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Ensino da capoeira: estágio não formal de Educação Física

Capoeira Teaching: Non-Formal Internship in Physical Education

Enseñanza de la capoeira: pasantía no formal en Educación Física

 

Jonh Silva Moreira*

jonhsilva372@gmail.com

Fábio Fernandes Flores**

fabioedfgbi@gmail.com

 

*Graduando em Educação Física, UNEB (Campus XII)

Capoerista da Associação Guanambiense de Capoeira Ginga Bahia

**Especialista em Atividade Física, Saúde e Sociedade, UNEB (Campus XII)

Integrante do Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão

em Educação, Cultura e Saúde (GEPEECS/CNPq)

(Brasil)

 

Recepção: 15/05/2019 - Aceitação: 10/08/2019

1ª Revisão: 31/07/2019 - 2ª Revisão: 01/08/2019

 

Este trabalho está sob uma licença Creative Commons

Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0)

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Resumo

    A capoeira é uma atividade que representa simultaneamente práticas culturais, movimento corporal e ação política. O professor deve estar ambientado e embasado sobre a constituição e desenvolvimento de sua atividade laboral. Neste sentido, o presente relato de experiência, aborda o percurso da intervenção pedagógica ocorrido no Estágio VIII, cuja proposta foi o ensino da capoeira para grupo composto por: crianças, adolescentes e adultos. Este estudo tem abordagem qualitativa e caráter descritivo. Para obtenção das informações utilizamos a observação qualitativa, o diário de bordo e à roda de conversa. O estágio ocorreu com o grupo de capoeira da Associação Guanambiense de Capoeira Ginga Bahia. Tal processo foi composto pela observação, para reconhecimento do grupo e do ambiente, e intervenção, ação a partir da interação entre a realidade e do embasamento acadêmico. Diante da observação, notamos espaço físico amplo, recursos sonoros, instrumentos musicais e turma com conhecimento sólido da capoeira. Quanto à intervenção, a aula foi organizada da seguinte forma: informe, explanação do conteúdo, atividade preparatória, treino coletivo, jogo de capoeira e roda de conversa; tendo ênfase para a parte conceitual do conteúdo. Como resultados indicam-se a diversidade conceitual da turma sobre a capoeira, aprendizagem sobre as histórias da capoeira, reconhecimento de sua importância na construção da identidade brasileira e continuidade das práticas da capoeira Regional e de Angola. Portanto, o estágio foi construtivo, uma vez que permitiu interação da proposta acadêmica com aquela já desenvolvida pelo grupo, atendendo as expectativas de aprendizado da turma e do estagiário.

    Unitermos: Ensino. Capoeira. Estágio.

 

Abstract

    Capoeira is an activity that represents both cultural practices, body movement and political action. The teacher must be set and grounded on the constitution and development of his work activity. In this sense, the present report of experience, addresses the course of the pedagogical intervention occurred in Stage VIII, whose proposal was the teaching of capoeira to a group composed of: children, adolescents and adults. This study has a qualitative and descriptive approach. To obtain the information we use the qualitative observation, the logbook and the talk wheel. The stage took place with the capoeira group of the Guanambian Association of Capoeira Ginga Bahia. This process was composed by observation, for group and environmental recognition, and intervention, action based on the interaction between reality and the academic background. Before the observation, we noticed ample physical space, sound resources, musical instruments and group with solid knowledge of capoeira. As for the intervention, the class was organized as follows: report, explanation of content, preparatory activity, collective training, game of capoeira and conversation wheel; with an emphasis on the conceptual part of the content. As a result, the conceptual diversity of the group on capoeira, learning about the stories of capoeira, recognition of its importance in the construction of the Brazilian identity and continuity of the practices of capoeira Regional and Angola are indicated. Therefore, the internship was constructive, since it allowed interaction of the academic proposal with that already developed by the group, attending the expectations of learning of the group and of the trainee.

    Keywords: Teaching. Capoeira. Internship.

