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Esportes alternativos badminton e mini tênis: experiências no contexto do ensino médio

Alternative badminton and mini tennis: experiences in the context of high school

Deportes alternativos bádminton y mini tenis: experiencias en el contexto de la escuela media

 

Osni Labiak*

osni01@live.com

Marcelo José Taques**

taques18@yahoo.com.br

Ilma Célia Ribeiro Honorato***

ilmahonorato@faculdadeguairaca.com.br

 

*Mestrando em Educação pela Universidade Estadual de Ponta Grossa

Especialista em Formação de Professores Para Docência no Ensino Superior

pela Universidade Estadual do Centro Oeste – Unicentro. Especialista em Atividade Física

e Saúde (UAB). Graduado em Educação Física Licenciatura pela Faculdade Guairacá.

**Doutorando em Educação pela Universidade Estadual de Ponta/PR

Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Ponta/PR UEPG

Graduação em Educação Física Licenciatura pela Faculdade Guairacá

***Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Ponta/PR

Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Ponta/PR – UEPG

Graduação em Educação Física pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE)

Autores são Pesquisadores do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Física Escolar e Formação de Professores – GEPEFE (UEPG/CNPq)

(Brasil)

 

Recepção: 06/12/2017 - Aceitação: 16/12/2017

1ª Revisão: 14/12/2017 - 2ª Revisão: 14/12/2017

 

Resumo

    O estudo teve a finalidade de analisar as possibilidades de inserção dos esportes alternativos badminton e mini tênis em um 1º ano do ensino médio. A pesquisa foi desenvolvida em uma turma de 18 alunos do 1º ano do ensino médio em uma escola da rede pública estadual do município de Guarapuava (PR). Optamos pela abordagem qualitativa com delineamento pautado em uma pesquisa-ação. A coleta de dados contou com aplicação de um conjunto de aulas e anotações em diário de campo. Com os resultados evidenciamos que a inserção dos esportes alternativos em um 1º ano do ensino médio se torna possível, surgindo novas possibilidades de intervenção pedagógica por meio de conteúdos alternativos, contribuindo para a ampliação do conhecimento no processo de ensino e aprendizagem dos alunos.

    Unitermos: Educação Física escolar. Esporte na escola. Esportes alternativos. Badminton. Mini tênis.

 

Abstract

    The aim of the study was to analyze alternative possibilities insertion sports badminton and mini tennis on the 1st year of high school. The research was conducted in a group of 18 students of 1st year of high school in a public school in the municipality of Guarapuava (PR). We chose the qualitative approach to design-driven research-action. Data collection includes the application of a set of lessons and notes in a field diary. With the results it was observed that the inclusion of alternative sports in 1st year of high school is possible the emergence of new possibilities for educational intervention through alternative content, contributing to the expansion of knowledge in the learning process teaching and student.

    Keywords: School of Physical Education. Sport at school. Alternative sports. Badminton. Mini tennis.

 

Resumen

    El estudio tuvo el propósito de analizar las posibilidades de inserción de los deportes alternativos bádminton y mini tenis en un primer año de escuela secundaria. La investigación fue desarrollada en una clase de 18 alumnos del primer año de secundaria en una escuela de la red pública estatal del municipio de Guarapuava (PR). Optamos por el abordaje cualitativo con delineamiento pautado en una investigación-acción. La recolección de datos contó con la aplicación de un conjunto de clases y anotaciones en un diario de campo. Con los resultados evidenciamos que la inserción de los deportes alternativos en un primer año de la enseñanza media es posible, surgiendo nuevas posibilidades de intervención pedagógica por medio de contenidos alternativos, contribuyendo a la ampliación del conocimiento en el proceso de enseñanza y aprendizaje de los alumnos.

    Palabras clave: Educación Física escolar. Deporte escolar. Deportes alternativos. Bádminton. Mini tenis.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 22, Núm. 236, Ene. (2018) 


 

Introdução

 

    O presente estudo analisou as possibilidades de inserir conteúdos diversificados nas aulas de Educação Física, conteúdos que geralmente não são desenvolvidos neste contexto. Por meio dessa experiência verificou-se as possibilidades de inserção dos esportes alternativos badminton e mini tênis em um 1º ano do ensino médio, analisamos o interesse e aceitação dos alunos em relação a esses esportes.

