Volver a los detalles del artículo La vigorexia en el contexto deportivo

A vigorexia no contexto esportivo: uma revisão de literatura

The vigorexia in the sports context: a literature review

La vigorexia en el contexto deportivo: una revisión de literatura

 

Maísa Hodecker*

maisa_hodecker@hotmail.com

Bruna Adames*

bruna_adames@hotmail.com

Thais Aparecida Pereira de Andrade Martinhago**

thaisaparecidamartinhago@hotmail.com

Suelen Frainer**

suelenfrainer@gmail.com

Karen Cristine Teixeira***

karen.teixeira@unifebe.edu.br

 

*Graduada em Psicologia

Mestranda em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina

**Graduada em Psicologia pelo Centro Universitário de Brusque - UNIFEBE

***Graduada em Psicologia. Mestre em Psicologia

Doutoranda em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina

(Brasil)

 

Recepção: 05/04/2019 - Aceitação: 05/11/2019

1ª Revisão: 09/10/2019 - 2ª Revisão: 02/11/2019

 

Este trabalho está sob uma licença Creative Commons

Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0)

https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt

 

Resumo

    A vigorexia é descrita como uma doença psicológica associada à distorção de imagem corporal. Indivíduos com vigorexia comumente apresentam preocupações exacerbadas com a massa muscular, aderindo a dietas rigorosas, treinamento em demasia, uso de diversos suplementos alimentares e anabolizantes esteroides. O presente estudo objetivou mapear e descrever a produção científica acerca da vigorexia no contexto esportivo publicada em artigos nacionais entre 2007 e 2017. Realizou-se uma revisão sistemática nas bases de dados Pepsic, SciELO, EBSCO, BVS e Google acadêmico. Posteriormente à aplicação dos critérios de exclusão, 17 artigos foram revisados e analisados integralmente. Os resultados demonstram que os artigos relacionam a vigorexia de forma mais expressiva com os seguintes subtemas: massa corporal, influência da mídia, internalização do ideal de forma corporal, baixa autoestima, insatisfação pelo corpo, falta de controle sobre a própria saúde, perfeccionismo e distorção corporal. Considera-se que, embora seja crescente a busca patológica por padrões de beleza, ainda são escassos os estudos acerca da vigorexia no Brasil.

    Unitermos: Vigorexia. Distorção da percepção. Imagem corporal. Musculação.

 

Abstract

    Vigorexia is described as a psychological illness associated with body image distortion. Individuals with vigorexia commonly experience exacerbated concerns with muscle mass, adhering to strict diets, over training, using various dietary supplements and anabolic steroids. The present study aimed to map and describe the scientific production about vigorexia in the sports context published in national articles between 2007 and 2017. A systematic review was performed on the Pepsic, SciELO, EBSCO, VHL and Google academic databases. Subsequent to the application of the exclusion criteria, 17 articles were reviewed and analyzed in full. The results show that the articles relate to vigorexia more expressively with the following subtopics: body mass, media influence, internal optimization of body shape, low self-esteem, body dissatisfaction, lack of control over one's health, perfectionism and distortion body. It is considered that, although the pathological search for beauty patterns is increasing, studies on vigorexia in Brazil are still scarce.

    Keywords: Vigorexia. Perceptual distortion. Body image. Bodybuilding.

 

Resumen

    La vigorexia se describe como una enfermedad psicológica asociada a la distorsión de la imagen corporal. Las personas con vigorexia comúnmente han exacerbado las preocupaciones sobre la masa muscular, la adhesión a una dieta estricta, demasiado entrenamiento, el uso de varios suplementos alimenticios y de esteroides anabólicos. Este estudio tuvo como objetivo describir el panorama y la producción científica sobre la vigorexia en el contexto deportivo publicado en periódicos nacionales entre 2007 y 2017. Se realizó una revisión sistemática en las bases de datos Pepsic SciELO, EBSCO, BVS y Google Académico. Después de la aplicación de los criterios de exclusión, fueron revisados ​​y analizados completamente 17 artículos. Los resultados muestran que los artículos se refieren a la vigorexia más significativamente con los siguientes subtemas: masa corporal, la influencia de medios, la internalización de la forma ideal del cuerpo, baja autoestima, insatisfacción con el cuerpo, la falta de control sobre su propia salud, el perfeccionismo y la distorsión corporal. Se considera que, al tiempo que aumenta la búsqueda patológica de los estándares de belleza, hay pocos estudios sobre la vigorexia en Brasil.

    Palabras clave: Vigorexia. Distorsión de la percepción. Imagen corporal. Fisicoculturismo.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 24, Núm. 258, Nov. (2019)


 

Introdução

 

    Atletas e frequentadores de academias têm buscado a perfeição corporal, embora essa busca pelo corpo perfeito tende a trazer consequências à saúde física e psíquica desses sujeitos (Mota & Aguiar, 2011). Quando essa busca se torna excessiva, alguns transtornos psicológicos podem suscitar nos indivíduos, como é o caso da anorexia, bulimia e a vigorexia. No caso da vigorexia, ou também chamado de Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), os indivíduos tendem a possuir distorções na percepção da autoimagem, enxergando-se mais fracos e magros do que realmente são, assim como dieta extremamente rígida para o ganho de massa muscular, exercícios demasiados e uso de anabolizantes.