 

Resumen

    La capoeira es una actividad que representa simultáneamente prácticas culturales, movimiento corporal y acción política. El profesor debe adaptado y basarse en la constitución y el desarrollo de su actividad laboral. En este sentido, este informe de experiencia aborda el curso de la intervención pedagógica ocurrida en la Etapa VIII, cuya propuesta fue la enseñanza de la capoeira a un grupo compuesto por niños, adolescentes y adultos. Este estudio tiene un enfoque cualitativo y un carácter descriptivo. Para obtener la información utilizamos la observación cualitativa, el libro de registro y la ronda de conversación. La pasantía se realizó con el grupo de capoeira de la Asociación Guanambiense de Capoeira Ginga Bahía. Este proceso consistió en la observación, para el reconocimiento del grupo y el entorno, y la intervención, acción basada en la interacción entre la realidad y los antecedentes académicos. De la observación, notamos un gran espacio físico, recursos de sonido, instrumentos musicales y un grupo con sólidos conocimientos de capoeira. En cuanto a la intervención, la clase se organizó de la siguiente manera: informe, explicación del contenido, actividad preparatoria, capacitación colectiva, juego de capoeira y ronda de conversación; enfatizando la parte conceptual del contenido. Los resultados indican la diversidad conceptual de la clase sobre capoeira, aprendiendo sobre la historia de la capoeira, reconociendo su importancia en la construcción de la identidad brasileña y continuando las prácticas de Capoeira Regional y Angola. Por lo tanto, la pasantía fue constructiva, ya que permitió la interacción de la propuesta académica con la ya desarrollada por el grupo, cumpliendo con las expectativas de aprendizaje de la clase y el pasante.

    Palabras clave: Docencia. Capoeira. Pasantía.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 24, Núm. 256, Sep. (2019)


 

Introdução

 

    Os conhecimentos fundamentais relativos à constituição da capoeira integram o escopo de saberes do Professor de Educação Física (PEF), especialmente quanto ao seu trato pedagógico escolarizado ou não.

 

    A capoeira é uma expressão cultural brasileira, podendo ser entendida como luta, jogo, dança e esporte,a qual foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como Patrimônio Imaterial da Humanidade (Batista et al. (2017). Os autores supracitados ainda citam duas pessoas que foram fundamentais na sua história: Vicente Ferreira Pastinha (o mestre Pastinha), cujos ensinamentos estavam ligados às tradições africanas, intitulada como Capoeira Angola; e Manuel dos Reis Machado, o mestre Bimba (idealizador da chamada Capoeira Regional), que complementou a luta com elementos das artes marciais.

 

    Através do viés legislativo e com amplitude para a sociedade brasileira, a Constituição Federal assegura o usufruto à capoeira para a população ao afirmar que:

    O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. § 1º O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional. (Brasil, 1988, art. 215)

 

    A cultura nacional é um direito garantido pela constituição, deste modo, destaca-se a relevância deste trabalho, já que contribui para a preservação e propagação da capoeira, que é reconhecida como desporto de criação nacional. (Brasil, 2010, art. 22)

 

    A capoeira é conteúdo da Educação Física (EF), fazendo parte das atividades expressivas corporais (jogo, esporte, dança e ginástica), cuja intervenção pedagógica tem como área de conhecimento a cultura corporal. (Castellani Filho et al. 2009)

 

    Este conhecimento pode proporcionar ao indivíduo uma compreensão da expressão corporal como linguagem, possibilitando a interpretação da intencionalidade do indivíduo com a sociedade e, permitindo compreender, a relação que a cultura corporal possui com os problemas sócio-políticos atuais. (Batista et al., 2017, p. 2534)

    A capoeira por fazer parte dos conteúdos do currículo da Educação Física Escolar pode ser objeto dos estágios curriculares da graduação, que integra as etapas de formação. Para tanto, faz-se necessário que o corpo discente possua saberes que sustentem suas ações nos campos de atuação do curso, sobretudo, tendo em vista a articulação da base teórica-metodológica no futuro local laboral. (Pimenta; Lima, 2011)

 

    O estágio do curso de Educação Física na Universidade do Estado da Bahia (UNEB) – Campus XII é dividido em formal e não formal. De modo a compreender sobre o segundo, Gohn (2006) esclarece que a educação não formal forma o indivíduo para a vida e suas adversidades, tendo como meta a transmissão de informação e formação política e sociocultural, cuja aprendizagem ocorre por processos de compartilhamento de experiên­cias, principalmente em espaços e ações coletivos cotidianas.

