Comportamento eletromiográfico dos músculos isquiotibiais após uma sessão de flexionamento estático Comportamiento electromiográfico de los músculos isquiotibiales luego de una sesión de flexiones estáticas Electromyographic behavior hamstring muscles after a session flexibilizing static |
|||
*Universidade do Contestado – UnC **Universidad Autónoma de Baja California – UABC ***Universidade Estadual do Paraná – Unespar ****Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO *****Universidade Federal do Paraná - UFPR ******Universidade Estadual do Centro-Oeste – Unicentro (Brasil) |
Marcos Tadeu Grzelczak* William Cordeiro de Souza* Edgar Ismael Alarcón-Meza** Carlos Fernando França Mosquera*** Estélio Henrique Martin Dantas**** Valderi Abreu de Lima***** Luis Paulo Gomes Mascarenhas****** |
|
|
Resumo Introdução: A flexibilidade é uma capacidade física de extrema importância para as atividades básicas do dia-a-dia. Objetivo: Avaliar a influência do flexionamento estático após 30 minutos de aplicação de um protocolo de alongamento simples, controlado por EMG. Métodos: Os avaliados foram submetidos à avaliação da massa corporal e da estatura, para calculo do IMC, bem como pela coleta do sinal eletromiografico. Os sujeitos realizaram flexionamento estático, sendo três séries de 30 seg., com percepção de esforço controlado pela PERFLEX, e foram recoletadas mais seis sinais de EMG como músculo relaxado a cada cinco minutos contados a partir da recoleta. Realizou-se o teste de Shapiro Wilk para verificar a normalidade dos dados. Foi realizada a análise de variância, com o post hoc de Bonferroni, com nível de significância estipulado em p<0,05. Resultados: Dessa forma, foi possível observar que ocorre uma redução muscular na atividade elétrica após o alongamento, mas essa diminuição não é representada em diferenças significativas entre os tempos de avaliação, tanto no canal 1 (F=1,11; p =0,23) como no canal 2 (F=1,21; p= 0,31). Conclusão: Verificou-se que ocorre uma diminuição da tensão muscular no período pós-alongamento, e a mesma é mantida por um período de até 30 minutos após a aplicação do protocolo de flexionamento, mas não resulta em valores significativos. Unitermos: Flexionamento. Articulações. Eletromiografia.
Abstract Introduction: Flexibility is a physical ability of utmost importance for basic day-to-day. Objective: To evaluate the influence of the static flexing after 30 minutes of applying a simple stretching protocol, controlled by EMG. Methods: The subjects were submitted to the assessment of body mass and height to calculate BMI, as well as the collection of the electromyographic signal. The subjects performed static bending; three sets of 30 sec., with perception controlled by PERFLEX effort, and were collected six signs of EMG as relaxed muscle every five minutes starting from the Recollect. The Shapiro-Wilk test was used to verify the normality of the data. Analysis of variance was performed, with post hoc Bonferroni test, with significance level set at p <0.05. Results: Thus, it was observed that there is a reduction in muscle electrical activity after stretching, but this decrease is not represented in significant differences between the times of assessment, both on channel 1 (F = 1.11, p = 0, 23) as the channel 2 (F = 1.21; p = 0.31). Conclusion: It was found that there is a reduction of the muscle tension in the post-elongation period, and the same is maintained for a period of 30 minutes after the application of bending protocol, but does not result in significant amounts. Keywords: Flexibilizing. Joints. Electromyography.
Recepção: 13/12/2015 - Aceitação: 04/09/2016
1ª Revisão: 28/08/2016 - 2ª Revisão: 02/09/2016
|
|||
Lecturas: Educación Física y Deportes (EFDeportes.com), Revista Digital. Buenos Aires, Año 21, Nº 220, Septiembre de 2016. http://www.efdeportes.com/ |
1 / 1
Introdução
Para executar movimentos funcionais, quer no trabalho, desportos ou atividades diárias, a amplitude muscular máxima é de extrema relevância. A literatura científica apresenta diversas evidências sobre as alterações do músculo esquelético, sendo em relação ao seu comprimento, estado de estresse, resposta neuromuscular, sinais de força, fadiga, concentração de íons e modificações de proteínas (Magnusson, 1998; Avela, Kyrolainen & Komi 1999; La Roche & Connolly, 2006).
