Educação Física: relevância política, crise social e caos como potencial pedagogico
Resumo
Este artigo visa recuperar a relevância da Educação Física no discurso pedagógico e político. Em tempos de crise social no sistema educativo e num contexto de constante avanço tecnológico, a mudança social caminha para um intercâmbio cada vez mais dessensibilizado, onde a globalização opera como uma ameaça à identidade cultural. Em resposta, uma estrutura pedagógica enraizada no desenvolvimento potencial do aluno – com a aprendizagem lúdica como objeto de estudo – reintegra a atividade física, o lazer e o desporto na zona de desenvolvimento proximal, onde se pode trabalhar a complexidade do conhecimento. Ensinar através do movimento exige disponibilidade corporal e capacidade de resolução de problemas individual e/ou coletiva, mobilizando todas as formas de intervenção, perceção, análise e expressão. O objetivo deste artigo é analisar a Educação Física como uma ferramenta pedagógica capaz de reconfigurar a crise e o caos em oportunidades de desenvolvimento cognitivo, social e cultural, promovendo a inclusão face à lógica da globalização. Defende-se que novas e melhores formas de organização individual ou coletiva emergem do caos; do caos emergem atividades preparatórias, os melhores jogos e a síntese de ligações e comunicação.
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