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Amplitude de movimento global em mulheres com artrite reumatóide

Global range of motion in women with rheumatoid arthritis

Rango de movimiento global en mujeres con artritis reumatoide

 

Melissa Andrea Jeannet Michaelsen Cardoso Mezzari*

andreajeannet@gmail.com

Juliane de Oliveira*

julifisioterapia@gmail.com

Susana Cristina Domenech**

scdomenech@gmail.com

Monique da Silva Gevaerd***

moniquegevaerd@yahoo.com.br

Noé Gomes Borges Júnior****

nborgesjr@gmail.com

Priscila Roberta Reck*****

reckpri@gmail.com

Juliana Gomes Pinheiro Cavalcante Rodrigues*****

juliana-adsj@hotmail.com

Iasmin Sontag*****

iasminsontag@hotmail.com

 

*Doutoranda em Ciências do Movimento Humano

Universidade do Estado de Santa Catarina – CEFID/UDESC, Florianópolis, SC

**Doutora em Engenharia de Materiais. Professora do Programa de Pós-graduação em Ciências do 

Movimento Humano da Universidade do Estado de Santa Catarina – CEFID/UDESC, Florianópolis, Santa Catarina

***Doutora em Farmacologia. Professora do Programa de Pós-graduação em Ciências do 

Movimento Humano da Universidade do Estado de Santa Catarina – CEFID/UDESC, Florianópolis, Santa Catarina

****Doutor em Biofísica e Eletrofisiologia. Professor do Programa de Pós-graduação em Ciências do 

Movimento Humano da Universidade do Estado de Santa Catarina – CEFID/UDESC, Florianópolis, Santa Catarina

*****Mestranda em Ciências do Movimento Humano. Universidade do 

Estado de Santa Catarina – CEFID/UDESC, Florianópolis, Santa Catarina

(Brasil)

 

Recepção: 08/07/2018 - Aceitação: 25/06/2019

1ª Revisão: 29/03/2019 - 2ª Revisão: 18/06/2019

 

Este trabalho está sob uma licença Creative Commons

Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0)

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Resumo

    Introdução: A Artrite Reumatóide (AR) é uma doença autoimune de caráter progressivo e incapacitante, que leva a deformidades das mãos e outras articulações, prejudicando a funcionalidade. Objetivo: avaliar a amplitude de movimento articular (ADM) por meio de flexímetro em mulheres com AR da Região Metropolitana de Florianópolis. Método: estudo descritivo transversal, com 40 mulheres diagnosticadas com AR. A avaliação do nível de atividade da doença, foi realizada pelo Disease Activity Score-28 (DAS-28), a funcionalidade verificada pelo Health Assessment Questionare (HAQ) e a ADM, com Flexímetro Sanny®. Resultados: o DAS-28, indicou nível de atividade da doença moderada (42,5%) e alta (42,5%). Em relação à funcionalidade, pelo HAQ, 45% apresentaram incapacidade funcional moderada, 27,5% grave, 22,5% leve e 5% não apresentaram comprometimento. Na avaliação da ADM, nenhuma amplitude estava dentro da média de normalidade. Conclusão: observou-se uma diminuição da ADM, comprometendo a funcionalidade.

    Unitermos: Artrite reumatóide. Amplitude de movimento articular. Mulheres.

 

Abstract

    Introduction: Rheumatoid arthritis (RA) is a progressive and disabling autoimmune disease that leads to deformities of the hands and other joints, impairing functionality. Objective: to evaluate the range of joint motion (RJM) by means of a fleximeter in women with RA in the Metropolitan Region of Florianopolis. Method: a descriptive cross-sectional study with 40 women diagnosed with RA. The assessment of disease activity level was performed by Disease Activity Score-28 (DAS-28), the functionality verified by the Health Assessment Questionare (HAQ) and the RJM, with Sanny® Fleximeter. Results: DAS-28 indicated a moderate (42.5%) and high (42.5%) disease activity level. Regarding the functionality, HAQ showed that 45% had moderate functional disability, 27.5% severe, 22.5% mild and 5% presented no impairment. At RJM, no amplitude was within the normal range. Conclusion: a decrease of the RJM was observed, compromising the functionality.