 

    Deste modo, deve ser definida como espaço de formação para a aprendizagem de saberes sobre viver na sociedade, que possibilita ao sujeito participante a capacidade de intervir na sua conjuntura histórica e social, principalmente no viés da transformação por meio da reflexão (Araujo; Luvizotto, 2012). Bendrath (2010, p. 294) indica que “O esporte, assim como as atividades de lazer proporcionadas em projetos sócio-educativos, se enquadram como educação não formal à medida que estabelecem um plano de ação e um objetivo pertinente [...]”.

 

    O estágio curricular é imprescindível para que o corpo discente possa aprender mais acerca da ação laboral. Neste sentido, o presente manuscrito propõe-se a descrever, de maneira dialogada, as experiências formativas durante o desenvolvimento de intervenção pedagógica não formal (Estágio VIII) em grupo de capoeira da Associação Guanambiense de Capoeira Ginga Bahia.

 

Métodos

 

    O presente trabalho caracteriza-se como um relato de experiência, que por meio deste é documentada a experiência humana para memorizar a prática profissional, apresentando a consideração, conhecimento e uso de trabalhos similares; tendo ainda como marca o autor como sujeito que mobiliza sentimentos (Elias, 2014). Além disso, tem abordagem qualitativa e caráter descritivo, que de acordo com Lakatos e Marconi (2011), a pesquisa descritiva possui um olhar qualitativo que aborda a problemática delineada a partir de métodos descritivos e observacionais.

 

    O estágio foi constituído por duas etapas: observação (uma semana) e depois intervenção (sete semanas). Em relação à primeira etapa, houve o uso de roteiro de observação qualitativa (Lakatos; Marconi, 2011) para o acompanhamento do desenvolvimento das aulas, tendo como foco: o espaço da instituição para a realização do trabalho, instrumentos/recursos disponíveis para a prática, público alvo, quantidade de alunos, o objetivo da associação, a prática/metodologia do professor e as atividades desenvolvidas.

 

    Quanto à segunda etapa, o planejamento fora realizado de forma semanal, tendo como base teórica predominante Oliveira (2016), Palhares (2012), Lopes (2008) e Falcão (2004), pois tais referências fazem alusão ao contexto histórico e procedimentos didáticos metodológicos da capoeira.

 

    O planejamento considerou as especificidades do contexto, alinhou a intervenção com a demanda e os conhecimentos científicos adquiridos durante a formação acadêmica (Neira,2012). Desta maneira o cronograma foi baseado em: linguagem e expressão corporal, e sua relação com o que conhecem da capoeira; classificação do praticante de capoeira; Capoeira Regional, Mestre Bimba e as oito sequências; sete tipos de toques da Capoeira Regional e; Capoeira Angola e Mestre Pastinha. Para a práxis da capoeira foi levado em consideração “[...] a importância da articulação entre aprender a fazer, saber porque está fazendo e como relacionar-se neste fazer, explicitando as dimensões dos conteúdos procedimental, conceitual e atitudinal, respectivamente” (Darido, 2003, p. 30).

 

    O estágio iniciou dia 10 de abril e finalizou dia 6 de junho de 2018, foi desenvolvido na Associação Guanambiense de Capoeira Ginga Bahia, cuja sede era o espaço cedido pela Igreja Católica do bairro Monte Pascoal. A aula ocorria das 19h30min às 22h nas terças e quintas-feiras, inicialmente eram duas turmas (a primeira turma de criança/adolescentes e a segunda de adultos), mas devido à evasão houve a necessidade de unificação (unindo todas as faixas etárias). As aulas tiveram a seguinte organização: informe, explanação do conteúdo, atividade preparatória (alongamento e aquecimento), treino coletivo (fundamentos – movimentos característicos, mais ataque e defesa), roda (situação real de jogo) e roda de conversa (discussão conceitual de assunto relacionado com a aula).

