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A influência da luz solar na saúde do adolescente

The influence of sunlight on adolescent health

La influencia de la luz solar en la salud del adolescente

 

Laís Marques Pinheiro*

laismarques16@hotmail.com

Alessandro Leipnitz Domingues**

domingues.alessandro@bol.com.br

Magali Miranda Barcelos***

magali-miranda@hotmail.com

Darlan Pires***

darlanpires@outlook.com

Maria Dyrce Dias Meira****

dyrcem@yahoo.com.br

 

*Graduanda em Nutrição

pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP-SP)

**Médico, Mestrando em Promoção da Saúde

pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP-SP)

***Graduanda/o em Psicologia

pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP-SP)

****Doutora em Ciências pela Escola de Enfermagem

da Universidade de São Paulo (EEUSP)

Docente do Curso de Mestrando em Promoção da Saúde

pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP-SP)

(Brasil)

 

Recepção: 18/12/2019 - Aceitação: 22/01/2020

1ª Revisão: 22/01/2020 - 2ª Revisão: 22/01/2020

 

Este trabalho está sob uma licença Creative Commons

Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0)

https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt

 

Resumo

    Introdução: existem controvérsias quanto aos riscos e benefícios relacionados à exposição à luz solar. Objetivo: identificar na literatura a influência da luz solar sobre a saúde do adolescente. Método: foram utilizadas as plataformas de pesquisa: PubMed e Biblioteca Virtual de Saúde – BVS, com os descritores "Adolescent health" AND "Sunligth". Aplicou-se os seguintes filtros: artigos completos disponíveis, publicados no intervalo de 2015 a 2019 nos idiomas português, inglês e espanhol e que incluíam adolescentes entre 10 a 19 anos. Resultados: após aplicação dos filtros foram extraídos 172 artigos, sendo excluídos aqueles que não respondiam à pergunta norteadora em questão, não estavam disponíveis ou repetidos, restaram 14 referências que foram agrupados por áreas temáticas: conhecimentos e comportamentos relacionados à luz solar; papel dos pais sobre o conhecimento dos filhos; avaliação do status da vitamina D; relação entre obesidade e falta de vitamina D; relação entre exposição à luz solar e outras doenças. Conclusão: depreende-se deste estudo que os cuidados de fotoproteção são essenciais para a exposição mais demorada à luz solar, principalmente, nos horários das 11 horas às 15 horas nos locais de clima tropical. Por outro lado, a exposição segura e eficaz promove a biossíntese de vitamina D, trazendo benefícios inquestionáveis para a saúde dos adolescentes.

    Unitermos: Saúde do adolescente. Luz solar. Promoção da saúde.

 

Abstract

    Introduction: there is controversy regarding the risks and benefits related to exposure to sunlight. Objective: to identify in the literature the influence of sunlight on adolescent health. Method: the research platforms were used: PubMed and Virtual Health Library - VHL, with the descriptors "Adolescent health" AND "Sunligth''. The following filters were applied: full articles available, published from 2015 to 2019 in Portuguese, English and Spanish, and age of study, between 10 and 19 years old. Results: after applying the filters, 172 articles were extracted, excluding those that did not answer the guiding question in question, were not available or repeated, leaving 14 references that were grouped by thematic areas: knowledge and behaviors related to sunlight; parents' role in children's knowledge; assessment of vitamin D status; relationship between obesity and lack of vitamin D; relationship between exposure to sunlight and other diseases. Conclusion: It appears from this study that photo protective care is essential for longer exposure to sunlight, especially from 11 am to 3 pm in tropical locations. On the other hand, safe and effective exposure promotes vitamin D biosynthesis, bringing unquestionable health benefits to adolescents.

