Citação
sugerida: Friederich, B., Castro, H.
de O., Leonardi, T.J., Rother, R.L., Costa, G.D.C.T., y Laporta, L. (2022).
Uso de juegos reducidos como estrategia de enseñanza del voleibol en la
escuela. Una revisión narrativa. Lecturas: Educación Física y Deportes,
27(291), 169-181. https://doi.org/10.46642/efd.v27i291.3315
Resumo
Os jogos reduzidos são formas alternativas de mudar a dinâmica e a
estrutura dos jogos formais. Manipulações como: espaço de jogo, número
de jogadores, posses de bola, regras, entre outros são realizadas,
objetivando que o jogador se adapte a diversos contextos, como também
fomentar a iniciação e facilitar a aprendizagem da tática e técnica
inerentes ao voleibol. O presente estudo objetiva identificar a literatura
acerca da utilização dos jogos reduzidos no processo de ensino do voleibol
nos aspectos tático-técnicos e de tomada de decisão, físicos e
psicológicos, em crianças e adolescentes em idade escolar. Recorreu-se à
revisão narrativa com o intuito de analisar e interpretar, de forma
crítica, o “estado da arte” sobre este tema. Os resultados mostraram
que os jogos reduzidos são uma ferramenta eficaz para a aprendizagem e
estimulam o desenvolvimento das habilidades tático-técnicas e físicas, à
medida que se considera o estágio de desenvolvimento motor e da capacidade
física dos participantes. Assim, ao vivenciar distintas configurações do
jogo em um contexto simplificado, é oportunizada maior participação ativa
no jogo, ao mesmo tempo em que traz experiências afetivas positivas com o
voleibol. Além disso, são requeridas decisões em um ambiente instável,
em situação análoga ao jogo formal, oportunizando a contextualização da
técnica junto a demanda tática em contexto mais simples. Os jogos
reduzidos são uma estratégia eficiente para o ensino do voleibol a nível
escolar, desde que o professor modere o aprendizado considerando o estágio
de desenvolvimento dos participantes e oportunize um clima positivo para a
aprendizagem.
Unitermos: Voleibol. Ensino. Escola.
Abstract
Small-sided games are alternative ways to change the dynamics and structure
of formal games. Manipulations such as: game space, players number, ball
possessions, rules, among others, are carried out in order for the player to
adapt to different contexts, as well as to encourage initiation and
facilitate the learning of tactics and technique inherent to volleyball. The
present study aims to identify the literature on the use of Small-sided
games in the teaching process of volleyball in the tactical-technical and
decision-making, physical and psychological aspects, in school-age children
and adolescents. A narrative review was used to critically analyze and
interpret the “state of the art” on this topic. The results showed that
Small-sided games are an effective tool for learning and stimulate the
development of tactical-technical and physical skills, as the stage of motor
development and physical capacity of the participants is considered. Thus,
when experiencing different game settings in a simplified context, more
active participation in the game is provided, while bringing positive
affective experiences with volleyball. In addition, decisions are required
in an unstable environment, in a situation analogous to the formal game,
providing the opportunity to contextualize the technique along with the
tactical demand in a simpler context. Small-sided games are an efficient
strategy for teaching volleyball at school level, as long as the teacher
moderates the learning considering the participants' stage of development
and creates a positive climate for learning.
Keywords: Volleyball. Teaching.
School.
