efdeportes.com
Estudo sobre peso corporal e obesidade

   
Faculdade de Educação Física
Universidade Estadual de Campinas
 
 
Profa. Dra. Mariângela Gagliardi Caro Salve
gagliardi@fef.unicamp.br
(Brasil)
 

 

 

 

 
Resumo
    A manutenção do peso corporal, considerado ideal, é um fator determinante no estado considerado saudável, levando ao bem-estar e melhor qualidade de vida. Em situações que ocorrem desequilíbrio entre a ingestão calórica e a diminuição da prática da atividade física ocorre a obesidade. Essa pode causar vários distúrbios. Como medida de controle, para prevenção da obesidade, é fundamental manter uma dieta equilibrada e praticar atividade física regularmente, considerada aeróbia, com envolvimento de grandes grupos musculares, ritmo constante e com intensidade moderada.
    Unitermos: Peso corporal. Obesidade. Deita alimentar e atividade física.
 
Abstract
    The management of the body weight that is considered the ideal is one of several determinative points to a healthy stage, taking us to the well fare and a better life quality. The obesity proceeds from the reduction of the practice of physical activity, and may be the cause of several disturbs. To a control and prevention of obesity, it is fundamental to keep na equilibrated diet and a regular practice of physical activity that is considerate aerobic, with envelopment of many muscular groups, continual rhythm with moderate intensity.
    Keywords: Body weight. Obesity. Alimentary diet. Physical activity.
 

 
http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 10 - N° 89 - Octubre de 2005

1 / 1

Introdução

    A obesidade, talvez seja a enfermidade mais antiga que se conhece. Pinturas e estátuas em pedras já apresentavam mulheres obesas. As mesmas já foram encontradas em múmias egípcias, pinturas, porcelanas chinesas da era pré-cristianismo, esculturas gregas e romanas e em vasos dos Maias e Incas nas América (REPETTO, 1998).

    No Brasil segundo os resultados do IBGE referente aos anos de1996 e 1997 o percentual de obesos avaliados pelo Índice de Massa Corporal (IMC) aumentou de 8 para quase 10 na população adulta, representando quase de dois milhões de novos obesos (BARRA, et al., 2000).

    Telema et al. (1997) explicam que esta problemática dos adultos parece ser estabelecida mais cedo na vida. A participação sistemática em programas de atividade física na vida adulta é influenciada pelas experiências vividas durante a infância e a adolescência

    O peso corporal tende aumentar progressivamente dos 20 aos 50 anos e este fenômeno agrava-se ainda mais quando há redução nos níveis de prática de atividade física, (SIDNEY et al. 1998).

    Após os 25 anos os indivíduos aumentam, em média, 600g de peso por ano e reduz 200g de músculos devido a inatividade física, o que significa um aumento de 800gr de gordura (AMATO, AMATO 1997).

    Após a menopausa é freqüente o aumento no peso corporal e modificações na distribuição de gordura (KIRCHENGAST 1994). A média de ganho de peso corporal na perimenopausa é estimada em 2 a 4 Kg em três anos, com aumento de 20% na gordura corporal total (WING et al., 1991 e LEY et al. 1992).

    O ganho ponderal apartir da quarta década deve-se a manutenção da ingestão calórica e a redução da massa muscular (sarcopenia), que acarreta redução do metabolismo basal balanço com calórico positivo e acúmulo de gordura corporal (BARRA, 2000).

    Observa-se que há aumento progressivo na relação cintura-quadril com o avanço da idade, que é decorrente de elevação da gordura abdominal da mulher em menopausa (LEY et al., 1992 e TRÉMOLLIERES et al. 1996).


Peso corporal e obesidade

    O peso corporal é constituído de aglomerados de ossos, músculos, gorduras e outros tecidos (Mcardle, et al. 1990). No aspecto bioquímico é formado por: água, proteínas, minerais e lipídios (MALINA, BOUCHARD 1991). Quanto ao aspecto anatômico é formado de: massa muscular, massa gordurosa, massa óssea e massa residual (POLLOCK, WILMORE, 1993).