    Keywords: Adolescent health. Sunlight. Health promotion

 

Resumen

    Introducción: existe controversia con respecto a los riesgos y beneficios relacionados con la exposición a la luz solar. Objetivo: identificar en la literatura la influencia de la luz solar en la salud de los adolescentes. Método: se utilizaron las plataformas de investigación: PubMed Biblioteca Virtual de Saúde - BVS, con los descriptores “Salud del adolescente” AND “Luz Solar”. Se aplicaron los siguientes filtros: artículos completos disponibles, publicados de 2015 a 2019 en portugués, inglés y español, y adolescentes entre 10 y 19 años. Resultados: después de aplicar los filtros, se extrajeron 172 artículos, excluyendo aquellos que no respondieron a la pregunta guía en cuestión, no estuvieron disponibles ni se repitieron, dejando 14 referencias que se agruparon por áreas temáticas: conocimiento y comportamientos relacionados con la luz solar; papel de los padres en el conocimiento de los niños; evaluación del estado de la vitamina D; relación entre obesidad y falta de vitamina D; relación entre exposición a la luz solar y otras enfermedades. Conclusión: de este estudio se determina que la atención foto protectora es esencial para una exposición prolongada a la luz solar, especialmente durante las horas de 11 am a 3 pm en lugares tropicales. Por otro lado, la exposición segura y efectiva promueve la biosíntesis de vitamina D, brindando beneficios indudables para la salud de los adolescentes.

    Palabras clave: Salud del adolescente. Luz solar. Promoción de la salud.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 24, Núm. 260, Ene. (2020)


 

Introdução

 

    A luz solar traz diversos benefícios à saúde pois a radiação é absorvida por meio de foto conversão onde os elétrons são excitados sem um nível mais alto de energia, ocasionando assim transformações físicas e química dos organismos vivos. Os benefícios da luz solar estão relacionados principalmente ao aporte da vitamina D, cuja síntese ocorre essencialmente a partir da exposição aos espectros solares ultravioleta. (Hossein-Nezhad & Holick, 2013)

 

    Por outro lado, a exposição cumulativa à luz solar tem sido apontada como um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pele (Holick, 2016). De acordo com Matthews et al. (2017) a incidência mundial do câncer de pele tem aumentado muito ao longo os últimos 50 anos. Embora os índices sejam maiores entre pessoas idosas, o melanoma está entre os cânceres mais comumente encontrados em adolescentes, principalmente, naqueles de pele mais clara e residentes em regiões de menor latitude, que estão mais próximos da linha do Equador. No Brasil o melanoma representa a neoplasia de maior incidência. (Bomfim, Giotto & Silva, 2018)

 

    Santos e Souza (2019) analisaram a distribuição da mortalidade por melanoma por região brasileira, entre 1998 e 2012 e as projeções até 2032. Os autores registraram padrões de distribuição dinâmicos com tendências de redução ao longo do tempo, porém, demonstrando a diversidade epidemiológica do país. A região Sul apresentou maiores taxas, enquanto no Norte e Nordeste a incidência foi menor, no entanto, as projeções indicaram aumento no número bruto de óbitos em todas as regiões.

 

    A incidência de melanoma para a população de crianças e adolescente se apresentou baixa e com tendência de estabilidade ao longo dos anos. No entanto, houve um aumento progressivo da incidência de melanoma a cada mudança de faixa etária. Preconiza-se que este aumento pode ser atribuído ao efeito cumulativo da radiação ultravioleta na pele. (Bomfim, Giotto & Silva, 2018; Lopes, Sousa & Libera, 2017)

 

    Em relação ao mecanismo fisiológico da radiação ultravioleta, ela atinge o tecido cutâneo com subdivisões em três níveis: UVA (Ultravioleta tipo A), que possui comprimento de onda entre 400 nm a 320 nm sendo invisível aos olhos, reage com lipídeos causando lipoperoxidação; UVB (Ultravioleta tipo B) apresenta comprimento de onda entre 320 nm e 290 nm e predomina nos horários de 10 horas da manhã até as 14 horas da tarde, sendo uma energia muito forte que causa envelhecimento precoce da pele, queimaduras solares, entre outros problemas; UVC (Ultravioleta tipo C), que possui comprimento de onda entre 290 nm a 200 nm e alcança camada superficiais da pele, sendo absorvido, predominantemente, pelo DNA e outros componentes epidérmicos tais como elastina e colágeno. (Galvão et al., 2013; Oliveira, 2013; Holick, 2016).