 

    Tendo a possibilidade dos alunos adotarem novas práticas fora do contexto escolar e buscar novas vivências e experiências por meio do esporte. Os conteúdos alternativos ou esportes alternativos são conteúdos que habitualmente não são praticados/trabalhados em aulas de educação física, porém previstos em documentos oficiais como os PCN’s e as Diretrizes do Estado (Gaspar; Miranda, 2009).

 

    Oliveira e Albuquerque (2011) destacam a importância que as novas experiências podem proporcionar no âmbito escolar, trazem benefícios, pois os esportes diversificados principalmente para alunos do ensino médio por estarem na fase de desenvolvimento ideal, possibilitam a execução de movimentos mais especializados.

 

    Para Finck (2010) no contexto escolar quanto mais forem diversificadas as atividades esportivas, mais vastas serão as alternativas direcionadas para praticantes e espectadores e que todos em determinados momentos possam vivenciar estas experiências no processo educacional. Sabemos que durante o ano letivo o professor deve seguir seu plano de ensino e devido às poucas aulas de educação física semanais, isto se torne difícil, no entanto, talvez neste período consiga articular um ou outro esporte diferente.

 

    Percebemos a falta de novos saberes e experiências no âmbito escolar e nas aulas de educação física, haja vista a necessidade de implantar modalidades esportivas diversificadas, ampliando os saberes e experiências que o esporte proporciona de modo geral (Betti, 1999 apud Oliveira; Albuquerque, 2011). O aprendizado que o esporte proporciona no contexto escolar é de suma importância para o desenvolvimento do aluno e na medida em que o aluno possui um contato com várias modalidades esportivas, tem a possibilidade de mais escolhas para praticá-las em seu tempo livre (Finck, 2010).

 

    As diretrizes curriculares da educação básica educação física do Estado do Paraná, destacam que os conteúdos básicos apresentados nas diretrizes, devem ser o ponto de partida para a organização das aulas, que não podem ser reduzidos e supridos, no entanto ressaltam que o professor poderá aplicar outros conteúdos para enriquecer o trabalho durante sua prática pedagógica (Paraná, 2008)

 

   Oliveira e Albuquerque (2011) ressaltam a importância do esporte nas aulas de Educação Física, no entanto apontam que a repetição de conteúdos desmotivam alunos e professores, os esportes alternativos podem ser utilizados como ferramenta nas aulas, assim cumprindo o objetivo da Educação Física. Os autores supracitados ainda colocam em discussão a questão que alguns esportes são vivenciados em praticamente todos os ciclos escolares, por outro lado outros nunca são praticados, principalmente aqueles que são poucos divulgados pela televisão e que muitas vezes nem são comentados no currículo escolar, e no ensino médio a falta destas atividades faz com que falte perspectiva de um desempenho motor maior em relação aos esportes que tem pouca repercussão na mídia.

 

    Porém, “a escola deve ter como principal objetivo a formação integral do educando, oferecendo várias oportunidades para a vivência de situações e experiências pedagógicas diferenciadas” (Finck, 2010, p. 37). Nesse sentido, algumas justificativas são interpostas para a não inserção dos esportes alternativos no âmbito escolar nas quais muitos professores justificam a escolha dos esportes desenvolvidos nas aulas de educação física, atrelados a partir de suas experiências, ou pelo interesse dos alunos, também a ausência de materiais específicos é justificativa de professores. Com isso um universo esportivo com tantas modalidades e variações tornassem drasticamente restrito nas aulas de educação física (Espindula, 2009 apud Oliveira; Albuquerque, 2011).

 

    Este estudo tem o objetivo de verificar as possibilidades de inserção dos esportes alternativos badminton e mini tênis em 1º ano do ensino médio, com propósito de identificar as possibilidades de inserir conteúdos diversificados nas aulas de Educação Física.

 

Metodologia

 

    Optamos por trabalhar nesta pesquisa com material empírico, assim caracterizando como uma abordagem qualitativa (Thomas, Nelson; Silverman, 2007). O delineamento pautado na pesquisa-ação (Thiollent, 2005). Os sujeitos da pesquisa foram 18 alunos de uma turma do 1º ano do ensino médio de uma escola da Rede Estadual Pública do município de Guarapuava – PR, Instituição que integra ao Núcleo Regional do Município de Guarapuava – PR. O critério da escolha foi aleatório.