    Os componentes causadores de variações na determinação do peso corporal são: músculos, ossos e gorduras (MALINA, BOUCHARD,1991). As alterações que ocorrem nesses componentes são devido ao fator de crescimento e de envelhecimento (MALINA, 1969), alimentação, exercício físico e doenças (MALINA, BOUCHARD, 1991).

    Existe uma diferença básica entre excesso de peso e obesidade. Na obesidade o peso corporal como um todo excede a determinados limites e no segundo caso é a condição na qual apenas a quantidade de gordura corporal ultrapassa os limites desejados. Há casos em que os indivíduos podem ser considerados pesados e não gordos pelo desenvolvimento muscular e ósseo (massa magra) e não pelo excesso de gorduras, logo não comprometem seu estado de saúde e há outros casos de indivíduos com menor peso corporal possuir uma certa quantidade de gordura que comprometem o estado de saúde devido à deficiência muscular e óssea (GUEDES, GUEDES, 1995).

    Existem várias definições sobre obesidade, como veremos a seguir.

    Para Pollock, Wilmore (1993) é o estado que enuncia uma grande quantidade de gordura corporal total, que representa um dos componentes do peso corporal, acima dos padrões normais.

    Fisberg (1993) a considera como um acúmulo de tecido gorduroso, localizado ou em todo o corpo, causado por doenças genéticas ou endócrinas ou ainda por alterações hormonais.

    Segundo Mcardle et al. (1990) a obesidade pode ser definida como um aumento excessivo da quantidade total de gordura corporal. São obesos os homens com mais de 20% do peso corporal de gordura e as mulheres com mais de 30% são considerado obeso.

    Segundo Nahás et al. (1998) a obesidade é definida como ganho de peso de 20 a 30% acima do ideal.

    Segundo Louman (1992) os homens são considerados obesos quando apresentam 25% superior de peso corporal total e as mulheres de 32%. Para Villares (1998) as porcentagens correspondem entre 10 a 15% e 20 a 25%, respectivamente.


Consequências da obesidade

    A superalimentação é nociva a saúde. Existem várias conseqüências da obesidade: insuficiência cardíaca, diabetes, arteriosclerose, hipertensão cardíaca e aumento da mortalidade (um excesso de peso de 4.5Kg aumenta a mortalidade em 8%; um excesso de peso de 9Kg aumenta a mortalidade em 18%; um excesso de peso de 13.5Kg aumenta a mortalidade em 28% e assim por diante (LEDERER, 1991).

    O excesso de gordura corporal está relacionado ao aparecimento de inúmeras disfunções metabólicas e funcionais, tornando um problema de saúde pública atual (McARDLE, et al. 1990).

    Existe uma forte associação entre obesidade e desenvolvimento de diabettes mellitus, disfunções pulmonares, doenças cardiovasculares, problemas biliares e alguns tipos de câncer (BRAY, 1990).

    Para Hauner et al. (1990) indivíduos com excesso de gorduras, geralmente apresentam elevados níveis de pressão sanguínea e lipídeos sérios. A distribuição de gordura pelo corpo representa, também, papel importante como fator de risco. A concentração de gordura no abdômen pode elevar o risco de doenças isquêmicas cardíacas e diabetes do que a concentração elevada nas regiões periféricas.

    Devido a maior ingestão de glicídeos, em pessoas obesas, ocorre elevação na taxa de glicemia e na produção de insulina, isso a longo prazo irá acarretar resistência à insulina, diminuição da tolerância a glicose e hipertrofia das ilhotas de Longerhans. O excesso de concentração de insulina plasmática leva a hipoglicemia e a hiperinsulinemia que é provocada pela elevada concentração em sinergia com glicose, para estimular a liberação de insulina (GUEDES, GUEDES, 1995).

    Amato, Amato (1997) mencionam que a obesidade sobrecarrega todos os órgãos, principalmente o coração. Também está ligada a níveis pressóricos mais elevados, a hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia e o diabetes. O excesso de ingestão de consumo de comida causa mal-estar, mau hábito da tendência em aumentar o seu volume, o que causa aumento progressivo de peso corporal, causado obesidade e outras alterações metabólicas. O excesso de bebidas alcóolicas além de outros malefícios, leva a sobrecarga calórica. Surgi um círculo vicioso entre o sedentarismo, ou seja quanto mais obeso, mais preguiçoso e consequentemente mais obeso.

