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Correlação entre o Questionário de Risco Coronariano 

e relação cintura-quadril em praticantes de academia

Correlation between the Coronary Risk Questionnaire 

and waist-hip ratio in gym practitioners

Correlación entre el Cuestionario de Riesgo Coronario 

y la relación cintura-cadera en asistentes al gimnasio

 

Matheus Adames Brito Silva*

matheusesleb@gmail.com

Prof. Dr. José Fernandes Filho**

jff@eefd.ufrj.br

 

*Graduado, Licenciatura e Bacharelado em Educação Física (UNIG).

Pós-graduado em Fisiologia do Exercício e Treinamento Desportivo (UCB).

Pós-graduando em Reabilitação de lesões e doenças musculoesqueléticas (UNESA).

**Escola de Educação Física e Desporto – UFRJ, Professor Associado

Professor do Mestrado em Educação Física EEFD/UFRJ

Laboratório de Biociências do Movimento Humano – LABIMH – UFRJ

Hospital Universitário Clementino Fraga Filho – HUCFF – UFRJ

(Brasil)

 

Recepção: 13/02/2018 - Aceitação: 26/07/2019

1ª Revisão: 27/06/2019 - 2ª Revisão: 14/07/2019

 

Este trabalho está sob uma licença Creative Commons

Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0)

https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt

 

Resumo

    O presente estudo teve como objetivo correlacionar o Questionário de Risco Coronariano e a Relação Cintura Quadril (RCQ) em praticantes de academia da cidade de Nova Iguaçu, RJ. A pesquisa é de cunho descritivo, correlacional, quantitativa e transversal.Foram avaliados 30 indivíduos de ambos os sexos, com idades que variam entre 18 e 58 anos. Para a análise dos resultados foi utilizado o programa SPSS versão 19.0. Utilizou-se para a comparação entre as variáveis o coeficiente de correlação de Spearman.Foram encontrados os seguintes resultados quanto ao questionário: 73,3% apresentaram risco moderado e 26,7% risco abaixo da média. Quanto a RCQ: 40% apresentaram rico moderado, 33,3% abaixo da média, 16,7% alto e 10% muito alto. Quando analisado por gênero as mulheres apresentaram 62,5% risco moderado e 37,5% risco abaixo da média para o questionário; e 37,5% moderado, 31,25% abaixo da média, 18,75% alto e 12,5% muito alto para a RCQ. Os homens apresentaram 85,7% risco moderado e 14,3% risco abaixo da média para o questionário; e 42,9% moderado, 35,7% abaixo da média, 14,3% alto e 7,1% muito alto para a RCQ.Quando comparadas as variáveis foram encontrados os seguintes valores: r=-0,041 e p =0,828 na análise geral; para o sexo masculino (r = -0,108; p=0,713); e para o feminino (r = 0,015; p=0,057). Conclui-se que para a avaliação do risco coronariano, para ambas as variáveis, os indivíduos foram classificados com risco moderado e as mesmas não apresentaram correlação entre si.

    Unitermos: Questionário de risco coronariano. Doenças cardiovasculares. Relação cintura-quadril.

 

Abstract

    This study aimed to correlate the Coronary Risk Questionnaire and Waist-Hip Ratio (WHR) in gym practitioners in the city of Nova Iguaçu, RJ. The research is descriptive, correlational, quantitative and transversal. Were evaluated 30 individuals of both sexes, aged between 18 and 58 years old.For the analysis of the results were used the program SPSS version 19.0. Spearman's correlation coefficient was used to compare the variables. The following results regarding the questionnaire were found: 73.3% presented moderate risk and 26.7% below the average risk. For the WHR: 40% presented moderate risk, 33.3% below the average, 16.7% high and 10% too high. When analyzed by gender women presented 62.5% moderate risk and 37.5% below the average risk for the questionnaire; and 37.5% moderate, 31.25% below de average, 18.75% high and 12.5% too high for the WHR. The men presented 85.7% moderate risk and 14.3% below the average risk for the questionnaire; and 42.9% moderate, 35.7% below the average, 14.3% high and 7.1% too high for the WHR. When comparing the variables the following values were found: r = -0.041 and p= 0.828 in the overall analysis; for males (r = -0.108; p = 0.713); and for women (r = 0.015; p = 0.057). It is concluded that for the assessment of coronary risk, for both variables, individuals were classified with moderate risk, and the variables do not correlate with each other.