Resumen
Los juegos reducidos son formas alternativas de cambiar dinámica y
estructura de los juegos formales. Se realizan alternativas sobre el espacio
de juego, número de jugadores, posesión de balón, reglas, entre otras,
buscando que el jugador se adapte a diferentes contextos, además de
promover la iniciación y facilitar el aprendizaje de tácticas y técnicas
propias del voleibol. El presente estudio tiene como objetivo identificar la
literatura sobre el uso de juegos reducidos en el proceso de enseñanza del
voleibol en los aspectos táctico-técnico y decisorio, físico y
psicológico, en niños y adolescentes en edad escolar. Se utilizó una
revisión narrativa con el fin de analizar e interpretar críticamente el
“estado del arte” sobre este tema. Los resultados mostraron que los
juegos reducidos son una herramienta eficaz para el aprendizaje y estimulan
el desarrollo de habilidades táctico-técnicas y físicas, considerando la
etapa de desarrollo motor y capacidad física de los participantes. Así, al
experimentar diferentes escenarios de juego en un contexto simplificado, se
proporciona una mayor participación activa en el juego, al mismo tiempo que
aporta experiencias afectivas positivas con el voleibol. Además, se
requieren decisiones en un ambiente inestable, en una situación análoga al
juego formal, brindando la oportunidad de contextualizar la técnica junto
con la demanda táctica en un contexto más simple. Los juegos reducidos son
una estrategia eficiente para la enseñanza del voleibol escolar, siempre
que el docente regule el aprendizaje considerando la etapa de desarrollo de
los participantes y genere un clima positivo para el aprendizaje.
As abordagens analíticas para o ensino dos esportes, focadas no aprendizado de
habilidades técnicas de forma isolada, vem sendo debatidas no que diz respeito
à sua contribuição para o ensino das habilidades necessárias para se jogar
bem o jogo (Metzler, 2017). A utilização de tais abordagens, enquadradas nos
métodos de ensino tradicionais, é descontextualizada da exigência tática
existente nos esportes coletivos, não cumprindo os pressupostos de
representatividade do jogo (Clemente et al., 2011), ao pouco estimular os
processos cognitivos inerentes à tomada de decisão (Gama Filho, 2001) e ao
não aumentar a motivação dos alunos nas aulas (da Costa, e do Nascimento,
2004). Neste contexto, a partir da crítica ao método tradicional, David Bunker
e Rod Thorpe propuseram, em 1982, o modelo de ensino Teaching Games for
Understanding (TGfU) que altera o foco da aprendizagem para os elementos e
problemas táticos do jogo, colocando o aluno no centro do processo de
ensino-aprendizagem e na resolução de problemas. (Kirk, e MacPhail, 2002;
Memmert et al., 2015; Mesquita, 2007; Waring, e Almond, 1995; Werner et al.,
1996)
A partir dessa ruptura com os paradigmas propostos pelo ensino analítico dos
esportes, observou-se uma crescente utilização dos jogos reduzidos para a
aprendizagem (Meléndez Nieves, e Estrada Oliver, 2019; Serra-Olivares et al.,
2015). Os jogos reduzidos - ou Pequenos Jogos (Rodrigues et al., 2022) - são
manipulações do jogo formal (espaço de jogo, número de jogadores, número de
posses de bola, pontuação, regras, entre outros), objetivando que o jogador se
adapte a diferentes contextos (Clemente et al., 2020; Ometto et al., 2018).
Neste âmbito, aprender através dos jogos reduzidos pode facilitar a
compreensão tática do jogo, ressignificando o ensino da técnica e melhorando
a compreensão geral dos jogos. (Arias-Estero et al., 2020; Fernández-Espínola
et al., 2020)
Imagem
1. O uso dos jogos reduzidos no voleibol
é uma
ferramenta eficaz para melhorar as habilidades técnico-tácticas
Fonte:
Isadora Enderle Bastianello
Além disso, métodos contemporâneos pautados nos jogos reduzidos são capazes
de melhorar os índices na tomada de decisão (Pizarro et al., 2019;
Sierra-Ríos et al., 2020) e a execução da habilidade técnica (Práxedes et
al., 2018), sendo mais motivantes para os praticantes (Gil-Arias et al., 2017;
2021) e promovendo mais engajamento no processo de ensino e aprendizado
(Morales-Belando et al., 2018). Assim, destaca-se que o ensino pautado na
compreensão tática apresenta exercícios simplificados e adaptados ao estágio
em que se encontra o praticante (Mahedero et al., 2021), sendo mais motivantes,