 

    Cabe apontar que a vivência foi pautada na sequência de ensino de mestre Bimba, composta por 17 golpes mais praticados na Capoeira Regional, dividida em oito partes, tendo nível de complexidade crescente (Campos, 1998).

 

    Para o registro das informações foi usado o diário de bordo, no sentido de registrar as informações da vivência. Acerca do mesmo, Cañete (2010) o considera uma escrita muito reflexiva que ultrapassa a escrita burocrática; indica ainda que este instrumento tem a intenção de registrar a prática pedagógica do professor e que possibilita (re)pensá-la, destarte essa escrita pode permitir que o professor configure-se como produtor do conhecimento acerca da prática. De forma aditiva, Alves (2004, p. 224) aponta que “[...] pode ser considerado como um registro de experiências pessoais e observações passadas, em que o sujeito que escreve inclui interpretações, opiniões, sentimentos e pensamentos, sob uma forma espontânea de escrita, com a intenção usual de falar de si mesmo”.

 

    O processo de avaliação das aulas ocorreu pela roda de conversa, que prioriza discussões em torno de uma temática (relacionada com a aprendizagem da capoeira), no processo dialógico as pessoas podem apresentar suas elaborações, mesmo contraditórias, sendo que cada pessoa instiga a outra a falar, possibilitando se posicionar e ouvir o posicionamento do outro. (Méllo et al., 2007)

 

Capoeira: o ensino em espaço não formal

 

    As atividades tiveram início com a observação (primeira semana), para a identificação e caracterização particulares ao local, grupo e professor. Neste sentido, foi verificado que a associação tem como objetivo formar capoeiristas e cidadãos reflexivos, conta com um espaço cedido pela Igreja Católica do bairro Monte Pascoal, esta área ampla possibilita atender vários alunos e desenvolver atividades diversas; dentre os recursos sonoros que dispõem, podemos citar uma caixa de som e instrumentos musicais característicos (Berimbaus, atabaque, agogô e pandeiros).

 

    No que se refere aos participantes, à turma é composta por 25 alunos, mas a frequência varia entre 15 e 20 alunos, com crianças a partir dos 4 anos de idade, adolescentes e adultos. A organização didática do professor regente (mestre de capoeira e PEF) tem como base a roda de reunião para informes e debater assuntos quando pertinentes, exercícios de fundamentos e roda de capoeira. Tendo foco na parte procedimental do conteúdo, sendo contemplado também os valores humanos e de cidadania, e de maneira pouco presente os elementos conceituais desta manifestação cultural.

 

    Percebeu-se ainda que a turma possui um conhecimento sólido dos movimentos corporais característicos da capoeira. É provável que esta seja a razão do professor regente ter feito a proposição de abordar com mais ênfase os aspectos conceituais da capoeira, no entanto, sem retirar o treino e a roda de capoeira, pois esta última atividade é tradição no final da aula.

 

    Na segunda semana houve uma roda de conversa para fazer a apresentação do projeto e levantamento de informações sobre linguagem e expressão corporal, relacionando-as com o que os alunos conhecem da capoeira (fora os movimentos corporais).Diante das palavras enunciadas, notou-se uma compreensão muito superficial sobre os dois assuntos, tal cenário reforçou a necessidade do trato com as temáticas, uma vez que fora planejado que criassem uma expressão corporal para demonstrar mensagens.

 

    Como estratégia metodológica, foi usado o vídeo Linguagem Corporal na Prática1 para ser debatido e relacionado com a capoeira. Um ponto que auxilia nesta compreensão é a assertiva de Mestre Moraes ao indicar que a capoeira é um diálogo de corpos, onde é considerado vencedor quando o outro (parceiro capoeirista) não tem mais respostas para as perguntas (Vieira, 1997 apud Meira, 2002). Assim sendo, tal apontamento relaciona a capoeira como uma comunicação por meio dos movimentos.