 

    Foi aplicado um conjunto de doze aulas por meio dos passos da Pedagogia Histórica Crítica de Gasparin (2007), utilizamos um diário de campo para registrar aspectos relevantes no decorrer das aulas (Neto, 2004 apud Bartelmebs, 2012). Além da observação sistemática e participante das aulas (Marconi; Lakatos, 2010). Também foi aplicado um questionário com duas questões abertas com propósito de diagnosticar o conhecimento sobre os esportes desenvolvidos, em duas etapas pré e pós conjunto de aulas.

 

    A análise dos dados foi realizada de forma qualitativa, tendo como instrumento a técnica de análise de conteúdo por meio da categorização (Bardin, 1977), os sujeitos foram nominados pela primeira letra do nome, sendo aluno “A”, “A1”, “A2”, “B”, “C”, e assim sucessivamente.

 

Resultados

 

Esportes alternativos! Badminton e mini tênis! O que é isso?

 

    Identificamos pelo questionário aplicado pré conjunto de aulas a prática social inicial que os alunos possuíam referente ao badminton e mini tênis. Constatamos que os alunos desconheciam os esportes apresentados, pois no caso do badminton somente os alunos “C” e “F”, já haviam escutado algo sobre o badminton, porém não faziam ideia de como era praticada essa modalidade Já ouvi falar mas não faço idéia como se joga ou menos o que é pra que serve “C”. Já ouvi falar, mais não sei o que é “F”.

 

    A grande maioria da turma não conhecia e nunca escutaram nada a respeito do badminton, não possuíam ideia do que se utilizava para praticar esta modalidade. O aluno “M” comentou que Não conheço, porque não procuro saber sobre esportes alternativos.

 

    Os alunos “A2” e “A4” descreveram não conhecer o badminton, por que não tiveram oportunidade de vivenciar e apresentaram grande interesse por esse esporte, Não. Não tive a oportunidade de conhecer ainda “A2”. Não conheço. Não presenciei ainda Badminton. Tenho muita vontade de saber o que é, e possível aprender “A4”.

 

    Em relação ao mini tênis a grande maioria também desconhecia, somente dois alunos conheciam a modalidade e seis alunos que não conheciam já tinham ouvido algo sobre esse esporte Não, eu acho que é igual o tênis mais se joga em quadra menor “A1”. Também não tive a oportunidade de conhecer “A2”. Não conheço, já ouvi falar mas não de esporte “A3”. Não conheço mini tênis, apenas conheço o tênis, mas não acostumo praticar e também gostaria de aprender “A4”. Também não conheço, mais já ouvi fala “A5”. Também não, Já ouvi falar mais nunca cheguei a conhecer “A6”.

 

   A grande maioria da turma desconhecia o mini tênis, mas alguns possuíam vontade de vivenciar. É notável o interesse e a curiosidade pela modalidade ao mesmo tempo a minoria associou o esporte com o tênis. Dois alunos conheciam o tema proposto por meio da mídia, Sim eu já vi muitas pessoas jogando na TV “C”. Sim, Já vi na TV, vi pessoas jogando “N”.

 

    Devemos considerar que os alunos já possuem vários conhecimentos adquiridos no contexto onde se encontra, mas carecem de serem confrontados com o conhecimento cientifico, este processo sendo mediado pelo professor por meio do dialogo e reflexão (Taques, 2013). Percebemos que os alunos não têm contato com as modalidades apresentadas, Finck (2010, p. 127) acredita que no contexto escolar “[...] devem ser consideradas todas as manifestações e abordagens que o esporte possibilita. As regras devem ser conhecidas e discutidas, podendo ser modificadas para que sua prática possa ser vivenciada pela maioria dos alunos”.

 

    A partir da análise das respostas notamos que há interesse e curiosidade dos alunos por novas práticas e experiências pedagógicas no âmbito escolar, porém muitas vezes os mesmos não têm a oportunidade de vivenciar outros esportes nas aulas de educação física, pois o professor acaba focando nas modalidades mais conhecidas pelos alunos ou pela afinidade que ele possui com certas atividades.