    A obesidade de mulheres, especificamente no período da menopausa, precipitam doenças como cardiovascular, hipertensão arterial, diabetes mellitus não insulino dependente, câncer de endométrio e de mama (SOLER et al., 1988, CAULEY et al. 1989, KAYE, et al. 1991 e WING et al. 1991).

    Quanto ao aspecto psicológico, a obesidade tem sido apontada como um dos fatores contribuintes para baixo-estima, o isolamento social, a depressão, etc. (SLOCHOWER, KAPLAN, 1980).


Fatores responsáveis pela obesidade

     O sedentarismo e o excesso de peso são problemas interdependentes e que podem ser combatidos através de um estilo de vida ativo fisicamente. Para os autores existem três manipulações endócrinas que podem levar ao estado de obesidade, ou seja, a administração de insulina, glococorticóides e castração (POLLOCK, WILMORE (1993).

     O sedentarismo e os distúrbios alimentares são os principais causadores da obesidade, ou seja, a inatividade física e a diminuição do gasto energético do metabolismo associado ao aumento da ingestão alimentar, RUIZ, RUIZ (1993); WING et al. (1991); POEHLMAN, et al. (1995).

     As causas seriam por alterações emocionais, culturais, regulatórias, metabólicas e fator genético (FISBERG, 1993). Segundo Ziochevsky (1996) são os fatores: genético, endócrinos, dietéticos, psicológicos, culturais e sócio-econômico.

    Os fatores sócio-culturais são mais importantes que os fatores genéticos. Bouchard (1991) afirma que em suas pesquisas realizadas encontrou 30% de riscos de obesidade foi devido a esses fatores.

    As alterações hormonais que ocorrem na menopausa estariam relacionadas as modificações na distribuição na massa de gordura que propriamente ao ganho de peso (TRÉMOLLIERES, et al. 1996).


Classificação

    Quantidade de gordura corporal é dividida em gordura essencial e gordura de reserva, que são componentes essenciais para que o organismo mantenha as suas funções de equilíbrio (CRYRINO, NARDO, 1996). A gordura essencial é aquela encontrada na medula óssea, no coração, no pulmão, no baço, nos rins, nos tecidos lipídios espalhados por todo o sistema nervoso central (GUEDES, 1995). A de reserva é a gordura acumulada no tecido adiposo (WILLIAMS, 1995).

    A obesidade pode ser classificada em exógena, aquela causada pela ingestão calórica excessiva, sendo responsável por mais de 95% dos casos, ou endógena tem como causa distúrbios hormonais e metabólicos (CYRINO, NARDO, 1996 e SANDE, MAHÁS, 1991).

    Pode receber outra classificação: hiperplásica (aumento do número de células adiposas) ou hipertrófica (aumento no tamanho das células adiposas) (GUEDES, 1995).

    Existem classificações quanto a distribuição de gordura: andróide, conhecida como obesidade central ou em forma de maçã, que é o acúmulo de gordura na região do tronco, ou ginóide, conhecida como obesidade periférica ou em forma de pêra, que o acúmulo de gordura abaixo da cintura, na região glúteo-femural (CYRINO, NARDO, 1996).

    A obesidade andróide, central ou abdominal é observada com mais freqüência em homens e a obesidade ginecóide ou femural é comum em mulheres o que indica o perfil estrogênico (KIRSCHENER, et al. 1990).

    Outra classificação seria em quatro tipos: I (tem com característica pelo o excesso de massa corporal total); II (excesso de gordura nas regiões abdominal e tronco-andróide) e III (excesso de gordura víscero-abdominal) e o tipo IV (excesso de gordura glúteo femural) (BOUCHARD, 1991).


Métodos de avaliação de peso corporal

    Fatores como condicionamento físico, genéticos, dieta, condições de hidratação e o sexo interferem na composição corporal do indivíduo (BRODIE et al., 1998). Em proporção as mulheres apresentam maiores quantidades de gordura. Portanto, são aspectos que devem ser avaliados.

