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Estudos da psicologia brasileira sobre atividade física: uma revisão integrativa

Studies of Brazilian psychology on physical activity: An integrative review

Estudios de la psicología brasileña sobre actividad física: una revisión integradora

 

Marcos Antônio Voidaleski Júnior*

marcosjunior.vda@hotmail.com

Adriano Schlösser**

adriano.psicologia@yahoo.com.br

 

*Acadêmico do curso de Psicologia da Universidade do Oeste

de Santa Catarina, Campus Videira, Santa Catarina

**Pós Doutor em Ciências do Movimento Humano (UDESC)

Doutor em Psicologia (UFSC, Brasil). Docente do Curso de Psicologia

da Universidade do Oeste de Santa Catarina, campus Videira

(Brasil)

 

Recepção: 06/12/2018 - Aceitação: 10/08/2019

1ª Revisão: 13/06/2019 - 2ª Revisão: 29/07/2019

 

Este trabalho está sob uma licença Creative Commons

Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0)

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Resumo

    O presente estudo objetivou identificar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, as publicações brasileiras voltadas à psicologia e atividade física. Foram selecionados os estudos realizados entre os anos de 2013 a 2018 no Brasil, utilizando-se os descritores “psicologia” e “atividade física” nas bases de dados SciELO, LILACS, BVS PSi, Index Psi e PePSIC. Foram selecionados 43 artigos, 9 teóricos e 34 empíricos, posteriormente classificados de acordo com a temática de estudo e o método utilizado nas suas respectivas publicações. Na categoria temática, foram desenvolvidas as seguintes categorias: saúde, ciclo vital e outros. Na categoria metodológica, os estudos foram divididos em: empíricos e estudos teóricos. Os resultados apontaram um declínio de publicações a partir de 2015, problematizando a necessidade de analisar os aspectos psicológicos em relação a prática de atividade física na contemporaneidade. Verificou-se uma riqueza de perspectivas teóricas, e metodológicas, o que permite a comprovação da importância da temática e sua aplicação em diferentes contextos. Houve predominância de estudos empíricos de cunho quantitativo e modelo experimental, apresentando resultados que indicam a importância da atividade física para o bem-estar e promoção na qualidade de vida da população em diferentes etapas do ciclo vital.

    Unitermos: Psicologia. Atividade física. Revisão integrativa.

 

Abstract

    The present study aimed to identify, through an integrative review of the literature, the Brazilian publications focused on psychology and physical activity. The descriptions "psychology" and "physical activity" in SciELO, LILACS, BVS PSi, Index Psi and PePSIC databases were selected from the years 2013 to 2018 in Brazil. We selected 43 articles, 9 theoretical and 34 empirical, which were later classified according to the study theme and the method used in their respective publications. In the thematic category, the following categories were developed: health, life cycle and others. In the methodological category, the studies were divided into: empirical and theoretical studies. The results pointed to a decline of publications from 2015, also problematizes the need to analyze the psychological aspects in relation to the practice of physical activity in the contemporaneity, as well as a wealth of theoretical and methodological perspectives, which allows the verification of the importance thematic and its application in different contexts. However, it was also observed the predominance among the national studies, mainly quantitative and experimental empirical, considering the importance of physical activity for well-being and promotion in the quality of life of the population in different stages of the life cycle.

    Keywords: Psychology. Exercise. Integrative review.

 

Resumen

    El presente estudio tuvo como objetivo identificar, por medio de una revisión integradora de la literatura, las publicaciones brasileñas orientadas a la psicología y actividad física. Se seleccionaron los estudios realizados entre los años de 2013 a 2018 en Brasil, utilizando los descriptores "psicología" y "actividad física" en las bases de datos SciELO, LILACS, BVS PSi, Index Psi y PePSIC. Se seleccionaron 43 artículos, 9 teóricos y 34 empíricos, posteriormente clasificados de acuerdo con la temática de estudio y el método utilizado en sus respectivas publicaciones. En la categoría temática, se desarrollaron las siguientes categorías: salud, ciclo vital y otros. En la categoría metodológica, los estudios se dividieron en: empíricos y estudios teóricos. Los resultados apuntaron un declive de publicaciones a partir de 2015; también se problematiza la necesidad de analizar los aspectos psicológicos en relación a la práctica de actividad física en la contemporaneidad, así como una riqueza de perspectivas teóricas y metodológicas, lo que permite la comprobación de la importancia de la temática y su aplicación en diferentes contextos. Sin embargo, también se constató la predominancia entre los estudios locales, principalmente empíricos de tipo cuantitativo y experimental, considerando la importancia de la actividad física para el bienestar y promoción en la calidad de vida de la población en diferentes etapas del ciclo vital.