Algumas das mudanças que podem ser mencionados sobre o alongamento muscular é que o mesmo diminui o risco de lesão (Avela, Kyrolainen & Komi, 1999) é componente passivo da força (La Roche & Connolly, 2006) age diretamente na viscoelasticidade dos tendões (Kubo et al., 2001) seus efeitos contribuem para a tensão muscular passiva (Herbert & Gabriel, 2002) e altera o reflexo de sensibilidade durante o movimento (Herzog, Schachar & Leonard, 2003).
Existem várias controvérsias em relação ao alongamento pré-exercício, Galdino et al. (2003) e Shrier (2006) destacam que a atividade antes do exercício pode comprometer temporariamente a capacidade do músculo em produzir força, torque e diminui a intensidade do sinal elétrico, pois pode ter relação com as alterações no nível do cito esqueleto celular, diminuindo a dor por um efeito analgésico, aonde a realização de baixas contrações diminui a sensibilidade e pode provocar micro lesões no tecido.
Larsen et al. (2005) sustentam em seu estudo que 15 a 30 segundos de alongamento já é suficiente para obter resultados significativos na amplitude articular, e que o alongamento estático dos isquiotibiais deve durar 30 segundos.
Nelson et al. (2005) e Fleck & Kraemer (2006) destacam que a eletromiografia de superfície (EMG) é uma ferramenta viável para analisar determinadas posições do alongamento, pois indica a medição mio neural durante o estimulo, aonde esse sinal se propaga em direções opostas até atingir as regiões tendíneas, fornecendo informações eletrofisiológicas como duração, amplitude e morfologia do eletromiograma durante uma contração muscular.
Dessa forma, o presente estudo se propôs em avaliar a influência do flexionamento estático após 30 minutos de aplicação de um protocolo de alongamento simples, controlado por EMG.
Métodos
Amostra
A amostra desse estudo foi composta por nove (n=9) indivíduos saudáveis, com idades entre 18 e 29 anos, sendo seis (n=6) mulheres e três (n=3) homens, que estavam regularmente matriculados no curso de fisioterapia da Unidade de Ensino Superior Vale do Iguaçu – UNIGUAÇU.
Caracterização da amostra
Foi avaliada a massa corporal e a estatura para obtenção de IMC utilizado à seguinte formula: IMC= Peso Corporal/ Estatura². Na mensuração da massa corporal sugerido por Fernandes Filho (2003); o avaliado deveria se posicionar em pé, de costas para escala da balança, usando o mínimo de roupa possível. A mensuração da estatura foi identificada pelo maior valor entre o vértex e a região plantar obedecendo ao plano de Frankfurt. Para determinação do peso corporal foi utilizada uma balança digital da marca Techline fabricada no Brasil, devidamente calibrada e aferida, com graduação de 100 gramas / 0,22 Ib, e escalas, variando de 0 a 180 Kg. A estatura foi verificada através de uma trena flexível marca Sanny Medical Sparrett (Brasil), precisão, de 0,1 mm. fixada na parede lisa, com 3 metros e graduação de 0,1cm, e o zero coincidindo com o solo.
Tabela 1. Caracterização da amostra
Aspectos éticos
Os participantes da pesquisa receberam um termo de consentimento para ser preenchido, no qual continha uma breve explicação dos objetivos e dos procedimentos metodológicos do estudo. Esta pesquisa seguiu os princípios éticos de respeito à autonomia das pessoas, apontada pela Resolução nº 196, de 10 de outubro de 1996 do Conselho Nacional de Saúde e Resolução de Helsinque (World Medical Association, 2008). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Unidade de Ensino Superior Vale do Iguaçu - UNIGUAÇU, sob o nº 07/2006.
Critérios de inclusão e exclusão
Os critérios de inclusão foram os seguintes: a) ter idade entre 18 e 30 anos e ser praticante de atividade física, pelo menos 3 vezes na semana. E não puderam participar aqueles que se identificaram com os critérios de exclusão: a) as mulheres que estavam no período menstrual; b) ter algum tipo de lesões neurológicas ou ortopédicas; c) não aceitar participar da pesquisa; d) não assinar termo que estará consciente da pesquisa.