 

    Com a radiação ultravioleta, a absorção de vitamina D acontece através do precursor 7-dehidrocolesterol, onde ocorre então a abertura do anel fotolítico quando exposto à radiação ultravioleta. Deste modo, produz uma pró-vitamina do 7-dehidrocolesterol, resultando em cole calciferol ou vitamina D3, sendo assim importante à homeostase do cálcio e à saúde dos ossos e dentes. (Galvão et al., 2013; Holick, 2016)

 

    Existem controvérsias quanto aos riscos e benefícios da exposição à luz solar, principalmente, na fase da adolescência. Os estudos de Galvão et al. (2013) e de Silva et al. (2017) trazem um panorama geral sobre os principais riscos e benefícios da luz solar, enfatizando a importância da fotoproteção adequada para melhor aproveitamento dos benefícios. No entanto, percebe-se a necessidade de ampliar a compreensão quanto à influência da exposição aos raios ultravioletas nessa faixa etária. Assim, o presente estudo objetivou identificar os aspectos que têm sido abordados na literatura, dos últimos cinco anos, sobre a influência da luz solar na saúde do adolescente.

 

Método

 

    Trata-se de uma Revisão Integrativa da literatura, na qual se buscou resposta para a seguinte questão: Qual a influência da luz solar na saúde do adolescente? Foram selecionados artigos disponibilizados nas plataformas de pesquisa: PubMed e BVS entre os anos de 2015 a 2019. Para a busca foram utilizados os descritores: "Adolescent Health" AND "Sunligth" com os filtros: artigos completos disponíveis nos idiomas português, inglês e espanhol e adolescentes entre 10 a 19 anos. Além desses, foi incluído o tema sobre comportamento do adolescente e promoção da saúde. Teve como resultado inicial 172 artigos, sendo excluídos aqueles que não respondiam à pergunta norteadora e não estavam disponíveis sem custos ou repetidos. Restaram 22 referências para análise e após consenso entre os pesquisadores foram incluídos 14 artigos para discussão.

 

    Para a extração dos dados foi utilizado um formulário contendo informações sobre: identificação (autor, título, periódico, ano); tipo e objetivo do estudo; características metodológicas estudadas; resultados e conclusão.

 

Resultados

 

    Os resultados do processo de seleção das publicações, nas duas bases de dados, são apresentados na Figura 1.

 

Figura 1. Fluxograma para seleção das publicações

Fonte: elaborado pelos autores (2019)

 

    Após análise crítica e síntese dos artigos selecionados os mesmos foram agrupados por área temática, considerando as seguintes categorias: conhecimentos e comportamentos relacionados à luz solar; papel dos pais sobre o conhecimento dos filhos; avaliação do status da vitamina D; relação entre obesidade e falta de vitamina D; relação entre exposição à luz solar e outras doenças (Quadro 1).

 

Quadro 1. Categorias dos estudos sobre luz solar e saúde do adolescente

Temas

Autores/Ano

Artigos

Local de Estudo

Conhecimentos e comportamentos relacionados à luz solar.

Sachse et al. (2016)

Face-to-face Sun Protection Training and Text Messages Improve Sun Protection Behaviour in Adolescent Organ Transplant Recipients: HIPPOlino Feasibility Study

Iselsberg-Stronach/

Áustria

Überlingen/ Alemanha

Andreola et al. (2018)

Fotoproteção em adolescentes: o que eles sabem e como se comportam

Curitiba/

Brasil

Ackermann et al. (2016)

Sun protective behaviour and sunburn prevalence in primary and secondary schoolchildren in western Switzerland

La Chaux-de-Fonds/

Suíça

Saridi et al. (2015)

Sun Burn Incidence and Knowledge of Greek Elementary and High School Children about Sun Protection

Distrito de Corinto/

Grécia

Correnti et al. (2018)

Racial Disparities in Fifth-grade Sun Protection:Evidence from the Healthy Passages Study

Escolas Americanas

Guy Jr, Holman & Watson (2016)

The Important Role of Schools in the Prevention of Skin Cancer

Escolas Americanas

O papel dos pais sobre o conhecimento dos filhos.