    Palabras clave: Psicología. Actividad física. Revisión integradora.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 24, Núm. 256, Sep. (2019)


 

Introdução

 

Desde a Idade Antiga, o fenômeno da atividade física apresenta-se com destaque no comportamento humano, devido sua importância na vida das pessoas. Relatos apontam que a própria evolução da espécie humana é oriunda de diversos fatores comportamentais, sendo a atividade física possuidora de um papel prático, por meio da movimentação corporal para caça, fuga, luta e busca por abrigo, promovendo assim ao animal homem significativa vantagem sobre as demais espécies, desenvolvendo assim maiores repertórios, através de movimentos corporais. (Nahas, 2010)

 

    No campo filosófico, Hipócrates enfatiza a correlação entre a filosofia e medicina explanando que “[...] as partes corporais que são habitualmente utilizadas tendem a se fortalecer, enquanto aquelas menos usadas ficam mais fracas e predispostas a doenças” (Nahas, 2010, p.136), ou seja, a movimentação corporal fomenta em hábitos saudáveis.

 

    Séculos mais tarde na Europa, entre a segunda metade do século XVIII e início do século XIX, dá-se início ao movimento médico higienista, o qual continha preocupação perante “[...] os hábitos de higiene e saúde, valorizando o desenvolvimento do físico e da moral a partir do exercício” (Darido, 2008, apud Costa, 2016, p. 76). Através da ordem burguesa, passa-se a investir em aspectos ligados a medicina, visando manter o estado saudável dos indivíduos, visto que a nova sociedade capitalista necessitava de um novo homem: forte, ágil, capaz de produzir por meio da sua força física a riqueza por ela exigida. (Costa, 2016)

 

    No início do século XX, as pesquisas sobre a relação que atividades físicas associadas à saúde ganham destaque. A atividade física passa então a ser definida enquanto uma das prioridades de pesquisa em saúde pública, levando a inatividade física a ser analisada com um fator de risco primário. (Nahas, 2010)

 

    Operacionalmente, o conceito relativo à atividade física é compreendido como “uma característica essencial do comportamento humano, necessária para manutenção da saúde o bom desenvolvimento orgânico e sócio afetivo das pessoas” (Nahas, 2010, p. 141). No campo científico, estudos empíricos sobre algumas facetas da atividade física associadas à saúde passam a ser evidenciados (Bouchard & Stephens, 1994; Pate et al., 1995). Tais produções tinham a intenção de verificar as correlações e benefícios da atividade física com diversas doenças crônicas não-transmissíveis, como o câncer, diabetes, hipertensão, osteoporose e obesidade, causa e consequência de mudanças no mundo contemporâneo.

 

    Na contemporaneidade, percebe-se o caráter essencialmente prático do exercício físico, visto que, o problema relacionado à saúde dos indivíduos não está apenas vinculado com as questões biológicas, mas também sociais. A prática de atividades físicas vem sendo muito recomendada para todas as pessoas em todos os ciclos da vida, estando associada à figura de uma pessoa saudável (Matias, Andrade, & Manfrim, 2018; Souza & Decussatti, 2017; Vale et al., 2018; Vignadelli et al., 2018). A realização frequente da atividade física também fomenta a integração e a participação social e cultural, promovendo a criação vínculos sociais, proporcionando sentimentos de satisfação e produtividade, por exemplo. (Llano et al., 2006; Torres, 2014)

 

    Associada aos aspectos psicológicos decorrentes e/ou associados à atividade física, verificam-se também contribuições para aprendizagem, memória, bem como transtornos de humor, incluindo como principais o transtorno depressivo, ansiedade, além de ser um fator positivo na manutenção do sono (Mello, Boscolo, Esteves, & Tufik, 2005). Há hipóteses que procuram justificar a melhora da função cognitiva associados com a prática de exercício em pessoas ativas, diminuindo o risco de sofrerem disfunções mentais, mostra-se fundamental a participação em programas de atividades físicas fomentando benefícios para os aspectos psicológicos, principalmente o fortalecimento da memória (Mello et al., 2005).

