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Avaliação dos parâmetros nutricionais e físicos 

de crianças de uma escola pública brasileira

Evaluación de los parámetros nutricionales y físicos de los niños de una escuela pública brasileña

 

*Universidade Regional do Cariri, Campus Iguatu

**Universidade Federal do Ceará (UFC)

***Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira

****Faculdade Integrada da Bahia

*****Professora Assistente da Universidade Federal

da Bahia, Campus Vitória da conquista

******Faculdade de Medicina Nova Esperança

(Brasil)

Michele Lopes Diniz* | Conceição da Silva Martins**

Ana Cristina de Oliveira e Silva* | Gláucia Margarida de Bezerra Bispo*

Ana Paula Fragoso de Freitas** | Gilberto Santos Cerqueira**

Renata Costa da Silva*** | Roberta Santos Cerqueira****

Amuzza Aylla Pereira Dos Santos***** | José Joceilson Cruz de Assis Silva******

Eduarda Maria Duarte Rodrigues*

giufarmacia@hotmail.com

 

 

 

 

Resumo

          Trata-se de um estudo de abordagem quantitativa do tipo descritivo e exploratório desenvolvida com 114 crianças matriculadas na rede de ensino público do município de Iguatu-Ce. A coleta de dados ocorreu nos meses de agosto e setembro de 2011 em duas escolas uma rural e outra urbana, através da aplicação de um questionário, obedecendo aos preceitos da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. O estudo foi submetido à análise do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri (URCA) registrado com o protocolo n° 0110.0.450.000-11. Os dados da pesquisa revelaram que as crianças de ambas as escolas tem o comportamento alimentar semelhante, referente ao consumo de alimentos na escola e no seio familiar. Em relação aos padrões de IMC, o estudo mostrou que 60% dos alunos da zona urbana e 64% da rural apresentaram o peso adequado para a altura e idade. Os demais apresentaram algum distúrbio nutricional, sobretudo, a tendência do aumento de peso e desnutrição. Em suma a pesquisa revela que alimentação das crianças ainda deixam lacunas em relação à qualidade, ao passo que descartam de seus cardápios alimentos importantes à saúde. Diante do cenário revelado torna-se relevante para a equipe multiprofissional, para a própria instituição formadora, escolas e demais órgãos pertinentes que utilizem estratégias pedagógicas lúdicas (como teatro, música, desenho e dança entre outros) durante o ato de educação e saúde, a fim de promover encantamento e atração dos alunos para estes adquirirem com facilidade hábitos saudáveis, visando à promoção da saúde.

          Unitermos: Nutrição infantil. Medicina. Escola. Saúde coletiva.

 

Abstract

          This is a study of quantitative approach is a descriptive and exploratory developed with 114 children enrolled in public schools in the municipality of Iguatu-Ce. Data collection occurred during the months of August and September 2011 in two schools a rural and one urban, through a questionnaire, obeying the precepts of Resolution 196/96 National Health The study was submitted to the Research Ethics Committee of the University Regional Cariri (URCA) registered with the protocol No 0110.0.450.000-11. The survey data revealed that children from both schools have similar feeding behavior, related to food consumption at school and within the family. In relation to BMI standards, the study showed that 60% of the urban and 64% rural showed the proper weight for height and age. The others had some nutritional disorder, particularly the tendency of weight gain and malnutrition. In short, the research reveals that feeding children still leave gaps in relation to quality, while their menus dismiss important health food. Given the scenario revealed is relevant to the multidisciplinary team, to their own educational institution, schools and other relevant bodies that use teaching strategies play (theater, music, design and dance among others) during the act of education and health, promote enchantment and attraction of students to easily acquire these healthy habits in order to promote health.

          Keywords: Infant nutrition. Medicine. School health.

 

 
EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 17, Nº 177, Febrero de 2013. http://www.efdeportes.com/

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Introdução

    O crescimento e desenvolvimento infantil é um processo biológico de multiplicação expressa no tamanho corporal referente à estatura e o peso, que sofre influências genéticas e metabólicas (intrínsecos) e das condições de vida submetida da infância à vida adulta (extrínsecos), os quais se destacam a alimentação, saúde, higiene, habitação e cuidados gerais com a criança (BALLESTRERI; PERONDI, 2010).