    Keywords: Coronary risk questionnaire. Cardiovascular disease. Waist-hip ratio.

 

Resumen

    El presente estudio tuvo como objetivo correlacionar el Cuestionario de Riesgo Coronario y la relación cintura-cadera (RCC) en asistentes al gimnasio de la ciudad de Nova Iguaçu, RJ. La investigación es descriptiva, correlacional, cuantitativa y transversal. Fueron evaluadas personas de ambos sexos, con edades comprendidas entre 18 y 58 años. Para el análisis de los resultados, se utilizó la versión del programa SPSS 19.0.Se utilizó el coeficiente de correlación de Spearman para comparar las variables. Se encontraron los siguientes resultados con respecto al cuestionario: el 73.3% tenía riesgo moderado y el 26.7% riesgo por debajo del promedio. En cuanto a RCC: 40% presentó una riqueza moderada, 33.3% por debajo del promedio, 16.7% de alto y 10% muy alto. Cuando se analizó por género, las mujeres tenían 62.5% de riesgo moderado y 37.5% de riesgo por debajo del promedio para el cuestionario; y 37.5% moderado, 31.25% por debajo del promedio, 18.75% alto y 12.5% ​​muy alto para RCC. Los hombres presentaron 85.7% de riesgo moderado y 14.3% de riesgo por debajo del promedio para el cuestionario; y 42.9% moderado, 35.7% por debajo del promedio, 14.3% alto y 7.1% muy alto para RCC. Al comparar las variables, se encontraron los siguientes valores: r = -0.041 y p = 0.828 en el análisis general; para hombres (r = -0.108; p = 0.713); y para las mujeres (r = 0.015; p = 0.057). En conclusión, para la evaluación del riesgo coronario, para ambas variables, los individuos fueron clasificados como de riesgo moderado y sin correlación entre ellos.

    Palabras clave: Cuestionario de riesgo coronario. Enfermedades cardiovasculares. Relación cintura-cadera.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 24, Núm. 255, Ago. (2019)


 

Introdução

 

    Ao longo do tempo a sociedade vem se transformando e grandes mudanças vêm ocorrendo em diversos campos como na medicina, informação, tecnologia, entre outros. Este mundo cada vez mais moderno acarreta também uma mudança nos hábitos dos que nele vivem, e essas mudanças são tanto positivas quanto negativas. De acordo com Dias, Heeren e Angelis (2004, p.18) “As sociedades modernas, repletas de novas tecnologias, têm alterado de um modo importante o estilo de vida dos cidadãos”.

 

    Pensando nessas mudanças, como consequência, observa-se um indivíduo que cada vez menos se importa com sua saúde, e que tem sua vida voltada para o trabalho. Dessa forma sua alimentação, prática de atividades físicas e ocuidado com o corpo ficam em segundo plano, aumentandoo seu nível de sedentarismo. O atual padrão de vida tem trazido consigo um novo problema, a obesidade, que tem crescido em escala mundial (Fernandes Filho, 2014a; Queiroz, Silva, Bezerra, Freitas & Rodrigues, 2015). Segundo Dias, Heeren e Angelis (2004, p.21) “a obesidade, crescentemente reconhecida como uma epidemia de saúde pública, tem sido apontada como um fator de risco modificável para doenças cardiovasculares”.