 

    As síndromes de alteração da percepção são decorrentes da insatisfação do indivíduo com a própria imagem corporal. Ocorre por meio de uma autoavaliação, ante os padrões da sociedade, uma vez que ela corrobora para o tipo de aceitação da estética física (Vasconcelos, 2013). O desenvolvimento destes transtornos tende a afetar a saúde de atletas e praticantes de exercício, fazendo com que dediquem várias horas do seu dia para a prática física. Hábito que remete a uma prática compulsiva que, por consequência, priva o indivíduo de realizar outras atividades de cunho social e individual (Sismon et al., 2017).

 

    A vigorexia faz com que o indivíduo evite lugares e pessoas, em função de sua imagem distorcida. A frequência com que o vigoréxico se expõe a lugares públicos apresenta relação com o sentimento de vergonha do próprio corpo (Gomes et al., 2013). Assim, observa-se que os prejuízos causados pelo TDC englobam as esferas: psicológica, mental, física, social, financeira, profissional, entre outras.É comum observar atletas que se utilizam de métodos não saudáveis para o alcance da forma desejada. Sua ocorrência é mais frequente especialmente em semanas que antecedem as competições, muitas vezes pelo desconhecimento sobre os danos causados ao organismo(Mota & Aguiar, 2011).

 

    Os atletas que são participantes de competições tendem a manter uma rotina que exige foco e disciplina. Esta disciplina está relacionada tanto à assiduidade para com os treinos, quanto ao cuidado com a alimentação. Este processo para transformar o corpo em um ideal, demanda tempo e dedicação aos treinos, assim como envolve o dispêndio de esforço contínuo para a manutenção da alimentação regrada, visto que estes indivíduos adotam dietas que proíbem a ingestão total ou significativa de alimentos que contém carboidratos. (Tocchetto, 2016)

 

    Considera-se que este estudo poderá conscientizar e alertar sobre os efeitos nocivos da prática obsessiva de exercícios, bem como a busca patológica pela perfeição do corpo, que ocasiona agravos à saúde física, psicológica e mental. Além disso, contribui para a realização de estudos futuros acerca do tema (Sismon et al., 2017). Tendo isso em vista, o presente artigo buscou mapear e descrever a produção científica acerca da vigorexia no contexto esportivo publicada em artigos nacionais entre 2007 e 2017.

 

Método

 

    Trata-se de uma pesquisa qualitativa de revisão de literatura. Foi realizada uma revisão sistemática nas bases de dados Pepsic, SciELO, EBSCO, BVS e Google Acadêmico, a partir das palavras-chaves: Vigorexia, Dismorfia Muscular e Transtorno Dismórfico Corporal. Destaca-se que tais palavras-chaves foram utilizadas nos campos de busca das bases de dados de forma conjunta, visando refinar os estudos encontrados. Foram incluídos artigos originais disponibilizados na íntegra, publicados entre 2007 e 2017, que tratassem da vigorexia no contexto esportivo, além de oriundos de estudos desenvolvidos no Brasil. Não foram inclusos artigos duplicados e fora do período pré-determinado. Os critérios de exclusão resumem-se a artigos que não continham em sua estrutura os objetivos, método e resultados da pesquisa, bem como não apresentaram texto completo disponível.

 

    Realizou-se, primeiramente, a leitura dos resumos das publicações com o objetivo de refinar a amostra por meio da aplicação dos critérios de inclusão, não inclusão e exclusão. A avaliação crítica dos estudos a partir do refinamento consistiu na leitura do resumo e do trabalho na íntegra. De maneira complementar, fez-se o emprego da técnica de análise temática de conteúdo, por meio da leitura e revisão dos resultados e conclusões, procurando identificar aspectos norteadores e importantes que se repetiam ou se destacavam em meio às informações. Além disso, realizou-se análise estatística descritiva, por meio do cálculo de frequência simples.

 

Resultados e discussão

 

    A busca nas bases de dados gerou o total de 555 resultados (Pepsic: 0; SciELO: 33; EBSCO: 0; BVS: 2; Google Acadêmico: 520). Nas bases de dados Pepsic e EBSCO não foram encontrados nenhum resultado. A base de dados Scielo apresentou 33 artigos relacionados, dentre os quais 18 se tratavam de publicações estrangeiras. Nove não continham articulação entre vigorexia e esporte e seis integraram a amostra desta pesquisa. Na BVS foram encontrados dois resultados que por sua vez, foram excluídos por não articular a vigorexia com o esporte. No Google acadêmico foram encontrados 520 resultados. Destes, 160 tratavam-se de publicações estrangeiras, 10 eram artigos incompletos, 271 não tratavam da vigorexia no contexto esportivo, 60 eram artigos duplicados e 10 eram livros. Onze artigos satisfizeram os critérios de inclusão e foram selecionados para contemplar a pesquisa. No total, 17 artigos estavam de acordo com os critérios de inclusão, sintetizados na Tabela 1.

 

Tabela 1. Características e resultados principais dos estudos encontrados

Autores (Ano)

Tipo de publicação

Objetivo

Resultados/Conclusões

1. Ravelli (2012)

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)

Analisar a insatisfação corporal, a vigorexia e os esteroides anabolizantes androgênicos em praticantes de musculação.

A percepção sobre a imagem corporal é um agravante para a vigorexia. A mídia reforça os padrões socialmente aceitos e os indivíduos que se julgam fora desse padrão fazem uso de substâncias ilegais, bem como realizam exercícios em excesso.

2. Zimmermann (2013)

 

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)

Identificar a presença de indícios de vigorexia em adultos jovens praticantes de musculação.