    Um importante indicador do desenvolvimento infantil saudável é o estado nutricional, uma vez que fornece subsídios para avaliar as condições de saúde de uma população (IBGE, 2010).

    Lucero et al. (2010, p.156) afirmam “as transformações de ordem econômica, social e demográfica pela qual o país passou nas últimas décadas, modificaram consideravelmente o perfil nutricional e educacional da população brasileira”.

    O hábito alimentar na infância é uma preocupação que se têm observado nos últimos anos, já que a maneira de se alimentar errado traz inúmeros problemas à saúde. Diante disso, vem se confirmando cada vez mais, uma conscientização da sociedade no intuito de contornar ou mesmo minimizar esta problemática (PICCOLI et al., 2010).

    Nesse sentido, a alimentação das crianças em idade escolar faz-se necessária e importante, pois a mesma deve ser nutritiva, uma vez que elas precisam de combustível para o bom rendimento escolar, além de terem mais disposições para as atividades físicas. Essa fase é caracterizada pelo ritmo acelerado do crescimento, o que justifica um aumento maior do aporte calórico.

    Cabe ressaltar que o enfermeiro tem um relevante papel na atenção à criança. É através das consultas de acompanhamento do desenvolvimento infantil, que o enfermeiro pode realizar a avaliação nutricional, para identificar algum erro alimentar (por carência nutricional ou por excesso de peso) como também os fatores desencadeantes para os distúrbios nutricionais e assim intervir, para promover hábitos alimentares saudáveis.

    Diante do exposto o estudo justifica-se a partir da necessidade de discutir sobre a educação alimentar na infância, já que é um dos pontos determinantes para uma vida adulta saudável, uma vez que erros alimentares podem desencadear sérios problemas físicos e psicológicos.

Metodologia

    Realizou-se de um estudo descritivo-exploratório, com abordagem quantitativa. A pesquisa foi realizada em duas escolas de ensino fundamental da rede pública do município de Iguatu – Ceará, localizadas uma na zona rural e outra na urbana. O município está localizado na região centro-sul do estado do Ceará, cuja população no ano de 2010 era de 96.523 habitantes.

    A amostra foi composta por 114 crianças matriculadas nas escolas escolhidas, que estavam na faixa etária entre 7 e 10 anos, justificando a idade estabelecida pelo SISVAN para avaliação nutricional em crianças. Os critérios de inclusão adotados para ambas as escolas foram: estar na faixa entre 07 e 10 anos; os pais ou responsável assinarem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.O critério adotado para a exclusão para as duas escolas foi: a ausência na aula no dia da avaliação.

    Foi utilizado um formulário, respeitando-se os itens constantes na Resolução nº. 196/96, do Conselho Nacional de Saúde, levantando-se as seguintes variáveis: perfil socioeconômico e escolar da criança, Índice de Massa Corporal (IMC), dieta alimentar da criança ofertada na escola e na família. Os dados foram apresentados em forma de gráficos e tabelas, construídos a partir do programa Excel 2007 e analisados conforme a literatura pertinente, bem como por meio de outros estudos realizados sobre a temática. O projeto desse artigo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Regional do Cariri registrado sob protocolo 0110.0.450.000-11.

Resultado e discussão

    A amostra estudada foi constituída por 114 alunos, sendo 80 alunos da zona urbana, dentre estes 38 (47,5%) do sexo masculino e 42 (52,5%) do sexo feminino. Na zona rural o número total de alunos foi de 34, sendo 16 (47,1%) do sexo masculino e 18 (52,9%) do sexo feminino.

    O IMC foi avaliado a partir do peso e altura da criança, calculado através do peso em kg sobre a altura em metros ao quadrado. Os resultados foram correlacionados às pontes de corte do cartão de vacina da criança do Ministério da Saúde correspondente ao sexo.