 

    As Doenças Cardiovasculares (DCV) são a maior causa de mortalidade no mundo (Leite, Danta, Rolim, Silva & Morato, 2015; Oliveira Junior et al., 2015; Guerra et al., 2018). No Brasil o aumento da mortalidade por esse tipo de doença já se torna alarmante, de acordo com o Ministério da Saúde (2017) as DCV são a principal causa de morte no país, chegando a quase 30% dos óbitos. As DCV são classificadas em diversos grupos: cardiopatia isquêmica, cardiopatia hipertensiva, valvopatias, doenças da aorta, infarto agudo do miocárdio (IAM), e outras. (Dutra, 2006; Evora, Nather & Rodrigues, 2014)

 

    Diante deste quadro,há diversos métodos para avaliação e diagnóstico do risco de desenvolvimento de cardiopatias:o eletrocardiograma, a radiografia do tórax, o teste ergométrico, o ecocardiograma e outros; tais métodos apresentam grande eficácia, porém demandam tempo e custo elevado para serem realizados. Como consequência métodos antropométricos também vêm sendo utilizados, se caracterizando pelo baixo custo e avaliação mais rápida (Fernandes Filho, 2003; Neves, 2014). Moura (2014) relata que através de estudos de Vague (1956) houve uma classificação da gordura localizada, onde o mesmo autor a classificou como: andróide, em maior concentração na região central; e ginóide, com maior localização nos quadris e coxas. A partir de então esse tipo de indicação motivou outros estudos que buscaram analisar a relação entre doenças e o perfil morfológico definido pela antropometria. De acordo com Fernandes Filho (2003, p.33) “A antropometria apresenta informações valiosas para a predição e a estimação dos vários componentes corporais de sedentários ou atletas no crescimento, desenvolvimento e envelhecimento”. Atualmente existem inúmeros modelos para a avaliação da composição corporal e fatores associados ao risco de desenvolvimento de DCV, dentre eles: a Relação Cintura-Quadril (RCQ), o Questionário de Risco Coronariano (RISKO), o Índice de Massa Corporal (IMC), o Índice de Conicidade (IC), entre outros (Dutra, 2006; Fernandes Filho, 2014b). Serão destacados os dois primeiros.

 

    A RCQ vem sendo muito utilizada por pré-avaliar o resultado do risco coronariano, e se associa a adiposidade central, possuindo uma boa confiabilidade (0,92) para proporção cintura/quadril (Fernandes Filho, 2003, 2014b). De acordo com Fernandes Filho (2003) e Moura (2014) estudos sobre a distribuição da gordura entre o quadril e o abdômen foram elaborados por Bjornntorp (1986) para a análise do risco de desenvolvimento de diversas doenças como, por exemplo, doença coronariana e hipertensão. A gordura acumulada na região abdominal causa mais risco à saúde do que a acumulada em outras partes do corpo por se relacionar diretamente a gordura visceral, que causa o mau funcionamento dos órgãos e se associa a uma maior prevalência de doenças cardíacas (Amer, Sanches & Moraes, 2001; Almeida, Almeida & Araújo, 2009). Ainda Avezum, Piegas e Pereira (2005) em seu estudo demonstraram que a RCQ foi um fator de associação independente para o IAM, e que a mesma possuiu uma maior correlação com o perfil lipídico. Em outro estudo realizado no município do Rio de Janeiro, Machado e Sichieri (2002) indicaram que a RCQ inadequada se associou de forma positiva a idade, tabagismo e IMC.

 

    Outros fatores além do perfil lipídico, também tem grande influência no desenvolvimento de cardiopatias, como: idade, gênero, raça, fatores socioeconômicos e familiares, tabagismo, hipertensão, inatividade e outros (Powers & Howley, 2014). Relacionado a esses fatores outro método de predição para o desenvolvimento de cardiopatias vem sendo utilizado, o Questionário de Risco Coronariano (RISKO, 1973), proposto pelo Michigan Heart Association (MHA). O questionário possui uma tabela com oito fatores de risco, no qual o resultado final atribui certo grau de risco coronariano ao indivíduo (Hazar, Carneiro Júnior, Teodoro & Oliveira, 2010). Assim como a RCQ, é um método de fácil aplicabilidade. Avezum, Piegas e Pereira (2005) em estudo feito na região metropolitana de São Paulo constataram que os fatores de risco como tabagismo, antecedente de hipertensão arterial sistólica, antecedente de Diabetes Mellitus, história familiar de doença arterial coronariana e nível sérico de LDL-colesterol estão independentemente associados com risco elevado de IAM.

