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Programa de treinamento resistido ondulatório para 

pessoas infectadas pelo HIV: estudo de caso

Undulatory Resistant Training Program on HIV-Infected People: case study

Programa de entrenamiento resistido ondulatorio en personas infectadas por el VIH: estudio de caso

 

Adriano Lopes Lemos*

adriano_lopes_lemos@hotmail.com

Eric Rangel de Sousa Pereira**

eric.rangel01@gmail.com

Neônne Angelo Seixas de Souza***

neo_angeloef@hotmail.com

Glauber Marinho****

glauber.stm@gmail.com

Djane Dantas de Lima*****

dantasvalentim16@gmail.com

Luiz Fernando Gouvêa-e-Silva******

lfgouvea@yahoo.com.br

 

*Graduado em Educação Física pela Universidade do Estado do Pará

Instrutor de musculação pela Rede Selfit Academias e Personal Trainer

**Graduado em Educação Física pela Universidade do Estado do Pará

Analista de desempenho no futebol e Personal Trainer

***Graduado em Educação Física pela Universidade do Estado do Pará

Especialista em Biomecânica pela Universidade do Amazonas

Professor da Rede Básica de Ensino do município de Oriximiná-PA

****Graduado em Educação Física pela Universidade do Estado do Pará

Especialista em Musculação Terapêutica e Fisiologia do Exercício Aplicada
a Grupos Especiais pelo Centro Universitário do Estado do Pará

Atua como Personal Trainer e corrida de rua

*****Graduada em Educação Física pela Universidade do Estado do Pará

Professora de musculação da Academia Bony Fit e Personal Trainer

******Graduado em Educação Física pela Universidade Federal de Uberlândia

Mestre em Genérica e Bioquímica pela Universidade Federal de Uberlândia

Doutor em Doenças Tropicais pela Universidade Federal do Pará

Professor da Universidade Federal de Goiás, Regional Jataí, Jataí, Goiás

(Brasil)

 

Recepção: 05/02/2018 - Aceitação: 25/04/2019

1ª Revisão: 05/04//20189 - 2ª Revisão: 14/04/2019

 

Este trabalho está sob uma licença Creative Commons

Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0)

https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt

 

Resumo

    Introdução: A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e o concomitante desenvolvimento da Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) e a utilização da terapia antirretroviral ocasionam prejuízos ao organismo, como dislipidemias, problemas cardiovasculares e perda de massa muscular. Objetivo: Analisar o efeito de um programa de treinamento resistido ondulatório na composição corporal, qualidade de vida, força muscular e flexibilidade de pacientes HIV/Aids. Métodos: Amostra foi de 5 pacientes HIV/Aids, que faziam uso da terapia antirretroviral. O programa foi realizado por 12 semanas (3 sessões semanais). A intensidade oscilou em 60%, 70%, 80% e 90% da força máxima, sendo consideradas as três últimas intensidades como estímulo e a primeira como regeneração. Foram avaliados antes e depois do programa quanto às variáveis antropométricas, composição corporal, força muscular, flexibilidade e qualidade de vida.Os dados foram analisados por estatística descritiva e inferencial, através do programa Graphpad Prism 3.0, adotando o nível de significância de p<0.05. Resultados: Notou-se aumento significativo da força na cadeira extensora e da flexibilidade. As outras variáveis analisadas não demonstraram alterações estatísticas, contudo apresentaram variações relevantes o percentual de gordura (-15,83%), somatória das dobras cutâneas (-8,57%), massa magra (2,75%), taxa metabólica basal (13,59%) e a média dos domínios da qualidade de vida (14,22%). Conclusão: o programa de treinamento resistido ondulatório,com 12 semanas para pacientes HIV/Aids,foi eficaz no aumento da flexibilidade e força muscular na cadeira extensora. Contudo, não apresentou modificações significativas na composição corporal, perfil imunológico, qualidade de vida e força muscular (mesa flexora e supino reto).

