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Posse de bola em diferentes zonas do campo: estudo descritivo

da seleção espanhola e adversários na FIFA World Cup 2010

La posesión de la pelota en diferentes zonas del terreno: estudio descriptivo 

de la selección española y sus oponentes en la Copa del Mundo de fútbol 2010

 

*Mestre em Educação Física pela UNIMEP e Professor do Departamento

de Educação Física da Faculdade de Americana, São Paulo

**Doutor em Educação Física pela UNICAMP e Professor do Departamento

de Educação Física da Faculdade de Americana, São Paulo

e Universidade de Sorocaba UNISO, São Paulo

***Graduado em Educação Física pela Faculdade de Americana, São Paulo

(Brasil)

Tiago Volpi Braz*

Vagner Reolon Marcelino**

vagnermarcelino@fam.br

Eduardo César Nascimento Ferreira***

Jean Henrique Cassemiro***

Marco Antônio Vitorino***

tiagovolpi@yahoo.com.br

 

 

 

 

Resumo

          Tem-se como objetivo na presente pesquisa, apresentar um estudo descritivo da distribuição da posse de bola nas diferentes zonas do campo da seleção espanhola e seus adversários, oportunizando a criação de modelos gerais e individuais dos jogos analisados da FIFA World Cup South Africa 2010TM®. Foram utilizados dados obtidos do website oficial da FIFA World Cup South Africa 2010TM® (http://pt.fifa.com/index.html). A amostra foi composta pelas 7 partidas da seleção espanhola, dos quais, 3 jogos na fase de grupos e 4 na eliminatória. Para análise dos resultados, considerou-se 9 zonas de campo, sendo 3 na zona da defesa (DE, DC, DD), 3 na zona do meio-campo (ME, MC, MD) e 3 na zona do ataque (AE, AC, AD). Foram produzidas informações tabulares e gráficas, utilizando-se estatística descritiva via medidas de centralidade e dispersão. Os resultados apontam que a seleção espanhola apresentou maior volume de posse de bola para as zonas do meio-campo, especialmente para MC, bem como, foi verificado valores maiores para AE e AD quando comparada as seleções adversárias; em todas as zonas da defesa a seleção espanhola caracterizou-se por menor tempo de posse de bola em relação a seus oponentes, sobretudo em DC, zona crucial para alcance e proteção dos gols na modalidade.

          Unitermos: Futebol. Posse de Bola. Copa do Mundo FIFA. Análise de Jogo.

 

Abstract

          It has the objective of this study, present a descriptive study of the distribution of possession of the field in different parts of the Spanish team and their opponents, allowing the creation of general models and analyzed the individual game of the FIFA World Cup South Africa 2010TM®. Data was obtained from the official website of the FIFA World Cup South Africa 2010TM® (http://pt.fifa.com/index.html). The sample was composed of the 7 matches of the Spanish team, of which 3 group stage games and in round 4. For data analysis, we considered 9 areas of field, and 3 zone defense (DE, DC, DD), 3 in the midfield area (ME, MC, MD) and 3 in the attack zone (AE, AC, AD). Were produced tabular and graphical information, using descriptive statistics via measures of centrality and dispersion. The results indicate that the Spanish team had a higher volume of possession to the midfield areas, especially for MC and it was found higher values for AE and AD when compared to the opposing teams, in all areas of defense Spanish team was characterized by less time of possession against their opponents, especially in DC area crucial to reach and protection goals in the sport.

          Keywords: Soccer. Ball possession. FIFA World Cup. Match analysis.

 

 
EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 15, Nº 153, Febrero de 2011. http://www.efdeportes.com/

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Introdução

    A análise de jogo tem sido considerada em estudos recentes no futebol (BRAZ; BORIN, 2009; TENGA et al., 2009; LAGO et al., 2010; RANDERS et al., 2010), já que a mesma, proporciona o entendimento do contexto competitivo da modalidade, assim como, justifica a adoção de treinamentos específicos voltados a preparação de futebolistas, além de identificar padrões de comportamentos de sucesso das equipes, em que, são norteadas as condições necessárias de desempenho para performance de alto nível neste desporto, ou ainda, para orientação geral do processo de preparação sistematizada do atleta jovem.

    Comumente, pesquisas relacionadas ao evento Copa do Mundo na modalidade, como em Szwarc (2008) e Braz et al. (2010), são consideradas modelos competitivos referenciais para a prática dos futebolistas, já que fazem-se presentes os melhores jogadores de cada seleção participante e, certamente, ilustram tendências evolutivas, características culturais de jogo e padrões norteadores de desempenho. Neste contexto, dados relativos a seleção campeã (Espanha) da FIFA World Cup South Africa 2010TM® e sua relação com o comportamento de seus adversários seriam importantes para viabilizar discussões neste âmbito, já que necessariamente, poder-se-ia encontrar respostas a planificações táticas exercidas pelos treinadores e, sobretudo, do comportamento desta seleção gerando respostas diferenciadas no padrão de atuação de seus oponentes.