possibilitando mais oportunidades de participação e influenciando no
aprendizado da modalidade. (Gil-Arias et al., 2021; Meléndez Nieves, e Estrada
Oliver, 2019)
No voleibol, uma revisão sistemática foi desenvolvida apresentando efeitos
positivos da utilização dos jogos reduzidos em diferentes níveis treinamento
e modelos de ensino, principalmente em variáveis físicas-fisiológicas,
psicológicas e tático-técnicas (Castro et al., 2022). Além disso, estudos
foram conduzidos para analisar diferentes variáveis (tomada de decisão,
eficácia, execução motora, performance no jogo, entre outras) relacionadas à
utilização de jogos reduzidos no voleibol para o ensino-aprendizagem de
crianças e adolescentes em idade escolar, indicando efeito positivo na
performance dos participantes de diferentes níveis (Arias et al., 2016;
Gabbett, e Georgieff, 2006; Mahedero et al., 2021; Mahedero et al., 2015; Rocha,
Freire et al., 2020; Sgrò et al., 2021). Uma das formas de jogos reduzidos no
ambiente escolar é através da utilização do minivôlei. No Brasil, o
minivôlei é uma variação do voleibol para crianças de 7 a 14 anos de idade,
estruturado e adaptado para essa faixa etária, a fim de otimizar as condições
físicas e motoras e a capacidade tática das crianças, utilizando-se da
redução do número de atletas (até 4 vs. 4), do tamanho da quadra (12 x 5
metros) e da altura da rede (2 a 2,10 metros). (CBV, 2021)
Desta forma, dada a importância de alternativas metodológicas que contribuam
para o aprendizado e desenvolvimento do voleibol e a escassez de estudos que
representem o tema, destaca-se a necessidade de identificação, apresentação
e análise da investigação que utilizaram os jogos reduzidos no voleibol para
o ensino-aprendizagem da modalidade com crianças e adolescentes em idade
escolar. Com isso, o presente estudo objetiva identificar a literatura acerca da
utilização dos jogos reduzidos no processo de ensino do voleibol nos aspectos
tático-técnicos e de tomada de decisão, físicos e psicológicos, em
crianças e adolescentes em idade escolar.
Métodos
O presente estudo caracteriza-se como uma revisão narrativa, com intuito de
analisar e interpretar, de forma crítica, o “estado da arte” das
publicações com jogos reduzidos no voleibol de forma ampla, sobre o ponto de
vista teórico, no contexto escolar. (Elias et al., 2012; Rother, 2007)
Foram revisados artigos científicos das bases de dados eletrônicas Pubmed,
Scielo, ScienceDirect, Scopus e Web of Science, publicados até 21 de agosto de
2021 e sem restrição de data inicial da produção e idioma. Para a
estratégia da busca, realizou-se uma ampla pesquisa pelo tema, sem restrição
dos termos relacionados à escola, sendo considerado os seguintes descritores no
singular e plural: (volleyball) AND (“conditioned game” OR “drill-based
game” OR “reduced game” OR “small-sided game” OR “mini-volleyball”).
Para a extração dos resultados foi utilizado a plataforma Rayyan (www.rayyan.qcri.org),
como auxílio na busca, sistematização e verificação dos artigos duplicados
e realizar a leitura dos títulos e resumos dos trabalhos com potencial
elegível para o estudo.
Foram considerados artigos descritivos, observacionais, experimentais e
revisões sistemáticas que envolvessem participantes com idade escolar (até 18
anos), de qualquer nível competitivo, que jogassem voleibol indoor e
participassem de uma intervenção ou análise que envolvesse jogos reduzidos (1
vs. 1 até 5 vs. 5), incluindo minivôlei.
Foram identificados 841 estudos, sendo removidos 158 duplicados. Dessa forma, no
primeiro momento 683 trabalhos tiveram título e resumo analisados, sendo
excluídos 608 por não utilizarem os jogos reduzidos no voleibol como
ferramenta de intervenção ou análise. Após isso, os 75 estudos restantes
foram lidos na íntegra, sendo excluídos 63 por não utilizarem os jogos
reduzidos, ou não apresentarem as modificações utilizadas na intervenção ou
por não serem artigos científicos. Assim, após os passos anteriores foram
incluídos 12 artigos no presente estudo, que serão debatidos nas sessões
envolvendo as características tático-técnicas e de tomada de decisão e
psicológicas e físicas em crianças e adolescentes em idade escolar. Na Figura
1 está apresentado o fluxograma com a síntese das etapas.