    Unitermos: Treinamento de resistência. Periodização ondulatória. Síndrome da imunodeficiência adquirida. Força muscular. Composição corporal.

 

Abstract

    Introduction: Human immunodeficiency virus (HIV) infection and the concomitant development of acquired immunodeficiency syndrome (AIDS) and the use of antiretroviral therapy cause damage to the body, such as dyslipidemias, cardiovascular problems and loss of muscle mass. Objective: To analyze the effect of an undulatory resistance training program on body composition, quality of life, muscular strength and flexibility of HIV/Aids patients. Methods: The sample were of 5 HIV/Aids patients, who were taking antiretroviral therapy. The program was conducted for 12 weeks (3 weekly sessions). The intensity oscillated in 60%, 70%, 80% and 90% of the maximum force, considering the last three intensities as stimulus and the first as regeneration. They were evaluated before and after the program regarding the anthropometric variables, body composition, muscle strength, flexibility and quality of life. The data were analyzed by descriptive and inferential statistics, using the Graphpad Prism 3.0 program, adopting the significance level of p <0.05. Results: There was a significant increase of strength in leg extensor and flexibility was noted. The other variables analyzed did not show statistical alterations, however they presented relevant variations, the fat percentage (-15.83%), sum of skinfolds (-8.57%), lean mass (2.75%), basal metabolic rate (13.59%) and the mean of the quality of life domains (14.22%). Conclusion: the 12-week undulatory resistance training program for HIV/Aids patients was effective in increasing flexibility and muscle strength in the leg extension. However, there were no significant changes in body composition, immunological profile, quality of life and muscle strength (lying leg curls and bench press).

    Keywords: Resistance training. Undulating periodization. Acquired Immunodeficiency Syndrome. Muscle strength. Body composition.

 

Resumen

    La infección por el Virus de Inmunodeficiencia Humana (VIH) y el concomitante desarrollo del Síndrome de Inmunodeficiencia Adquirida (SIDA) y la utilización de la terapia antirretroviral ocasionan perjuicios al organismo, como dislipidemias, problemas cardiovasculares y pérdida de masa muscular. Objetivo: Analizar el efecto de un programa de entrenamiento resistido ondulatorio en la composición corporal, calidad de vida, fuerza muscular y flexibilidad de pacientes con VIH/SIDA. Métodos: La muestra fue de 5 pacientes VIH/Sida, que utilizaban la terapia antirretroviral. El programa se realizó durante 12 semanas (3 sesiones semanales). La intensidad osciló en un 60%, 70%, 80% y 90% de la fuerza máxima, siendo consideradas las tres últimas intensidades como estímulo y la primera como regeneración. Se evaluaron antes y después del programa en cuanto a las variables antropométricas, composición corporal, fuerza muscular, flexibilidad y calidad de vida. Los datos fueron analizados por estadística descriptiva e inferencial, a través del programa Graphpad Prism 3.0, adoptando el nivel de significancia de p <0.05 . Resultados: Se notó un aumento significativo de la fuerza en la silla extensora y de la flexibilidad. Las demás variables analizadas no mostraron alteraciones estadísticas, sin embargo presentaron variaciones relevantes el porcentaje de grasa (-15,83%), sumatoria de los pliegues cutáneos (-8,57%), masa magra (2,75%), tasa metabólica basal 13,59%) y el promedio de los ámbitos de la calidad de vida (14,22%). Conclusión: el programa de entrenamiento resistido ondulatorio, con 12 semanas para pacientes VIH/SIDA, fue eficaz en el aumento de la flexibilidad y fuerza muscular en la silla extensora. Sin embargo, no presentó modificaciones significativas en la composición corporal, perfil inmunológico, calidad de vida y fuerza muscular (mesa flexora y supino recto).