 

McRee et al. (2017)

Counseling About Skin Cancer Prevention Among Adolescents: What Do Parents Receive from HealthCare Providers?

Membros de um painel permanente dos Estados Unidos

Gordon et al. (2016)

Teen daughters and their mothers in conversation: Identifying opportunities for enhancing awareness of risky tanning behaviors

Massachusetts/

Nova Inglaterra

 

Avaliação do status da vitamina D.

 

Hu et al. (2017)

Vitamin D Nutritional Status and Its Related Factors for Chinese Children and Adolescents in 2010–2012

Províncias da China

 

Wang et al. (2017)

Nutrient Status of Vitamin D among Chinese Children

Huzhou/

Sudeste da China

Al-Saleh et al. (2015)

Vitamin D status in Saudi school children based on knowledge

 

Crianças em idade escolar na Arábia Saudita

Relação entre exposição a luz solar e outras doenças.

 

Wakayo, Whiting & Belachew (2016)

Vitamin D Deficiency is Associated with Overweight and/or Obesity among Schoolchildren in Central Ethiopia: A Cross-Sectional Study

Adama Zuria/

Ethiopia

Farrar et al. (2015)

Sun Exposure Behavior, Seasonal Vitamin D Deficiency, and Relationship to Bone Health in Adolescents

Grande Manchester/

Inglaterra

Boeke et al. (2015)

Adolescent dietary Vitamin D and sun exposure in relation to benign breast disease

 

Filhos do Estudo de Saúde dos Enfermeiros II -

Estados Unidos

Fonte: elaborado pelos autores (2019)

 

Discussão

 

    Hu (2017) comenta que a infância e adolescência são períodos de crescimento rápido em que precisam de uma diversidade de nutrientes, entre os quais a vitamina D que é, comprovadamente, benéfica para o desenvolvimento normal dos ossos. Segundo Holick (2017), o calciferol é um hormônio lipossolúvel que ajuda a garantir a absorção e retenção do cálcio e fósforo, ambos considerados como pilares de um corpo saudável, pois são essenciais para a mineralização óssea, uma vez que, sem este nutriente, apenas 10 a 15% do cálcio da dieta pode ser absorvido.

 

    Wang et al. (2017) consideram que baixas concentrações séricas de 25 (OH) D na infância, além de estarem associadas a infecções frequentes e várias doenças crônicas, como câncer, doenças autoimunes e cardiovasculares, podem levar ao Diabetes tipo 1. A deficiência no Calciferol pode também favorecer o raquitismo. A carência orgânica da vitamina D está significativamente associada ao sobrepeso e/ou obesidade e outros componentes da síndrome metabólica, incluindo aumento da concentração plasmática de glicose e resistência à insulina entre crianças e adolescentes em idade escolar, como citado em um estudo realizado na Etiópia. (Wakayo, Whiting & Belachew, 2016)

 

    Boeke et al. (2015) discutiram em seu estudo que a adolescência é um período de sensibilidade do tecido mamário que pode ser aumentada de acordo com as exposições ambientais. De acordo com a pesquisa desenvolvida por Colditze Frazier (1995) essa sensibilidade poderia estar relacionada ao maior risco de doença benigna da mama na ausência da vitamina D e que as medidas de prevenção deveriam iniciar na infância e adolescência com o estímulo à adoção de hábitos saudáveis, principalmente, envolvendo alimentação equilibrada e atividade física ao ar livre. Su et al. (2012) defenderam que ingestão de alimentos ricos em vitamina D durante a adolescência pode ser importante no estágio inicial da carcinogênese da mama, mas reafirmaram que o maior aporte de vitamina D está associado à exposição aos raios ultravioletas (UVB) via luz solar.