    A utilização de medidas de adiposidade são universalmente utilizadas como parâmetros indicadores do estado nutricional. Este método deixa de considerar um fator importante que é a composição proporcional entre a massa magra e a massa gorda corporal. Em diversas situações o índice de massa corporal (IMC) superior ao padrão de normalidade pode simplesmente representar quantidade adicional de massa muscular. Indivíduos que realizam atividades físicas intensas apresentam altos índices de massa magra e indivíduos sedentários podem ser classificados nos padrões de normalidade para a massa corporal em relação a estatura, no entanto possui proporcionalmente elevada proporção de tecido adiposo. A bioimpedância, é outro método que realiza a estimativa da composição corporal sob bases teóricas (OLIVEIRA et al., 2000).

    Os métodos consistem de equações derivadas, direta ou indiretamente, da densidade corporal (pesagem hidrostática, biopedância, diluição de isótopos) ou de imagens (tomografia, RX). Têm-se aumentado a preocupação com o desenvolvimento de métodos mais eficientes e precisos para estimar a composição corporal em situações de diversas complexidades tem aumentada muito nos últimos anos (BRODIE et al., 1998).

    Exames como: tomografia computadorizada, ressonância magnética e densitomigrafia, são eficazes, porém apresentam alto custos e baixa disponibilidade (KOOY, SEIDELL, 1983). Também recorre-se a análise da relação cintura/quadril (RCQ) para avaliar a distribuição da gordura corporal (ASHWELL et al. 1985). É considerado obesidade central quando seu valor é maior que 0.8 (KOOY, SEIDELL, 1983 e KOPELMAN, 1994).


Medidas de controle

    Ao considerar que o acúmulo de gorduras corporal que é devido ao desequilíbrio do consumo e o gasto energético torna-se imprescindível a combinação de dieta controlada, incluindo os quatro grupos básicos de nutrientes e a participação de programas de atividades físicas. Os exercícios aeróbios, de longa duração e baixa intensidade, são os mais indicados no processo de redução e controle da quantidade de gordura corporal (GUEDES, 1995 e CYRINO, NARDO, 1996).

    Para Nahás, et al.(1988) o controle de peso adequado, as orientações dietéticas, os exercícios físicos e a terapia de reposição hormonal são medidas preventivas e curativas, que proporcionam da melhoria qualidade de vida na pós menopausa, reduzindo o risco de doenças degenerativas e metabólicas, que se agravam com a obesidade.

    Segundo Amato, Amato (1997) o controle do peso corporal depende de dois fatores, que são a dieta alimentar e a prática de atividade física. O indivíduo que faz menos atividade física deve comer menos, ao passo que o que faz mais atividade física tem maior liberdade de comer, pois as calorias ingeridas são queimadas. O binômio dieta/atividade física é o que determina a manutenção do peso corporal de cada indivíduo. A alimentação correta implica, segundo os autores acima mencionado, na ingestão da proporção adequada entre os componentes (proteínas, lipídeos e glicídeos). Essa deve conter pouca gordura (20% total dos alimentos), ser moderada em calorias e forte em carboidratos. Precisa ser rica em fibras, responsáveis pelo bolo fecal e o bom funcionamento do intestino. É necessário incluir vitaminas e sais minerais. Para que se consiga diminuir a ingestão calórica é importante reduzir a ingestão de alimentos com alto valor calórico e substituir a gordura saturada (animal) pela insaturada (vegetal). É proibido o uso de açúcares, doces concentrados, refrigerantes, bebidas alcóolicas, frutas secas, (abacate e banana), gordura de modo em geral (carnes gordas, de porco, embutidos, manteiga, creme de leite, queijos gordurosos), condimentos gordurosos (maionese, mostarda e catchup) e pastelarias. Arroz, massas, batatas, mandioquinhas, beterraba, cenoura, cará, inhame, farináceos, leguminosas (feijão, lentilha, etc.) também devem ser cortados. É permitido o uso de adoçantes em sucos, assim como, o consumo de frutas, verduras, legumes e carnes magras.

     Cyrino, Nardo (1996) comentam que freqüentemente o obeso não utiliza as vias públicas e academias, devido a sua imagem corporal negativa, restringindo a prática de atividade física ao seu próprio domicílio, o que é monótono e desmotivante. Cabe aos profissionais da área de saúde incentivá-lo a sua prática e conscentizá-lo que é extremamente necessária uma mudança no seu estilo de vida. Esta mudança de hábito de vida deve incluir uma alimentação mais equilibrada e adequada e a prática de exercícios físicos de forma regular. O obeso deve ter muita dedicação, paciência e conscientização.