    Keywords: Rheumatoid arthritis. Articular amplitude. Women.

 

Resumen

    Introducción: la artritis reumatoide (AR) es una enfermedad autoinmune progresiva e incapacitante que conduce a deformidades de las manos y otras articulaciones, lo que altera la funcionalidad. Objetivo: evaluar el rango de movimiento articular (RMA) mediante un flexímetro en mujeres con AR en la Región Metropolitana de Florianópolis. Método: estudio descriptivo de corte transversal en 40 mujeres diagnosticadas de AR. Se evaluó el nivel de actividad de la enfermedad con el Disease Activity Score-28 (DAS-28), la funcionalidad verificada por Health Assessment Questionare (HAQ) y el RMA, con el Sanny® Fleximeter. Resultados: DAS-28 indicó un nivel de actividad de la enfermedad moderado (42.5%) y alto (42.5%). En cuanto a la funcionalidad, el 45% presentó discapacidad funcional moderada, el 27,5% severa, el 22,5% leve y el 5% no presentó deterioro. En la evaluación de RMA, ninguna amplitud estuvo dentro del rango normal. Conclusión: se observó una disminución del RMA, comprometiendo la funcionalidad.

    Palabras clave: Artritis reumatoide. Rango de movimiento articular. Mujeres.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 24, Núm. 254, Jul. (2019)


 

Introdução

 

    A amplitude de movimento (ADM) é definida pela área no qual uma articulação pode se movimentar normalmente de forma livre e indolor (Floyd, 2011). Este conceito pode ser complementado pela definição trazida por outros autores (Kendall, Mccreary, Provence, Rodgers e Romani, 2007), como sendo o deslocamento angular de uma articulação, influenciado por estruturas como comprimento músculo-tendíneo, ligamentos, e tecidos moles. As ADM's variam de indivíduo para indivíduo, de acordo com suas atividades diárias, a práticas de atividades físicas, idade, sexo e hereditariedade. (Hamill e Knutzen, 2012)

 

    A medida da ADM é imprescindível na avaliação física, pois permite identificar limitações articulares, além de possibilitar que os profissionais de saúde acompanhem de modo quantitativo a eficácia das intervenções terapêuticas durante a reabilitação. (Nussbaumer et al., 2010)

 

    Sabe-se que as doenças reumáticas podem acometer tanto estruturas articulares quanto extrarticulares, sendo que o dano articular poderá acometer o arco de movimento e comprometer a execução das tarefas do dia-a-dia, desde as mais simples às mais complexas (Aletaha et al., 2010). Especificamente no caso de artrites autoimunes, como a AR, as restrições articulares causadas pela enfermidade podem levar à incapacidade funcional e consequente morbidade e mortalidade precoces, pois, se trata de uma doença inflamatória crônica, simétrica, associada a alterações imunológicas sistêmicas que afetam especificamente as articulações sinoviais, com predomínio em articulações periféricas, o que pode causar um grave dano ou destruição articular (Vaz, Faria, Lazarski, Carmo e Sobrinho, 2013), marcada por períodos de remissão e exacerbação.

 

    Dentre os sintomas, frequentemente estão presentes a dor, a rigidez articular, aumento do volume, perda da ADM, redução da força muscular e da capacidade funcional, que podem progredir de forma branda ou severa, bem como, a mortalidade prematura (Aletaha et al., 2010). As articulações mais envolvidas são ombros, punhos, metacarpofalangeanas, interfalangeanas proximais, metatarsofalangeanas e joelhos. (Torquetti, Campos, Noordhoek e Cassiano, 2008)

 

    Os danos decorrentes dos comprometimentos das articulações ocorrem no início da instalação da doença, por volta do segundo ano, causando sérias deformidades e incapacidades funcionais importantes, o que faz com que a AR se torne economicamente relevante, uma vez que estas incapacidades interferem significativamente nas atividades profissionais dos pacientes (Monteiro e Zanini, 2008), pois, apesar de ser inicialmente tratada em ambulatório, a doença tem longa duração, um alto custo de seu gerenciamento e monitoramento. Resultados de um estudo custo-análise do tratamento da AR grave, demonstraram claramente o perfil destes indivíduos, onde se pode constatar que, por ser uma doença crônico degenerativa, demanda altos recursos de saúde, que transitam pela composição público-privada do sistema de saúde brasileiro. (Buendgens, Blatt, Marasciulo, Leite e Farias, 2013)