Os praticantes, mesmo apresentando musculatura volumosa, apresentaram desejo exagerado em aumentar a massa muscular. Segundo o autor, a vigorexia está se tornando mais comum entre os jovens praticantes de musculação, dada a influência da mídia e o imediatismo na busca pela estética desejada.

3. Rodrigues, Araújo e Alencar (2008)

Artigo Científico

 

Propor um questionário que auxilie a identificação de comportamentos relacionados à vigorexia.

Verificou-se que os temas que caracterizam a predisposição à vigorexia estão relacionados ao tempo, frequência e excesso de treinamento; uso de agentes ergogênicos; percepção corporal e; traços de narcisismo.

4. Pires e Baptista (2016)

Artigo Científico

 

Apresentar informações acerca da vigorexia e identificar a presença do transtorno em atletas de fisiculturismo.

Constatou-se que os atletas da amostra se encontram no grupo de risco ao desenvolvimento de vigorexia. Entretanto, características do próprio esporte influenciam o surgimento de alguns dos sintomas.

5. Reis (2016)

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)

Identificar indícios de vigorexia em adultos praticantes de musculação.

Observou-se baixa prevalência de vigorexia e considerável taxa de insatisfação corporal. Contudo, o autor salienta que isto predispõe o desenvolvimento a vigorexia e, portanto, é um fator preocupante.

6. Tocchetto (2016)

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)

Avaliar a prevalência de ortorexia e vigorexia em esportistas de recreação e sua relação com aptidão física.

Concluiu-se que existe uma alta frequência de comportamentos compatíveis com a ortorexia, sendo esta mais prevalente no sexo masculino. Entretanto, os indivíduos não apresentaram sintomas de dismorfia muscular e obtiveram um baixo índice de risco para dependência de exercício e insatisfação com a imagem corporal.

7. Gibim, Pinheiro, Castro, Pinheiro e Vespasiano (2017)

Artigo Científico

Verificar quais são as principais síndromes de alteração de percepção em fisiculturistas de rendimento.

Constatou-se que o fato de não se alcançar um padrão almejado pode apresentar como consequências a distorção da autoimagem, insatisfação e as síndromes de alteração de percepção.

8. Vargas, Moraes, Mozzaquatro e Kirsten (2013)

Artigo Científico

Avaliar a prevalência de vigorexia entre mulheres praticantes de atividade física.

Não foram encontrados indícios de vigorexia, entretanto, há uma preocupação com o peso corporal associada a uma imagem corporal levemente distorcida.

9. Sismon, Figueiredo, Rocha e Garcia (2008)

Artigo Científico

 

Verificar a ocorrência de vigorexia entre frequentadores de academias.

Aproximadamente metade da amostra sente alterações em seu humor se ficar sem praticar exercícios físicos e apresenta como principal motivo da prática a melhora da aparência. Cerca de 80% dos participantes se encaixam no grupo de risco para a vigorexia.

 

10. Gomes et al. (2013)

Artigo Científico

Correlacionar os escores no Questionário do Complexo de Adonis (QCA) com os escores no Questionário de Dependência ao Exercício Físico (QDEF).

Foram encontradas, a partir do grupo amostral selecionado, correlações positivas moderadas (“redução de atividades”, “tempo”, “tolerância” e “evitar sintomas de abstinência”) e fracas (“falta de controle”, “intencionalidade” e “continuidade).

11. Azevedo e Caminha (2011)

Artigo Científico

Investigar as percepções e usos sociais do corpo, bem como os motivos para a prática do treinamento de força em atores com vigorexia.

Há um hiperinvestimento do corpo na sociedade contemporânea no que diz respeito à compulsão pela aquisição de uma forma física musculosa. Isso se relaciona aos sinais e sintomas da vigorexia e estetização da saúde.

12. Mota e Aguiar (2011)

Artigo Científico

Discutir a dismorfia muscular em praticantes de exercício físico, a partir da compreensão sobre o culto ao corpo e o transtorno da imagem corporal.

A distorção da imagem corporal é influenciada pelo sentimento de culpa por não atender aos padrões estéticos veiculados pela mídia. Esse quadro pode levar a uma preocupação exacerbada com a prática de exercícios físicos, que pode representar também prejuízos à saúde.

13. Paula, Sarrassini, Tonello, Neiva e Manochio (2014)

Artigo Científico

Analisar a alimentação, o uso de suplementos e a percepção da imagem corporal de fisiculturistas.

O estudo indicou que a maioria dos atletas não apresenta suporte nutricional correto. A ingestão de calorias está abaixo do recomendado tanto para o período fora da temporada, quanto para a fase anterior às competições. 100% dos atletas avaliados consomem quantidades de carboidratos abaixo do ideal, bem como excesso de proteínas.

14. Andrade, Cézar e Navarro (2007)

Artigo Científico

Relacionar o consumo de suplementos nutricionais a possíveis distúrbios de autoimagem.

Os participantes que consomem suplementos nutricionais possuem características presentes em um quadro de dismorfia muscular e podem se qualificar como grupo de risco para o aparecimento de distúrbios de autoimagem.

15. Mello e Liberali (2012)

Artigo Científico

 

Verificar dados da dismorfia muscular em praticantes de musculação.

Foi encontrada associação entre dismorfia muscular e utilização de recursos ergogênicos, alteração de dietas, bem como utilização de anabolizantes.

16. Melo (2017)

Resumo em Anais de Eventos Científicos

Identificar o perfil nutricional e a frequência de distorção da autoimagem corporal em universitários praticantes de musculação em academias.