    Nesta linha, a variável percentual ou tempo da posse de bola tem sido reportada como uma das mais populares na análise de jogo na modalidade (HUGHES; FRANKS, 2004; CARLING; WILLIAMS; REILLY, 2005). Entretanto, o presente estudo avança ao propor o entendimento do comportamento desta variável nas diferentes zonas do campo, já que, normalmente, é tratada no contexto do tempo ou percentual total dos jogos, como em Lago et. al. (2010). A partir destes pressupostos, tem-se como objetivo a apresentação de um estudo descritivo da distribuição da posse de bola nas diferentes zonas do campo da seleção espanhola e seus adversários, oportunizando a criação de modelos gerais e individuais dos jogos analisados.

Procedimentos metodológicos

    A presente pesquisa se caracteriza por uma pesquisa de caráter descritiva e quantitativa. Com intuito de analisar a distribuição da posse de bola nas diferentes zonas do campo da seleção espanhola e seus adversários, foram utilizados dados obtidos do website oficial da FIFA World Cup South Africa 2010TM® (http://pt.fifa.com/index.html). A amostra do presente estudo foi composta pelas 7 partidas da seleção espanhola, dos quais, 3 jogos na fase de grupos e 4 na eliminatória (oitavas-final, quartas-final, semi-final e final), conforme demonstra a tabela 1:

Tabela 1. Descrição da amostra de jogos considerados para a análise realizada no presente estudo

    Para análise dos resultados, considerou-se 9 zonas de campo, já que era assim disponibilizado pelo website pesquisado. A partir disto, foram adotadas nomenclaturas para identificação das 9 zonas do campo de jogo, sendo 3 na zona da defesa, 3 na zona do meio-campo e 3 na zona do ataque, conforme demonstra a figura 1:

Figura 1. Nomenclaturas utilizadas para identificação das zonas do campo no presente estudo

    Entretanto, cabe destacar que os dados do site pesquisado eram disponibilizados em frequência percentual, sendo necessária sua transformação para minutos para atender os objetivos propostos. Assim, foi criada no software Microsoft Excel 2007 for Windows®, uma matriz para transformação dos valores percentuais em minutos, conforme a seguinte fórmula: (TTPB x %PBZC)/100, em que, TTPB = Tempo Total de Posse de bola da seleção no jogo e %PBZC = Percentual da Posse de Bola na Zona do Campo.

    A partir disto, foram produzidas informações tabulares, utilizando-se estatística descritiva via medidas de centralidade e dispersão (média, desvio padrão, valores mínimos e máximos). Em seguida, foram elaborados gráficos radares para ilustrar o modelo geral e individual dos jogos para a seleção espanhola e adversários, conforme variável considerada no estudo.

Resultados

    Na tabela 2, podem ser verificados os valores das medidas descritivas do tempo em minutos da posse de bola nas diferentes zonas do campo da seleção da Espanha e seus adversários.

Tabela 2. Medidas descritivas do tempo em minutos da posse de bola nas diferentes zonas do campo da seleção da Espanha e seus adversários

    Já na figura 2, demonstra-se o modelo geral do tempo em minutos da posse de bola nas diferentes zonas do campo da seleção da Espanha e seus adversários nos jogos da FIFA World Cup 2010TM®.

Figura 2. Modelo geral do tempo em minutos da posse de bola nas diferentes zonas do campo da seleção da Espanha e seus adversários nos jogos da FIFA World Cup 2010TM®

    Por outro lado, na figura 3, pode ser visualizado o modelo individual dos jogos da seleção da Espanha e seus adversários na FIFA World Cup 2010TM®, para a variável tempo em minutos da posse de bola nas diferentes zonas do campo.

Figura 3. Modelo individual dos jogos da seleção da Espanha e seus adversários na 

FIFA World Cup 2010TM®, para a variável tempo em minutos da posse de bola nas diferentes zonas do campo.

Discussão

    Os resultados encontrados apontam discussão interessante para três questões principais: i) no modelo geral dos jogos, a seleção espanhola apresentou maior volume de posse de bola para as zonas do meio-campo, especialmente para MC, bem como, foi verificado valores maiores para AE e AD quando comparada as seleções adversárias (figura 2); ii) em todas zonas da defesa a seleção espanhola caracterizou-se por menor tempo de posse de bola em relação a seus oponentes; sobretudo em DC, zona crucial para alcance e proteção dos gols na modalidade (tabela 2); iii) no tocante aos modelos individuais das partidas (figura 3), foi verificado comportamento semelhante ao modelo geral dos jogos, verificando-se maior tempo de posse de bola nas zonas MD, MC e ME (exceto semi-final) e AE e AD (exceto Jogo 3) do que os adversários.

