constituem uma base sólida sustentada por referências científicas para auxiliar os adolescentes a conquistarem uma saúde melhor. No entanto, ressalta-se a necessidade de estudos mais aprofundados sobre o estilo de vida com base na influência desses hábitos nos marcadores de saúde.

 

Referências

 

Abdala, G. A., Meira, M. D. D., Isayama, R. N., Wataya, R. S., Rodrigo, G. T., Ninahuaman, M. F. L., Oliveira, S. L. S. S. & Santos, S. O. (2018a). Construction and Validation of the Eight Natural Remedies Questionnaire: Adventist Lifestyle. International Journal of Development Research, 8(5), 20300-20310. Recuperado de: https://www.journalijdr.com/construction-and-validation-%E2%80%9Ceight-natural-remedies%E2%80%9D-questionnaire-adventist-life-style

 

Abdala, G. A., Meira, M. D. D., Isayama, R. N., Rodrigo, G. T., Wataya, R. S. & Tertuliano, I. W. (2018b). Validation of the “Eight Natural Remedies Questionnaire”- Q8RN – Adult version. Lifestyle Journal, 5(2), 135-159.http://dx.doi.org/10.19141/2237-3756.lifestyle.v5.n2.p135-159

 

Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2011). Censo demográfico 2010. Recuperado de: http://www.censo2010.ibge.gov.br/apps/mapa/

 

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção em Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (2010). Diretrizes nacionais para a atenção integral à saúde de adolescentes e jovens na promoção, proteção e recuperação da saúde. Área Técnica de Saúde do Adolescente e do Jovem. Brasília, Ministério da Saúde. Recuperado de: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_nacionais_atencao_saude_adolescentes_jovens_promocao_saude.pdf

 

Brasil. Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (2019). Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Versão atualizada, 2019). Brasília – DF. Recuperado de: https://www.mdh.gov.br/biblioteca/crianca-e-adolescente/estatuto-da-crianca-e-do-adolescente-versao-2019.pdf/view

 

Castanheira, L. J. (2013). Saúde de Adolescentes - quo vadis? Adolescência & Saúde, 10(S.2), 65-67. Recuperado de: http://www.adolescenciaesaude.com/detalhe_artigo.asp?id=408

 

Campos, A. C. V., Borges, C. M., Lucas, S. D., Vargas, A. M. D. & Ferreira, E. F. (2014). Empoderamento e qualidade de vida de adolescentes trabalhadores assistidos por uma entidade filantrópica de apoio ao adolescente. Saúde e Sociedade, 23(1), 238-250. https://dx.doi.org/10.1590/S0104-12902014000100019

 

Couto, S. F., Madruga, S. W., Neutzling, M. B. & Silva, M. C. (2014). Frequência de adesão aos "10 Passos para uma Alimentação Saudável" em escolares adolescentes. Ciência & Saúde Coletiva, 19(5), 1589-1599. https://dx.doi.org/10.1590/1413-81232014195.21392013

 

Cres, M. R., Abdala, G. A., Meira, M. D. D., Teixeira, C. A., Ninahuaman, M. F. M. L. & Moraes, M. C. L. (2015). Religiosidade e Estilo de Vida de uma População Adulta. Revista Brasileira de Promoção da Saúde, 28(2), 240-250. Recuperado de: https://periodicos.unifor.br/RBPS/article/view/3596/pdf

 

Dias, P. J. P., Domingos, I. P., Ferreira, M. G., Muraro, A. P., Sichieri, R., Gonçalves-Silva, R. M. V. (2014). Prevalência e fatores associados aos comportamentos sedentários em adolescentes. Revista de Saúde Pública, 48(2), 266-274. https://dx.doi.org/10.1590/S0034-8910.2014048004635

 

Divisão Sul-Americana da IASD (2014). Manual da Feira de Saúde. Departamento de Ministério da Saúde da Igreja Adventista do Sétimo Dia Divisão Sul-Americana. Recuperado de: http://ministeriodasaude.s3.amazonaws.com/feiradesaude/2014/Manual_Feira.pdf

 

Faial, L. C. M., Silva, R. M. C. R. A., Pereira, E. R., Douza, L. M. C., Bessa, R. T. & Faial, C. S. G. (2017). Saúde na Escola: Contribuições fenomenológicas a partir da percepção do aluno adolescente. Revista de Enfermagem da UFPE [online], 11(1), 24-30. Recuperado de: https://pdfs.semanticscholar.org/9efc/1ab55cdae033e0d684f71cf238490828c01c.pdf

 

Farias, E. S., Souza, L. G. & Santos, J. P. (2016). Estilo de vida de escolares adolescentes. Adolescência & Saúde, 13(2), 40-49. Recuperado de: http://www.adolescenciaesaude.com/detalhe_artigo.asp?id=556

 

Ferrari, T. K., Cesar, C. L. G., Alves, M. C. G. P., Barros, M. B. A., Goldbaum, M. & Fisberg, R. M. (2017). Estilo de vida saudável em São Paulo, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, 33(1), e00188015. https://dx.doi.org/10.1590/0102-311x00188015

 