 

    A AR afeta a funcionalidade, resultando consequentemente em uma diminuição no desempenho das atividades cotidianas e, os pacientes com esta doença afastam-se das atividades laborais 20 anos antes do esperado, além do comprometimento importante da qualidade de vida, onde se faz necessário estabelecer estratégias de avaliação e intervenção para diminui os efeitos da AR. (Corbacho e Dapueto, 2010)

 

    A AR apresenta como característica típica, a deformidade das mãos, bem como em outras articulações, que, em conjunto com outros déficits, geram grande impacto sobre a função, a capacidade e o desempenho na realização das atividades da vida diária (AVD's), devido ao comprometimento de estruturas articulares como cápsulas, tendões, ligamentos e ossos. Desse modo, destaca-se a importância das medidas quantitativas, objetivas e confiáveis para a avaliação e acompanhamento do tratamento multidisciplinar da enfermidade, levando-se em conta as consequências negativas da doença em relação à função física dos pacientes, que são multidimensionais e envolvem diminuição da força muscular e da ADM. (Häkkinen et al., 2005)

 

    A avaliação da ADM, com ênfase nos estudos da clínica reumatológica, em especial da AR, ainda é de cunho ortopédico, principalmente para avaliar intervenções cirúrgicas ou avaliações cinemáticas (Lester et al., 2012). Além disto, os estudos que contemplam a avaliação da ADM global como destaque das avaliações funcionais ainda são escassos. Isto parece uma contradição, entendendo que o caráter de restrição articular da AR está diretamente relacionado à AVD’s e assim como a dinapenia e a sarcopenia, ser de extrema importância na boa execução das atividades laborais ou demais atividades diárias.

 

    Portanto, o presente estudo se propôs a avaliar a ADM global, por meio do flexímetro, em mulheres com AR da Região Metropolitana de Florianópolis, SC e trazer informações quantitativas para a compreensão do comprometimento desta variável.

 

Métodos

 

    Esta pesquisa teve caráter descritivo transversal, pois descreveu as características sociodemográficas, clínicas e físico-funcionais de mulheres com AR da Região Metropolitana de Florianópolis, SC. A seleção das participantes realizou-se de forma não probabilística intencional.

 

    Participaram do estudo 40 mulheres com diagnóstico clínico de AR, voluntárias, encaminhadas por médicos dos níveis primário, secundário e terciário da região metropolitana de Florianópolis para o Projeto de Extensão Universitária “ARTRATIVA”, desenvolvido no Laboratório de Análises Multissetorial (MULTILAB) do Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (CEFID), da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

 

    Como critérios de inclusão destacaram-se: diagnóstico de AR segundo os critérios do da ACR/EULAR (American College of Rheumatology/The European League Against Rheumatism) (Aletaha et al., 2010) por no mínimo um (01) ano; não apresentar déficits cognitivos, motores e/ou sensoriais nos membros superiores e/ou inferiores, os quais prejudicassem a realização dos testes. Como critérios de exclusão verificaram-se: doenças inflamatórias do tecido conjuntivo diferentes da AR, comprometimentos decorrentes de doenças neurológicas e déficits cognitivos que impedissem a compreensão das avaliações a que foram submetidas, gravidez, artroplastias e pressão arterial sistólica de repouso acima de 180 mmHg.