Figura
1. Fluxograma das etapas de
identificação, triagem e inclusão dos artigos
Fonte:
Autores
Resultados
As categorias abaixo foram criadas a partir do agrupamento dos resultados dos
respectivos artigos analisados.
Características
tático-técnicas e de tomada de decisão
Observa-se, nas investigações nesta temática, que aspectos que evolvem a
importância e relevância do trabalho com jogos reduzidos no voleibol, em
diversos âmbitos, aprofunda o conhecimento acerca do aprendizado e
desenvolvimento das habilidades tático-técnicas e de tomada de decisão em
jovens, principalmente em idade escolar. Neste contexto, para que o praticante
vivencie e aprenda os aspectos do jogo, diferentes manipulações podem ser
realizadas no que se refere ao formato da quadra, número de participantes,
altura da rede, utilização de recursos tecnológicos, entre outros. (Clemente
et al., 2020)
No estudo realizado por Rocha, Freire et al. (2020), com 12 jovens jogadores
(idade média de 16 anos; experiência média de 1,5 anos), os autores
verificaram que diferentes tamanhos de quadra possibilitam demandas específicas
no desempenho tático-técnico (eficiência, eficácia, ajuste e de tomada de
decisão) da recepção, levantamento e ataque em jogos de minivôlei 2 vs. 2
com diferentes tamanhos da quadra (quadra 1: 3x3 metros; quadra 2: 2x4,5
metros). As restrições ambientais estabelecidas influenciaram no aprendizado
dos praticantes, sugerindo que o desenvolvimento tático-técnico influencia no
desempenho observável do atleta. Assim, melhores resultados no ajustamento e na
tomada de decisão na recepção, no desempenho técnico, ajustamento e
eficiência do levantamento, e ajuste e tomada de decisão no ataque foram
encontrados na quadra mais larga (2x4,5 metros), enquanto a quadra 1 favoreceu a
eficácia da recepção (Rocha, Freire et al., 2020). Em outro estudo, Rocha,
Castro et al. (2020) compararam o comportamento tático e técnico de iniciantes
no voleibol (idade média de 12 anos; experiência média de 1,5 anos), na mesma
situação de side-out (recepção, levantamento e ataque), em quatro
situações distintas de relações de área por jogador, sendo: 3x3 metros (4,5
m²), 4x4 metros (8 m²), 4,6x4,6 metros (10,58 m²) e 5,2x5,2 metros (13,52
m²). Os participantes disputaram 76 jogos e apresentaram maiores índices
técnicos e táticos nas habilidades de recepção e levantamento nas
situações de 4,6x4,6 metros e 5,2x5,2 metros. Por outro lado, a situações
3x3 metros apresentou melhora na tomada de decisão quando comparado às
situações 4,6x4,6 metros e 5,2x5,2 metros.
Outro aspecto pesquisado que traz implicações para o desenvolvimento dos
aspectos táticos-técnicos é a utilização de diferentes alturas da rede.
Arias et al. (2016) verificaram o efeito na tomada de decisão e na eficácia no
ataque de 22 estudantes do segundo ano do ensino médio (idades entre 12 e 13
anos) com as manipulações das dimensões da quadra (6x6 metros e 4,5x4,5
metros), número de jogadores (3 vs. 3 e 4 vs. 4) e alturas da rede (2,10 até
2,18 metros). Os resultados mostraram que todos os participantes apresentaram
uma melhora significativa, tanto na tomada de decisão quanto na eficácia na
ação de ataque entre as medidas pré-teste e pós-teste (Arias et al., 2016).
Desta forma, o professor de Educação Física que possui o objetivo de
contribuir com a progressão do aluno no voleibol, deve projetar tarefas que
representem situações de jogo, adaptando-as ao nível de aprendizagem de seus
alunos.