     Segundo Leite (1990) a prática de exercícios físicos para as pessoas obesas é difícil e desmotivante, devido o seu excesso de peso que reduz a eficiência mecânica e amplitude de movimentos, assim causando dores, dispnéia ou desconforto. Porém, torna-se necessário a aplicação de programa de atividade física regular, que esteja de acordo com as condições atuais do indivíduo, descrito, supervisionado por um profissional habilitado e qualificado.

    Diversos autores recomendam a prática de atividades físicas, preferencialmente, aeróbias para as pessoas que visam o controle ou manutenção de peso corporal. A seguir veremos, também, como devemos praticá-la.

    Segundo Silva (1995), as atividades físicas atuam na composição corporal, isto é, contribuem decisivamente no combate ao excesso de gordura corporal. Elas utilizam preferencialmente os ácidos graxos como substrato para a produção de ATP, contribuindo para a eliminação de gorduras e, ao mesmo tempo, para a manutenção ou o aumento de massa magra, tanto em termos absolutos como relativos ao percentual de gordura, levando à melhora da performance dos indivíduos.

    O exercício aeróbio deve ter intensidade moderada (dentro da zona alvo da freqüência cardíaca), a demanda energética precisa ser progressivamente mais elevada até atingir valores por volta de 2000 a 2500 Kcal /semana, com envolvimento dos grandes grupos musculares, de maneira dinâmica e num ritmo relativamente constante. Os exemplos de exercícios aeróbicos são: caminhada, corrida em ritmo moderado (jogging), natação, ciclismo, jogos coletivos (basquetebol , voleibol, futebol etc.) e as modalidade praticadas individualmente (esportes com raquetes) (GUEDES, GUEDES 1995).

     Quanto aos métodos, existem dois: contínuo, a intensidade pode variar entre 50 a 85% do VO2 máx, com duração de trinta a sessenta minutos e intervalada, não se mantém em "steady state" duradouros. Trabalha-se com altas porcentagens de VO2 máx. Este método é eficiente, pois provoca adaptações significativas no transporte de O2 e nos tecidos, pois ocorrem melhora da capacidade de suportar e metabolizar concentrações elevadas de ácido láctico (MONTEIRO, 1996).

    Shangold (1990) cita que o exercício físico aeróbico com aumento da freqüência cardíaca e da oxigenação tecidual, promove perda significativa de gordura abdominal em homens, quando comparado com mulheres. Nestas, o exercício físico inicialmente leva ao aumento da massa muscular e perda de massa gordurosa, não ocorrendo diminuição de peso corporal. Só após os três ou quatro meses haverá diminuição importante do tecido gordurosa, refletido na perda de peso (IDICULLA, GOLDBERG 1987).


Conclusão

    A verificação do peso corporal é um aspecto importante na análise do estado de saúde de um indivíduo.

    O peso corporal é composto por massa muscular, massa gordurosa, água, proteínas, minerais e lipídios. Para obter um estado desejável de saúde é necessário manter o peso corporal dentro dos limites, respeitando as características pessoais. Caso a taxa de massa de gordura ultrapasse esses limites ocorre comprometimento na qualidade de vida do homem.

    A obesidade tem como causa alterações hormonais, genéticas, socio-culturais, psicológicos, diminuição do gasto energético, aumento da ingestão alimentar e o sedentarismo. Essa pode ser responsável pelo surgimento de vários distúrbios.

     A análise do peso corporal é feita a partir da determinação do índice de massa corporal, densidade, tomografia computadorizada, ressonância magnética e por meio de imagens.

    São várias as medidas de controle e prevenção da obesidade. É fundamental uma dieta alimentar equilibrada associada a prática de uma atividade física regular.

    Os autores recomendam que sejam realizadas atividade aeróbia, com intensidade moderada, envolvendo grandes grupos musculares e que tenha um ritmo constante.