Ferreira Junior, A. R. F., Barros, E. M. A., Sousa, R. A. & Souza, L. J. E. (2013). Vivência de adolescentes em atividade de promoção da saúde. Revista Brasileira de Enfermagem. 66(4), 611-614. https://dx.doi.org/10.1590/S0034-71672013000400023

 

Ferreira, J. O., Jardim, P. C. B. V., Peixoto, M. R. G. (2013). Evaluation of project promoting health in adolescents. Revista de Saúde Pública, 47(2), 257- 265. https://doi.org/10.1590/rsp.v47i2.76628

 

Foster, V. W. (1989). Novo começo (1st. ed.). Tradução em português - Idaho: Pacific Pren Publishing Association, p.22-23. Recuperado de: https://issuu.com/herbert.vix/docs/novo_comeco

 

Henry, B. K. S. (2004). Reversing diabetes and obesity naturally: a NEWSTART lifestyle program. The Diabetes Educator, 30(1), 48-50. https://doi.org/10.1177/014572170403000109

 

Jager, M.E., Batista, F.A., Perrone, C.M., Santos, S.S. & Dias, A.C.G. (2014). O adolescente no contexto da saúde pública brasileira: reflexões sobre o PROSAD. Psicologia em Estudo, 19(2), 211-221. http://dx.doi.org/10.1590/1413-737221567004

 

Madeira, F. B., Filgueira, D. A., Bosi, M. L. M. & Nogueira, J. A.D. (2018). Estilos de vida, habitus e promoção da saúde: algumas aproximações. Saúde e Sociedade, 27(1), 106-115. https://dx.doi.org/10.1590/s0104-12902018170520

 

Nahas, M. V., Barros, M. V. & Francalacci, V. (2000). O pentáculo do bem-estar, base conceitual para avaliação do estilo de vida de indivíduos ou grupos. Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde, 5(2), 48-59. https://doi.org/10.12820/rbafs.v.5n2p48-59

 

Oliveira, S. L. S. S. (2018). Evidências de validade do Questionário “Oito Remédios Naturais” - Q8RN: estilo de vida de adolescentes [Dissertação] Mestrado em Promoção da Saúde - Centro Universitário Adventista de São Paulo, São Paulo. Recuperado de: https://www.unasp.br/dissertacoes-2018/

 

Obregón, R. R. S., Sinche, J. C. L., Zaruma, G. A. M., Badillo, P. L. L., Altamirano, H. R S. & Vite, G A. O. (2018). Diagnóstico preliminar para diseñar actividades físico-recreativas para promocionar la salud en estudiantes de la ESPOCH. Lecturas: Educación Física y Deportes, 3(247), Recuperado de: https://efdeportes.com/index.php/EFDeportes/article/view/991/492

 

Portes, L. A. (2011). Estilo de vida e qualidade de vida: Semelhanças e diferenças entre os conceitos. Lifestyle Journal, 1(1) 8-10. Recuperado de: https://revistas.unasp.edu.br/LifestyleJournal/article/view/128

 

Santos, A. R., Silva, E. A., Silva, P., Cartaxo, H. G. & Freitas, C. M. (2014). Estilo de vida na adolescência: o envolvimento religioso atuando nos comportamentos de risco à saúde. Pensar a Prática, 17(1). https://doi.org/10.5216/rpp.v17i1.18741

 

Silva, D. A. S. & Silva, R. J. S. (2015). Associação entre prática de atividade física com consumo de frutas, verduras e legumes em adolescentes do Nordeste do Brasil. Revista Paulista de Pediatria, 33(2), 167-173. https://dx.doi.org/10.1016/j.rpped.2014.09.003

 

Viero, V. S. F., Farias, J. M., Ferraz, F., Simões, P. W., Martins, J. A. & Ceretta, L. B. (2015). Educação em saúde com adolescentes: análise da aquisição de conhecimentos sobre temas de saúde. Escola Anna Nery, 19(3), 484-490. https://dx.doi.org/10.5935/1414-8145.20150064

 

Vinagre, M.G. & Barros, L. (2019). Preferências dos adolescentes sobre os cuidados de saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 24(5), 1627-1636. http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232018245.04362019

 

White, E. G. (1905). The Ministry of Healing. Copyright 2012; Ellen G. White Estate, Inc. Recuperado de: https://egwwritingsa.akamaihd.net/swf/en_MH/files/mobile/index.html#85

 

White, E. G. (2013). A ciência do bom viver. Copyright 2013; Ellen G. White Estate, Inc. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira. 382 pp. Recuperado de: http://www.centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/A%20Ci%C3%83%C2%AAncia%20do%20Bom%20Viver.pdf

 

World Health Organization (WHO) (‎1965)‎. Expert Committee on the Health Problems of Adolescence & World Health Organization. Problemas de salud de la adolescencia: informe de un Comité́ de Expertos de la OMS. Ginebra: Organización Mundial de la Salud. Recuperado de: https://apps.who.int/iris/handle/10665/38485


Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 24, Núm. 260, Ene. (2020)

Utilizamos cookies para ofrecer la mejor experiencia, navegando en esta web aceptas su uso. OK