Nesse contexto, os jogos reduzidos também foram utilizados para verificar a
eficácia dos modelos de ensino para grupos de níveis de habilidades
diferentes. Sgrò et al. (2021) examinaram os efeitos do desempenho tático
através de um modelo instrucional com abordagem centrada no jogo (TGfU) com uso
do minivôlei 4 vs. 4 (em quadra medindo 6x12 metros), em 39 alunos do ensino
fundamental (idade de 8 a 9 anos), separados em dois grupos (menos e mais
habilidosos), ao longo de 13 semanas de aulas. Ao final da intervenção os
resultados demonstraram uma melhora geral de moderada a alta no aprendizado
técnico em todos os participantes, incluindo retenção do aprendizado. Além
disso, os alunos com menor nível de habilidade obtiveram uma melhora mais
acentuada do que os alunos mais habilidosos. Desta forma, afirma-se que os
professores, ao planejarem suas aulas com a utilização do minivôlei, devem
considerar o nível de habilidade dos alunos, pois utilizando esse método de
forma adequada poderão aprimorar os processos de aprendizagem da turma como um
todo.
Entretanto, resultados controversos foram encontrados em relação à divisão
da turma por níveis de habilidade. Mahedero et al. (2015) utilizaram o modelo
de Educação Esportiva com o minivôlei (1 vs. 1, 2 vs. 2, 3 vs. 3 e 4 vs. 4),
com 48 alunos da oitava série (23 meninos e 25 meninas), com o objetivo de
verificar a evolução nas variáveis de jogo, no conhecimento e na tomada de
decisão de alunos com diferentes níveis de habilidade no voleibol. Os autores
encontraram melhorias na tomada de decisão, mas não nas variáveis de jogo.
Entretanto, os alunos de nível intermediário melhoraram a tomada de decisão e
variáveis do jogo, enquanto os de menor habilidade não obtiveram melhoras nas
variáveis de jogo. Por outro lado, em um estudo recente, Mahedero et al. (2021)
verificaram a diferença de desempenho e conhecimento do jogo entre estudantes
de níveis de habilidade homogêneos ou heterogêneos utilizando o jogos
reduzidos. Para tal, 48 alunos da oitava série foram divididos em grupos de
maior ou menor habilidade com o voleibol, sendo avaliados na tomada de decisão,
na execução de habilidade, além de desempenho, envolvimento e conhecimento do
jogo. Os alunos, de forma geral, se tornaram mais competentes em seu jogo e mais
conhecedores de sua técnica, regras do esporte, consciência tática e
conhecimento geral do jogo. No entanto, quando os alunos foram agrupados por
nível de habilidade não se observou impacto nas variáveis de
desempenho e conhecimento do jogo (Mahedero et al., 2021). Embora a literatura
sobre educação esportiva prefira a heterogeneidade no agrupamento baseado em
habilidade, os grupos heterogêneos e homogêneos de alunos com habilidades
superiores e inferiores alcançaram melhorias no desempenho e conhecimento do
jogo, sugerindo que os professores interessados em agrupar alunos
para criar uma experiência de aprendizagem significativa devem considerar
outros critérios além da capacidade do aluno.
Outra variável descrita na literatura é a diferença entre os sexos.