Mais de 90% dos participantes apresentam insatisfação com sua imagem. Notou-se um padrão de insatisfação corporal, a partir do qual os indivíduos referem desejar um corpo mais “forte e musculoso”, acreditando ser o padrão de corpo mais saudável.

17. Floriano e D’Almeida (2016)

Artigo Científico

Avaliar a prevalência de dismorfia muscular em homens adultos praticantes de musculação.

76% dos participantes acreditam que o corpo ideal é mais musculoso que seu corpo atual. Os avaliados apresentam consumo de carboidratos abaixo do recomendado e mais de 96% consome proteínas em excesso. A prevalência de risco para dismorfia muscular foi de 17,5% e os indivíduos com indicativo do transtorno apresentaram consumo significativo de suplementos alimentares.

Fonte: Elaboração própria.

 

    As publicações analisadas descrevem a vigorexia como um distúrbio que provoca distorções na imagem corporal (Gomes et al., 2013; Pires & Baptista, 2016; Rodrigues, Araújo & Alencar, 2008). Indivíduos com vigorexia comumente apresentam preocupações exacerbadas com a massa muscular, aderindo a dietas rigorosas, treinamento em demasia, uso de diversos suplementos alimentares e anabolizante esteroides (Pires & Baptista, 2016). Pires e Baptista (2016), indicam que seu uso é o fator preponderante para levantar a hipótese diagnóstica de vigorexia. Na maioria dos casos, esses indivíduos possuem a crença de serem fracos e, como consequência, envergonham-se de seu condicionamento físico (Andrade, Cézar,& Navarro, 2007; Azevedo & Caminha, 2011; Gibim, Pinheiro, Castro, Pinheiro,& Vespasiano, 2017; Gomes et al., 2013; Mota & Aguiar, 2011; Ravelli, 2012; Paula, Sarrassini, Tonello, Neiva, & Manochio, 2014; Pires & Baptista, 2016; Rodrigues, Araújo, & Alencar, 2008; Tocchetto, 2016; Vargas, Moraes, Mozzaquatro, & Kirsten, 2013). Embora o exercício físico proporcione benefícios à saúde física e psicológica, quando de maneira excessiva, pode desencadear transtornos psicológicos e/ou alimentares, tornando-o dependente do exercício físico. (Melo, Neto, Nascimento, Silva, Melo, & Junior, 2017)

 

    No que concerne aos temas abordados nos artigos, verificou-se os principais conteúdos focalizados e sua relação com o objetivo desse estudo. Após o levantamento, os temas foram divididos em categorias temáticas para posterior discussão teórica. Como expresso na Tabela 2, os principais temas emergidos foram: massa corporal, influência da mídia, internalização do ideal de forma corporal, baixa autoestima, insatisfação pelo corpo, falta de controle sobre a própria saúde, perfeccionismo e distorção corporal. Destaca-se que alguns artigos focalizaram em mais de uma temática, ocorrendo repetição de autores nas categorias.

 

Tabela 2. Artigos classificados de acordo com a temática

Temas investigados nos artigos

Autores

Insatisfação pelo corpo

07

Floriano e D’Almeida (2016); Gibim, Pinheiro, Castro, Pinheiro e Vespasiano (2017); Melo (2017); Ravelli (2012); Reis (2016); Zimmermann (2013).

Massa corporal

 

06

Azevedo e Caminha (2011); Floriano e D’Almeida (2016);Melo (2017); Pires e Baptista (2016); Ravelli (2012); Zimmermann (2013).

Distorção corporal

06

Andrade, Cézar e Navarro (2007); Gibim, Pinheiro, Castro, Pinheiro e Vespasiano (2017); Mello e Liberali (2012); Rodrigues, Araújo e Alencar (2008);

Vargas, Moraes, Mozzaquatro e Kirsten (2013); Zimmermann (2013). 

Falta de controle sobre a própria saúde

05

Mello e Liberali (2012);Mota e Aguiar (2011); Paula, Sarrassini, Tonello, Neiva e Manochio (2014); Rodrigues, Araújo e Alencar (2008); Tocchetto (2016).

Influência da mídia

 

03

Mota e Aguiar (2011);Ravelli (2012); Zimmermann (2013).

Internalização do ideal de forma corporal

03

Gibim, Pinheiro, Castro, Pinheiro e Vespasiano (2017); Vargas, Moraes, Mozzaquatro e Kirsten (2013); Sismon, Figueiredo, Rocha e Garcia (2008); Zimmermann (2013).

Baixa autoestima

 

01

 

Melo (2017).

Perfeccionismo

01

Rodrigues, Araújo e Alencar (2008).

Fonte: Elaboração própria.

 

    Alguns autores (Gibim et al., 2017; Lira, Ganen, Lodi, & Alvarenga, 2017; Ravelli, 2012; Zimmermann, 2013) associam a vigorexia com estímulos e padrões de beleza expostos em redes sociais, mídias e outros meios de comunicação. Azevedo e Caminha (2011) relacionam a supervalorização contemporânea da beleza física, bem como a própria influência social de amizades com a prevalência de vigorexia. Ambos os fatores podem influenciar o surgimento de comportamentos imprudentes e maximizar os riscos para o desenvolvimento da vigorexia. De acordo com Lira, Ganen, Lodi e Alvarenga (2017), o acesso diário superior a 10 vezes em redes sociais aumenta a chance de insatisfação com o próprio corpo em até sete vezes.