    Palabras clave: Entrenamiento de resistencia. Periodización ondulatoria. Síndrome de Inmunodeficiencia Adquirida. Fuerza muscular. Composición corporal.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 24, Núm. 252, May. (2019)


 

Introdução

 

    A Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida (Aids) é uma doença crônica, que se encontra disseminada em todos os continentes, principalmente o africano, no qual foram registrados os primeiros casos da doença e onde alcança status de pandemia (Brito et al., 2013). Caracteriza-se por mudanças estruturais e funcionais do sistema imunológico, criando oportunidade para infecções oportunistas (Souza & Marques, 2009).

 

    O tratamento com a terapia antirretroviral (TARV) apresenta resultados marcantes no que diz respeito ao controle do vírus da imunodeficiência humana (HIV) e, consequentemente, aumento da sobrevida dos indivíduos infectados (Mendes et al., 2013). Por outro lado, pacientes que realizam a TARV comumente apresentam efeitos colaterais, entre os quais: a síndrome da lipodistrofia ou lipodistrofia (Tsuda, Silva, Machado, & Fernandes, 2012; Fernandes et al., 2007); sarcopenia (Mendes et al., 2013); aumento do risco de doenças cardiovasculares (Florindo et al., 2004); resistência a insulina (Brasil, 2012); aumento dos níveis de triglicerídeos e colesterol (Silva, Bassichetto, & Lewi, 2009); diminuição HDL-colesterol (Pussieldi, Pinto, Alves, Laignier, & Rosa, 2008); e da densidade óssea (Brasil, 2012).

 

    Para tentar minimizar, estabilizar ou contornar esses efeitos ocasionados pela terapia, tem-se como proposta a inclusão do exercício físico, que demonstra resultados positivos para a sua prescrição na forma aeróbia (Thoni et al., 2002; Terry, 2006) ou resistido com peso (Roubenoff & Wilson, 2001; Souza et al., 2008). Uma vez que o treinamento de resistência é utilizado para poupar a perda de massa magra, assim como perda funcional/operacional do músculo, proporcionando aumento de força (Mendes et al., 2011) e mobilidade (Vale, Barreto, Novaes, & Dantas, 2006). Contudo poucos atentam-se para uma prescrição de exercício e acompanhamento mais cauteloso junto aos seus praticantes, bem como, na utilização da periodização ondulatória (Rezende, Domiciano, Silva, Araújo, & Gouvêa-e-Silva, 2009).

 

    Sendo assim, o objetivo do manuscrito foi analisar o efeito de um programa de treinamento resistido, de caráter ondulatório, no perfil antropométrico, na composição corporal, na qualidade de vida, força muscular e flexibilidade de pacientes HIV/Aids do município de Santarém-PA.

 

Métodos

 

    A amostra foi composta por 5 pacientes, de ambos os gêneros, infectados pelo HIV que fazem acompanhamento ambulatorial no Centro de Testagem e Aconselhamento - CTA/SAE do município de Santarém – Pará.

 

    O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará, sob CAAE:05282612.9.0000.5172, onde todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

 

Procedimentos

 

    Para verificar a estimativa do percentual de gordura (%G) e taxa metabólica, foi utilizado o aparelho de bioimpedância em disposição tetrapolar da marca Maltron®. A massa corporal foi aferida com uma balança analógica, com precisão de 100g (Filizola®) e a estatura, pelo estadiômetro acoplado à mesma, com precisão de 0,5cm. Estas variáveis foram usadas para calcular o índice de massa corporal (massa corporal dividida pela estatura elevada ao quadrado).

 

    A circunferência foi analisada por meio de uma fita métrica (Sanny®) nos pontos do braço (direito e esquerdo), antebraço (direito e esquerdo), tórax, cintura, abdômen, quadril, coxa meso-femoral (direita e esquerda) e panturrilha (direita e esquerda). Já as dobras cutâneas aferidas foram a biciptal, triciptal, subescapular, suprailíaca, abdominal, coxa e perna. Utilizou-se um compasso da marca Cescorf®, com precisão de 0,1 mm. Para as condutas das variáveis antropométricas analisadas adotou-se as sugestões de Fernandes Filho (2003).