 

    Dentro desse contexto cabe destaque especial a um fator, a inatividade física ou sedentarismo, que se torna um agravante para os outros. Com a prática regular de atividade física o indivíduo adquire benefícios que se manifestam sob todos os aspectos do organismo, auxiliando na prevenção de doenças. Observa-se a perda de peso, melhora do diabetes, diminuição do colesterol total (McArdle, Katch & Katch, 2003; Matsudo, 2009; Thomaz, Costa, Silva & Hallal, 2010; Facundes et al., 2014). Os homens e mulheres sedentários tem uma probabilidade duas vezes maior de desenvolver doença coronariana de que seus congêneres mais ativos (Powers & Howley, 2014). A manutenção da atividade física por toda vida também contribui para a diminuição de doenças relacionadas ao coração e possui efeitos cardiovasculares benéficos até para indivíduos que já são cardiopatas, atuando conjuntamente com fármacos na reabilitação cardíaca, efeitos como a diminuição da frequência cardíaca, da pressão arterial em repouso, aumento do VO2 máx. (Araújo & Lira, 2003; McArdle, Katch & Katch, 2003; Kraemer & Tairova, 2011; Powers & Howley, 2014)

 

    Visto a proporção de mortes causadas pelas DCV e que a prática regular de atividades físicas é um fator de grande importância na prevenção das mesmas, juntamente com a identificação precoce dos fatores de risco responsáveis por sua taxa de incidência, o presente estudo tem por objetivo correlacionar o Questionário de Risco Coronariano (RISKO) e a Relação Cintura-Quadril (RCQ) de praticantes de atividade física de academia em relação ao risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

 

Metodologia

 

    A pesquisa é de cunho descritivo, correlacional, quantitativa e transversal de acordo com Thomas, Nelson e Silverman (2012). Foram avaliados 30 indivíduos de duas academias localizadas em bairros distintos da cidade de Nova Iguaçu, 14 homens (46,66%) e 16 mulheres (53,33%) com idades que variam entre 18 e 58 anos, com média de idade (32,56 ± 11,92). Ambos os indivíduos não atletas com mais de seis meses de prática de atividade física de academia. As atividades praticadas eram tanto treinamento contra resistência (musculação), quanto atividades aeróbicas (jump, step e bike indoor). A escolha dos bairros e da amostra se deu por serem bairros periféricos da cidade de Nova Iguaçu, não tendo ambientes propícios para a prática de atividades físicas e de lazer, tendo então os indivíduos que recorrer às academias de ginástica para realização dessas práticas, onde o profissional de Educação Física, de forma mais próxima, pode desenvolver seu papel de motivador e educador a respeito de um estilo de vida mais saudável.

 

    Todos os indivíduos assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido em relação à utilização dos dados na pesquisa, o qual deixou claro que a sua participação na pesquisa não causaria qualquer prejuízo ou constrangimento para o pesquisado e que as informações obtidas através da coleta de dados seriam utilizadas para a composição do relatório de pesquisa, resguardando sempre sua identidade, além da garantia de desistência no caso não querer mais fazer parte da pesquisa. Logo em seguida foi entregue o Questionário RISKO – Teste de índice coronariano aos indivíduos para que respondessem. Esse questionário possui oito fatores de risco em uma tabela, sendo: idade, sexo, peso, nível de exercício físico, tabagismo, hipertensão arterial, histórico familiar e hipercolesterolemia. Ambos os fatores possuem seis opções de respostas, atribuindo um escore a cada uma. A soma dos escores de todos os fatores atribui uma pontuação final, que equivale a uma classificação de risco cardiovascular. A classificação se apresenta da seguinte forma: risco bem abaixo da média, risco abaixo da média, risco médio, risco moderado, alto risco e risco muito alto. Para critério de análise os indivíduos classificados com risco bem abaixo da média foram dispostos dentro da classificação abaixo da média, e os classificados com risco médio, dentro da classificação moderado.