Tabela 1. Índice de Massa Corpórea

    Os dados da tabela 1 foram obtidos através do IMC e correlacionados aos pontos de corte correspondente ao sexo, do cartão de vacina da criança, na seção IMC da faixa etária de 07 a 10 anos, em que para os meninos os parâmetros são: > +3 escores z: obesidade grave, ≤ +3 e > +2 escores z: obesidade, ≤ +2 e > +1 escores z: sobrepeso, ≤ +1 e ≥ -2 escores z: IMC adequado, < -2 e ≥ -3 escores z: magreza, < -3 e escores z: magreza acentuada. Para as meninas os valores são: > +3 escores z: obesidade grave, ≤ +3 e > +2 escores z: obesidade, ≤ +2 e > +1 escores z: sobrepeso, ≤ +1 e >-2 escores z: IMC adequado, < -2 e ≥ -3 escores z: magreza, <-3 e escores z: magreza acentuada (BRASIL, 2009c). Santos e colaboradores (2010), avaliando índice de massa corporal em praticantes de musculação verificaram que maiores dos indivíduos possuíam índice de massa corporal normal 22,9 ±1,8.

    O estudo revelou que o IMC adequado é predominante em ambas as escolas, demonstrando assim, que a maioria das crianças estão com o estado nutricional adequado.

    Na zona urbana 52,63% das meninas e 66,67% dos meninos apresentaram o peso dentro dos limites aceitáveis, já na zona rural, 68,75% dos meninos e 55,55% das meninas estão com o IMC satisfatório.

    Na área urbana, a amostra revelou que os números crescem em relação ao aumento de peso, 21,05% (meninos) e 16,67% (meninas) apresentaram sobrepeso enquanto que 2,63% (meninos) e 2,38% (meninas) estavam com obesidade e 5,27% (meninos) obesidade grave. Pode-se concluir então que a prevalência do aumento de peso na área urbana se deu mais entre os meninos do que entre as meninas.

    Já na zona rural, em relação ao sobrepeso, o índice maior se deu entre as meninas correspondendo 22,23%, já entre os meninos o número foi de 12,5%. Para a obesidade, as meninas também se destacaram com o índice de 16,67%, já os meninos apresentaram 12,5%, no entanto, para obesidade grave, apenas os meninos aparecem representando 6,25%.

    Outro resultado que também chama atenção na pesquisa é a presença de crianças que ainda apresentam déficit alimentar. Na sede urbana dos 38 meninos que constituíram a amostra, 07 (18,42%) mostrou magreza, já das 42 meninas, o número foi de 03 (7,14%), o mesmo percentual também se deu para magreza acentuada nas meninas. Contudo na sede rural, os dados foram menores, a pesquisa mostrou que apenas 01 menina apresentou magreza que corresponde apenas 5,55% da amostra de meninas. Diante deste cenário, revela-se que a maioria das crianças que serviram de estudo está dentro dos índices aceitáveis relacionados ao IMC e que em ambas as escolas crescem o número de alunos apresentando excesso de peso, em consonância com algumas literaturas anteriormente citadas neste trabalho como IBGE (2011a), MELO (2011) e MARTINS et al (2010).

    Quanto ao número de refeições realizadas nas escolas 56,25% das crianças da zona urbana fazem duas refeições diárias e 40% fazem apenas uma. Na zona rural 88,24% das crianças fazem duas refeições e 11,76% comem apenas uma vez. Nenhuma referiu não se alimentar na escola.

Tabela 2. Quantidade de refeições realizadas na escola

    A escola deve constituir-se em um espaço privilegiado para a promoção da saúde e desempenhar um papel fundamental na formação de valores e bons hábitos, entre eles o da alimentação e o número de refeições realizadas nesse espaço, deve apontar como importante indicador do panorama alimentar e do padrão nutricional dos escolares (LUCERO et al., 2010).

    Dos alimentos citados na zona urbana, 41,73% foram referentes a algum tipo de massa, principalmente o item bolacha, geralmente servido com suco (27%), estes constituem o lanche da escola, já na zona rural, esta composição é igual e tanto a bolacha como o suco obtiveram o mesmo percentual cada um com 19,65%. Os alunos das duas escolas afirmaram que raramente os itens são mudados.