    O fato da seleção espanhola apresentar maior volume de posse de bola para as zonas do meio-campo do que seus adversários, caracteriza um padrão de comportamento tático ligado ao controle de jogo nas zonas de transição ataque-defesa (HUGUES; FRANKS, 2004), seja na zona central do campo ou corredores laterais do meio-campo. Certamente, as características individuais dos jogadores, a própria cultura de jogo da seleção nacional da Espanha bem como, a planificação estratégica determinada pelo treinador e as execuções táticas nas partidas realizadas pelos futebolistas influenciam estes achados. Apesar dos modelos elaborados contarem com a representação de apenas uma variável (tempo da posse de bola nas zonas do campo), fica evidente que a seleção campeã da FIFA World Cup 2010TM® buscava maior controle de jogo do que seus adversários, optando por um tipo de atuação dinâmica exercendo domínio no rival, em que valoriza-se a posse de bola em zonas de transição de jogadas (ME, MC e MD), para posteriormente, a criação de desequilíbrios na defesa da seleção contrária.

    Ao mesmo tempo, um aspecto que pareceu importante para o contexto da variável analisada no sucesso da seleção espanhola, remete-se ao maior tempo de atuação com bola em AE e AD. De fato, uma das características necessárias ao sucesso de equipes de futebol é a busca de variabilidades ofensivas no campo de jogo por meio de diferentes jogadas em distintas zonas do campo (CARLING; WILLIAMS; REILLY, 2005), seja por troca de passes verticalizados ou por meio de infiltrações em corredores centrais. Supõem-se que AC seja o objetivo principal de uma equipe para alcançar o gol, já que é a zona mais próxima da baliza adversária (CASTELO, 2009). Porém, os valores encontrados nesta zona do campo não se diferenciam da seleção campeã da FIFA World Cup 2010TM® em relação a seus adversários e sim, o poder de atuar com posse de bola nas zonas laterais do ataque, provavelmente ligada a maior número de cruzamentos e assistências para finalizações, infiltrações na diagonal direcionadas a pequena área, oportunizando também, menor concentração de marcadores do adversário em DC, aspecto importante para a criação de espaços para atacantes centralizados.

    Por outro lado, foi verificado que a seleção espanhola caracterizou-se por menor tempo de posse de bola na defesa em relação a seus oponentes. Isto demonstra a capacidade da seleção espanhola em controlar a posse de bola durante as partidas, ocasionando sobretudo, menor alcance de seus adversários as zonas do campo que está defendendo. Buscar menor volume de posse de bola dos adversários em DE, DC e DD, certamente está atrelado a um tipo de comportamento de sucesso das equipes, já que evita-se a proximidade do oponente com a baliza defendida, sendo esta, uma particularidade da seleção campeã da FIFA World Cup 2010TM®. Entretanto, cabe destacar que, ocorra no futebol, situações ofensivas com pouco tempo de duração e eficientes. Ou seja, o contexto da variável deste estudo não permite distinguir entre, uma seleção que mantém elevado volume de posse de bola no ataque de maneira ineficaz (com predominância de passes laterais e sem ocorrência de finalizações) e aquela que sempre produz de maneira objetiva desequilíbrios na defesa adversária, com produção de finalização efetiva de jogadas ofensivas.

    No tocante aos modelos individuais das partidas (figura 3), foi verificado comportamento semelhante ao modelo geral dos jogos (figura 2), verificando-se maior tempo de posse de bola nas zonas MD, MC e ME (exceto semi-final) e AE e AD (exceto Jogo 3) do que os adversários. Em termos práticos, estes resultados indicam consolidação de um padrão de comportamento sistemático (regularidade) da variável controlada neste estudo para os jogos da seleção espanhola na FIFA World Cup 2010TM®, já que verificou-se padronização destes valores na representação dos modelos individuais dos jogos. As regularidades encontradas em partidas de futebol são padrões de comportamento que se repetem sistematicamente durante os jogos, com uma confluência de uma dimensão mais previsível induzida pelas leis e princípios das partidas de futebol (GARGANTA, 1997), ou ainda, pela característica adotadas pela forma de jogar (sistema, estilo e cultura de jogo, bem como, características individuais dos futebolistas) de uma determinada equipe, que induzem a repostas padronizadas para um determinado indicador de performance na modalidade.