 

    Para as medidas dos perímetros da cintura e do quadril foi utilizada fita métrica da marca Sanny Medical de 1,0 cm de largura e precisão de 0,1 mm. Para a realização das medidas, seguindo as técnicas descritas por Lohman, Roche e Martorell (1988), os examinados permaneceram de pé, com os pés juntos e os braços estendidos ao longo do corpo. O perímetro da cintura foi medido ao redor da menor curvatura localizada entre as costelas e a crista ilíaca, mantendo a fita métrica justa, mas sem comprimir os tecidos. A medida do quadril foi obtida colocando-se a fita métrica ao redor da região do quadril, na área de maior protuberância, sem compressão da pele.

 

    Para a medida do peso e estatura foi utilizada balança Filizola com capacidade de até 150 Kg com precisão de 100 g e estadiômetro fixo a própria balança de 200 cm. Os indivíduos foram colocados em pé, em posição ortostática, com os pés afastados a largura do quadril, descalços, cabeça orientada no plano de Frankfurt, e ombros e braços relaxados, para a medida do peso. Para a altura permaneceram na posição ortostática, porém, com os pés juntos, com o estadiômetro tocando o ponto mais elevado da cabeça, sendo medida a altura após uma inspiração máxima (Fernandes Filho, 2014b; Damasceno et al., 2003). Os indivíduos foram avaliados com a menor quantidade de roupa possível, normalmente utilizando trajes de banho.

 

    Para a análise dos resultados foi utilizado o programa SPSS versão 19.0. Utilizou-se para a comparação entre as variáveis o coeficiente de correlação de Spearman para variáveis categóricas ordinais, com nível de significância (p<0.05).

 

Resultados e discussão

 

    A Tabela 1 apresenta os dados gerais referentes à amostra deste estudo. Sendo assim foram apresentados os valores mínimo, máximo, média e desvio padrão das variáveis (idade, massa corporal, estatura, circunferência de cintura, circunferência de quadril, RCQ e Questionário RISKO).

 

Tabela 1. Valores descritivos das variáveis da amostra

 

N

Mínimo

Máximo

Média

Desvio Padrão

Idade (anos)

30

18

58

32,56

11,92

Massa Corporal (Kg)

30

50,3

134

79,09

19,74

Estatura (cm)

30

150

188

167

10,15

C. Cintura (cm)

30

65,8

117

85,88

13,34

C. Quadril (cm)

30

85

141

105,54

13,24

RCQ

30

0,66

0,98

0,8

0,07

Questionário (RISKO)

30

12

26

18,9

3,5

Fonte: Dados da pesquisa

 

    A Tabela 2 apresenta os valores descritivos deste estudo, separados por gênero. Cabe destaque a maior média da RCQ, Questionário (RISKO) e circunferência de cintura nos homens, comparadas com as das mulheres, evidenciando que se deve ter uma maior atenção quanto ao risco de desenvolvimento de DCV para o sexo masculino.

 

Tabela 2. Valores descritivos separados por gênero

 

Homens (n=14)

Mulheres (n=16)

 

Mín

Máx

Média

Desv. Pad

Mín

Máx

Média

Desv. Pad

Idade (anos)

18

58

27,71

11,45

21

54

36,81

10,94

Massa Corporal (Kg)

58,7

134

84,16

21,94

50,3

103

74,65

17,06

Estatura (cm)

165

188

175,35

6,55

150

174

159,68

6,3

C. Cintura (cm)

70,4

117

88,92

15,02

65,8

103

83,22

11,5

C. Quadril (cm)

85

120

101,62

11,93

91,8

141

108,96

13,75

RCQ

0,8

0,98

0,86

0,05

0,66

0,85

0,75

0,05

Questionário (RISKO)