 

Compreensão do badminton e mini tênis

 

    Categoria composta pela análise das observações e dos doze diários de campo, descritos durante as aulas, constatada a prática Social Inicial dos alunos sobre o badminton e mini tênis, partimos para a aplicação dos conteúdos específicos de cada modalidade, com seis aulas teóricas e seis aulas práticas. Utilizamos as próximas etapas da pedagogia histórica crítica. Para identificação dos diários de campo de cada aula, foram nominados como diário Nº: “1”, “2”, “3”, e assim sucessivamente, desenvolvido primeiro o badminton e após o mini tênis.

 

    Num primeiro momento a reação foi tranquila, no entanto ficaram receosos, os alunos desconheciam o termo em relação ao interesse se mostraram apáticos. Ao falar de esportes alternativos para os alunos do 1º ano “B”, notamos que há interesse e a curiosidade sobre os temas propostos (Diário Nº 1).

 

    Oliveira e Albuquerque (2011, p. 5190) “o grande intercessor da prática esportiva é o professor de educação física na escola. É ele que tem que mostrar a variabilidade de esportes, fazer o aluno conhecer o mundo esportivo de uma forma figurante, mas que integre o aluno com o esporte”. Os alunos após conhecer e entender um pouco sobre o badminton estavam ansiosos para praticar, identificamos a vontade dos alunos de compreender esse esporte e assim começaram a interagir mais durante a aula (Diário Nº 2).

 

    Ao transmitir o conhecimento sobre as principais regras, fundamentos, equipamentos e a quadra do jogo, houve mais interesse, aumentando a curiosidade em relação com o material, no momento em que foi passado pelas mãos dos alunos, houve tumulto dos mesmos, uma vez que o interesse foi pela peteca. Os alunos estavam alvoroçados para jogar, principalmente os meninos criaram muitas expectativas para as aulas práticas, pois ficavam apreensivos com a modalidade, alguns relataram que iria ser um jogo fácil (Diário Nº 3).

 

    A reação dos alunos com a primeira vivência prática com o badminton foi excelente, nesta aula houve bastante interesse e curiosidade com as atividades desenvolvidas, pois o adolescente gosta de ação, o diálogo sobre teoria/prática ficou visível, uma vez que ao se teorizar sobre o material, ou seja, a peteca, a ideia era que sua manipulação seria fácil, porém isso se mostrou ao contrário na ação pedagógica, pois os alunos encontraram muitas dificuldades para controlar a mesma (Diário Nº 4). Sendo assim, “o processo de ensino-aprendizagem deverá se concentrar sobre a pessoa que se movimenta e não sobre os movimentos desta, considerando os interesses, sentidos e significados que cada um atribui aos movimentos” (Rodrigues; Darido, 2008, p. 141).

 

    As vivências chamaram mais atenção, apesar de terem participado e questionado nas aulas em sala, o interesse é maior nas aulas em quadra com participação efetiva dos alunos, o diálogo entre os alunos sobre teoria/ prática, ocorreu a todo o momento, pois os alunos perguntavam o tempo todo sobre as regras, às meninas que perguntavam menos que os meninos, passaram a questionar o tempo todo.

 

    Apresentamos o esporte alternativo mini tênis, os alunos tiveram muita curiosidade, desconheciam o mini tênis as expectativas para as aulas eram que essa modalidade fosse mais fácil do que o badminton (Diário Nº 7). Ao transmitir o conhecimento sobre as principais regras, fundamentos, equipamentos e a quadra de jogo, houve interesse e a curiosidade dos alunos, pois a todo o momento surgiam questionamentos, frequentes perguntas sobre o mini tênis (Diário Nº 8). Num primeiro contato com a modalidade prática, inicialmente promovemos uma adaptação dos alunos com a raquete e a bolinha. Os alunos tiveram dificuldades no início dos exercícios, depois se familiarizam com as atividades o diálogo entre os alunos sobre teoria e prática desta modalidade flui normalmente, sem dificuldades de assimilar a teoria com a prática, porém evidenciamos que com o pouco material que possuíamos para as aulas práticas, talvez surgissem dificuldades nas aulas seguintes (Diário Nº 9 e 10).