 

    A imagem corporal também constitui um fator de risco para transtornos psicológicos. Ravelli (2012) ressalta que devido ao bombardeio midiático acerca de padrões corporais, os indivíduos estão propensos a adquirir visões distorcidas sobre sua forma física, buscando moldar-se aos padrões estipulados, muitas vezes, de forma patológica. Como consequência, há um crescente consumo de suplementos alimentares, legais e ilegais, em prol da obtenção da estética requerida. Além disso, indivíduos com vigorexia apresentam declínio nas relações sociais, amorosas e profissionais, pois limitam-se em prol dos cuidados estéticos e a busca incessante por autoestima (Gomes et al., 2013). A prevalência atual preza pela aparência evidente de músculos, tanto em homens quanto em mulheres (Paula et al., 2014).Mello e Liberali (2012) e Gibim et al. (2017) asseguram que a busca pela perfeição corporal e o aumento significativo de síndromes de alteração de percepção, principalmente a vigorexia, a anorexia e a bulimia são decorrentes principalmente pela influência das redes sociais e outros meios de comunicação sobre os indivíduos.

 

    Gibim et al. (2017), argumentam que os padrões de beleza foram modificados após as transformações decorrentes da Revolução industrial. Entre 1930 a 1980 haviam preferências por corpos volumosos em mulheres e magreza saudável em homens, por exemplo. Nesse sentido, a vigorexia também está atrelada a um desenvolvimento tecnológico, cultural e diversas transformações nos padrões de beleza na sociedade. A mulher que em 1930 era considerada sex symbol, hoje é considerada plus size. As curvas, a aparência corada e saudável nas mulheres dessa época, hoje são substituídas por corpos magros e exuberantes em musculatura e tonificação. No caso dos homens, desde o Renascimento prezava-se por uma magreza saudável e musculatura natural. Contudo, novamente vê-se esse cenário sendo modificado e substituído pelo corpo exageradamente musculoso. Assim, acrescenta-se que a vigorexia sofre não somente influências sociais e coletivas, como também individuais, já que são as próprias pessoas e seu gosto influi sobre a beleza.

 

    Outro aspecto recorrente nos achados diz respeito à prevalência em indivíduos do sexo masculino. Autores como Tocchetto (2016) e Melo et al. (2017) indicam que a maioria do público feminino busca um corpo esguio, curvilíneo e com rigidez muscular. Contudo, apontam que os músculos nas mulheres não possuem a mesma protuberância que os músculos para os homens. Dessa forma, o sexo masculino está mais associado a treinamentos excessivos em busca de corpos volumosos e massa muscular exagerada. Constatou-se, portanto, que a vigorexia apresenta maior prevalência em pessoas do sexo masculino, embora não se exclua a probabilidade de ocorrer em mulheres.

 

    Em relação ao esporte, estudos realizados em academias, mais especificamente que tratam de praticantes de musculação e atletas de fisiculturismo, são os que mais abordam a vigorexia (Andrade, Cézar & Navarro, 2007; Floriano & D’Almeida, 2016; Gomes et al., 2013; Melo et al., 2017; Reis, 2016; Sismon et al., 2008; Tocchetto, 2016; Vargas et al., 2013; Zimmermann, 2013). Evidenciaram-se pesquisas de cunho qualitativo, que buscavam indícios de sintomas da vigorexia em praticantes de musculação e fisiculturistas. Pires e Baptista (2016) apontam que a vigorexia no contexto esportivo é comum, principalmente no fisiculturismo e musculação.

 

    Em seu estudo, Zimmermann (2013) concluiu que 23% dos jovens adultos praticantes de musculação da cidade de Biguaçu possuem severos indícios de vigorexia. Apesar de já possuírem um corpo volumoso, com musculatura desenvolvida e aparente, a maioria dos participantes demonstrou desejo em desenvolver ainda mais força e músculos. Destaca-se a importância do treinador neste âmbito, visando prevenir o desenvolvimento da vigorexia, alertar sobre os malefícios do treinamento físico em demasia e a busca por padrões físicos, muitas vezes, impossíveis de serem alcançados. Além disso, o treinador necessita informar seus atletas de que o corpo esteticamente atraente deve ser adquirido com o tempo, treinamento, alimentação e descanso adequados, ou seja, de forma saudável (Zimmermann, 2013).

 

    Em contrapartida, Reis (2016) constatou baixa prevalência de vigorexia em sua amostra, embora verificou-se considerável taxa de insatisfação corporal, um fator de risco ao desenvolvimento da vigorexia. O mesmo autor ressalta que a prática excessiva de exercícios físico somado a ingestão de suplementos alimentares legais e/ou ilegais podem comprometer a funcionalidade do organismo e gerar transtornos psicológicos.

 

    Tocchetto (2016) ressalta que a insatisfação corporal e alimentação altamente protéica constituem fatores de risco para o desenvolvimento de patologias, não somente a vigorexia, como também a ortorexia. Seu estudo avaliou 50 desportistas recreacionais por meio de seis questionários validados e relacionados à ortorexia e vigorexia. Tocchetto (2016) verificou alta prevalência de comportamentos alimentares disfuncionais, principalmente no sexo masculino. Entretanto, não foram identificados sintomas de dismorfia muscular nos participantes. Além disso, obteve-se baixo índice de risco para vigorexia, isto é, os dados indicam baixa prevalência para dependência de exercício e insatisfação com a imagem corporal.