15

24

19

2

12

26

18,81

4,5

Fonte: Dados da pesquisa

 

    Os indivíduos deste estudo apresentaram 73,3% risco moderado para o desenvolvimento de DCV de acordo com a classificação da MHA para o Questionário (RISKO) (ver Tabela 3). Resultado semelhante foi encontrado por Moura, Brito, Nunes, Amorim e Marins (2009) ao analisarem a população de uma cidade de Minas Gerais, onde mais de 70% apresentou risco médio e moderado. Gomides et al. (2014) e Hazar et al. (2010) analisando estudantes de Educação Física de duas faculdades distintas encontraram um escore de risco abaixo da média segundo o questionário, diferindo então dos resultados encontrados neste estudo.

 

    Em relação à RCQ os indivíduos deste estudo também apresentaram uma prevalência de risco moderado, porém em uma menor proporção (40%); sendo abaixo da média (33,3%), alto (16,7%) e muito alto (10%), contra 26,7%, 0% e 0% do questionário (RISKO), respectivamente (Tabela 3). Estudo como o de Fedatto (2011) corrobora com o presente trabalho onde também se encontrou grau de risco moderado para mulheres praticantes de atividades físicas de academia. Silva, Pereira e Priore (2019) avaliando o efeito do exercício físico sobre fatores antropométricos e bioquímicos observaram uma redução em diversos fatores, entre eles a RCQ, após avaliarem indivíduos antes e depois de um programa de exercícios físicos.

 

Tabela 3. Tabela geral de dados com a classificação dos indivíduos dentro da escala do grau 

de risco coronariano para o Questionário (RISKO) e a RCQ, e a correlação entre as variáveis

Tabela geral de dados

Questionário (RISKO)

RCQ

Correlação

N

%

N

%

N

%

Questionário x RCQ

Feminino

16

53,33

Abaixo da média

8

26,7

Abaixo da média

10

33,3

Valor R

-0,041

Masculino

14

46,66

Moderado

22

73,3

Moderado

12

40

Valor P

0,828

Alto

0

0

Alto

5

16,7

Total

30

100

 

Muito alto

0

0

 

Muito alto

3

10

 

 

Fonte: Dados da pesquisa

 

    Torres, Calles, Pacheco e Cavalcante (2012) ao analisarem a relação entre a RCQ e o sedentarismo encontraram uma maior prevalência no escore de risco muito alto em sua amostra, 59% do total, diferindo dos resultados deste estudo. Tal diferença pode ser explicadapelo fato dos indivíduos da amostra do referido estudo serem sedentários e coronariopatas, afirmando então a importância da atividade física na diminuição do grau de risco.

 

    Os resultados deste estudo podem ser enquadrados como satisfatórios quanto aos escores gerais encontrados para o Questionário (RISKO) e a RCQ, uma vez que houve nenhuma ou pouca prevalência de risco alto e muito alto para o questionário e a RCQ, respectivamente. Tal fato pode ser explicado pela população estudada, que por serem frequentadores de academia de ginástica, presume-se que possuam hábitos de vida mais saudáveis, incentivados pela prática regular de atividade física. Ferreira, Ferreira, Mota Junior e Oliveira (2019) avaliando o risco coronariano em indivíduos ativos e não ativos observaram um grau de risco maior para o grupo de inativos.

 

    Moreira et al. (2009), Moura et al. (2009) e Gomides et al. (2014) apontaram o sedentarismo entre os fatores mais prevalentes em seus estudos, trazendo a tona uma preocupação com o mesmo, expressando a necessidade da elaboraçãode programas e a conscientização a respeito do tema atividade física e saúde.Powers e Howley (2014) relatam que a falta de atividade física antecipa o aparecimento de doença arterial coronariana, sendo um fator independente para o seu desenvolvimento.