 

    O teste de força máxima foi realizado na última sessão de treinamento do 1º mesociclo e ao final do programa de treinamento. A força muscular foi aferida por meio do protocolo de predição de 1RM (repetição máxima), de duas a dez repetições até a fadiga (Brzycki, 1993). Para o Erro Padrão de Estimativa (EPE) deste protocolo seguiu-se os achados de Moura, Bonelli, Delvons e Cardoso (2010), onde mostraram que o erro padrão para a equação de Brzycki (1993) nos mesmos grupos musculares em atletas de potência para os exercícios de supino reto, agachamento e levantamento terra oscilou de 2,15 kg a 2,63 kg (1,16% a 2,63%).

 

    A área muscular do braço (AMB) foi mensurada através da equação proposta por Frisancho (1984): AMB (cm2) = {[CB (cm) – π.TR (cm)]2 / 4. π} – 6,5 para o gênero feminino; e AMB (cm2) = {[CB (cm) – π.TR (cm)]2 / 4. π} – 10 para o gênero masculino. Além disso, destaca-se que CB representa à circunferência do braço e TR a dobra cutânea do tríceps.

 

    Para realizar a medida de flexibilidade do quadril e coluna vertebral optou-se pelo protocolo com utilização do “Banco de Wells” (Charro, Bacural, Navarro, & Pontes Junior, 2010).

 

    Os dados referentes a quantificação da carga viral e linfócitos do Grupamento de diferenciação 4 (TCD4) foram obtidos nos prontuários do CTA dos referidos pacientes do estudo.

 

    Para avaliar a qualidade de vida dos pacientes, utilizou-se o HAT/QoL (HIV/AIDS – Targeted Quality of Life Instrument), instrumento esse elaborado por Holmes e Shea (1998) e validado para a população brasileira por Soárez, Castelo, Abrão, Holmes e Ciconelli (2009).

 

Programa de Treinamento Resistido com Peso (TRP)

 

    O programa de TRP foi desenvolvido no período de 12 semanas, três vezes por semana, sendo que as quatro primeiras foram de adaptação, pois os pacientes não praticavam exercício físico, em especial, o resistido com peso. Ao início de todo treino foi realizado um aquecimento que consistia de 10 minutos de elíptico ou bicicleta. Nas duas primeiras semanas de adaptação os pacientes realizaram os exercícios com 2 séries de 12 a 15 repetições e na terceira e quarta semana com 3 séries. O intervalo entre as séries foi de 1 minuto e entre os exercícios de 2 minutos. Ao longo das outras semanas foram realizadas 3 séries com repetições máximas (de 3 a 12RM) para as intensidades que oscilaram de 70% a 90% de 1RM. Na última semana do 2º e 3º mesociclo a intensidade foi de 60% para proporcionar a regeneração (Quadro 1).

 

Quadro 1. Demonstrativo da variação de intensidade das cargas de treinamento

Microciclo

Intensidade (% 1RM)

Microciclo

Intensidade (% 1RM)

1

Carga subjetiva

(12-15 repetições)

7

80% (8-10 repetições*)

2

8

60% (13-15 repetições*)

3

9

70% (10-12 repetições*)

4

10

80% (8-10 repetições*)

5

70% (10-12 repetições*)

11

90% (3-5 repetições*)

6

80% (8-10 repetições*)

12

60% (13-15 repetições*)

Legenda: *Fonte para a orientação das repetições foi Matveev (1991).

 

    O treinamento foi elaborado com três exercícios para os extensores de perna (quadríceps) e de coxa (posteriores de coxa), flexores (peito) e extensores (costas) de braço, para os outros grupos utilizou-se dois exercícios, exceção do abdominal que foi apenas um. Destaca-se que os exercícios, quando possível, eram trocados de treino para treino e quando não a ordem sofria alteração, desta forma, nunca realizaram em semanas consecutivas um mesmo treino.