 

    No sentido de ampliar essa compreensão da relação entre capoeira, linguagem e expressão corporal faz-se necessário entender os seus conceitos. Segundo Gomes-da-Silva, Sant'Agostinho e Betti (2005, p. 33), “a linguagem é a capacidade humana de produzir informação/conhecimento”. Já a linguagem corporal é “um dos aspectos da cultura e, para problematizar suas temáticas, é preciso compreender e fazer uma leitura crítica da própria prática e da realidade” (Ehrenberg, 2014, p. 187). Por sua vez, a expressão corporal é:

    [...] uma conduta espontânea existente, tanto no sentido ontogenético como filogenético; é uma linguagem através da qual o ser humano expressa sensações, emoções, sentimentos e pensamentos com seu corpo, integrando-o, assim, às suas outras linguagens expressivas como a fala, o desenho e a escrita. (Stokoe; Harf, 1987, p. 15 apud Silva; Bottentuit Junior, 2017)

    Após serem questionados sobre “o que era a capoeira? ”Muitos praticantes responderam: esporte, cultura, arte, luta criada pelos negros entre outros. De acordo com Falcão (2004) acapoeira é uma manifestação pluriétnica e apresenta interfaces variadas, a qual impossibilita restringi-la. Embora as respostas dos participantes tenham sido divergentes, o contexto revela que a turma tem um múltiplo entendimento acerca desta manifestação cultural, sendo que esta definição ampliada foi explanada durante a aula.

 

    Apesar de ser com participantes diferentes, no caso a classe docente, o estudo de Teixeira, Osborne e Souza (2012) mostrou uma definição relacionada com outros aspectos não citados. As falas dos entrevistados apresentaram uma multidimensionalidade, por ter sido mencionado como: dança, religião, uma expressão corporal, uma terapia, campo vasto de conhecimento que favorece o aprendizado e conhecimento da vida, inspiração para a vida, meio para combater o preconceito. Com isso, percebe-se que o nível de compreensão da capoeira divergiu, uma vez que o corpo docente fez referências à vida em sociedade.

 

    Não é o indivíduo que escolhe a capoeira, mais sim, ela que escolhe o indivíduo2. Com base nesse pressuposto, foi indagado: Por que a capoeira te escolheu? As respostas foram poucas e sucintas, uns não sabiam responder, outros disseram que a roda os atrai. Em vista disso, percebe-se o desconhecimento quanto ao trecho de uma música comum entre os praticantes de capoeira, todavia, isso foi explicado para que pudessem entender este contexto.

 

    Depois disso houve mais duas interrogações.O que você espera da capoeira? E qual o seu objetivo na capoeira? As respostas, na maioria, indicaram jogar capoeira e se tornar capoeirista; outras pessoas disseram aprender e se tornar professor/mestre. Diante deste contexto é importante esclarecer três classificações na capoeira: jogador de capoeira, capoeiragem e capoeirista. Quanto ao primeiro, [...] o praticante é definido como jogador em uma roda, onde esse, através de seu jogo, mostra na prática todo o seu aprendizado (Pospichil et al., 2012, p.7); o segundo tem uma associação com “[...] capoeira-crime, praticada nas ruas e nos botequins, ambientes propícios e favoráveis à vadiagem [...] (Barbosa, 2014, p.138); já o último, é “[...] aquele que pratica a Capoeira e, ao mesmo tempo se interessa pela pesquisa, aprofundando e produzindo conhecimentos históricos, técnicos e antropológicos”. (Campos, 2001, p. 47)

 

    O discernimento acerca desta tipologia é preponderante, pois representa uma internalização dos elementos constituintes desta manifestação cultural, haja vista a associação dos termos com o percurso histórico.

 

    Depois deste momento, foi solicitado que os alunos criassem uma expressão corporal com movimentos da capoeira que significasse o que fora respondido oralmente. A participação foi satisfatória e atendeu as expectativas do que tinha sido proposto. Em seguida teve uma vivência, na qual foi treinada coletivamente a negaça, expressão corporal para ludibriar o oponente, ou seja, interpretar a linguagem corporal do outro para não ser pego. Esta atividade educativa possibilitou a aprendizagem de que o corpo é emotivo e comunicativo, pois o mesmo revela expressão de sentimentos e ainda “conversa” usando gestos e/ou movimentos.