 

    As coletas de dados realizaram-se no período matutino com duração máxima de uma hora. As participantes do estudo foram inicialmente apresentadas aos objetivos da pesquisa junto ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, para que estas assinassem autorizando a utilização de seus dados, com garantia de sigilo. Após o consentimento, as participantes passaram pelas etapas de avaliação descritas a seguir:

  1. Preenchimento da Ficha Cadastral;

  2. Preenchimento do questionário para avaliar a funcionalidade e a qualidade de vida de pessoas com AR, o Health Assessment Questionare (HAQ);

  3. Coleta de sangue venoso (± 5mL) para posterior determinação da Proteína C Reativa (PCR): a determinação da concentração de PCR foi realizada após o procedimento de coleta de aproximadamente 5 mL de sangue venoso das pacientes para obtenção de amostras séricas. A análise foi feita por meio de método turbidimétrico, utilizando kit específico para medida de PCR - PCR turbilátex (Biotécnica®, Belo Horizonte, MG, Brasil) e a leitura das reações efetuada em um espectrofotômetro modelo BTLyser 100 (Biotécnica®, Belo Horizonte, MG, Brasil), com comprimento de onda 540 nm. Foram considerados normais valores de PCR até 6 mg/L.

  4. Preenchimento do Disease Activity Score – 28 (DAS-28): realizado a palpação das articulações e avaliação do estado geral de saúde. A avaliação do DAS-28 realizou-se com a participante sentada, por meio da palpação das articulações metacarpofalangenas, interfalangenas proximais, punhos, cotovelo, ombros e joelhos, realizado uma por vez, verificando a presença de edema e o relato de dor do paciente. Em seguida foram realizadas três perguntas referentes aos desconfortos gerados pela AR, em uma escala de 0 a 100, onde 0 indica nenhum desconforto ou dor e 100 o pior desconforto ou dor que já sentiu nos últimos sete dias. A pontuação do DAS-28 é calculada levando em consideração o número de articulações dolorosas, edemaciadas e o nível de dor, além dos valores da PCR. Estes dados são transferidos para uma calculadora online (http://www.das-score.nl/das28/DAScalculators/dasculators.html). O escore do DAS-28 pode variar entre 0 e 10, sendo que, quanto maior o valor, maior o nível de atividade da doença. A classificação final é realizada da seguinte forma: DAS < 3,2 em baixa atividade da doença, 3,2 ≤ DAS ≤ 5,1 moderada atividade da doença e DAS > 5,1 alta atividade da doença.

  5. Mensuração da Amplitude de Movimento Articular: utilizou-se o Flexímetro Sanny® para avaliação das articulações dos ombros, cotovelos, punhos, joelhos e tornozelos. O protocolo de medida da ADM foi baseado no estudo de Leighton (1955) e apresentam como angulação a soma dos dois movimentos. Os ângulos de movimento representam o quanto sua articulação deve desempenhar em cada movimento para que seja preservada a funcionalidade das mesmas. Após o posicionamento do indivíduo, o flexímetro foi disposto sobre o local específico e solicitado que a paciente exercesse o movimento articular demonstrado pelo avaliador. Cada segmento foi avaliado uma vez, tendo em vista o possível desconforto e fadiga que pudessem resultar no indivíduo, como consequência do comprometimento articular próprio da AR. Com o objetivo de diminuir possíveis diferenças nas avaliações, apenas uma fisioterapeuta previamente treinada realizou todas as avaliações da ADM.

    Para caracterização das participantes utilizou-se estatística descritiva por meio de média, desvio padrão e distribuição de frequências, por meio do software IBM Statistical Package for the Social Scienses - SPSS (versão 20.0).

 

    Esta pesquisa foi orientada e conduzida de acordo com os preceitos éticos preconizados pela Resolução 466/2012 do Ministério da Saúde (Ministério da Saúde, 2013), que regulamenta pesquisas que envolvem seres humanos. Foi aprovada e autorizada pelo Comitê de Ética e Pesquisa em Seres Humanos da Universidade do Estado de Santa Catarina – Florianópolis/SC, declarada pelo protocolo 461.412/2013.

 

    Não foi recebido nenhum financiamento para a realização deste trabalho.