 

    Com efeito, o intuito do presente estudo foi realizar uma revisão integrativa da produção científica brasileira relacionada à Psicologia e atividade física. Tal esforço vem a contribuir com uma visualização de publicações do Brasil sobre esta temática, elencando temas e métodos utilizados, bem como indicar direcionamentos para pesquisas futuras neste campo teórico.

 

Método

 

    A presente pesquisa documental, de cunho exploratório, realizou uma revisão integrativa da literatura (Souza, Silva, & Carvalho, 2010) sobre Psicologia e atividade física, mediante a busca nas bases de dados SciELO (Scientific Electronic Library Online), BVS Psi, Index, LILACS (Latin American and Caribbean Literature in Health Sciences) e PePSIC, por meio dos descritores “psicologia” e “atividade física”, restringindo os trabalhos voltados ao campo psicológico destes fenômenos.Em todas as bases de dados, foram registrados os artigos publicados entre 2013 à 2018, como forma de identificação do estado da arte.

 

    Por critérios de inclusão, se incluíram: artigos indexados, completos, publicados no país no idioma português dentro do período já citado; com ligação direta ao campo psicológico. Os critérios de não inclusão de produções foram: artigos não indexados, monografias, dissertações, teses, resenhas, livros e capítulos de livros.

 

    Inicialmente, buscou-se visualizar os resumos das publicações, para um posterior acesso aos trabalhos completos, sendo os mesmos lidos e analisados de acordo com os critérios de inclusão/exclusão. Assim, o banco final incluído na análise deste estudo foi constituído por 43 artigos podendo ser verificado na Figura 1.

 

    Num primeiro momento, realizou-se uma análise do material incluído: ano de publicação, periódicos responsáveis pelas publicações, natureza dos estudos, aspectos metodológicos e temáticos abordados. As Tabelas 1 e 2 apresentam, sequencialmente, as características das categorias temáticas e metodológicas utilizadas para a classificação dos estudos. Num segundo momento, faz-se uma análise do conteúdo das produções, de acordo com as categorias temáticas definidas a posteriori.

 

Tabela 1. Categorias temáticas e definições elaboradas para classificação dos estudos

Categorias Temáticas

Categorias Metodológicas Utilizadas

Processo Saúde/ Doença

Produções científicas que enfatizam o processo saúde/doença, em diferentes etapas da vida. Ex: anorexia; bulimia; burnout; estresse; narcisismo; Alzheimer; ansiedade.

Ciclo vital

Artigos que apresentam discussões sobre a psicologia e atividade física em diferentes etapas do ciclo vital, enfocando principalmente a prática da atividade física na infância, adolescência e velhice.

Outros

 

Textos que apareceram em baixa quantidade e não puderam ser enquadrados em outras categorias.

 

Tabela 2. Categorias metodológicas e definições elaboradas para classificação dos estudos

Resultados

 

    A pesquisa inicial nas bases de dados originou um total de 18. 864 artigos (SciELO: 94, LILACS: 224, Index Psi Periódicos Técnico-Científicos: 8, PePSIC: 3, BVS: 18. 535). Num segundo momento, foram aplicados os critérios de exclusão, totalizando 297 artigos. Dos 297 artigos restantes, 239não atenderam aos critérios de inclusão, permanecendo 58publicações. Ressalta-se a exclusão de 15 artigos duplicados, permanecendo 43 publicações para análise principal deste estudo. A Figura 1 apresenta o processo inicial de coleta de dados nas bases de dados.

 

Figura 1. Fluxograma de seleção e aplicação dos critérios de inclusão/exclusão dos artigos

 

    A análise dos artigos encontrados revelou que a publicação de trabalhos específicos da psicologia sobre atividade física, dentro dos critérios especificados neste estudo, teve início em 2013. A Figura 2 apresenta a frequência da evolução de publicações científicas acerca do fenômeno central deste estudo.