Referências bibliográficas

  • AMATO, M. C. M., AMATO, S. J. de T. A. Mudança de hábito. São Paulo: Faculdade Ibero-americana, 1997.

  • ASSHWELL, M.; COLE, T.J. DIXON, A.K. Obesity: new insight into anthropometric classification of fat distribution shown by computed tomography. Br Med J., 290:1692, 1985.

  • BARRA, M.G.B.; BIESEK,S.; FERNANDES, A.T.P.; ARAUJOC.G.S. Comparação do padrão de atividade física e peso corporal total pregressos e atuais entre graduandos e mestre em Educação Física. Revista Brasileira em Ciência do Esporte, 21(2/3): 30-35, 2000.

  • BOUCHARD, C. Heredity and the path to overweight and obesity. Medicine and science in sport and exercise, 23(3): 285-91, 1991.

  • BRAY, G.A. Obesity.International Life Sciences Institute. Present Knowledge in Nutrition. Sixth Edition. Ilsi North America, p. 28-46, 1990

  • BRODIE, D.; MOCRIP,V.; HUTCHEON, R. Body composion mesurament: a review of hydrodensismetry, anthromrtry, and impedance methods. Nutrition, 14: 293-310, 1998.

  • CAULEY, J.A.; GUTAI, J.P.; KULLER, L.H.; LEDONNE, D.; POWELL, J. G. The epidemiology of serum sex hormones in postmenopausal women. Am J Epidemiol, v. 129(6): 1120, 1989.

  • CYRINO, E.S.; NARDO, N.N. Jr. Subsídios para a prevenção e controle da obesidade. Revista de atividade física e saúde, 1(3) 15-25, 1996.

  • FISBERG, M. Obesidade na infância e na adolescência. Ped. Moderna, 29(2) :102-09, 1993.

  • GUEDES, D. P. Atividade física, aptidão física e saúde. In: Brasil, Ministério da Saúde-Coordenação de Doenças Crônico-degenerativas. Orientações básicas sobre atividade física e saúde para os profissionais das áreas de educação saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 1995, p.51-62.

  • GUEDES, D. P.; GUEDES, J. E. R. P. Prescrição e orientação da atividade física direcionada à promoção de saúde. Londrina: Miograff, 1995.

  • HAUNER, H. et al. Body fat distribution in men with angiographically confirmed coronary artery diseasi. Artherosclerosis, 85: 203-210, 1990.

  • IDICULLA, A.A.; GOLDBERG, G. Physical fitness for the mature women. Med Clin North Am, 71: 135, 1987

  • KAYE, S.A.; FOLSOM, A.R.; SOLER, J.T.; PRINEAS, R.J.; POTTER, J.D. Association of body mass and fat distribution with sex hormone concentrations in postmenopausal women. Int J Epidemiol, 22(2.): 151, 1992.

  • KOOY,K.; SEIDELL, J.C. Techniques for the measurement of viceral fat: a pratical guide. Int J. Obes, 17: 187, 1993.

  • KOPELMAN, P.C. Investigation of obesity. Clin Endocrionol, 41: 703, 1994.

  • KIRSCHENGAST, S. Interaction between sex hormone levels and body dimensions in postmenopausal. Hum Biol, 66 (3): 481, 1994.

  • KIRSCHNER, M.A.; SAMAJLIK,E.; DREJKA, M.; SZMAL, E.; SCHNEIDER,G.; ERTEL, N. Androgen-estrogen metabolism is women with upper body versus lower body obesity. J Clin Endocrinal Metab, 70(2 ): 473 1990.

  • LEDERER, J. Enciclopédia Moderna de Higiene Alimentar. São Paulo : Manole Dois, 1991.

  • LEITE, R. F. Aptidão física, esporte e saúde. São Paulo: Robe, 1990.

  • LEY, C. J. et al. Sex and menopause associated changes in body fat distribution. Am J Clin Nutr, 55: 950, 1992.

  • LOUMAN, T.G. Advances in Body Composition Assessment. Human Kinetics Publishers. Champaign, Illinois, 1992.

  • McARDLE, et al.. Nutrição, controle de peso e exercício. 3 ed. Rio de Janeiro: Medsi, 1990.