 

    A tabela 4 mostra que, quando separado por gênero, o grau de risco do Questionário (RISKO) também se manteve moderado para ambos os sexos, feminino (62,5%) e masculino (85,7%). A classificação abaixo da média apresentou diferença entre os gêneros com maior proporção entre as mulheres (37,5%) do que para os homens (14,3%). Os homens então apresentando um risco significativamente maior que as mulheres para o desenvolvimento de DCV.

 

    Gomides et al. (2014), Moreira et al. (2009) e Hazar et al. (2010) de forma semelhante também observaram maior risco para o gênero masculino em seus estudos ao avaliarem os resultados do questionário. Tal diferença pode ser explicada, não isoladamente, pelo fato do maior nível de estrogênio nas mulheres, que proporciona uma maior proteção contra DCV. (McArdle, Katch & Katch, 2003)

 

Tabela 4. Tabela de dados com a classificação dos indivíduos por gênero dentro da escala do grau de risco 

coronariano para o Questionário (RISKO) e a RCQ, e a correlação entre as variáveis para ambos os sexos

Tabela de dados por gênero

Questionário (RISKO)

RCQ

Correlação

N

%

N

%

N

%

Questionário x RCQ

Feminino

16

100

Abaixo da média

6

37,5

Abaixo da média

5

31,25

Valor R

0,015

Moderado

10

62,5

Moderado

6

37,5

Valor P

0,957

Alto

0

0

Alto

3

18,75

Muito alto

0

0

Muito alto

2

12,5

Masculino

14

100

Abaixo da média

2

14,3

Abaixo da média

5

35,7

Valor R

-0,108

Moderado

12

85,7

Moderado

6

42,9

Valor P

0,713

Alto

0

0

Alto

2

14,3

 

 

 

 

Muito alto

0

0

 

Muito alto

1

7,1

 

 

Fonte: Dados da pesquisa

 

    Quando analisada a RCQ, assim como na Tabela 3, o grau de risco se manteve moderado para os gêneros, 37,5% e 42,9% para mulheres e homens respectivamente. Houve diferença entre os gêneros em relação aos graus de risco alto e muito alto, tendo o sexo feminino uma maior proporção, apresentando 18,8% e 12,5%, contra 14,3% e 7,1% do sexo masculino. Amer, Sanches e Moraes (2001) encontraram em seu estudo a prevalência de risco moderado entre os gêneros ao analisar praticantes de atividades aeróbicas moderadas. O mesmo estudo encontrou maiores valores de risco alto e muito alto para o gênero feminino, concordando com os resultados deste estudo. Silva, Farinha, Both e Rossato (2011) também encontraram resultado semelhante ao avaliar praticantes de treinamento resistido de uma academia de Santa Maria, RS.

 

    Santos e Costa (2011) encontraram resultados semelhantes aos do presente estudo. Em seus resultados 51% das mulheres e 60% dos homens foram classificados com risco abaixo e moderado. Quanto aos riscos alto e muito alto, também encontraram uma maior prevalência entre as mulheres (49%), do que para os homens (40%).

 

    Uma vez que a RCQ, como já mencionado, se relaciona a gordura central, os resultados deste estudo e suas diferenças entre gêneros podem ser explicados pelo fato dos homens possuírem maior massa muscular e menor percentual de gordura do que as mulheres. Ainda McArdle, Katch e Katch (2003) demonstram que a gordura corporal total pode ser dividida em duas categorias quanto a sua deposição: gordura essencial, localizada principalmente nas vísceras e alguns órgãos; e gordura de reserva que se encontra principalmente no tecido adiposo. Quanto à primeira às mulheres apresentam uma quantidade até quatro vezes maior que os homens. Existem ainda regiões de maior acumulo de gordura específica do sexo feminino, como nas nádegas, coxas e região pélvica. Embora não tenha sido o foco deste estudo, vale ressaltar que alterações hormonais decorrentes dos ciclos menstruais femininos e menopausa, além das diferenças hormonais entre homens e mulheres podem ser significativas para que tais diferenças na composição corporal ocorram. (McArdle, Katch & Katch, 2003)