 

Figura 2. Número de artigos publicados entre 2013 à 2018, no idioma português

 

    Verifica-se, de acordo com a Figura 2, que o número de publicações não seguiu um padrão linear ao longo dos anos, sendo em 2014, o ano em que a área atingiu o número máximo de trabalhos sobre o tema publicados em um único ano, totalizando 13 publicações. Em 2018, nenhum artigo foi identificado até o fechamento do artigo. No panorama nacional, com o atual momento de mudanças e as novas formas de hábitos pela idealização do corpo perfeito, o conhecimento científico acerca da atividade física associada ao saber psicológico proporciona maior fundamento empírico frente a fenômenos tão complexos que se relacionam a esta temática. O aparente declínio nas produções também problematiza a necessidade de analisar os aspectos psicológicos em relação à prática de atividade física na contemporaneidade, considerando sua importância para o bem-estar e promoção na qualidade de vida da população.

 

    Com relação às revistas de publicação dos estudos selecionados, os trabalhos analisados foram publicados em 21 revistas diferentes, todas editadas no Brasil. A maioria dos periódicos (16) publicou apenas um artigo sobre o tema, de acordo com a Tabela 3.

 

Tabela 3. Número de artigos publicados por revista, avaliação Qualis e referência autoral

Revistas (Qualis)

 

Artigos

Referências

Revista Brasileira de Ciências do Esporte

 

 

(B2)

1

Vilarino (2017)

Psicologia Escolar e Educacional

 

(A2)

1

Martineli & Almeida (2017)

Psicologia USP

 

(A2)

1

Verissimo (2017)

Revista Brasileira de Educação Física e Esporte

 

(B1)

1

Bianchini et al. (2016)

Revista da Educação Física / UEM

 

(B1)

2

Costa (2014); Debien (2014)

Psicologia: Teoria e Pesquisa

 

(A1)

2

Campana (2014); Nunes (2014)

Psicologia e Sociedade

 

(A2)

1

Filho (2014).

Psicologia: Reflexão e Crítica

 

(A1)

1

Luz & Kuhnen (2013)

Psicologia Hospitalar

 

(B2)

1

Costa & Miotto (2013)

Psicologia do Argumento

 

(B2)

1

Silvia & Enumo (2016)

Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia

 

(B1)

1

Mota et al. (2016)

Jornal de Pediatria

 

(A2)

1

Poeta et al. (2013)

Motriz: Revista de Educação Física

 

(B1)

1

Nascimento et al. (2013)

Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva

 

(B2)

1

Almeida et al. (2014)

Psico-USF

 

(A2)

2

Brauner et al. (2017); Souza et al. (2013)

Revista Paulista de Pediatria

 

(B1)

1

Fortes et al. (2013)

Revista Kairós

(B2)

2

Gonzales (2014); Freitas et al. (2014)

 

 

 

Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento

 

 

 

(B3)

 

 

 

19

 

Bazzanela et al. (2015); Balbinot et al. (2013); Boggio et al. (2015); Cavalcanti et al. (2016); Ciefuentes et al. (2013); Chena et al. (2015); Ferreti et al. (2015); Krug et al. (2015); Lima (2013); Lopes et al. (2015); Lopes et al. (2014); Lopes et al. (2016); Machado et al. (2015); Marquez et al. (2015); Nascimento et al. (2015); Oliveira et al. (2015); Sardeli et al. (2014); Silvia et al. (2014) Torres et al. (2014);

Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo

 

(B2)

1

Kawanishi & Greguol (2014)

Psicologia da Educação

 

(B1)

1

Costa et al. (2016)

Revista Salusvita

(B4)

1

Brito et al. (2016)

 

 

 

 

 

    A revista que mais se destacou em quantidade de publicações foi a de Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento (19). Compartilhando o segundo lugar, com 2 publicações em cada revista, listaram: Revista da Educação Física/UEM, Psicologia: Teoria e Pesquisa, Psico-USF e Revista Kairós. Essas cinco revistas têm em comum, na definição de suas missões, uma preocupação explícita com a produção do conhecimento psicológico e com a interface entre a Psicologia e atividade Física. Essa característica pode ajudar a explicar o número de artigos sobre atividade física publicados por elas.