Verscheure, e Aamde-Escot (2007) verificaram a diferença entre os sexos nas
habilidades técnicas de aprendizagem do ataque, utilizando-se do jogos
reduzidos 2 vs. 2, com 16 estudantes de Educação Física. Os resultados
mostraram que cada aluno constrói de maneira especifica o seu conhecimento
sobre o ataque que julga ser eficiente no voleibol, sendo que o resultado é um
processo muito complexo e que está relacionado mais ao nível de envolvimento
dos alunos com as tarefas, evoluindo sobre como os alunos brincam ou não nas
tarefas de aprendizagem, cooperam ou não com seus companheiros de equipe e com
as expectativas que o professor passa, por suas interações verbais e a
natureza do conhecimento que ele valoriza, do que por sexo. (Verscheure, e
Amade-Escot, 2007)
Além dos benefícios supracitados da utilização dos jogos reduzidos, o
componente lúdico se torna um pilar fulcral que irá auxiliar no aprendizado e
desenvolvimento técnico dos praticantes. Millán et al. (2015) realizaram um
estudo em que verificaram se, além do elemento lúdico, a utilização de
materiais alternativos poderia auxiliar no aprendizado técnico dos alunos por
meio de um programa de ensino utilizando o jogos reduzidos em 48 alunos (9 a 11
anos de idade; sem experiência prévia com voleibol). Os autores mencionaram
que o método tradicional de ensino (aula composta de três componentes:
aquecimento, instrução ou prática de exercícios e jogo formal de voleibol 6
vs. 6) causava desinteresse por parte dos alunos, entretanto, ao introduzir um
plano de ensino e aprendizagem através do minivôlei com caráter lúdico com
utilização de materiais alternativos (cones, cordas, gorros e balões) e
utilização de diferentes bolas na prática das atividades, estimulou a
movimentação dentro de quadra e o aprendizado dos fundamentos técnicos. Desta
forma, envolver o caráter lúdico na aula possibilita que a criança seja
incentivada a participar e se interesse pela aula, fazendo com que descubram a
real utilização dos fundamentos técnicos aprendidos nas diferentes
situações de jogo.
Adicionalmente, a tecnologia pode ser um fator positivo aliado aos jogos
reduzidos no voleibol. Ningrum et al. (2021) verificaram a contribuição de um
aplicativo de celular com jogos reduzidos para que primeiramente os alunos
conheçam as atividades que serão realizadas, e posteriormente possam aplicar
este jogo na próxima aula, contribuindo no aumento da participação nas aulas
de Educação Física e no conhecimento da técnica da manchete. O estudo foi
realizado com 84 alunos do ensino médio divididos em dois grupos. Ao longo de
dois meses, um grupo realizava atividades de jogos reduzidos com e sem o formato
digital (aplicativo de celular com jogos 3 vs. 3, 4 vs. 4 e 5 vs. 5). Os autores
revelaram que a utilização do aplicativo no celular com jogos reduzidos
contribuiu na aprendizagem do voleibol à medida que os alunos viram e
posteriormente aplicaram a manchete nos formatos propostos, aprendendo de forma
mais independente (Ningrum et al., 2021). Embora haja necessidade de mais
estudos, o uso de tecnologia pode ser uma ferramenta para fomentar o interesse
pela prática dos alunos nas aulas de Educação Física e de voleibol.
Características
psicológicas e físicas
Avaliar se a utilização dos jogos reduzidos no voleibol pode ser uma boa
estratégia para auxiliar em variáveis psicológicas e melhorar as capacidades
físicas e parâmetros de composição corporal de seus praticantes também têm
sido alvo de estudos. Trajković et al. (2020) verificaram o efeito do jogos
reduzidos, realizado após o horário escolar, na aptidão física e no combate
à agressão em 107 alunos (idade de 14 a 16 anos), em oito meses de treinamento
(duas vezes na semana). Para tal, os autores utilizaram o minivôlei no formato
de 3 vs. 3 e 4 vs. 4 em quadras de 9x4,5 metros e 12x6 metros, e avaliaram
variáveis físicas, obtidas através do peso e massa corporal, arremesso da medicine
ball, impulsão vertical e Yo-Yo test, e psicológicas, obtidas
através do questionário de agressividade de Buss, e Perry (1992). Os autores
concluíram que na utilização destes formatos de jogo obtiveram o potencial de
diminuir o nível de agressividade do aluno, aumentar a diversão, motivação e
autocontrole, bem com melhora nos níveis de aptidão física em comparação
às aulas de Educação Física convencionais. (Trajković et al., 2020)
Em outro estudo, realizado por Gabbett et al. (2006), os autores examinaram o
efeito de um programa de treinamento de 3 sessões semanais de jogos reduzidos
no voleibol (3 vs. 3 e 5 vs. 5) ao longo de 8 semanas nas variáveis físicas
(antropometria, potência, velocidade, agilidade e potência aeróbia). A
utilização dos jogos reduzidos nos dois formatos resultou em melhorias
consideráveis da velocidade e agilidade, entretanto tiveram pouco efeito sobre
as características fisiológicas e antropométricas dos jogadores, não
apresentando diferenças significativas na massa corporal, dobras cutâneas,
potência de membros inferiores e superiores e potência aeróbia.