 

Resultados

 

    Participaram do estudo 40 mulheres com diagnóstico de AR, segundo critérios de inclusão da pesquisa da região Metropolitana de Florianópolis, SC. A média de idade das participantes foi de 54,5 anos (±11,7) com predomínio de mulheres casadas (70%), brancas (90%), com baixa escolaridade (a maioria com ensino fundamental incompleto, ou seja, 35% delas), aposentadas (55%) e com tempo de profissão em média de 15,7 anos (±11,6). As características sociodemográficas das participantes encontram-se descritas na Tabela 1.

 

Tabela 1. Características sociodemográficas das participantes

Características Clínicas (n=40)

Média (DP)

Mín-Máx

n (%)

Tempo de diagnóstico (anos)

11,9 (8,2)

1-34

- - - -

Presença de dor

Percepção de dor (EVA)

- - - -

54,12 (29,67)

- - - -

0-100

40 (100)

- - - -

Nível de atividade da doença (DAS-28)

 

 

 

Baixa

- - - -

- - - -

6 (15)

Moderada

- - - -

- - - -

17 (42,5)

Alta

- - - -

- - - -

17 (42,5)

Medicamentos em uso

 

 

 

Antirreumáticos + sintomáticos

- - - -

- - - -

23 (57,5)

Sem tratamento

- - - -

- - - -

8 (20)

Apenas sintomáticos

- - - -

- - - -

6 (15)

Apenas antirreumáticos

- - - -

- - - -

7 (17,5)

Capacidade funcional (HAQ)

 

 

 

Nenhuma incapacidade funcional (HAQ=0,0)

- - - -

- - - -

2 (5)

Incapacidade funcional leve

 (0,0<HAQ≤1,0)

- - - -

- - - -

9 (22,5)

Incapacidade funcional moderada (1,1<HAQ≤2,0)

- - - -

- - - -

18 (45)

Incapacidade funcional grave (2,1<HAQ≤3,0)

- - - -

- - - -

11 (27,5)

DP: desvio-padrão; n: número total amostra; Mín: mínimo; Máx: máximo.

 

    Em relação às características clínicas, as participantes do estudo possuíam um tempo de diagnóstico em torno de 11,9 anos (DP=8,2). A maioria (57,5%) fazia uso de medicação combinada, ou seja, medicamentos antirreumáticos associados à sintomáticos (analgésicos e anti-inflamatórios), 15% usava apenas medicamentos sintomáticos, 7,5% apenas antirreumáticos. Por outro lado, 20% das participantes não estavam sob tratamento medicamentoso.

 

    A avaliação do nível de atividade da doença por meio do DAS-28 mostrou uma média geral de 4,9 (DP=1,21), com uma média de percepção de dor de 54,12 (DP=29,67), em uma escala de zero a cem, e com um resultado de PCR médio de 6,38 (DP=5,8) mg/L). A classificação final do DAS-28 evidenciou que a maioria das participantes se encontravam em moderada (42,5%) e alta (42,5%) atividade da doença.

 

    Quando avaliadas em relação à funcionalidade e a qualidade de vida, por meio do HAQ, 45% das participantes apresentaram incapacidade funcional moderada, 27,5% grave, 22,5% leve e 5% delas não apresentaram comprometimento funcional.

 

    Todos os dados clínicos e funcionais estão apresentados na Tabela 2.

 

Tabela 2. Características clínicas das participantes

Características Clínicas (n=40)

Média (DP)

Mín-Máx

n (%)

Tempo de diagnóstico (anos)

11,9 (8,2)

1-34

- - - -

Presença de dor

Percepção de dor (EVA)

- - - -

54,12 (29,67)

- - - -

0-100

40 (100)

- - - -

Nível de atividade da doença (DAS-28)

 

 

 

Baixa

- - - -

- - - -

6 (15)

Moderada

- - - -

- - - -

17 (42,5)

Alta

- - - -

- - - -

17 (42,5)

Medicamentos em uso

 

 

 

Antirreumáticos + sintomáticos

- - - -

- - - -

23 (57,5)

Sem tratamento

- - - -

- - - -

8 (20)

Apenas sintomáticos

- - - -

- - - -

6 (15)

Apenas antirreumáticos

- - - -

- - - -

7 (17,5)

Capacidade funcional (HAQ)

 

 

 

Nenhuma incapacidade funcional (HAQ=0,0)