Eletromiógrafo Miotool 400
Para a coleta do sinal eletromiografico foi usado eletromiografo miotool 400 – 4 canais, ligado a um computador portátil, com bateria com as configurações intel core i5 e 8gb de memória ram, sendo o canal 1 semitendineo e semimembranoso e canal 2 bíceps femoral. A captação do sinal eletromiográfico foi realizada com uma frequência de amostragem de 2000 Hz, com filtragem digital durante a coleta de sinais tipo passa-banda de 20-500Hz (passa-baixa de 500 Hz e passa alta de 20 Hz), objetivando reduzir a interferência do sinal.
Eletrodos
Foram utilizados os eletrodos de superfície da marca MEDTRACE, com gel acoplado, sendo eles autoadesivos, com revestimento de cloreto de prata, medindo 1,5 cm² de área.
Posicionamento dos eletrodos
Para a captação dos sinais os eletrodos foram colocados nos músculos bíceps femoral (cabeça longa) e semimembranoso no centro do ventre muscular, o mais próximo possível do ponto motor, tomando como referência o túber isquiático no osso ísquio e côndilo lateral do fêmur (Lopes et al., 2004). Para que pudesse reduzir as interferências durante a coleta dos sinais eletromiográficos, realizou-se previamente à colocação dos eletrodos nos pontos indicados, tricotomia e limpeza da pele com álcool.
Amplitude do movimento
Na amplitude do movimento foi utilizado um goniômetro mecânico (Carci – São Paulo – Brasil) para análise dos valores em graus obtidos e foi utilizado um eletrogoniômetro flexível XM 150/B (Biometrics, Gwent, UK), leitor de ângulos ADU 301 (Biometrics), cabos de conexão C 1000 (Biometrics).
Protocolo do flexionamento
Os flexionamentos foram aplicados por um só pesquisador, sendo a intensidade (desconforto) controlada através da escala Perflex (figura 1), proposta por Dantas et al. (2008). Para a execução do flexionamento foi utilizada a proposta de Larsen et al. (2005) aonde foram realizadas 3 séries de 30 segundos, com o músculo contraído e com 30 segundos de descanso entre eles. Depois de terminado o flexionamento o pesquisador responsável foi encarregado de auxiliar em devolver o membro à sua posição inicial para a coleta do sinal eletromiográfico em posição angular. A partir desta posição, foram coletos os sinais eletromiograficos com o músculo relaxado e teve a duração de 15 segundos. Para essa avaliação foi orientado que o avaliado ficasse em uma posição confortável, e foram recoletadas mais seis sinais de EMG a cada cinco minutos contados a partir da recoleta. Este protocolo é baseado no projeto piloto inicial com marcas de cinco em cinco minutos durante 30 minutos.
Figura 1. Escala de Esforço Percebido na Flexibilidade – PERFLEX. (Dantas et al., 2008)
Procedimentos
Na avaliação os indivíduos foram colocados em uma maca na posição de decúbito dorsal, mantendo seu membro dominante com 90° de flexão de quadril e 90° de flexão do joelho (posição), mantendo-se o membro dominante em repouso contralateral na maca para a colocação dos eletrodos nos pontos de referência. Após o posicionamento dos eletrodos, foi fixado na articulação do joelho o eletrogoniometro e fixada a malha de um dinamômetro junto ao pé do membro correspondente a ser a avaliado. Então, os eletrodos foram colocados no lado da região média em relação ao comprimento do bíceps femoral (cabeça longa), semitendinoso e semimembranoso no centro do ventre muscular.
No membro contralateral foi colocado um eletrodo de referência na tuberosidade anterior da tíbia (TTA). Realizou-se um alongamento passivo até o ponto de início da sensação de desconforto causada pelo flexionamento, iniciou-se a coleta do sinal eletromiográfico com duração de 15 segundos para os dois canais. Sendo o canal 1, o semimembranoso e semitendinoso e o canal 2 para bíceps femoral- cabeça longa, a posição para a coleta dos dados ocorreu através de uma angulação com goniômetro no ângulo poplíteo. No topo goniômetro foi posicionado o eletrogoniometro com os seus eixos, para o registro gráfico da amplitude de movimento (figura 2).
Figura 2. Processo de realização do alongamento
Padronização para a realização do flexionamento
Com o objetivo de garantir a padronização do movimento e na mesma intensidade durante o flexionamento, utilizou-se a um dinamômetro manual hidráulico da marca JAMARTM. Solicitou-se que cada participante deveria realizar sua sessão de flexionamento com uma tensão determinada em 10 kgf.