Discussão
Esta revisão evidenciou que o uso dos jogos reduzidos no voleibol como uma
ferramenta eficaz para melhoras de habilidades tático-técnicas, de tomada de
decisão, e de variáveis físicas e psicossociais, quando utilizado como
metodologia de ensino na introdução do voleibol em crianças e adolescentes.
Os jogos reduzidos, como o minivôlei, por facilitar o aprendizado das
movimentações e dos fundamentos técnicos exigidos nesse esporte de forma
gradativa, contribui para que os praticantes, que estão em fase de maturação
e desenvolvimento biológico e cognitivo, retenham e desenvolvam melhor os
conteúdos de jogo. Além disso, a utilização de regras alternativas
simplificadas conforme o nível de habilidade de seus praticantes, alterações
dos espaços de jogo, altura da rede e do número de jogadores, permite uma
maior participação durante a prática, possibilitando ao praticante tocar mais
vezes na bola e participar do jogo. (Castro et al., 2022)
Esses aspectos relacionados com ações tático-técnicos resultam em grandes
mudanças em relação ao entendimento cognitivo do jogo e no desempenho dos
fundamentos técnicos, por exemplo, mais controle sobre a técnica na
realização dos movimentos, e, consequentemente, diminuição na taxa de erros,
diminuindo a pressão. Os jogos reduzidos devem também estar presentes na
iniciação esportiva, uma vez que facilitam o desempenho técnico individual do
aluno, como também os aspectos físicos e psicossociais, pois a utilização
desse método estimula a criatividade, envolvimento e o divertimento da aula,
sendo capaz de diminuir significativamente a agressão dos alunos apresentando
melhorais na disciplina e cooperação em grupo, na aptidão física, na
motivação para a prática esportiva e na participação nas aulas de
Educação Física.
Assim, a utilização de jogos reduzidos no voleibol (o que inclui o
minivôlei), por sua característica de se adaptar ao ambiente inserido e aos
diferentes formatos de jogo, se torna uma metodologia útil para o
desenvolvimento motor e técnico que envolvem o aprendizado no voleibol. As
dimensões e o número de jogadores reduzidos estimulam os deslocamentos,
desenvolvimento da técnica por repetição e a melhora da tomada de decisão
dos praticantes. Além disso, o professor pode utilizar de diferentes
artifícios como o aspecto lúdico, materiais alternativos e a tecnologia para
fazer com que o aluno se sinta mais à vontade e motivado a participar das
aulas.
Nota-se, ainda, uma escassez de estudos que verifiquem os aspectos psicológicos
e físicos envolvendo a temática, entretanto a utilização dos jogos reduzidos
mostrou ser um ponto positivo em relação a melhora na agressividade dos
alunos, autocontrole, bem como aumentar a motivação e a participação dos
alunos durante as aulas de voleibol. No entanto, para o desenvolvimento dos
aspectos físicos relacionados ao voleibol, apesar dos poucos resultados
encontrados na literatura, pode ser uma ferramenta para aumentar a intensidade
da aula, tendo em vista que, muitas vezes, no jogo formal 6 vs. 6, o aluno não
participa ativamente do jogo e realiza poucos movimentos em posse da bola.
Conclusão
Os jogos reduzidos no voleibol devem ser inseridos na realidade escolar através
das adaptações supracitadas e que irão acompanhar o nível de aprendizagem
tático-técnica e de desenvolvimento cognitivo e psicossocial dos alunos até a
prática do jogo formal (6 vs. 6), podendo até ser utilizado como avaliação
dos estágios de desenvolvimento integrado de alunos ou atletas. Sugerimos que
estudos futuros nesta temática devam avaliar os efeitos de modificações de
jogo com diferentes populações e faixas etárias, assim como, analisar outros
fatores psicossociais e físicos.
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