- - - -

- - - -

2 (5)

Incapacidade funcional leve

 (0,0<HAQ≤1,0)

- - - -

- - - -

9 (22,5)

Incapacidade funcional moderada (1,1<HAQ≤2,0)

- - - -

- - - -

18 (45)

Incapacidade funcional grave (2,1<HAQ≤3,0)

- - - -

- - - -

11 (27,5)

DP: desvio-padrão; n: número total amostra; Mín: mínimo; Máx: máximo; DAS-28: Índice de Atividade da Doença baseado em 28 

articulações e no valor da Proteína C Reativa (PCR); HAQ: Questionário de Avaliação da Saúde; <: menor que; ≤: menor ou igual que.

 

    Em relação à avaliação da ADM, percebeu-se que os valores encontrados estavam abaixo dos valores médios de referência, tanto para os membros superiores, representados na Tabela 3 quanto para os membros inferiores, Tabela 4.

 

Tabela 3. Descrição da avaliação de ADM em membros superiores das participantes

Amplitude de Movimento (ADM)*

Média (°)

Valor de Referência

Flexão e extensão de ombro DIR

145,67

< 226°: Baixa

226° a 242°: Moderadamente Baixa

243° a 261°: Média

262° a 278°: Moderadamente Alta

> 278°: Alta

Flexão e extensão de ombro ESQ

156,16

Rotação interna e externa do ombro DIR

112,13

< 189°: Baixa

189° a 206°: Moderadamente Baixa

207° a 227°: Média

228° a 345°: Moderadamente Alta

> 346°: Alta

Rotação interna e externa do ombro ESQ

113,29

Flexão e extensão de cotovelo DIR

126,24

< 133°: Baixa

133° a 143°: Moderadamente Baixa

144° a 156°: Média

157° a 167°: Moderadamente Alta

> 167°: Alta

Flexão e extensão de cotovelo ESQ

127,24

Pronação e supinação de antebraço DIR

132,64

< 160°: Baixa

160° a 179°: Moderadamente Baixa

180° a 200°: Média

201° a 220°: Moderadamente Alta

> 220°: Alta

Pronação e supinação de antebraço ESQ

143,05

Flexão e extensão de punho DIR

110,56

< 136°: Baixa

136° a 155°: Moderadamente Baixa

156° a 176°: Média

177° a 196°: Moderadamente Alta

> 196°: Alta

Flexão e extensão de punho ESQ

121,00

* Método de análise: Protocolo de Leighton, 1955. °: graus; DIR: direito; ESQ: esquerdo.

 

Tabela 4. Descrição da avaliação de ADM em membros inferiores das participantes

Amplitude de Movimento (ADM)*

Média (°)

Valor de Referência

Flexão e extensão de joelho DIR

85,00

< 134°: Baixa

134° a 144°: Moderadamente Baixa

145° a 157°: Média

158° a 168°: Moderadamente Alta

> 168°: Alta

Flexão e extensão de joelho ESQ

86,00

Flexão plantar e dorsal do tornozelo DIR

64,08

< 56°: Baixa

56° a 66°: Moderadamente Baixa

67° a 79°: Média

80° a 90°: Moderadamente Alta

> 90°: Alta

Flexão plantar e dorsal do tornozelo ESQ

62,16

* Método de análise: Protocolo de Leighton, 1955. °: graus; DIR: direito; ESQ: esquerdo.

 

Discussão

 

    A visão de que a AR é multicausal e que acomete pequenas e grandes articulações associada às manifestações sistêmicas, gradualmente ganha espaço e exposição, em busca de respostas às alterações de âmbito geral da doença e seu acometimento, com objetivo de esclarecer e caracterizar a enfermidade, suas complicações clínicas e funcionais. (American College of Rheumatology Subcommittee on Rheumatoid Arthritis Guidelines [ACR], 2002)

 

    Os resultados aqui apresentados corroboram com os achados da literatura, quanto aos aspectos sociodemográficos e clínicos da AR, reforçando uma maior incidência em mulheres, caucasianas, entre a quadragésima e sexagésima década de vida (Schneeberger et al., 2010; Corbacho e Dapueto, 2010). Também foi verificado que as mulheres do presente estudo, na sua maioria possuíam baixa escolaridade e encontravam-se aposentadas e tiveram um curto período de atuação profissional, evidenciando a necessidade de afastamento precoce do trabalho para essa população. Estes dados vêm ao encontro dos achados de Bjork, Thyberg, Haglund e Skogh (2006) e Corbacho e Dapueto (2010), onde pacientes com AR, tendiam a se afastar e consequentemente aposentar-se mais cedo, normalmente durante a época mais produtiva da vida.