  • MONTEIRO,W. D. Aspectos fisiológicos e metodológicos do condicionamento físico na promoção da saúde. Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde, 1(3): 44-58, 1996.

  • OLIVEIRA, M.R. de, et al.. Emagrecimento e composição corporal: estudo compartivo entree biooimpedância elétrica e medidas de dobras cutâneas. Saúde em Revista, 2,(3): 91-98, 2000.

  • POEHLMAN, E.T.; TOTH, M.J.; GARDNER, A.W. Changes in energy balance and body composition at menopause: a controlled longitudinal sydy. Am Intern Med, 123: 673, 1995.

  • POLLOCK, M. & WILMORE J. H. Exercícios na saúde e na doença: avaliação e prescrição para prevenção e reabilitação. 2. ed. Rio de Janeiro: MEDSI,1993.

  • MALINA, R.M. & BOUCHARD, C. Growth, Maturation and Physical Activity. Human Kinetics Books. Champaign, Illinois, 1991.

  • NAHÁS, E.A.P.A, et al. Relação entre obesidade, menopausa e terapia de reposição hormonal, Reprod Clim, 13(2): 28-31, 1988.

  • REPETTO, G. Histórico da obesidade. In: HALPEN, A.; GODOY, A.F; SUPLICY, H.L. NANCINI,C.; ZANELLA, M.T. Obesidade. São Paulo : Lemos, 1998.

  • RUIZ, A. T. & RUIZ, J.V.T. Aspectes pràctics del tractament de I'obesitst infantil. Apunts, 30: 17-34, 1993.

  • SANDE, K.J.; MAHAN, K. Desequilíbrio do peso corpóreo: cuidado nutricional no controle de peso. In: KRAUSE,M.V.; MAHAN,L.K. Alimentos, Nutrição e Dietoterapia, 7 ed. : roca, São Paulo, 1991.

  • SHANGOLD, M.M. Exercise in the menopausal wimon. Obstet Gynecoy, 75: 53,1990.

  • SIDNEY, S. et al. Seven-year change in graded exercise treadmill test performance in young adults in the CARDIA-study . Med Sci Sport Exerc, 30(33): 427-433, 1988.

  • SILVA, J.G.S. Efeitos fisiológicos da atividade física; Atividade física e as doenças crônico-degenerativas. In: Brasil Ministério da Saúde, 1995. In:Brasil, Ministério da Saúde-Coordenação de Doenças Crônico-degenerativas. Orientações básicas sobre atividade física e saúde para os profissionais das áreas de educação saúde. Brasília, Ministério da Saúde, 1995. p.39-46.

  • SOLER, J.T.; FOLSON, A.R.; KUSHI, L.H.; PRINES, R.J & SEAL, U.S. et al. Associations of body fat distribution with plasma lipids, lipoproteins, apolipoproteins. AI and B in postmenousal women. J Clin Epidemiol, 41(11): 1075, 1975.

  • SLOCHOWER, J. & KAPLAN, S.P. Anxiety perceived control, and eating in obese and normal weight persons. Apetite, 1: 75-83,1980.

  • TELEMA, R.; YANG, X.; LAAKSO, L. & VIIKARI, J. Phisical activity in childhood and adolescence of physical activity in young adulthood. Am J Prev Med, 13(4): 317-323, 1997

  • TRÉMOLLIERES, F.A.; POWILLES, J.M. & RIBOT, C.A. Relative influence of age and menopausa on total and regional body composition change postmenopausal women. Am J Obstet Gynecol, 175: 1594, 1996.

  • ZIOCHEVSKI, E.R.M. Obesidade na infância e na adolescência. Ver. Paul. Ped., 14(3): 124-133, 1996.

  • WILLIAMS, M.H. Nutrition for fitness & sport. Ghicago : Brown & Benchmark, 1995.

  • WING, R.R.; MATHEWS, K.A.; KULLER, L.H.; MEILAHN, E.N. & PLANTINGA, P.L. Weight gain at the time of menopause. Arch Intern Med, 151: 97, 1991.

Outro artigos em Portugués

  www.efdeportes.com/
http://www.efdeportes.com/ · FreeFind
   

revista digital · Año 10 · N° 89 | Buenos Aires, Octubre 2005  
© 1997-2005 Derechos reservados