Análise dos dados
Realizou-se o teste de Shapiro Wilk para verificar a normalidade dos dados. Para a análise dos dados foi utilizada a estatística descritiva: média e desvio padrão. Para verificar possíveis diferenças entre as médias, foi realizada a análise de variância, em seguida foi realizado post hoc de Bonferroni para comparação os tempos obtidos. Utilizou-se um nível de significância de p <0,05. Os resultados foram analisados utilizando software SPSS 10.0.
Resultados
Os gráficos 1 e 2 demonstram que ocorre uma redução muscular na atividade elétrica após o alongamento, mas essa diminuição não é representada em diferenças significativas entre os tempos de avaliação, tanto no canal 1 (semitendinoso e semimembranoso) (F=1,11; p =0,23) como no canal 2 (isquiotibiais) (F=1,21; p= 0,31) após três repetições de 30 segundos com 30 segundos entre a série de auto-alongamento. No Canal 1 essa diminuição ocorreu aos 10 minutos e no canal 2 aos 5 minutos.
Gráfico 1. Análise da atividade mioelétrica do canal 1
Gráfico 2. Análise da atividade mioelétrica do canal 2
Discussão
Os resultados mostram que ocorre uma redução muscular na atividade elétrica após o alongamento, onde essa diminuição não é representada em diferenças significativas, tanto no canal 1 como no canal 2. Hamill & Knutzen (1999) destacam que as estruturas alongadas apresentam uma redução dos tônus muscular devido à geração de um impulso inibitório, favorecido por impulsos neurossensoriais tipo II, ao longo do músculo alongado.
Fleck & Kraemer (2006) corroboram argumentando que pessoas mais tolerantes ao alongamento apresentam uma redução da tensão mio elétrica em repouso mantida durante todo o experimento até trinta minutos. Provavelmente o que os autores supracitados acima mencionam é o que pode ter acontecido no presente estudo.
Em estudo realizado por Shrier (2004) o autor constatou que embora o efeito agudo do alongamento resulte em diminuição de força e velocidade de contração muscular após o alongamento, essas variavéis aumentam ao longo do tempo. Portanto, a pesquisa sugere que o alongamento deve ser realizado após o exercício ou em uma sessão separada. Rubini, Costa & Gomes (2007) argumetam que quanto maior o tempo de execução do alongamento, maior será o efeito negativo no grupo muscular alongado.
Ogura et al. (2007) investigaram o efeito de diferentes tempos de alongamento estático na produção de força dos isquiotibiais, e encontraram aumentos na amplitude de movimento de protocolos 30 e 60 segundos, sem diferenças significativas entre eles os movimentos. No entanto, o déficit de força na produção deste grupo muscular foi significativa apenas no grupo que fez a 60 segundos extensão do protocolo. Os autores concluíram que, como uma forma de aquecer antes do exercício, 30 segundo protocolo de alongamento é melhor do que 60 segundos de protocolo.
Fatores mecânicos que envolvem as propriedades viscoelásticas, é um dos casos de alongamento farorecem os efeitos negativos sobre a função muscular. Desde que estejam diretamente relacionadas com o efeito sobre a relação de tensão muscular de comprimento (Young & Elliott, 2001).
Cramer et al. (2004) salientam que a diminuição da força relacionada com alterações musculares é determinada pelas propriedades mecânicas do músculo, tais como uma alteração da relação comprimento-tensão, ou um mecanismo inibidor do sistema nervoso central. Atualmente, exitem muitas controvérvias em relação ao tempo de execução do alongamento antes e após o exercício, em relação aos seus benefícios, especialmente em relação ao desempenho muscular individual.
Conclusão
Verificou-se que ocorre uma diminuição da tensão muscular no período pós-alongamento, e a mesma é mantida por um período de até 30 minutos após a aplicação do protocolo, mas não resulta em valores significativos. Assim foi possivel notar que a atividade neural dos músculos analisados diminui ao longo de um período de pelo menos 30 minutos.
Bibliografria
Avela, J., Kyrolainen, H. & Komi P. V. (1999). Altered reflex sensitivity after repeated and prolonged passive muscle stretching. Journal of Applied Physiology. 86:1283-91.