 

    Quanto ao tempo de diagnóstico da AR, os achados deste estudo convergem com os obtidos no trabalho de Medeiros, Oliveira, Cerqueira, Quixadá, e Oliveira I (2015) que realizaram um estudo com vários pontos de corte em 108 mulheres do nordeste brasileiro, constatando um tempo médio de diagnóstico de 11 anos. Além deste estudo, Vaz et al. (2013) avaliaram 19 pacientes, sendo que 73,5% apresentavam tempo de diagnóstico entre 5 e 15 anos. Com relação aos sintomas de dor, este foi relatado por todas as participantes do estudo, mesmo com a utilização de medicamentos sintomáticos. Resultados similares foram apresentados por Louzada, Souza, Toledo e Coconelli (2007), o qual verificou em um estudo de base populacional, a presença de dor em 67% dos pacientes com a AR, sendo que nesse caso, 107 pacientes (apenas 15%) não estavam utilizando analgésicos ou anti-inflamatórios, e esta queixa era independente do tempo de diagnóstico da doença. Estes dados evidenciam a importância de terapias adjuvantes que objetivam a redução da dor juntamente com a manutenção da integridade articular. (Mota, Laurindo e Santos, 2010a)

 

    Com relação à funcionalidade, tem sido constatado que a AR prejudica a capacidade funcional dos indivíduos acometidos, a qual está relacionada ao gênero feminino e à idade mais avançada no início da doença (Schneeberger et al., 2010). Consequentemente, a perda da funcionalidade causa um relevante impacto sobre a qualidade de vida, tanto nos aspectos físicos, quanto nos aspectos funcionais e emocionais. Alguns autores (Mota, Laurindo e Santos, 2010) também apontam para a associação entre incapacidade funcional e índices mais altos de DAS-28, ratificando os resultados encontrados no presente estudo, onde já é notório o fato de que se observam alterações da funcionalidade à medida que se eleva o grau e a severidade da patologia.

 

    Conforme observado por Ide et al. (2011)em pacientes brasileiros, existe uma progressão mais rápida no escore do HAQ, se comparada a indivíduos espanhóis, o que pode ser pode ser justificado pela diferença na avaliação do quadro álgico, e nos protocolos de medidas utilizados, evidenciando o difícil acesso as drogas biológicas utilizadas no tratamento da AR em diversas regiões do Brasil. Contudo, segundo Sokka, Mottonen e Hannonen (2000), as intervenções clínicas que têm se mostrado eficazes no tratamento da AR destacam que o uso precoce de DMARDs, interfere de forma positiva na capacidade funcional avaliada pelo HAQ.A partir disso, entende-se que a incapacidade funcional pode ser considerada forte preditor de mortalidade nos pacientes com AR.

 

    Segundo Marques, Cruz e Silva (2016), a incapacidade funcional na AR tem como característica ser multidimensional e estar associada com diversos fatores, além do fator comorbidades, como por exemplo: dor, limitação na mobilidade articular, destruição de cartilagem articular, diminuição da força e massa muscular, tempo da doença e nível de atividade da mesma.