 

    A deficiência de vitamina D vem sendo apontada como um problema de saúde pública tanto nos países desenvolvidos como nos em desenvolvimento. Estima-se que mais de um bilhão de pessoas tenha insuficiência de vitamina D e que as crianças de 12 a 17 anos apresentaram um risco maior de deficiência de vitamina D, possivelmente devido a ocupar em maior tempo com trabalhos escolares e menos em atividades ao ar livre. (Hu, 2017)

 

    Saridi et al. (2015) registraram que os adolescentes recebem uma alta carga de radiação ultravioleta e salientam que as campanhas educativas nas escolas podem ser o caminho mais adequado para evitar a alta incidência de melanoma. Nessa faixa etária existe maior sensibilidade da pele e tendência a maior exposição à luz solar, sem a devida proteção, o que, consequentemente, aumenta os riscos de câncer de pele também na idade adulta. (Saridi et al., 2014; Matthews et al., 2017)

 

    Após o diagnóstico de melanoma, os níveis séricos de vitamina D tendem a diminuir ainda mais devido a orientação quanto a não exposição solar. Garantir a adequação da vitamina D e, ao mesmo tempo, promover estratégias de proteção solar, requer atenção renovada (Balk, 2011). Ressalta-se que a vitamina D, proveniente da dieta, é produzida no organismo a partir da exposição da pele aos raios ultravioletas. Nesse sentido, Ombra et al. (2017) abordaram de maneira ampla e detalhada a interação da vitamina D na carcinogênese do melanoma e outros tipos de câncer de pele, salientando que o equilíbrio quanto à exposição a luz solar, principalmente na infância e adolescência tem sido apontado como um dos principais meios de promover os efeitos anti proliferativos das células malignas.

 

    Em estudo mais recente, Ombra et al. (2019), apoiados em um vasto referencial de dados epidemiológicos, apresentam uma visão geral dos avanços científicos sobre alguns grupos alimentares e seu impacto no desenvolvimento e tratamento do melanoma, incluindo o importante papel da vitamina D, cuja síntese é ativada pela luz solar.

 

    Evidências epidemiológicas, apontadas nos estudos citados por Ackermann et al. (2016), indicam também que a exposição excessiva à luz solar, principalmente na infância e adolescência, quando as células-alvo ainda são imaturas e a pele mais fina, aumenta o risco de desenvolver câncer de mama posteriormente e que este risco aumenta com o número de queimaduras solares.

 

    Andreola et al. (2018) descreve que durante o banho de mar, natação ou esportes aquáticos ocorreram 90% das queimaduras por exposição à luz solar, seguidos por 12, 4% devido à prática de esportes ao ar livre. Em um estudo de revisão da literatura Wang et al. (2017) apontam que a concentração sérica de 25 (OH) D é menor no inverno do que no verão, devido a menor incidência de luz solar e menos tempo de exposição, em exercícios ao ar livre, devido ao clima frio. Nesse caso, Tuffaha et al. (2015) alertaram para a necessidade de suplementação da vitamina D.

 

    Guy Jr, Holman e Watson (2016) apontaram em um estudo que apenas 25 a 44% das escolas recomendam medidas de proteção solar, incentivando a usar chapéus ou visores, roupas de proteção (por exemplo, camisas de manga comprida ou calças compridas), óculos de sol e, principalmente, agendando atividades ao ar livre de forma a evitar os momentos em que o sol está na intensidade máxima.

 

    Gordon et al. (2016) citam em uma revisão bibliográfica que a exposição à luz ultravioleta (UV), proveniente de dispositivos de bronzeamento artificial, aumenta o risco de desenvolver câncer de pele entre adolescentes, especificamente, o melanoma. Também recomendam que, para a prevenção primária, deve-se usar protetor solar com Fatores de Proteção Solar (FPS 15+), usar roupas adequadas, chapéus e ficar em ambientes fechados nas horas de maior incidência da radiação ultravioleta. Para a prevenção secundária o que é mais recomendado é o exame visual da pele por profissional habilitado.