 

    No que diz respeito à classificação das revistas no Qualis Periódicos na área de Psicologia da última avaliação trienal da Capes, 20, 9% foram classificadas no estrato A, sendo três A1 e 6 A2, e 79% no estrato B, sendo 6 B1, 7 B2, 20 B3 e um B4. A maioria dos periódicos quando são analisados apresentam o número de artigos publicados por cada revista: 9 foram publicados em periódicos avaliados como A e 34 em periódicos no estrato B. Por fim, a Tabela 4 apresenta os resultados da quantidade de produções, divididas segundo as categorias metodológicas e dos temas de investigação.

 

Tabela 4. Métodos de investigação dos estudos e temas de investigação

Categoria Metodológica

Frequência

%

Estudos Teóricos

9

21

Estudos Empíricos

34

79

Categoria Temática

Frequência

%

Processo Saúde/ Doença

9

21

Ciclo vital

29

67, 4

Outros

5

11, 6

 

    Conforme se observa na Tabela 4, a maior categoria verificada foi da temática “ciclo vital” sendo que se acoplou nesta categoria produções científicas que retratassem diferentes formas das atividades físicas em diferentes etapas do desenvolvimento humano, como infância (Luz & Kuhnen, 2013), adolescência (Balbinot, Araújo, & Alves, 2013; Silvia & Enumo, 2016; Fortes, Amaral, Almeida, & Ferreira, 2013; Bianchini, Da Silva, Antonini, & Junior, 2016), e velhice (Sardeli, Bonganha, & Camara, 2014; Ferreti, Beskow, Slaviero, & Ribeiro, 2015; Cavalcanti, Moreira, Barbosa, & Silva, 2016; Chena, Ortolani, Magalhãs, Witter, & Rodrigues, 2015).

 

    Em sequência, a temática “Processo saúde/doença” foi a segunda categoria com maior frequência, incluindo os artigos que fizeram uso do conceito atividade física para explicar temas relacionados à diferentes perspectivas do conceito de saúde, adentrando estudos que enfocavam a influência da prática de atividades físicas sobre a saúde, trazendo temas sobre fenômenos diversos, como Alzheimer (Krug, Nascimento, Garces, Rosa, Brunelli, & Hansen, 2015), comportamento alimentar e transtorno alimentar (Almeida et al., 2014) e Síndrome de Burnout. (Costa, Pires, Filho, & Noce, 2014).

 

    Por fim, criou-se a categoria “Outros”, computando 11, 6% do total das publicações. Exemplos dessa temática são: atividade de ensino na educação física e a formação do pensamento teórico (Costa, Miranda, & Lavoura, 2016), contribuições da concepção vygotskiana de arte para o ensino da cultura corporal (Martineli & Almeida, 2017), e modos de ausência e de presença do corpo a partir do telos sensório-motor corpóreo (Verissimo, 2017)

 

Discussão

 

    Conforme se observou nos resultados, as publicações inicialmente foram analisadas e posteriormente organizadas em categorias, visando obter maior detalhamento acerca do fenômeno da atividade física nas produções selecionadas. Com relação à categoria saúde/doença, ressalta-se que a saúde não é aqui entendida como ausência de doenças ou completo bem estar biopsicossocial, mas engloba sua definição ampliada, envolvendo outras categorias como: qualidade de vida, segurança, educação, bem estar, alimentação, lazer. (Rosa, Cavicchioli, & Brêtas, 2005)

 

    Com efeito, Nunes e Hutz (2014) em análise da produção de artigos sobre o lazer, destacam a baixa produção de pesquisas sobre os benefícios psicológicos e sociais relacionados às práticas de lazer, sendo que umas das maneiras de fortalecer a prática do lazer incluem a participação da família, comunidade e escola na organização do tempo livre, com o intuito estimular atividades de lazer que promovam o desenvolvimento saudável da pessoa.

 

    Ademais, identificou-se a associação dos benefícios a atividade física e psiquismo com hábitos alimentares saudáveis (Mota et al., 2016), auxiliando na preservação e melhora da saúde de pacientes com diabetes, fortalecendo a musculatura e reduzindo sintomas de ansiedade oriundos da diminuição da qualidade de vida. Contudo, ressalta-se que nem sempre os comportamentos adotados para a aquisição de um corpo ideal são saudáveis, uma vez que essa procura em excesso pode desencadear insatisfação com a própria imagem tanto em adolescentes ou em outras etapas do desenvolvimento, com comprometimento nos aspectos psicológicos, sociais, e econômicos do praticante.