 

    Destaca-se que todos os grandes grupos musculares, e outros, foram estimulados durante a semana de treinamento, bem como, os exercícios utilizados por grupo muscular estão demonstrados na Quadro 2.

 

Quadro 2. Demonstrativo dos segmentos corporais e exercícios utilizados para trabalhar os músculos destes segmentos

Região corporal/ação

Exercícios livres/aparelhos

Anterior da coxa/extensores de perna

Cadeira extensora, agachamento guiado e agachamento guiado abduzido.

Posterior da coxa/extensores de coxa

Mesa flexora, stiff, afundo e elevação do quadril.

Tórax/flexores de braço

Supino, crucifixo e fly nas posições reto, inclinado e declinado.

Dorso/extensores de braço

Remada unilateral, remada curvada, pullover e remada no espaldar.

Perna/flexores plantar

Panturrilha em pé e sentada.

Ombro/abdutores e extensores do braço

Elevação lateral e crucifixo invertido.

Posterior do braço/extensores do antebraço

Tríceps francês, testa e coice.

Anterior do braço/flexores do antebraço

Rosca simultânea, alternada e banco Scott.

Abdômen/flexores de coluna

Abdominal superior e inferior.

 

Análise estatística

 

    Os dados foram tabulados e analisados por meio da estatística descritiva. Após a aplicação do teste de normalidade (Shapiro-Wilk – programa BioEstat® 5.0), utilizou-se o teste t pareado para realizar as comparações entre os períodos de treinamento, a fim de evidenciar as diferenças entre as médias destes períodos. Já para os domínios da qualidade de vida foi utilizado o teste ANOVA, com post hoc Tukey. Para tanto, foi empregado o programa Graphpad Prism® 3.0 para a realização destas análises e o nível de significância adotado foi de p<0.05.

 

Resultados

 

    Os 5 participantes do estudo apresentaram idade média de 38±11,34 anos, sendo um do gênero feminino. Além disso, todos faziam uso da TARV, um apresentava hipertensão arterial e dois faziam uso de inibidor de protease em sua terapia antirretroviral.

 

    Destaca-se que todos os participantes alcançaram 75% de frequência no programa de treinamento. Os dados epidemiológicos dos participantes analisados apontaram que60% eram solteiros e 40% casados, 20% com escolaridade entre 8 a 11 anos de estudo e 80% com mais de 12 anos, todos eram de procedência urbana, 60% de etnia parda e 40% branca, 80% apresentavam alguma ocupação e 20% eram desempregados.

 

    O perfil clínico demonstrou que o tempo mínimo de diagnóstico para a infecção do HIV foi de 7 meses, máximo de 60 meses, sendo a média 24,40 ± 21,01 meses. Para o tempo de uso da terapia antirretroviral, notou-se um tempo mínimo de uso de 7 meses, máximo de 54 meses, estando a média do tempo de uso em 20,20 ± 19,28 meses.

 

    Na Tabela 1 observa-se que os maiores percentuais de variação nas médias foram na diminuição dos valores do percentual de gordura (15,83%) e massa gorda (17,26%), seguidos da somatória das dobras cutâneas (8,57%) e índice de massa corporal (2,48%) quando comparados os períodos de pré com pós-treinamento. Enquanto que houve maior variação no aumento dos valores da taxa metabólica basal (13,59%), seguidos da área muscular do braço (2,95%) e massa magra (2,75%). Ressalta-se que essas alterações não foram significativas (p>0.05).