 

    Guy et al. (2017) mencionaram que, nos Estados Unidos a cada ano, cerca de 4,9 milhões de indivíduos são tratados para câncer de pele a um custo de US $ 8,1 bilhões. Entretanto, denunciaram que o bronzeamento artificial e a exposição intencional à radiação ultravioleta do sol são considerados comportamentos de risco entre adolescentes. Os autores concluíram que o bronzeamento artificial está associado positivamente a uma maior probabilidade de queimaduras solares e afirmaram, com base em dados nacionais, que o risco de desenvolver câncer de pele está fortemente associado a queimaduras solares na juventude. Segundo Wehner et al. (2014), mais de 10.000 casos de melanoma, por ano, são atribuíveis ao bronzeamento artificial nos Estados Unidos, Europa e Austrália.

 

    Em grande coorte multicêntrica, envolvendo 5.119 alunos da quinta série nos EUA, Correnti et al. (2018) destacaram que apenas 23,4% dos alunos usam quase sempre protetor solar e 44,8% sempre usam filtro solar com FPS≥15 e que esse hábito se associou positivamente a outros comportamentos preventivos de saúde. Os negros do sexo masculino, hispânicos e aqueles que vivem em residências com status socioeconômico mais baixo, foram os com menor probabilidade de fazerem uso de proteção solar. Os autores ressaltaram a importância de intervenções educativas voltadas a incluir esses aspectos nos programas escolares e nas políticas públicas de promoção da saúde.

 

    Outros pesquisadores alertam para a necessidade de maior atenção ao aconselhamento, quanto aos fatores de proteção para exposição demorada a luz solar e, especialmente, aos raios UV evitáveis, como os citados anteriormente e que raramente são abordados em encontros clínicos. (McRee et al., 2017)

 

    Al-Saleh et al. (2015) referenciam que na maior parte do Oriente Médio, incluindo a Arábia Saudita onde as mulheres possuem um estilo de vida peculiar, a cobertura de seus corpos com véus escuros, por motivos culturais e religiosos, tem desempenhado um papel importante como obstáculo à exposição direta à luz solar, em quantidade suficiente. Isso ocorre tanto em crianças quanto em adultos e, com isso, os autores admoestam que existe a necessidade de criação de mais áreas em que as mulheres possam se descobrir livremente, como estratégia de prevenção da deficiência de calciferol e de muitas outras doenças. (Holick, 2017)

 

    Assim, Farrar et al. (2015) recomenda que para proteger as crianças, deve se limitar o tempo de exposição ao sol entre 11 e 15 horas, usando roupas de maior cobertura e protetor solar segundo as orientações da Cancer Research UK (2019). Saridi et al. (2015) comentam que os fatores de risco significativos são o fototipo do indivíduo (pele, cabelos e olhos claros), bem como a localização da residência, hereditariedade e história familiar. Por isso, o protetor solar indicado para os adolescentes será fator >30 e para as crianças fator >50, além de outros fatores de proteção adequados à faixa etária. (Saiyed, Hamilton & Austin; Lai et al., 2017)

 

    A revisão realizada por Sachse et al. (2016) apresenta, de acordo com Wickenheiser et al. (2013), que 81% dos jovens relataram estarem cientes que a exposição demorada e frequente aos raios ultravioletas aumenta o risco para o desenvolvimento do câncer de pele, no entanto, apenas 50%fazem uso de protetor solar aplicado em localizações anatômicas do rosto pouco comuns (por exemplo, as orelhas). Destacaram que, mais de 60% dos entrevistados disseram não usar chapéu ou boné como proteção solar por "aborrecimento", "falta de tempo" e, também, por considerarem que o "bronzeado é atraente". Estas, parecem ser as barreiras mais comuns que desencorajam a prática de comportamentos protetores para os danos à saúde causados pela exposição inadequada à luz solar.

 

    Weller (2016) concluiu, em sua análise, que os dados epidemiológicos sugerem que a exposição moderada à luz solar pode trazer mais benefícios do que riscos em reduzir as causas de mortalidade. O autor reconheceu que a terapia ultravioleta possui um importante papel terapêutico além do tratamento de doenças de pele, principalmente, por ser a maior fonte precursora de vitamina D (calciferol), porém deve ser utilizada com cautela em pacientes transplantados e imunosuprimidos.