 

    Ao realizar um diálogo/reflexão com os alunos sobre o conceito inicial dos mesmos sobre os esportes alternativos e o que havia alterado com as práticas até o momento em relação ao que eles esperavam que fossem as aulas e o que havia alterado na visão dos mesmos, percebemos que os alunos não imaginavam que seria desta forma, como relata o aluno “B” Totalmente diferente (Diário Nº 11).

 

    Identificamos que a prática social inicial dos alunos foi uma ideia sobre os esportes desenvolvidos e após a instrumentalização, percebemos que os alunos mudaram o conceito após o conjunto das aulas. Dificuldades com o pouco material de mini tênis, o espaço físico da quadra não colaborava, a todo o momento a bolinha saia da quadra, assim fazendo perder muito tempo, porém percebemos mesmo com esses problemas/dificuldades, o mini tênis atraiu mais a atenção da turma, os mesmos no início de cada atividade apresentavam grandes dificuldades, mas gostam de desafios e assim a participação e a experiência para eles se tornava mais atrativa e interessante, o material era pouco, portanto a maioria dos alunos tinha que esperar para jogar, quando a atividade era em grupo, todos participavam (Diário Nº 11).

 

    Todos os alunos acreditam que os esportes alternativos podem ser inseridos nas aulas de educação física. O aluno “A” diz que Não são praticados os esportes alternativos nas escolas por falta de conhecimento ou de vontade dos professores (Diário Nº 12). Enfim, os esportes apresentados podem ser inseridos nas aulas de educação física.

 

Esportes alternativos! Possibilidades de uma nova visão

 

    Categoria composta pela análise das respostas do questionário aplicado pós conjunto de aula, para identificar a prática social final. A inserção do Badminton torna-se possível segundo os alunos do 1º ano B: Claro que é possível inserir o badminton nas aulas de educação física. [...] a minha única dificuldade foi na 1ª vez em que joguei “A”. Sim é possível inserir esta modalidade nas aulas de educação física, eu tive como mais dificuldade no início depois foi mais fácil “C”. É possível inserir o Badminton nas aulas de Educação Física. Na prática, o começo foi difícil, até uma adaptação com a raquete e com a peteca “F”. Sim por ser um esporte que se adapta aos lugares “M”. Sim, esse esporte pode estar na vivencia escolar pode sim ser inserido em educação física as dificuldades é só no começo até se acostumar com a peteca e a raquete depois fica mais fácil de jogar “I”.

 

    Acreditamos que “repensar a escola, sua forma de abordar os conteúdos, alterar rotinas, dando novo significado aos espaços e tempos escolares, consiste em grandes desafios que os educadores têm que enfrentar [...]” (Finck, 2010, p. 19). E para a inserção dos esportes alternativos nas aulas de educação os desafios são imensos, pois o professor deve primeiramente conhecer e estudar as modalidades, e além de enfrentar o grande desafio de articular essas modalidades durante o ano letivo.

 

    Os alunos destacam a importância do badminton nas aulas de educação física, pois: Aprender e vivenciar um esporte fora dos comuns e mais conhecidos como futebol, etc. “A”. É um novo jogo então ele é muito interessante para ser praticado nas aulas “A2”. A importância para ter nas aulas de educação física é que seria um esporte diferente “A3”. O badminton nas aulas é um esporte diferente dos que nos praticamos “A4”. Aprender sobre outros esportes “A5”. A importância do badminton é que podemos conhecer um esporte diferente dos quais estamos acostumados “D”. Ter esportes diferenciados dos que a gente joga normalmente “E”. O badminton pode ser inserido, para variar um pouco as aulas “F”. Ele é bom e também porque é diferente de futebol, basquetebol, etc. “N”.

 

    A partir das respostas os alunos aceitaram o badminton, pois assim vivenciariam esportes diferentes, que habitualmente não estão acostumados a praticar e assim ampliariam o conhecimento a partir de novas experiências.

 

    O mini tênis também pode ser inserido nas aulas de educação física, as dificuldades encontradas são iniciais com a adaptação dos materiais e no decorrer da prática essas dificuldades são superadas. O aluno “A” falou que é possível inserir Sim, é só o professor ter boa vontade e os alunos colaborar com o educador”. “[...] se o professor, se não conhece ou não domina um conteúdo precisa estudar”. “Os livros que descrevem os fundamentos esportivos, de ginástica, jogos ou danças precisam, sim, serem utilizados” (Betti, 1999, p. 28-29). O professor precisa buscar alternativas para poder ampliar e diversificar os conteúdos e conhecimentos dos alunos no processo de ensino e aprendizagem em relação às aulas de educação física.