 

    Em contraste com resultados associando atividade física à saúde, estudos direcionados a população de praticantes de atividades físicas têm considerado estes como um importante grupo de risco para o aparecimento de sofrimento psíquico, apresentando publicações que apresentam preocupação com pessoas que aderem à atividades físicas estritamente atreladas à imagem corporal, levando em consideração possíveis malefícios que a busca excessiva pelo corpo perfeito pode desencadear, originando comportamentos alimentares disfuncionais, como anorexia, bulimia e vigorexia. (Almeida et al., 2014; Souza, Barroso, & Scorsolini-Comin, 2013; Fortes et al., 2013)

 

    Nesta perspectiva, é pertinente compreender que a preocupação com a imagem corporal envolve nos indivíduos componentes diversos, como: auto percepção corporal, peso, satisfação e insatisfação com a aparência [todo ou partes], bem como práticas consideradas aversivas em decorrência do desconforto causado pela aparência corporal (Souza, et al., 2013). Baseado nessa preocupação e satisfação com aparência, os estudos de Costa et al. (2014) e Silvia e Enumo (2016) expõem que a busca demasiada pela perfeição e exigência de intenso treinamento físico acaba ocasionando dores corporais e aumento significativo do estresse, aumentando a possibilidade de desencadear a Síndrome de Burnout. O aumento de estresse no indivíduo é decorrente da interação de seu organismo com o ambiente no qual está inserido, sendo um grande influenciador nas atividades funcionais e nas tomadas de decisões, tanto entre os atletas quanto em árbitros de diferentes modalidades esportivas. (Debien, Doce, Debien, & Costa, 2014)

 

    Para algumas pessoas, o excesso de preocupação é desencadeado por pensamentos distorcidos diante da própria imagem corporal, tornando assim o desenvolvimento da prática física como uma experiência aversiva, enquanto que para outras pessoas essa inquietação é um fato imperceptível. Em estudo sobre a relação entre narcisismo e prática de atividades físicas esportivas, Filho (2014) contribui afirmando que, na atividade narcísica o indivíduo experimenta prazer quando se sente reconhecido, devido sua capacidade de amar aquilo que faz, passando a determinar a prática como prioridade para reforçar seus desejos.

 

    Esta motivação narcísica também pode ser identificada em produção de Campana et al. (2014). Ao aplicarem o questionário Drive for muscularity (DMS), com a intenção de averiguar a imagem corporal de homens em formação do militar, constatou-se que homens militares brasileiros desejam alcançar o corpo muscular ideal, com mais força e baixo índice de gordura, por intermédio de muita dedicação nos exercícios para atender a um padrão de atratividade física.

 

    Com relação à categoria ciclo vital, inicialmente argumenta-se aqui que esta ênfase foi desenvolvida visando aglutinar produções com destaque na prática de exercício física e sua dimensão psicológica em etapas específicas, a saber: infância, adolescência e velhice. Esta informação é pertinente uma vez que, em qualquer estudo empírico envolvendo seres humanos, poderia ser analisado, a priori, todos os estudos dentro desta categoria.

 

    Para Martineli e Almeida (2017) por intermédio da prática física as crianças desenvolvem suas potencialidades físicas, sociais e cognitivas. Luz e Kuhnen (2013), realizaram uma pesquisa sobre o uso dos espaços urbanos por crianças associados aos benefícios das atividades físicas nesta etapa do ciclo vital, identificando que quanto mais o ambiente possuir características atrativas para socialização, maior será o índice de frequência de crianças aproveitando esse campo do lazer. Poeta, Duarte, Giuliano e Mota (2013) constataram que crianças obesas apresentaram redução do índice de massa corporal e melhora na qualidade de vida, especialmente nos domínios físicos, emocionais, sociais e cognitivos, quando inicia a prática de atividade física.