 

    Diante dessa controvérsia, cabe destacar que para melhor aproveitamento da vitamina D, Galvão et al. (2013, p. 329) e Hossein-Nezhad e Holick (2013) esclarecem que “para uma pessoa de fototipo 2, se trinta minutos de exposição ao sol do meio-dia de junho é sua dose eritematosa mínima, expor-se de dez a quinze minutos seria suficiente para produzir quantidades adequadas de vitamina D”.

 

    Em ensaios clínicos, analisados por Bolland, Gray e Gamble (2014), em uma metanálise, não se evidenciou resultados satisfatórios para suplementação de vitamina D em relação a doenças cardiovasculares, cerebrovasculares, oncológicas e musculoesqueléticas.

 

    Nessa direção Geldenhuys et al. (2014) compararam o efeito da suplementação da vitamina D e a exposição aos raios ultravioletas em ratos e atestaram que a exposição à luz solar pode ser um meio eficaz de suprimir o desenvolvimento da obesidade e das doenças ligadas à síndrome metabólica, envolvendo outros mecanismos, como a indução cutânea do Oxido Nítrico. O efeito sobre a hipertensão é explicado pela vasodilatação arterial e redução do processo inflamatório que acompanha a aterosclerose. (Liu et al., 2014)

 

    Ao avaliar os riscos e benefícios da exposição ao sol Lucas e Rodney-Harris (2018) consideram que os benefícios superam aos da vitamina D suplementada, uma vez que incluem modulação imune, controle da pressão arterial, do metabolismo e do peso, além de sentimentos de bem-estar. Outro estudo, que reforça os benefícios da luz solar, desenvolvido por Langer-Gould et al. (2018) com indivíduos brancos, negros e hispânicos, concluiu que a exposição solar ao longo da vida pode diminuir o risco de Esclerose Múltipla, independentemente da etnia e dos níveis séricos de vitamina D.

 

Conclusão

 

    Diante dos estudos analisados pode-se concluir que a adolescência é uma fase determinante para a saúde futura que, via de regra, se pautará de acordo com o meio em que se vive, costumes, ambiente e cultura. Por isso, existe uma extrema necessidade de vigilância quanto a exposição à luz solar que possui duas grandes vertentes de acordo com os estudos levantados nesta pesquisa.

 

    Alguns pesquisadores defendem a diminuição do contato da luz solar direto com a pele indicando o uso constante de protetor solar, principalmente em horários de pico que podem levar ao desenvolvimento de câncer de pele na vida adulta. Em contrapartida, outros pesquisadores afirmam que, em função da síntese da vitamina D, que se dá a partir da exposição à luz solar, este seria o meio mais eficaz para prevenir e/ou tratar doenças variadas, tais como: raquitismo, câncer, infecções comuns, pneumonia, doenças autoimunes, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 1, síndromes metabólicas, sobrepeso e obesidade, doenças benignas de mama entre outros. Assim, aconselham a exposição à luz solar moderada ao ar livre, e sem protetor solar, uma vez que diminuiria, significativamente, a absorção do calciferol.

 

    Do Oriente ao Ocidente percebe-se que as vertentes citadas neste estudo trazem, em suma, um princípio semelhante no que se refere aos cuidados de foto proteção com a exposição mais demorada à luz solar em horários das 11 às 15 horas. Enfatizam a exposição natural, segura e eficaz para promover a biossíntese de vitamina D, principalmente na fase da adolescência.

 

    É importante levantar um alerta para os pais e professores de adolescentes quanto ao uso de bronzeamento artificial que traz tantos prejuízos quanto a exposição solar, sem as devidas proteções para o desenvolvimento de patologias. Se torna imprescindível colocar em equilíbrio os benefícios e malefícios para cada decisão pessoal.

 

Referências

 

Ackermann, S., Vuadens, A., Levi, F. & Bulliard, J. L. (2016). Sun protective behavior and sunburn prevalence in primary and secondary schoolchildren in western Switzerland. Swiss Medical Weekly, 146, w14370. https://doi.org/10.4414/smw.2016.14370.eCollection

 

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Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 24, Núm. 260, Ene. (2020)