 

Tabela 1. Demonstrativo dos valores médios das variáveis antropométricas e da composição corporal

Variáveis

Pré-treinamento

Pós-treinamento

∆%

Massa Corporal (Kg)

69,42 ± 10,72

67,52 ± 9,82

-2,71

Estatura (m)

1,63 ± 0,06

1,63 ± 0,06

0

IMC (kg/m2)

26,25 ± 5,43

25,60 ± 4,99

-2,48

%G (%)

26,0 ± 12,45

21,90 ± 13,80

-15,83

Massa Gorda (Kg)

18,95 ± 12,17

15,58 ± 11,88

-17,26

Massa Magra (Kg)

50,47 ± 5,91

51,86 ± 6,39

2,75

AMB (cm2)

39,38 ± 10,94

40,54 ± 10,58

2,95

TMB (Kcal)

1523,60 ± 103,20

1730,67 ± 161,66

13,59

SOMA (mm)

128,62 ± 33.95

117,60 ± 30,66

-8,57

Legenda: IMC – Índice de massa corporal; %G – Percentual de gordura; AMB – Área muscular do braço; TMB – Taxa metabólica basal; SOMA – somatória das dobras cutâneas.

 

    Os valores médios das circunferências não demonstraram diferença estatística pré e pós-treinamento. No entanto, foi possível notar um aumento percentual para o tórax (1,07%), antebraço direito (1,3%), braços direito (1,81%) e esquerdo (2,25%), coxas direita (0,19%) e esquerda (1,1%), e para as pernas direita (0,45%) e esquerda (0,33%). Já as circunferências do abdome (1,75%), quadril (0,21%) e antebraço esquerdo (0,16%) diminuíram seus valores.

 

    Para as dobras cutâneas também não foram notadas diferenças estatísticas dos valores pré para o pós-treinamento, mas observou-se que a variação percentual das dobras do tríceps (5,27%) e suprailíaca (1,63%) aumentaram no pós-treinamento em relação ao pré-treinamento. Já nas dobras subescapular (13,6%), bíceps (11,39%), coxa (7,18%), perna (8,59%) e abdominal (18,55%) diminuíram seus valores.

 

    Analisando-se a força muscular, notou-se que houve melhora em todos os exercícios propostos, cadeira extensora (32,71%; p=0.0116), mesa flexora (13,85%) e supino reto (21,20%), sendo que apenas o primeiro com diferença estatística. No que diz respeito à flexibilidade, demonstrou ganho significante de 14,71% (p=0.0314) (Tabela 2).

 

Tabela 2. Demonstrativo dos valores médios da força muscular e flexibilidade

Variáveis

Pré-treinamento

Pós-treinamento

∆%

Flexibilidade (cm)

19,17 ± 7,82

21,99 ± 8,90*

14,71

Cadeira extensora (Kg)

39,65 ± 12,49

52,62 ± 17,14*

32,71

Mesa flexora (Kg)

24,12 ± 8,04

27,46 ± 6,78

13,85

Supino reto (Kg)

34,63 ± 11,72

47,97 ± 14,88

21,20

Legenda: *Diferença estatística dos valores pré-treinamento; p<0.05

 

    A contagem dos linfócitos TCD4 e da carga viral pré e pós-treinamento não demonstraram diferença estatística, mas notou-se diminuição de 5,47% do pré para o pós-treinamento no valor médio do CD4 e a carga viral aumentou 5,74%.

 

    A Tabela 3 demonstra que houve melhora não significativa (p>0.05) dos domínios da qualidade de vida, com exceção para a confiança profissional que diminuiu seu escore.

 

Tabela 3. Demonstrativo dos valores médios dos escores dos domínios da qualidade de vida

Domínios

Pré-treinamento

Pós-treinamento

∆%

FG

69,78 ± 9,23

85,86 ± 17,85

23,04

SV

53,18 ± 7,97

66,30 ± 27,75

24,67

PS

53 ± 35,47

57,08 ± 39,82

7,70

PF

54,90 ± 28,92

63,66 ± 31,68

15,96

PM

70 ± 27,99

76,00 ± 26,08

8,57

AHIV

34,08 ± 39,57

55,00 ± 44,72

61,38

PSIG

31 ± 22,30

39,60 ± 34,65

27,74

CP

100,00 ± 0,0

94,98 ± 11,23

-5,02

FX

82,13 ± 20,69

87,50 ± 17,68

6,54

Média Geral

60,89 ± 22,11

69,55 ± 17,88

14,22

Legenda: FG – Função Geral; SV – Satisfação com a Vida; PS – Preocupação com a Saúde; PF – Preocupações Financeiras; PM – Preocupações com a medicação; AHIV – Aceitação com o HIV; PSIG – Preocupação com o sigilo; CP – Confiança no profissional; FX – Função Sexual.