 

    Este estudo também demonstra que as variáveis, Questionário (RISKO) e a RCQ, não se correlacionam como confirmado pelos valores de R e P encontrados (r = -0,041; p>0.05) (ver Tabela 3). Não houve também correlação quando as variáveis foram comparadas por gênero, tanto para o sexo masculino (r = -0,108; p>0.05), quanto para o feminino (r = 0.015; p>0.05) (ver Tabela 4). Santana et al. (2010) ao avaliarem praticantes de atividades físicas na cidade de Aracaju, encontraram em seu estudo uma fraca correlação entre o Questionário (RISKO) e a RCQ, resultado que corrobora com o encontrado neste estudo.

 

    Avezum, Piegas e Pereira (2005) comparando a RCQ com diversos fatores de risco, encontraram uma correlação positiva com o perfil lipídico, porém correlação fraca com os demais fatores, como hipertensão por exemplo. Ainda Machado e Sichieri (2002) encontraram boa associação da RCQ inadequada com a idade e tabagismo, e associação inversa da mesma com o nível de atividade física. Oliveira et al. (2013) ao avaliarem idosos praticantes e não praticantes de atividades físicas encontraram uma maior RCQ entre os não praticantes, afirmando assim uma maior associação entre RCQ elevada e sedentarismo. Martins e Marinho (2003) analisando o diagnóstico dos indicadores da obesidade centralizada verificaram em seu estudo que o sexo, idade e sedentarismo foram fortemente relacionados com a RCQ, porém esta não obteve boa correlação com tabagismo, hipertensão arterial, glicemia, triglicérides e colesterol, quando avaliados de forma isolada.

 

    Picon et al. (2007) observaram fraca correlação da RCQ com o peso, colesterol total e hipertensão. Pereira, Sichieri e Marins (1999) demonstraram que a RCQ tem uma maior capacidade preditiva para hipertensão e menor correlação com o índice de massa corporal. Ainda Cardoso, Mattos e Koifman (2001) avaliando a prevalência dos fatores de risco para doenças cardiovasculares de populações indígenas do Rio de Janeiro observaram que todas as correlações com a RCQ foram fracas, cabendo destaque para as correlações positivas com a idade e com a estatura.

 

    A não correlação encontrada entre as duas variáveis estudadas neste trabalho pode se dar pelo fato de que nem todos os fatores de risco avaliados pelo Questionário (RISKO) se associem com a RCQ, tendo essa uma maior correlação com alguns e menor com outros, como demonstrado nos estudos citados. Outro fator que cabe destaque é a subjetividade do questionário, que por respeitar a opinião dos indivíduos, pode ter sofrido uma subestimação ou superestimação dos seus resultados, por falta de conhecimento dos mesmos acerca de determinado fator de risco.

 

Conclusão

 

    O presente trabalho verificou que as variáveis, Questionário (RISKO) e RCQ, quando analisadas estatisticamente não apresentaram correlação entre si.Os indivíduos foram classificados em sua maioria com risco moderado para ambas as variáveis. Cabe ressaltar que a não correlação encontrada no presente estudo pode ter ocorrido pelo fato de que nem todos os fatores de risco avaliados pelo questionário se associem com a RCQ. Outro aspecto importante é a subjetividade do questionário, como também o fato dos indivíduos da amostra serem praticantes de atividades físicas, o que pressupõe índices antropométricos mais reduzidos.

 

    Contudo ambos os métodos são práticos e apresentam baixo custo para serem aplicados, tornando-os acessíveis a grande parte da população, além de trazer a conscientização a respeito do cuidado com a saúde e diminuição dos riscos de desenvolvimento de DCV. Porém se faz necessária a utilização de outros métodos de avaliação mais específicos para a avaliação e diagnostico de aparecimento de DCV. Da mesma forma deve-se manter uma alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas, contribuindo assim para um estilo de vida saudável, diminuindo os riscos de doenças cardiovasculares.

 

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