 

    Logo após, foi exposto 25 minutos do vídeo Capoeira Iluminada3, cuja duração é de 1h 17min, que trata da trajetória do mestre Bimba, criador da Capoeira Regional, e a história da capoeira no Brasil. Após a exibição foi realizada uma discussão referente aos principais tópicos do vídeo, tais como: a marginalização da capoeira quando inserida no código penal que tratava dos vadios da capoeira e a importância dos mestres para a propagação da capoeira. Tais assuntos são apontados em Porto (2010) que trata da capoeira na cultura brasileira enfatizando o viés histórico.

 

    Houve discussão também a respeito da importância do mestre Bimba na propagação e no resgate da capoeira, como ele conseguiu tirar a capoeira da marginalidade, bem como a questão dos preconceitos de classe e de etnia formado historicamente na capoeira, esse debate foi respaldado em Palhares (2012). Esta ação discursiva incentivou e reforçou pensar a capoeira de forma ampliada, atrelando-a a questões sociais e aos valores humanos. Tal linha de pensamento é presente no estudo de Oliveira (2016), pois relaciona a mesma com o processo de inclusão social e exercício da cidadania.

 

    Nas semanas 3, 4 e 5 foram trabalhadas as oito sequências de Bimba, relacionando-as com a obra cinematográfica supracitada, que aborda os movimentos criados pelo mestre e que fora vista pelos alunos na segunda semana. No que tange a abordagem dos movimentos sistemáticos, a aula teve aspectos similares com a forma que Bimba ensinava, devido a:

    “[...] maneira inteligente de ensinar e aprender Capoeira. Tanto os alunos como os professores se sentem bastante estimulados, na medida que interagem e percebem a evolução pela conquista do novo a cada dia. A assimilação da ginga, golpes, contragolpes e esquivas é facilitada, porque os alunos não são meros espectadores [...]”. (Campos, 1998)

    As sequências foram desenvolvidas coletivamente e em duplas, este método didático facilitou o aprendizado, pois as atividades foram praticadas com menos complexidade, aumentando o grau de dificuldade. A experiência pessoal e o conhecimento das oito sequências de Bimba foram fundamentais para mediar o processo, pois durante a intervenção os alunos relataram que a temática abordada foi muito proveitosa por sanar as dúvidas e especificidades de alguns assuntos.

 

    Na sexta semana foi concluída as sequências de Bimba e no final foi realizada uma discussão sobre as mesmas, pois a literatura traz o método de Bimba de maneiras diferentes, porém com essência inalterada. Durante a aula um praticante fez a seguinte pergunta: E se eles fossem solicitados para um evento de capoeira em outro grupo e adotassem o método de ensino diferente? Então o professor regente interviu dizendo que antes de qualquer coisa os alunos deveriam explicar a linhagem, ou seja, a fonte e o grupo.

 

    No segundo dia da sexta semana o professor regente solicitou para adotar o seguinte roteiro de aula: treino, roda e no final o vídeo do mestre Pastinha4. Os movimentos básicos da Capoeira Angola têm característica rasteira, pois eram praticados em vegetação baixa, visto que os movimentos tinham que ser baixos para o capitão do mato não ver o “Escravo fujão”,assim eram denominados os negros que conseguiam a liberdade fugindo (Falcão, 2004). O início da aula ocorreu com Rabo de Arraia, Negativa, Aú de cabeça, queda de rim e movimentos rasteiros; em seguida houve a roda de capoeira, onde os alunos colocaram no contexto real de jogo os movimentos bases já treinados; posteriormente, passamos o vídeo, porém foi interrompido antes de acabar, pois já tinha encerrado o horário e não podíamos ultrapassar o tempo da aula, desta forma, a discussão ficou para a aula seguinte.