 

    Levando-se em conta o caráter inflamatório e crônico da doença, que envolve especialmente articulações sinoviais de forma simétrica e progressiva (Oliveira e Araujo, 2005), percebe-se um comprometimento no arco articular, este achado vem ao encontro dos dados do presente estudo, onde nenhuma articulação apresentou-se dentro dos limites de normalidade quando comparados aos valores de referência adotados pelo protocolo em questão (Leighton, 1955). A consequência direta destes achados, em virtude da progressão da AR, encontra-se nas limitações e deficiências nas AVD's, principalmente em razão da dor, anormalidades na marcha e dificuldades de autocuidado. (Oliveira, Natour, Roizenblatt, Araujo e Ferraz, 2015)

 

    Por outro lado, sabe-se que o potencial de força muscular está relacionado também à ADM, sendo que a AR provoca perda de força muscular no indivíduo pelo comprometimento inflamatório, dor e edema, que por fim, leva ao desuso e perda da função (Meireles, Oliveira, Andrade, Silva e Natour, 2001). Häkkinen et al. (2005), acreditam que o processo inflamatório tem como consequência o desuso do membro afetados, que por sua vez, acarreta uma redução da força muscular, que por sua vez, causa alterações da funcionalidade e estruturas vinculadas ao sistema neuromuscular, bem como, a redução da ativação neural voluntária e atrofia muscular. Um dos primeiros sinais relacionados ao comprometimento articular, frouxidão ligamentar e alterações muscular na AR é o processo inflamatório. A evolução deste processo, pode levar a deformidades graves, acarretando em significativas limitações funcionais.

 

    Pode-se justificar, possivelmente, o comprometimento global das articulações estudadas, devido ao tempo médio de diagnóstico da AR, que neste trabalho foi de 11,9 anos e ao fato de que a maioria das participantes (85%) apresentaram alteração no nível de atividade da doença verificado pelo DAS-28, que neste caso foram igualmente 17 mulheres para os níveis moderado e 17 no alto. É interessante destacar que esses achados – ADM abaixo dos limites de normalidade quando comparados à população sem AR e níveis de atividade da doença elevados – se fizeram presentes mesmo considerando o fato de que 75% das participantes estavam em tratamento específico para AR, ou seja, em uso de medicamentos antirreumáticos, fato esse que denota o caráter agressivo da doença e sua evolução progressiva, não apenas articular, mas também de caráter sistêmico. Estes achados salientam a importância de diagnósticos e intervenções precoces, bem como ressaltam a necessidade de métodos não-invasivos de avaliação do decurso da doença, como o proposto neste trabalho.

 

    No entanto, a limitação deste protocolo de avaliação, quando utilizado em populações com doenças reumáticas, está justamente no fato que considera como normalidade a amplitude máxima articular, sendo que esta, não é necessária para execução das AVD's. Portanto, autores como Oliveira e Araujo (2005) afirmam que a avaliação, em especial na AR, caminha cada vez mais para um procedimento que leve em conta a capacidade funcional e que, as medidas convencionais, embora possam detectar a alteração da ADM, não são capazes de mensurar de forma ideal alterações na funcionalidade do indivíduo, se utilizadas de forma isolada.

 

    Nesse sentido, o bem-estar, a funcionalidade e a qualidade de vida de pacientes com AR são questões importantes a serem consideradas, para que se obtenha a uma melhor compreensão dos comprometimentos de indivíduos com AR, visando uma abordagem multidisciplinar para a definição de estratégias terapêuticas adaptadas às necessidades de cada paciente. (Campos, Silva, Castro e Graminha, 2013)

 

Conclusão

 

    Verificou-se que mulheres com AR apresentam diminuição da ADM global o que evidencia grande impacto sobre a funcionalidade e a qualidade de vida das pacientes. Desta forma, conclui-se que é de grande importância a avaliação da ADM como um todo, e não apenas segmentar como realizada frequentemente.

 

    As informações deste estudo podem contribuir para as áreas envolvidas na Reabilitação Física, pois percebe-se que o flexímetro pode ser considerado um instrumento útil e válido na avaliação destes pacientes, sobretudo, pelo fato de se tratar de uma ferramenta prática de avaliação. Especificamente no campo da Ergonomia e da Saúde Ocupacional, essas informações podem contribuir para o desenvolvimento de produtos e equipamentos, que venham a possibilitar uma maior produtividade destes pacientes em atividades laborais, ocupacionais e recreacionais.

 

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Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 24, Núm. 254, Jul. (2019)

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