 

Discussão

 

    No Brasil nota-se que a faixa etária com maior número de diagnóstico é de 25 a 39 anos (Brasil, 2018), a mesma observada em alguns estudos com treinamento resistido (Rodrigues et al., 2010; Romancini et al., 2012) e que compreendeu os participantes deste estudo. O predomínio do gênero masculino em estudos com treinamento também foi observado em Gomes, Borges, Lima e Farinatti (2010) e Oliveira e Zamai (2014). Além do mais, é válido ressaltar que a razão entre os gêneros no Brasil é de 1.8 casos, ou seja, para 18 homens infectados tem-se 10 mulheres infectadas pelo HIV (Rodrigues et al., 2010). Quanto ao estado civil, Brito et al. (2013), observaram prevalência de participantes solteiros e com 12 anos ou mais anos de estudo, conforme notado nesse estudo também.

 

    Em um estudo realizado no ambulatório do município de Santarém, observando as características clínicas dos pacientes, foi possível observar que os pacientes apresentaram tempo médio de diagnóstico de 4 anos e de utilização da TARV de 3 anos, aproximadamente (Silva, 2014). Com isso, nota-se que os participantes deste estudo obtiveram valores médios de tempo de diagnóstico e terapia inferiores que a média do perfil de atendimento do Ambulatório.

 

    Estudos de prescrição de treinamento resistido com participantes infectados pelo HIV demonstraram que o percentual de gordura e massa gorda não se alteraram com o programa(Oliveira & Zamai, 2014; Yarasheski et al., 2001), como notado neste estudo. Contudo é possível notar diminuição estatística dessas variáveis nos estudos de Brito et al. (2013)e Zanetti et al. (2016). Possivelmente, isso reflete o não acompanhamento nutricional nos estudos, bem como no neste.

 

    Analisando ainda a gordura corporal, o estudo de Santos, Oliveira e Carvalho (2013), notou diminuição das dobras cutâneas em pacientes HIV submetidos ao treinamento resistido por 60 sessões, bem como, o estudo de Santos, Paes, Bueno e Fernandes (2011). Neste estudo não foi demonstrada diminuição estatística das dobras, mas elas, em sua maioria, tiveram redução percentual que variaram de 8,59% a 18,55%.

 

    Nos estudos de Brito et al. (2013) e Santos et al. (2013) observou-se que o treinamento resistido proporcionou diminuição da circunferência do abdome e aumento do braço e tórax. Contudo, nesse estudo não foi observado alterações significantes nas circunferências, apenas pequenas alterações percentuais de aumento das circunferências dos braços e tórax, e diminuição da abdominal. As modificações nas medidas de abdômen e segmentos (braço/coxa) são importantes em pacientes com lipoatrofia, pois podem contribui para a melhora da imagem corporal e sensação de bem-estar (Santos et al., 2011).

 

    Considerando a variável da massa magra, os estudos de Zanetti et al. (2016)e Ribeiro et al. (2015) observaram um aumento na massa magra de 6,19% e 11,12%, respectivamente, corroborando com a característica de aumento encontrado neste estudo (2,75%). Além do mais, destaca-se que neste estudo houve diminuição percentual da massa gorda (17,26%), indo ao encontro dos resultados observados nos estudos de Brito et al. (2013), de Zanetti et al. (2016)e Santos et al. (2013).