 

    No período da adolescência, a prática da atividade física, independente do sexo, pode ser considerada um fator que contribui para a redução do sedentarismo, aumentando os níveis de disposição física, diminuição de massa, e uma melhor aceitação com a imagem corporal (Bianchini et al., 2016). Segundo Balbinot et al. (2013)é na adolescência que a atividade física é considerada um fator de proteção ao uso de substâncias psicoativas ilícitas, efeito este possivelmente relacionado aos valores morais e éticos transmitidos pela atividade física.

 

    Do mesmo modo que nas demais faixas etárias, a atividade física se constitui como um fenômeno importante a ser investigado na velhice, sendo esta a população que mais cresce atualmente no Brasil (Sardeli et al., 2014). Estatisticamente, dados apontam que o Brasil terá aproximadamente 30% da população com mais de 60 anos em 2050, e a expectativa de vida acima desta faixa etária está aumentando, bem como o declínio fisiológico, acarretando mais preocupações com a qualidade de vida da população. (Sardeli et al., 2014)

 

    Para Sardeli (2014, p. 486) “o processo de envelhecimento tem uma grande relação com decadência biológica, como: diminuição da capacidade aeróbia, massa muscular, força e o comprometimento do sistema imunológico”. Na maioria dos artigos direcionados a essa temática, constatou-se os benefícios que as atividades físicas promovem na qualidade de vida dos idosos, tal como o de Ferreti e colaboradores (2015) que em análise da qualidade de vida em idosos praticantes e não praticantes de exercício físico regular, constatou-se que idosos que praticam atividades físicas regulares apresentaram melhores índices em qualidade de vida, preservação das funções físicas, psicológicas e sociais quando comparados aos não praticantes, sendo constatada a necessidade de incentivos para realização de exercícios, como forma de manter uma vida independente.

 

    Resultados associando envelhecimento e atividade física também foram encontrados por Freitas, Meereis e Gonçalves (2014), que relacionaram a atividade física à qualidade de vida, visto que os idosos fisicamente ativos demonstraram melhor desempenho nos diferentes domínios da qualidade de vida, tornando-se uma medida favorável para minimizar os efeitos das alterações fisiológicas decorrentes do processo de envelhecimento. Logo, programas de promoção de atividades físicas direcionados à população de idosos tendem a estimular adesão um estilo de vida fisicamente ativa.

 

    Em contrapartida, Bazzanela, Piccoli e Quevedo (2015), em avaliação sobre qualidade de vida em idosos do sexo feminino, apresentou estas têm uma percepção regular sobre a sua satisfação com a saúde e sua qualidade de vida, constatando níveis menores de qualidade de vida no domínio físico, relativo a dor/desconforto, energia/fadiga, sono/repouso, mobilidade, atividades da vida cotidiana, dependência de mediação ou de tratamentos e/ou capacidade de trabalho. As idosas apresentaram estar insuficientemente ativas. Ressalta-se que uma das estratégias para lidar com esta situação seria o desenvolvimento de grupos de convivência, que diminuiriam os sentimentos de solidão e abandono e promoveriam autonomia, integração e participação efetiva na sociedade, além de influenciar de modo positivo no bem-estar psíquico e físico.

 

    Devido ao público de idosos se encontrar em uma considerável crescente, Chena et al. (2015) realizaram uma revisão sobre o envelhecimento com produções científicas publicadas de 2010 à 2013. Os resultados apontaram que o maior número de produções sobre questões relacionadas à atividade física no envelhecimento tem maior influência em áreas da formação profissional como: Educação Física, Enfermagem e Psicologia. Acerca das temáticas, se considerou as principais instituições que frequentemente abordavam questões relacionadas a atividade física no envelhecimento humano, contendo produções no Sul do Brasil, nos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

 

    Cavalcanti et al. (2016) elaborou uma revisão sistemática da literatura de artigos publicados sobre o enve­lhecimento ativo e determinantes sociais relativos ao estilo de vida. Os resultados destacam os estudos internacionais que evidenciam uma relação estreita entre o envelhecimento ativo e os determinantes sociais relativos ao estilo de vida, sendo mais presentes nos países que apresentam uma realidade favorável para promover práticas saudáveis, ainda que adotadas somente na velhice, apresentam-se eficazes na conquista de um bem-estar, mas que ações cotidianas implicam no processo de envelhecer enquanto curso de vida, sejam elas físicas, emocionais, sociais ou mentais.