Cramer, J. T., Housh, T. J., Johnson, G. O., Miller, J. M., Coburn, J. W. & Beck, T. W. (2004). Acute effects of static stretching on peak torque in women. J Strength Cond Res. 18:236-41.
Dantas, E. H. M., Salomão, P. T., Vale, R. G. S., Achour Junior, A., Simão, R. & Figueiredo, N. M. A. (2008). Escala de esforço percebido na flexibilidade (PERFLEX): um instrumento adimensional para se avaliar a intensidade?. Fitness e Performance Journal. 7:289-294.
Fernandes Filho, J. (2003). A prática da avaliação física: Testes, medidas e avaliação física em escolares, atletas e academias de ginástica. Rio de Janeiro: Shape.
Fleck, S. J. & Kraemer, W. J. (2006). Fundamentos do treinamento de força muscular. 3ªed. Porto Alegre: Artmed.
Galdino, L. A. S., Nogueira, C. J., César, E. P., Fortes, M. E. P., Perrout, J. R., Dantas, E. H. M. (2005). Comparação Entre Níveis de Força Explosiva de Membros Inferiores Antes e Após Flexionamento Passivo. Fitness & Performance Journal. Rio de Janeiro. 4(1):11-5.
Hamill, J. & Knutzen KM. (1999) Bases Biomecanicas do Movimento Humano. São Paulo. Manole.
Herbert, R. D. & Gabriel M. (2002). Effects of stretching before and after exercising on muscle soreness and risk of injury: systematic review. British Medical Journal. 325(21): 468-72.
Herzog, W., Schachar, R. & Leonard TR. (2003). Characterization of the passive component of force enhancement following active stretching of skeletal muscle. J. Exp. Biol. 206:3635-43.
Kubo, K., Kanehisa, H., Ito, M. & Fukunaga T. (2001). Effects of isometric training on the elasticity of human tendon structures in vivo. J Appl Physiol. 91:26-32.
La Roche, D. P. & Connolly D. J. (2006). Effects of Stretching on Passive Muscle Tension and Response to Eccentric Exercise. American Journal of Sports Medicine. 34: 1001-08.
Larsen, R., Lund, H., Christensen, R., Rogind, H., Danneskiold-Samsøe, B., & Bliddal H. (2005). Effect of static stretching of quadriceps and hamstring muscles on knee joint position sense. Br J Sports Med. 39:43-6.
Lopes, P. G., Vasconcelos, J. C. P., Ramos, A. M., Moreira, M. C. S., Lopes, J. A. F. & Kavamoto, C. A. (2004). O efeito da terapia de biofeedback por eletromiografia de superfície na flexão do joelho na marcha hemiparética. Acta Fisiátrica. 11(3):125-31.
Magnusson, S. P. (1998). Passive properties of human skeletal muscle during stretch maneuvers: a review. Scandinavian Journal of Medicine and Science in Sports. 8:65-77.
Nelson, A. G., Driscoll, N. M., Landin, D. K., Young, M. A. & Schexnayder IC. (2005). Acute effects of passive muscle stretching on sprint performance. J Sports Sci. 23:449–54.
Ogura, Y., Miyahara, Y., Naito, H., Katamoto, S. & Aoki, J. (2007). Duration of static stretching influences muscle force production in hamstring muscles. J Strength Cond Res. 21:788–92.
Rubini, E. C., Costa, A. L. & Gomes, P. S. (2007). The effects of stretching on strength performance. Sports medicine. 37(3):213-24.
Shrier, I. (2004). Does stretching improve performance? A systematic and critical review of the literature. Clin. J. Sport Med. 14:267-273.
Shrier, I. (2006). Approach to injuries in active people. Canadian family physician. 52: 727-31.
World Medical Association. Declaration of Helsinki. (2008). Ethical Principles for Medical Research Involving Human Subjects. Seoul, 59th WMA General Assembly.
Young, W. & Elliott, S. (2001). Acute effects of static stretching, proprioceptive neuromuscular facilitation stretching, and maximum voluntary contractions on explosive force production and jumping performance. Research quarterly for exercise and sport. 72(3):273-9.
Outros artigos em Portugués
|
|
EFDeportes.com, Revista
Digital · Año 21 · N° 220 | Buenos Aires,
Septiembre de 2016 |