 

    Embora os estudos apontem que há maior prevalência de vigorexia em indivíduos do sexo masculino, Vargas et al., (2013) preocuparam-se em verificar a prevalência de mulheres que apresentam sinais e sintomas de vigorexia. Utilizaram como ferramenta o Questionário Complexo de Adonis, instrumento para avaliar a incidência de indivíduos com vigorexia, aplicado em 37 mulheres praticantes de atividade física de duas academias de Santa Maria/RS. Verificou-se que 45,9% são praticantes de musculação, sendo que 37,8% destas estão em busca de emagrecimento e tonificação muscular. Os resultados apontam que as mulheres possuem uma preocupação com a imagem corporal, embora classificada como uma vaidade feminina saudável. Os autores declaram que enquanto as mulheres buscam a magreza, os homens indicam preferir mais força e volume de músculos (Vargas et al., 2013).

 

    Contudo, além desse instrumento, Rodrigues, Araújo e Alencar (2008) desenvolveram um modelo de questionário para avaliar a predisposição de indivíduos a possuir ou adquirir a vigorexia. Este questionário é composto por indagações que mensuram situações que predispõem ao comportamento vigoréxico, como tempo de treinamento, utilização de recursos ergogênicos, treinamento excessivo e características narcisistas. Ainda em relação a instrumentos de investigação de indícios de vigorexia, Gomes et al., (2013) propuseram-se a relacionar os escores obtidos no Questionário do Complexo de Adonis (QCA) com os escores do Questionário de Dependência ao Exercício Físico (QDEF) em praticantes de musculação na cidade de Fortaleza/CE. Os autores constataram que os questionários caracterizam distúrbios diferenciados, embora mencionem sintomas semelhantes. O indivíduo com vigorexia preza pela atividade física para compensar a visão distorcida que possui sobre a imagem de seu corpo. No entanto, estes indivíduos também associam a prática esportiva em excesso com o uso de anabolizantes e dietas inadequadas. Portanto, Gomes et al., (2013) verificaram que é incabível tentar mensurar sintomas de vigorexia com o Questionário de Dependência ao Exercício Físico (QDEF), pois não há somente a presença de comportamento incontrolável e excessivo pela prática exclusiva de atividade física.

 

    Tendo isso em vista, Sismon et al. (2008), com o objetivo de verificar índices de compulsão por exercícios e potencial desenvolvimento de vigorexia, realizaram um estudo com alunos praticantes regulares de exercícios. Os autores constataram que aproximadamente 50% dos entrevistados apresentariam comportamentos irritáveis caso houvesse a impossibilidade em praticar exercícios durante a semana, 57% fazem exercícios físicos visando melhorar a estética corporal e cerca de 80% possuem características que indicam potencial desenvolvimento para vigorexia. Além disso, 50% indicam satisfação com a estética corporal, porém sentem necessidade de manutenção da prática esportiva para melhorar progressivamente. Por fim, 25% demonstram insatisfação com o corpo. Dessa forma, os dois grupos estudados se somados resultam em um grupo de risco de 75% de pessoas que podem vir a desenvolver vigorexia.

 

    Em contrapartida, Melo et al. (2017) constatam, por meio de seu estudo composto por homens e mulheres frequentadores de duas academias de Maceió/AL, que há um elevado grau de insatisfação com a imagem corporal (90% das mulheres e 92% dos homens). Observou-se que homens e mulheres que se encontram em academias de musculação apresentam elevado grau de insatisfação com a imagem corporal real. Contudo, novamente os homens mostraram-se mais insatisfeitos com seu corpo em relação às mulheres. Resultados semelhantes foram apresentados por Floriano e D’Almeida (2016), por intermédio de uma pesquisa com praticantes de musculação. Cerca de 83,9% da amostra preferiam ter um corpo maior e mais musculoso, demonstrando o descontentamento com o corpo atual e indícios de propensão à vigorexia.

 

    Percebe-se que a busca por melhores resultados é evidenciada tanto por pessoas satisfeitas, quanto aquelas insatisfeitas com a estética de seu corpo. Azevedo e Caminha (2011) indicam que profissionais da Educação Física devem atentar-se aos sintomas da vigorexia e instruir os atletas para minimizar os riscos envolvidos no desenvolvimento de transtornos dismórfico corporais. Para Mota e Aguiar (2011), cabe ao profissional da Educação Física conscientizar os praticantes de exercícios físicos sobre o fato de que a atividade física, se executada de maneira exacerbada, pode oportunizar prejuízos à saúde do indivíduo.

 

    Indivíduos com vigorexia podem fazer uso de suplementação alimentar e anabolizantes para melhorar seu desempenho nas atividades físicas. Com o intuito de relacionar o consumo de suplementos nutricionais a possíveis distúrbios de autoimagem, como a vigorexia, Andrade, Cézar e Navarro (2007) analisaram 45 indivíduos do gênero masculino frequentadores de academias de ginástica da cidade de Campina Grande/PB. Perceberam que houve preferência pela musculação como prática exclusiva. Dentre a maioria, evidenciou-se a busca pelo ganho muscular e o comportamento de evitar exercícios aeróbicos que reduzem a massa muscular. Além disso, os participantes expressaram aderir estratégias legais e ilegais quando relacionadas ao alcance de seus objetivos corpóreos, o que demonstra uma preocupação, acima da saúde, com a estética do corpo.