 

    Os alunos destacam a importância do Mini tênis nas aulas de educação física, pois O mini tênis seria importante para as aulas por que temos falta de um esporte com raquete e porque melhora agilidade, destreza e força dos alunos “F”. A importância é que aprendemos sobre outros esportes “A4”. [...] é diferente dos outros esporte comuns que nós praticamos “L”. [...] é diferente dos esportes que estamos acostumados “D”.

 

    Nesse sentido, “as atividades físicas e os esportes têm realmente a capacidade de orientados positivamente, contribuir para a vida das pessoas ao proporcionar atividades prazerosas e compensadoras e criar oportunidades para sua interação” (Monteiro, 2006. p. 63). Uma vez que por meio desta pesquisa e com os dados coletados analisados, compreendemos que os esportes alternativos no 1º ano do ensino médio podem ser inseridos como conteúdos articuladores ou complementares para contribuição na formação dos alunos, entretanto também evidenciamos que os docentes podem encontrar algumas dificuldades em relação aos materiais e o espaço físico para o desenvolvimento dessas modalidades.

 

Conclusões

 

    Após a realização da prática social inicial dos alunos sobre as modalidades apresentadas por meio de um questionário. Buscamos estratégias que oportunizassem aos alunos a vivência e a compreensão do badminton e do mini tênis nas aulas de educação física, por meios destas, identificamos quais foram às contribuições que a partir das aulas teóricas e práticas os esportes alternativos ofereceram em conhecimento no processo de ensino e aprendizagem.

 

    Por meio do conjunto de aulas e pela boa participação e principalmente pelo interesse e curiosidade durante as aulas de badminton e mini tênis, percebemos que houve a aceitação dos discentes, pois desenvolvemos esportes que os mesmos desconheciam, após a conclusão do conjunto de aulas acreditamos que é possível inserir os esportes alternativos badminton e mini tênis no 1º ano do ensino médio.

 

    Porém, é visto que em algumas aulas e escolas podem haver dificuldades em relação aos materiais e estrutura física, mas o professor pode utilizar da criatividade e realizar adaptações. E esses fatores não podem ser utilizados como desculpas para que os professores não abordem ou insiram novos conteúdos em seu cronograma letivo.

 

    Ao retornarmos a prática social, percebemos que o conceito dos alunos em relação aos esportes alternativos comparado ao conceito inicial, foi totalmente diferente, pois houve uma grande evolução no entendimento e compreensão dos mesmos sobre o badminton e o mini tênis. Também evidenciamos durante as aulas, que os adolescentes gostam de desafios, possuem muito interesse e curiosidade por novas experiências nas aulas de educação física.

 

    Concluímos que a inserção dos esportes alternativos badminton e mini tênis no 1º ano do ensino médio se torna possível, diante disso, surgem novas possibilidades de intervenção pedagógica no contexto escolar por meio dos conteúdos badminton e mini – tênis. Ao mesmo tempo trabalhando além da técnica esportiva, no qual em determinados momentos os alunos possam ser os protagonistas das aulas, formando alunos participativos e ao mesmo tempo buscar articular teoria, prática e reflexão.

 

Referências

 

    Betti, I. C. R. (1999). Esporte na Escola: Mas é só isso, Professor? Revista Motriz. Vol. 1, n. 1, p. 25 – 31.

 

    Bardin, L. (1977). Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70.

 

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    Finck, S. C. M. (2010). A Educação Física e o esporte na escola: cotidiano, saberes e formação. Curitiba: Ibpex.

 

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Rodrigues, H. A.; Darido, S. C. (2008). A Técnica Esportiva em Aulas de Educação Física: um olhar sobre as tendências sócio-culturais. Revista Movimento, Porto Alegre, v. 14, n. 02, p. 137-154, maio/agosto.

 

    Taques, M. J. (2013). A (Des) Caracterização do Esporte na Escola: análise do contexto pedagógico e possibilidades de intervenção (1ª ed.). Curitiba – PR: CRV.

 

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Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 22, Núm. 236, Ene. (2018)