 

    Na sétima semana foi finalizada a exibição do vídeo. Em seguida fizemos uma discussão baseada nas seguintes indagações: O que vocês compreenderam do vídeo? Tem algum fato e/ou relatos no vídeo que ainda acontece nos dias de hoje? Com base nos vídeos do mestre Bimba e mestre Pastinha, qual a diferença entre a Capoeira Angola e a Regional? O que esses vídeos acrescentaram na sua formação dentro da capoeira?

 

    As opiniões apontaram para a aprendizagem da história da capoeira, a importância na construção da identidade da nação brasileira e dos fundamentos da Capoeira Regional e Angola. E também contextualizaram o cenário histórico com o momento atual ao refletir sobre preconceito racial, intolerância religiosa e opressão que violam direitos inerentes ao ser humano de diversas formas, na qual a capoeira se faz presente.

 

    Do mesmo modo, houve uma análise ampliada verbalizada sobre a diferença da Capoeira Angola e a Regional, transcendendo a questão dos fundamentos, uma vez que fizeram referência às questões políticas da época, como a criminalização da capoeira primitiva e a criação da Capoeira Regional. Em outra ocasião da aula, alguns alunos chamaram a Regional de “embranquecimento da capoeira”, relacionando ao fato do presidente da república, Getúlio Vargas, ter retirado à capoeira do código penal. Tais informações são encontradas na obra de Falcão (2004).

 

    Diante do que foi apontado nas opiniões mais a análise, nota-se consonância com Guimarães et al. (2015) quando afirma que a educação deve ter como foco a formação integral do indivíduo, fundamentada em desenvolver um pensamento crítico e reflexivo no contexto educacional, político e social que este está inserido.

 

    No segundo dia na sétima semana foi trabalhada a musicalidade, componente fundamental na capoeira, pois traz fundamentos, regras, determina o ritmo do jogo e ainda permeiam fatos históricos. O estudo de Mota (2013) cita e explicam os sete tipos de toques que compõe a Capoeira Regional: Toque São Bento Grande (jogo mais pegado, rápido e alto); Toque Cavalaria (alerta de chegada da polícia); Toque Banguela (menos rápido com mais floreio); Santa Maria (o Hino da Capoeira Regional); Toque Iúna (tocado a partir dos alunos graduados); Toque Idalina (lento e geralmente praticado com armas) e; Toque Amazonas (para recepcionar mestres visitantes na academia). Durante a explanação a turma mostrou muita atenção e interesse. Após a explicitação, a turma pediu uma roda com o toque de São Bento Grande, uma vez que queriam praticar o jogo mais dinâmico.

 

    O uso da musicalidade foi um fator que agregou muito valor nas aulas, pois o fato de na Associação ter os instrumentos musicais possibilitou potencializar a aprendizagem, uma vez que os praticantes aprendiam ou reforçavam o entendimento da trilha sonora associada com a roda de capoeira.

 

    Na oitava e última semana, a pedido dos alunos, foi desenvolvida uma aula com movimentos técnicos de ataque e defesa. A solicitação dos praticantes foi analisada e atendida, pois de acordo com Freire (2006) os mesmos são sujeitos do processo e protagonista da aprendizagem.

 

    Em consequência disso foram trabalhadas a entrada e saída dos seguintes golpes: meia lua de compasso, armada, dobrado, vingativa, negaça dos movimentos, esquiva e tesoura. Tais elementos ao serem desenvolvidos propiciam subsídios para o indivíduo se sobressair na roda. Aconteceu também a capoeira jogada, na qual os movimentos eram mais técnicos e intensos, esta dinâmica fez com que ficassem com mais motivação e espontâneos, desta forma, a atividade facilitou a visualização da evolução das habilidades dos alunos, resultado das participações nas aulas anteriores.

 

    O uso de vídeos nas aulas foi bem relevante, pois de fato colaborou bastante na aprendizagem dos praticantes. No estudo de Teixeira, Osborne e Souza (2012) dentre as estratégias metodológicas citadas, houve a presença deste também como mecanismo dos professores de capoeira ensinar os escolares.O desenvolvimento pedagógico das aulas com este conteúdo é preponderante, neste sentido De Paula e Bezerra (2014) listam aspectos do desenvolvimento motor e cognitivo, bem como elencam possibilidades diversas, tais como: uso de obras cinematográficas e sendo um elemento interdisciplinar.