    Percebe-se que o cardápio das duas escolas é semelhante, as mesmas recebem alimentos semanalmente provenientes da Central da Merenda Escolar que segundo informações das diretoras das escolas, há uma nutricionista para supervisionar e orientar as merendeiras quanto à elaboração dos cardápios, porém fica o questionamento se a restrição dos alimentos se dá por conta da falta de mantimentos disponíveis ou por falta de comprometimento dos responsáveis para a diversidade dos cardápios.

    A alimentação na escola influencia o desempenho e a frequência escolar dos alunos, porque crianças de baixo nível econômico fazem desta, sua única alternativa para a alimentação, por isso, a merenda escolar deve atender as necessidades calóricas e nutricionais para que garantam a frequência diária desses alunos na escola, como bem retrata Souza e Mamede (2010) ao afirmar que merenda escolar representa um atrativo para a permanência dos alunos nas escolas públicas brasileiras e que para tanto, o cardápio deverá ser programado de modo a fornecer refeições saborosas e nutricionalmente adequadas.

    Em ambas as sedes, a predominância das atividades realizadas nas escolas foram as brincadeiras nos intervalos das aulas, sendo na rural 58,83% e na urbana 56,25%. Os alunos relataram que sempre fazem algum tipo de brincadeira principalmente as que exigem esforço físico como “esconde-esconde”, “pega-pega” ou brincam de xadrez, dominó, ou de outros objetos disponíveis nas salas de multimeios.

    Quanto à prática de educação física, 41,17% dos alunos da zona rural afirmam participar desse tipo de atividade, já para zona urbana 43,75% dos alunos dizem praticar.

Tabela 3. Atividades realizadas na escola

    Os dados encontrados retratam que os alunos de alguma forma, seja por meio de atividades físicas ou de brincadeiras que exigem esforços, estão se exercitando e assim saindo do sedentarismo, um mal que contribui para muitas doenças, dentre as principais os distúrbios nutricionais.

    A atividade física desenvolvida no meio escolar através da educação física, do desporto escolar e das atividades de recreio torna-se deste modo muito importante, educando crianças e jovens para hábitos de vida ativos, no combate aos efeitos nocivos inerentes aos estilos de vida sedentários das sociedades contemporâneas (MADANÇOS et al., 2011).

    As escolas demonstraram que mesmo apesar de oferecer às crianças acesso aos meios informatizados, principalmente através dos jogos eletrônicos, apostam como forma de entretenimento para os alunos: brincadeiras interativas, que contribuem tanto para a prática de exercícios físicos, como para a socialização dos mesmos. Estimular crianças para prática de exercícios, como algum tipo de esporte, constitui uma das mais importantes tarefas da escola, pois esta estará formando cidadãos com menores ricos de contraírem doenças como também auxiliando no desenvolvimento cognitivo do conceito básico de cidadania.

    Na zona urbana 95% dos alunos afirmam serem os familiares, os orientadores quanto à alimentação saudável, na zona rural esse índice também foi alto, com 94,11% dos alunos.

    A orientação sobre alimentação saudável na infância deve ser uma vertente trabalhada em todas as esferas em que a criança esteja inserida, contribuindo assim para o alcance de uma população mais saudável. Essa assistência deve surgir principalmente dos familiares, professores e profissionais da ESF que atuam na área da escola.

    Superar os desafios intrínsecos ao problema dos distúrbios nutricionais em escolares remete à incorporação de outros conhecimentos, como por exemplo, o espaço onde acontecem os processos sociais de uma determinada população, além dos modelos de atenção vigentes, contudo a enfermagem ainda tem abordado pouco ou quase nada sobre os distúrbios nutricionais, sobretudo em escolares (LOPES et al., 2010).

    Silva et al (2010) afirmam que segundo o Ministério da Saúde e da Educação, o conhecimento sobre a nutrição, deve ser responsabilidade de todos da equipe multiprofissional que atuam no campo da alimentação infantil, o que se faz essencial para a melhora do quadro do estado nutricional das crianças brasileiras, pois estes, além de contribuírem na formação do hábito alimentar das crianças, podem auxiliar os pais na realização de tal tarefa. Por isso, a alimentação, no ambiente escolar deve ter função pedagógica e estar inserida no contexto curricular.