 

    Evidencia-se, por fim, o papel da psicologia inserida no contexto esportivo tanto para o tratamento psicológico, como prevenção e promoção de saúde de indivíduos praticantes de esportes, neste caso, especificamente, musculação e fisiculturismo por meio de avaliações periódicas, acompanhamento psicológico individual e/ou em grupo, etc. Dentre suas possibilidades de atuação, encontra-se a identificação de padrões distorcidos de percepção da imagem corporal, identificação de aspectos positivos da aparência física, abordar e encorajar atitudes mais sadias, assim como auxiliar atletas a enfrentar a aversão de expor o corpo. Acredita-se, portanto, que a inserção de profissionais da psicologia no esporte pode favorecer o acompanhamento psicológico, por meio disto, minimizar a possibilidade de serem acometidos por algum transtorno psicológico que prejudique sua qualidade de vida (Camargo et al., 2008).

 

Conclusões

 

    Indivíduos acometidos pela vigorexia tendem a praticar exercícios físicos em excesso para o ganho muscular, mas se descrevem como fracos e pequenos, quando na realidade, apresentam musculatura definida e desenvolvida em níveis acima da média. De acordo com a análise, pode-se perceber ainda que a vigorexia está relacionada com os seguintes subtemas: massa corporal, influência da mídia, internalização do ideal de forma corporal, baixa autoestima, insatisfação pelo corpo, falta de controle da própria saúde, efeito negativo, perfeccionismo e distorção corporal. Constatou-se que, de modo geral, apesar de ser acometida em mulheres, esta disfunção na autoimagem do corpo atinge principalmente o público masculino, devido à maioria das mulheres buscarem corpos magros, enquanto a maioria dos homens buscam tonificar e enrijecer os músculos. Dessa forma, a busca por corpos definidos ocorre em proporções significativamente reduzidas em mulheres se comparadas aos homens.

 

    Além disso, verificou-se que os artigos consentem que a vigorexia é um transtorno psicológico que modifica a imagem corporal que o indivíduo possui de si. Em outros termos, indivíduos com vigorexia tendem a se enxergar demasiadamente magros, o que não condiz com sua real forma física. Como a percepção desses indivíduos sobre seu corpo é distorcida e depreciada, tendem a sentirem-se fracos e disformes, o que contribui para a incessante busca do corpo musculoso, força e beleza, nem que para isso seja necessário pôr à prova a própria saúde. Nesse sentido, a vigorexia é demarcada principalmente pelo excesso de exercícios físicos, distorção da imagem corporal, dieta restritiva e excessivamente proteica, uso de suplementos alimentares e esteroides anabolizantes.

 

    Menciona-se saúde a partir de um ponto de vista generalista, considerando que indivíduos com vigorexia podem apresentar problemas e prejuízos nos mais diversos âmbitos de sua vida (profissional, biológico, psicológico, social, amoroso, familiar, etc.). Profissional, já que o indivíduo vigoréxico tende a buscar incessantemente o corpo ideal em detrimento de seus demais afazeres, mesmo que sejam contribuintes para alcançar seu objetivo. Assim, o indivíduo pode vir a desenvolver conflitos e ser prejudicado em âmbito organizacional devido a carga excessiva de exercícios físicos e tempo investido em academias. Biológico, pois o indivíduo ao fazer uso de esteroides anabolizantes, suplementos em demasia, dieta exclusivamente protéica e outros produtos comercializados pode depreciar a saúde ao sentir os efeitos colaterais e não fornecer ao organismo nutrientes necessários para um bom desenvolvimento. Psicológico, pois sua autoestima está fragilizada e a visão distorcida acerca do próprio corpo faz com o indivíduo se autodeprecie, o que favorece a percepção de nunca estar próximo de alcançar o corpo desejado. Social devido à alta carga de exercícios e valorização do corpo que leva o indivíduo a se desprender das pessoas de seu convívio em função do almejado resultado físico. A pessoa com vigorexia também pode sentir vergonha de seu corpo e sentimentos de inadequação, o que a leva também a restringir sua interação social. Acredita-se que indivíduos vigoréxicos também apresentem significativos prejuízos no âmbito amoroso e familiar, por conta do tempo gasto com atividades que envolvam o cuidado com o corpo, em detrimento do tempo despedido para a socialização e atividades com o parceiro e familiares.

 

    Embora seja crescente a busca patológica por padrões de beleza, a maioria dos artigos contemplou participantes fisiculturistas e indivíduos que realizam exclusivamente a musculação. Sugere-se então a amplificação dos campos de pesquisa e dos participantes, para além de academias, praticantes de musculação e fisiculturistas. Acredita-se ainda, que a escassez de estudos significativos contribui para que os profissionais da saúde e do esporte não sejam informados acerca dos comportamentos relacionados à vigorexia e caracterização de grupos de risco. Contudo, compreende-se que a falta de estudos sobre a temática pode estar relacionada a dificuldade de aderência dos participantes, pois trata-se de um assunto pessoal, íntimo e que pode gerar sentimentos desconfortáveis, como culpa, vergonha e negação.