 

    Face ao processo, percebe-se que os alunos buscavam se beneficiar da cultura, educação e do lazer que a capoeira poderia proporcionar, conforme o relato de alguns participantes. Em relação à importância do estágio, concordamos com Mesquita et al. (2012), uma vez que este contribui para a identidade profissional, já que o conjunto de vivências experienciadas na primeira pessoa potencializa a articulação entre a formação e a prática, desenvolvendo assim uma personalidade de como intervir.

 

    Como ponto de análise, é necessário que a Universidade avalie o contexto do curso, ao inserir pelo menos um componente específico sobre a educação não formal e ainda oportunizar momentos contínuos de discussão aberta sobre o mesmo, pois há muitas diferenças em relação ao ensino da educação formal. Na instituição as possibilidades são os projetos de extensão, no qual fui monitor, todavia não contempla a maioria do corpo discente; caso não tivesse esta experiência, teria muitas dificuldades pela compreensão rasa acerca desta conjuntura.

 

    Este cenário é apontado por Bendrath (2010) quando afirma que formação do profissional de Educação Física para atuar nesse seguimento encontra-se limitada e distante. Complementa ainda que não existem garantias de que uma modificação dos padrões de formação acadêmica em Educa­ção Física irá garantir a absorção desses profissionais em setores voltados para o prisma da Educa­ção Não-Formal, em especial os impulsionados pelo terceiro setor, porém garante à sociedade profis­sionais mais preparados a atuarem em contextos diversificados.

 

Conclusões

 

    A capoeira faz parte da cultura corporal, ou seja, compõe o rol de conteúdos da Educação Física Escolar. Sendo assim, durante a graduação precisa se oportunizar a vivenciar momentos formativos relacionados com esta manifestação cultural de abrangência múltipla.

 

    Dentre as opções, o estágio configura como propício para que a intervenção pedagógica seja exercitada. Devendo compreender que esta nuance acadêmica é composta por situações-problema, potencialidades e relevância.

 

    Dentre as situações-problema, destacamos o domínio para desenvolver uma sequência didática capaz de atender as demandas da instituição e que não fragmentasse o processo de ensino/treinamento dos alunos, além dos conhecimentos específicos necessários que a universidade não contempla.

 

    Todavia, a potencialidade do estágio foi o fato de já ter participado do projeto de capoeira e ainda ter experiência como monitor bolsista de extensão (ministrando capoeira para a comunidade). Deste modo, tais aspectos contribuíram para que ocorresse um olhar ampliado para as possibilidades e superações diante das vicissitudes.

 

    A intervenção do estágio teve relevância tripla: na vertente profissional, pois contribuiu como experiência formativa; na vertente institucional, por possibilitar aprendizagens conceituais para a turma, ampliando assim o leque de conhecimento e; na vertente do alunado, pelo fato de ter oportunizado momentos de trocas de saberes e acesso a ensinamentos relacionados aos tipos de capoeira com suas peculiaridades.

 

    Portanto, a avaliação para com o estágio foi construtiva, uma vez que atendeu: as expectativas de aprendizado da turma, conforme o relato dos participantes; as normas da Associação, pela constante interação com o professor regente e o aval do mesmo quanto às ações pedagógicas, e ainda; os princípios formativos do componente curricular, ao contribuir no processo do amadurecimento acadêmico profissional.

 

Notas

  1. Entrevista do professor Giovanni Mileo, especialista em Linguagem Corporal ao programa Sem Censura.

  2. Musicalidade de domínio popular.

  3. Obra cinematográfica que trata da história do Mestre Bimba.

  4. Documentário realizado por Antonio Carlos Muricy sobre Mestre Pastinha e a Capoeira Angola no Brasil.

Referências

 

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Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 24, Núm. 256, Sep. (2019)

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