    Da zona urbana 52,5% dos alunos fazem dois lanches e dos escolares da zona rural 47,05%. Ao questionar fazer três lanches por dia, as crianças da zona urbana se destacam com 35% enquanto que apenas 17,67% dos que residem na área rural consomem essa quantidade. Os números apontam que 34,94% dos alunos da sede rural fazem apenas um lanche por dia, ao passo que 11,25% das crianças da zona urbana referem fazer esse número de lanche.

    Os dados obtidos mostraram que o café da manhã dos alunos do meio rural assim como no urbano é composto principalmente por algum tipo de massa (especialmente pão e bolo), café e leite.

    Na área urbana o item massa representa 53,01% dos alimentos citados para o desjejum matinal e no meio rural é de 48,73%, sendo o pão o item mais mencionado nas duas escolas. O leite, uma rica fonte de cálcio e necessário para as crianças, também tem uma forte representação no cardápio dos alunos, principalmente na zona rural com 22,89% e na urbana 16,45%.

    O café também teve significativa expressão de representação com 19,27% para o meio rural e na urbana obteve 31,01%, tendo o maior consumo.

    A pesquisa revelou que nenhum dos alunos deixa de tomar café da manhã e que alimentos como queijo, suco, chá, mingau e frutas mostraram ser pouco consumidos, apresentando pequena porcentagem.

    O café da manhã dos escolares constitui umas das mais importantes refeições, pois mantém a criança com a mente em alerta. As demais refeições devem incluir opções nutritivas. Os lanches também se fazem necessários na vida escolar da criança, uma vez que podem ser ofertados alimentos importantes não ingeridos durantes as principais refeições (GUIA DE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL, 2008).

    Uma alimentação saudável constitui-se pelo consumo diário de alimentos como frutas, legumes, cereais integrais, feijões, leite e derivados, carnes magras, aves ou peixes e verduras (estas devem estar presentes no mínimo em três refeições para garantir seu aporte necessário). É composta também por alimentos que tenham baixo teor de açúcar, gorduras e sal, valorizando sempre a cultura alimentar da região em que reside (BRASIL, 2008b).

    Bons hábitos alimentares devem ser abordados por toda família, já que são os mais velhos que servem de exemplo para os mais novos. Por isso que os pais mais do que ninguém têm papel primordial na conduta alimentar dos filhos, estes devem proporcionar cardápios que estabeleçam as quantidades, o tipo de alimento e o horário, porém nunca forçar a criança a comer tudo, contudo precisa familiarizar as crianças sobre a diversidade dos grupos alimentares (PANDOLFI; COSTA, 2008).

    A nutrição e a dieta são fatores que contribuem substancialmente para o encargo da prevenção de doenças e morte prematura. Portanto, é necessário que surjam programas flexíveis para ajudar a família e a criança a fazerem mudanças em seus hábitos alimentares, como a escolha de alimentos de baixo teor gorduroso, aumento dos legumes e frutas, lanches saudáveis, diminuição no tamanho das porções e a água, que deveria ser usada como principal bebida (CAVALCANTI et al., 2011).

Considerações finais

    Diante do exposto o estudo revelou que as crianças da escola rural e urbana tem o comportamento alimentar semelhante, referente ao consumo de alimentos, IMC e atividades físicas realizadas. Deste modo a educação em saúde que vem sendo realizada nas escolas pelos diversos profissionais, tem contribuído muito para formação alimentar destas crianças.

    A educação em saúde é uma das ferramentas a serem trabalhadas sistematicamente no cotidiano das crianças escolares, de suas famílias e das comunidades adscritas a que pertencem, transcendendo as ações intra-unidades para um processo de trabalho inter-setorial em busca do cuidado integral a saúde das crianças desde o crescimento e desenvolvimento infantil.

    Atualmente, é possível ver comumente que o alerta que a mídia faz em relação à prevenção da obesidade, já é um ganho, pois está vem crescendo em proporções alarmantes nas últimas décadas, inclusive no meio infantil. Por isso deve-se realizar ações educativas, para a população começar a perceber quão importante é a prevenção e a adoção de um estilo de vida saudável, com a finalidade de evitar a obesidade e suas complicações.

Referências

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