 

    Para Krug et al. (2015) a prática de exercícios físicos no processo de envelhecimento ajuda na prevenção de outras doenças, inibindo o declínio acelerado da cognição, em especial com a doença de Alzheimer (DA). Para tanto, foi elaborado um projeto estratégico que proporcionasse sessões terapêuticas psicossociais e funcionais para idosos com DA, visando apresentar os benefícios que os exercícios físicos fomentavam para reabilitação do idoso, auxiliando em aspectos cotidianos funcionais como: tomar banho, vestuário e alimentação, a proposta do projeto está direcionada para uma conquista de autonomia por intermédio de atividades regulares.

 

    Outro projeto associando prática de atividade física e qualidade de vida foi apresentado por Lima e Cardoso (2013). Através do programa ludomotor, com objetivo de verificar como seriam os desempenhos corporais dos idosos baseados nos aspectos relacionados de dificuldade de execução de movimentos, o exercício físico permitiu melhoras na capacidade funcional e na vida em geral. Ademais, estudo de Brito et al. (2016) sobre flexibilidade, imagem corporal e índice de massa corporal de idosas praticantes de alongamento, corrobora com Nascimento, Carvalho, Souza e Correio(2015) que promoveram ações através do “Programa de Atividade física (PAF) e Programa de Atenção Psicológica e Palestras (PAPP)", com objetivo de um tratamento interdisciplinar com palestras informativas sobre saúde, dinâmicas, atividades psicossociais e sessões de Pilates, fundamentais para o aumento dos níveis de força muscular, resistência aeróbia, aquisição de consciência corporal, flexibilidade, coordenação, agilidade, equilíbrio dinâmico e os aspectos psicológicos.

 

    Do ponto de vista psicológico, estudos também enfocaram na percepção de idosos acerca das transformações sofridas em seus corpos diante do processo de envelhecimento, desencadeando um grande rebaixamento emocional (Torres, Silva, Novais, & Carvalho, 2014; Lopes, Krug, Bonetti, & Mazo, 2014; Marquez, Palma, Assis, & Neto, 2015). Segundo Oliveira, Deutsch, Garuffi e Gobbi (2015) a prática de atividade física contribui na regulação do humor.

 

    Embora se verifique resultados satisfatórios com a população idosa, há uma grande dificuldade entre os idosos em permanecerem nos programas direcionados ao envelhecimento. Lopes, Marchesan, Krug e Mazo (2016) em sua publicação sobre os aspectos pedagógicos relevantes de uma aula para a adoção e permanência em programas de atividades físicas por idosas longevas, apresenta que os idosos possuem dificuldades, muitas vezes por consequência das aulas não serem especificadas, planejadas ou atenderem as faixas etárias. As atividades devem ser estimuladas, tornando o espaço da prática como um local de aceitação e acolhimento para as interações sociais.

 

Conclusões

 

    A presente revisão integrativa identificou que os periódicos científicos que mais publicaram trabalhos acerca do fenômeno foram aqueles que demonstraram em seu escopo maior preocupação com a interface da Psicologia e o processo de envelhecimento em idosos. Ressalta-se que a produção do tema, quando comparada com outras áreas do conhecimento ou produção internacional, ainda é bastante incipiente, sendo necessária maior produção por pesquisadores psicólogos nas áreas de psicologia do esporte e afins.

 

    Essa construção se faz necessária, uma vez que nas produções também problematiza a necessidade de analisar os aspectos psicológicos em relação a prática de atividade física na contemporaneidade, considerando sua importância para o bem-estar e promoção na qualidade de vida da população em diferentes etapas da vida, sendo assim, o campo ainda tem muito a avançar no país.

 

    Ressalta-se as limitações deste estudo, como o fato de ter sido restrito os artigos científicos locais, além de não serem incluídos artigos não indexados, teses, dissertações, resenhas, livros e capítulos de livros. Tal recorte teve objetivo de verificar estritamente a produção dos últimos cinco anos no idioma português, considerando este o maior acesso à leitura pelos acadêmicos em formação, enfatizando o estado da arte no contexto brasileiro. Não obstante, faz-se necessário aprofundar mais o tema, aumentando o período cronológico e trazendo produções internacionais para comparação.

 

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