 

    O ganho de força muscular nos estudos que utilizaram periodizações envolvendo o treinamento resistido com peso em pacientes infectados pelo HIV é evidente (Ribeiro et al., 2015; Sakkas et al., 2009), contudo neste estudo foi possível aumento em todos os exercícios executados, mas com significância estatística apenas na cadeira extensora. Possivelmente, essa associação estatística limitada a um exercício se deve ao número pequeno de participantes, que proporciona um desvio padrão maior. Contudo, nota-se que a variação percentual foi superior ao erro padrão para a equação predita (Moura et al., 2010), ressaltando-se a relevância do ganho de força.

 

    A medida da flexibilidade, por meio do teste de sentar e alcançar (Banco de Wells), demonstrou melhora nos pacientes do estudo, contudo essa variável é analisada em pouquíssimos estudos que utilizam o treinamento resistido com peso como protocolo, em especial com pacientes infectados pelo HIV. O ganho da flexibilidade, com o treinamento resistido com peso, pode ser associado com as alterações viscoelásticas do tecido muscular, pois ocorre diminuição da tensão passiva e da rigidez o tecido muscular (Barak, Ayalon, & Dvir, 2004). Além do mais, a utilização da amplitude articular durante a realização dos movimentos dos exercícios como pesos também favorece o aumento da flexibilidade (Fleck & Kraemer, 2017).

 

    O presente estudo não favoreceu o aumento do conteúdo de linfócito TCD4 e a diminuição da carga viral, pelo contrário, ocorreu leve aumento da carga viral e diminuição do conteúdo de linfócitos (p>0.05), contrariando alguns estudos existentes (Santos et al. 2011; Brito et al., 2013). Contudo, nota-se que períodos curtos de treinamento (8-12 semanas) não influenciam positivamente na carga viral e contagem dos linfócitos TCD4, tanto para exercício resistido quanto para o exercício aeróbio (Roubenoff et al., 1999).

 

    Com o advento da TARV sabe-se que houve uma melhora na qualidade de vida dos pacientes infectados pelo HIV e, associado a isto, o estudo de Terry (2006) e de Rodrigues et al. (2010) expõem que um programa de treinamento resistido pode ajudar positivamente na qualidade de vida. Diante disso, verificou-se neste estudo que o treinamento resistido ondulatório proposto trouxe repercussões positivas na qualidade de vida dos pacientes, mesmo que sem significância. Na média geral, bem como, em todos os domínios da qualidade de vida, exceção para a confiança profissional, os escores apresentaram aumentos percentuais do pré para o pós-treinamento, corroborando com os achados de Gomes et al. (2010), onde os pacientes também foram submetidos ao treinamento resistido com peso por um período de 12 semanas.

 

    Como limitação do estudo, pontua-se prioritariamente o número pequeno de participantes, o que impossibilita as inferências causais e generalização dos resultados. Para sugestões destaca-se o acompanhamento por mais tempo de treinamento para poder verificar as reais mudanças que estão susceptíveis os pacientes infectados pelo HIV, bem como, a inserção de outros protocolos/métodos que venham a coletar outras informações, como a satisfação corporal, a peroxidação lipídica, perfil bioquímico, presença e influência da síndrome metabólica e outros modelos de periodizações para o grupo.

 

Conclusão

 

    Conclui-se que o programa de treinamento resistido ondulatório, com 12 semanas para pacientes HIV/Aids, foi eficaz no aumento da flexibilidade e da força muscular para o exercício de cadeira extensora. Contudo, não apresentou modificações significativas na composição corporal, perfil imunológico, qualidade de vida e força muscular dos exercícios de mesa flexora e supino reto.

 

    Por fim, chama-se a atenção para a possibilidade de utilização de intensidades moderadas e altas para esse público, com a finalidade de melhora da composição corporal, capacidades motoras e qualidade de vida, bem como, a utilização da periodização ondulatória como metodologia no treinamento resistido com peso.

 

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Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 24, Núm. 252, May. (2019)

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