 

Referências

 

Andrade, R. de. S., Cézar, M. S. de., & Navarro, F. (2007). Auto-imagem de freqüentadores de academias de ginástica, consumidores de suplementos nutricionais. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, 6(1), 40-50. Recuperado de http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/47

 

Azevedo, A. M. P., & Caminha, I. de O. (2011). Estetização da saúde e dismorfia muscular: concepções sociais do corpo. Conscientiae Saúde, 10(3), 530-538. Recuperado de http://periodicos.uninove.br/index.php?journal=saude&page=article&op=view&path%5B%5D=2708

 

Camargo, T. P. P. de, Costa, S. P. V. da, Uzunian, L. G., & Viebig, R. F. (2008). Vigorexia: revisão dos aspectos atuais deste distúrbio de imagem corporal. Revista Brasileira de Psicologia do Esporte, 2(1), 01-15. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-91452008000100003

 

Floriano, J. M., & D’Almeida. (2016). Prevalência de Transtorno Dismórfico Muscular em Homens Adultos Residentes na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, 58(10), 448-457. Recuperado de http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/671

 

Gibim, K. C. R., Pinheiro, L. H. N., Castro, C. de, Pinheiro, A. M., & Vespasiano, B. de S. (2017). Síndromes de alteração de percepção em atletas fisiculturistas. Corpoconciência, 21(01), 12-19. Recuperado de http://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/corpoconsciencia/article/view/4554

 

Gomes, R. L., Gonzaga, K. L. D., Guedes, A. R. L. A., Gomes, C. L., Machado, A. A. N. M., & Ceccatto, P. M. S. (2013). Correlação entre o Questionário do Complexo de Adônis (QCA) com fatores do Questionário da Dependência ao Exercício Físico (QDEF). Coleção Pesquisa em Educação Física, 12(4), 93-100.

 

Lira, A. G., Ganen, A. de P., Lodi, A. S., & Alvarenga, M. dos S. (2017). Uso de redes sociais, influência da mídia e insatisfação com a imagem corporal de adolescentes brasileiras. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, 66(3), 164-171. doi: http://dx.doi.org/10.1590/0047-2085000000166

 

Mello, G. T. de, & Liberali, R. (2012). Dismorfia muscular em praticantes de musculação: revisão sistemática. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, 58(10), 448-457. Recuperado de http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/342

 

Melo, N. M. de, Neto, J. A. B., Nascimento, J. da. S., Silva, D. R., Melo, J. M. G. de, & Junior, C. R. C. (2017). Estado nutricional e distúrbio de imagem corporal em universitários praticantes de musculação. GEP NEWS, 1(2), 41-45. Recuperado de http://www.seer.ufal.br/index.php/gepnews/article/view/3224

 

Mota, C. G. da, & Aguiar, E. F. (2011). Dismorfia muscular: Uma nova síndrome em praticantes de musculação. Revista Brasileira de Ciência da Saúde, 9(27), 49-56. Recuperado de http://seer.uscs.edu.br/index.php/revista_ciencias_saude/article/view/1340

 

Paula, B. B. de, Sarrassini, F. B. Tonello, M. G. M., Neiva, C. M., & Manochio, M. G. (2014). Avaliação do consumo alimentar e percepção da imagem corporal de culturistas. Lecturas: Educación Física y Deportes, 19(193), 01-15. Recuperado de https://www.efdeportes.com/efd193/percepcao-da-imagem-corporal-de-culturistas.htm

 

Pires, J. P., & Baptista, T. J. R. (2016). A vigorexia em atletas de fisiculturismo goiano: um estudo de caso.Cad. Ed. Tec. Soc., 9(3), 384-395. doi: http://dx.doi.org/10.14571/cets.v9.n3.384-395

 

Ravelli, F. (2012). Uso de esteroides anabolizantes androgênicos: estudo sobre a vigorexia e a insatisfação corporal. (Monografia de Graduação). Universidade Estadual Paulista. Recuperado de https://repositorio.unesp.br/handle/11449/120718

 

Reis, S. F. dos. (2016). Indícios de Vigorexia entre Adultos Praticantes de Musculação de Duas Academias da Cidade de Campina Grande – PB. (Monografia de Graduação). Universidade Estadual da Paraíba – UEPB. Recuperado de http://dspace.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/123456789/12030

 

Rodrigues, J. B., Araújo, F. A. de, & Alencar, E. F. (2008). Modelo experimental de questionário para identificação de possíveis indivíduos que apresentam indícios de vigorexia. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, 2(12), 390-395. Recuperado de http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/81

 

Sismon, J. M., Figueiredo, S. H., Rocha, C. M. da, & Garcia, A. B. (2008). Compulsão e exercício físico: um problema para o Educador Físico. Lecturas: Educación Física y Deportes, 1(1), 01-07. Recuperado de https://www.efdeportes.com/efd119/compulsao-e-exercicio-fisico.htm

 

Tocchetto, B. (2016). Avaliação da prevalência de ortorexia e vigorexia em desportistas recreacionais. (Monografia de Graduação). Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

 

Vargas, C. S., Moraes, C. B. de, Mozzaquatro, N. F., & Kirsten, V. R. (2013). Prevalência de dismorfia muscular em mulheres frequentadoras de academia. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, 7(37), 28-34. Recuperado de http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/362

 

Vasconcelos, J. E. L. (2013). Vigorexia: quando a busca por um corpo musculoso se torna patológica. Revista educação física UNIFAFIBE, 2(2), 291-97. Recuperado de http://unifafibe.com.br/revistasonline/arquivos/revistaeducacaofisica/sumario/29/16122013151946.pdf

 

Zimmermann, F. (2013). Indícios de vigorexia em adultos jovens praticantes de musculação em academias de Biguaçu-SC. (Monografia de Graduação). Universidade Federal de Santa Catarina. Recuperado de https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/103737


Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 24, Núm. 258, Nov. (2019)

Utilizamos cookies para ofrecer la mejor experiencia, navegando en esta web aceptas su uso. OK