    Certamente, a identificação de regularidades depende da análise dos resultados de um conjunto de jogos (ex: o modelo geral da variável apresentado na figura 2), ao passo, que algumas partidas (modelos individuais) podem apresentar características diferenciadas do modelo geral representado. Ainda que notado um padrão sistemático de atuação para a variável controlada neste estudo, certamente, em determinados jogos (a exemplo do jogo 3 contra a Seleção Chilena para a zona AE; figura 3) irá ocorrer modificações de comportamentos, seja por substituições de jogadores com características diferentes, pela confronto específico com a seleção adversária ou mesmo, pela dinâmica de acontecimentos sequenciais ocorridos durante as partidas.

    Porém, a escolha de um determinado modelo de jogo (aqui inclui-se todas as variáveis relacionadas ao jogar da equipe) provavelmente induza a formação de um conjunto de respostas padronizadas dos adversários, como demonstrado pelos valores encontrados para os adversários da seleção espanhola na na FIFA World Cup 2010TM®. Mesmo no jogo final contra a Holanda (figura 3), foi mantido o padrão de reposta da variável controlada neste estudo, o que, ratifica uma forma de jogar da seleção espanhola voltada ao controle da posse de bola nas zonas do meio-campo e laterais do ataque, criando dificuldades para manutenção da posse de bola do adversário na zona da defesa.

    Possivelmente, os achados do presente estudo sustentem a premissa de que a seleção espanhola fazia na maioria das vezes, opção por um tipo de ataque denominado posicional (CASTELO, 2009), em que a forma de ataque se inicia no meio campo, estando a equipe a adversária em equilíbrio defensivo, com construção de etapas mais prolongadas e elaboradas, sendo executado maior número de passes na largura do que na profundidade do campo, ou ainda, pelo ataque rápido, característica de maior ritmo de ações, com passes quase que exclusivamente na profundidade para frente (GARGANTA, 1997). Estas características se diferenciam de seleções que adotam predominantemente o contra-ataque como método de alcance do gol, com maior aceitação do controle de jogo pelo adversário, padrão ofensivo este, demonstrado pela seleção espanhola na FIFA World Cup 2010TM®.

    Por fim, cabe destacar algumas limitações características da unificação de uma variável (no caso, posse de bola em diferentes zonas do campo) para explicação e inferências acerca do desempenho competitivo de equipes de futebol, já que seria necessário um conjunto de variáveis qualitativas e quantitativas de dimensão espacial, temporal e efetividade para “iniciar” o entendimento da complexidade funcional da modalidade futebol, assim como algumas especulações presentemente realizadas, via representação de modelos competitivos, índices de desempenho (como em BRAZ; SPIGOLON; BORIN, 2009) e a própria relação com a sistematização do treinamento de futebolistas. Mesmo assim, considera-se que o presente estudo avança no sentido de propor o entendimento das zonas do campo em que ocorre a posse de bola, sendo necessário em futuros estudos, apontar para a elaboração de modelos representativos desta variável em diferentes padrões de comportamentos das seleções nacionais participantes da na FIFA World Cup 2010TM®, assim como, buscar diferenças entre vencedores e perdedores.

Conclusão

    Os resultados do presente estudo apontam que a seleção espanhola apresentou maior volume de posse de bola para as zonas do meio-campo, especialmente para MC, bem como, foi verificado valores maiores para AE e AD quando comparada as seleções adversárias. Em todas as zonas da defesa a seleção espanhola caracterizou-se por menor tempo de posse de bola em relação a seus oponentes; sobretudo em DC, zona crucial para alcance e proteção dos gols na modalidade. Como implicações práticas, os dados apresentados indicam a busca destes comportamentos para a variável estudada que representaram o sucesso na FIFA World Cup 2010TM®, buscando alternativas em treinamentos, orientações estratégicas e implicações táticas durante as partidas na modalidade. Sugere-se em futuros a contextualização de um maior número de variáveis, tendo em vista o aprofundamento do entendimento da lógica funcional da futebol com perspectivas da complexidade.

REFERÊNCIAS

  • BRAZ, T.V.; SPIGOLON, L. M. P. ; BORIN, J. P. Relação dos microciclos de treinamento com o modelo competitivo técnico-tático de uma equipe de futebol. In: 7a Mostra Acadêmica da UNIMEP. Piracicaba. Ciência, tecnologia e inovação: a universidade e a construção do futuro, 2009. Disponível em: http://www.unimep.br/phpg/mostraacademica/anais/7mostra/5/313.pdf. Acesso em: 04/01/2011.

  • BRAZ, T.V.; SPIGOLON, L. M. P.; VIEIRA, N. A.; BORIN, J. P. Modelo competitivo da distância percorrida por futebolistas na UEFA Euro 2008. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, v. 31, p. 177-191, 2010.

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  • Szwarc, A. The Efficiency Model of Soccer Player’s Actions in Cooperation with Other Team Players at the FIFA World Cup. Human Movement, v.9, n.1, p.56–61, 2008.

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